Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons
ANPOCS
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - sala 116
05508-900 São Paulo SP Brazil
Tel.: +55 11 3091-4664
Fax: +55 11 3091-5043
anpocs@anpocs.org.br
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Revista Brasileira de Ciências Sociais - Governamentalidade e Anarqueologia em Michel Foucault
Ensaio - "Suas obras completas começaram a ser editadas em 1951 pela Gallimard francesa.
| 04/12/10, sábado 16h |
Leitura Dramática, “As Criadas” de Jean Genet. Direção de Alberto Centurião (Dramaturgo, ator e diretor de teatro, integrante do CCS). |
Ensaio -"Em termos intelectuais, o fenômeno Jean Genet é difícil de ser analisado. O fato é que, entre uma e outra prisão, se instruía.
lhe encomendaria Um cativo apaixonado (citado no livro de White com o título dePrisioneiro do amor), no qual, com o brilhantismo
habitual, Genet mistura lembranças e experiências, como sua vivência nos campos palestinos."
Ensaio - "Batizado Jean Marcel Genet, o menino foi adotado por uma família de Alligny,...
Ensaio - "Homossexual, ladrão, desertor e, acima de tudo, um dos totens da literatura francesa, Jean Genet tinha...
Revista INTEGRAÇÃO 59 on line
domingo, 21 de novembro de 2010
"As Criadas"
| 04/12/10, sábado 16h |
Leitura Dramática, “As Criadas” de Jean Genet. Direção de Alberto Centurião (Dramaturgo, ator e diretor de teatro, integrante do CCS). |
sábado, 20 de novembro de 2010
Editora Achiamé
Nenhum poder existe por si! Nenhum poder, qualquer que seja, é evidente ou inevitável! Qualquer poder, consequentemente, não merece ser aceito no jogo! Não existe legitimidade intrínseca do poder! E a partir dessa posição, a démarche consiste em perguntar-se o que, a partir disso, é feito do sujeito e das relações de conhecimento no momento em que nenhum poder é fundado no direito nem na necessidade; no momento em que qualquer poder jamais repousa a não ser sobre a contingência e a fragilidade de uma história; no momento em que o contrato social é um blefe e a sociedade civil um conto para crianças; no momento em que não existe nenhum direito universal. §§§ Brochura com 130 páginas, no formato 14x21cm.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Autora defendeu Monteiro Lobato na abertura do evento, ontem
Autora defendeu Monteiro Lobato na abertura do evento, ontem
MARCO RODRIGO ALMEIDADE SÃO PAULO Sob intensos aplausos, a escritora Lygia Fagundes Telles, 87, abriu ontem pela manhã a 5ª edição da Balada Literária, que ocorre nos arredores da Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo.
Bem-humorada, ela conversou com o público na Livraria da Vila, ao lado da jornalista Mona Dorf e do escritor Nelson de Oliveira.
"Os escritores têm mania de reclamar, vivem se lamentando. Machado de Assis era preto, pobre, gago, epiléptico e nunca perdeu o humor. Tem que ter humor", disse.
A autora, que recentemente fraturou a perna, ironizou sua saúde e elogiou Marcelino Freire, organizador da festa. "Soube que a Balada não tem patrocínio oficial. Se eu tivesse um banco, eu te ajudava, Marcelino", brincou.
Em tom sério, protestou contra a recente recomendação do CNE (Conselho Nacional de Educação) para que não se distribuam em escolas públicas "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, sob alegação de que o livro é racista. "É censura. Lobato é um escritor fundamental."
Mostra de Direitos Humanos abre hoje
Evento presta homenagem ao ator argentino Ricardo Darín e exibe produções de dez países da América do Sul
Sessões são gratuitas e reúnem desde o clássico "A Batalha do Chile", de Guzman, até "Abutres", novo filme de Trapero ANA PAULA SOUSADE SÃO PAULO O chamariz será a presença do ator argentino Ricardo Darín num debate na Cinemateca, amanhã.
Mas a razão principal de ser da 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos está nas frestas das imagens que serão projetadas nas telas do Cinesesc e da Cinemateca nos próximos dias.
O evento que percorrerá, além de São Paulo, outras 19 capitais brasileiras -Aracaju, Belo Horizonte, João Pessoa, Rio de Janeiro e Salvador entre elas- reúne 41 títulos representativos de dez países da América do Sul.
A curadoria do cineasta Francisco César Filho é, a um só tempo, estética e política. Seu olhar capturou temas, mas também modos de filmar e de enquadrar o mundo contemporâneo.
Exemplar dessa opção é o filme de abertura, "Abutres", que será exibido hoje à noite no Cinesesc. A produção dirigida por Pablo Trapero ("Família Rodante", "Leonera"), que tem sido definida como "noir", mostra uma sociedade de valores esgarçados.
Seu protagonista, Ricardo Darín, estará na sessão de hoje e participará de um debate amanhã. Darín, que tornou-se conhecido no Brasil com "O Filho da Noiva", de Juan José Campanella, é o homenageado desta edição. IMAGENS POLITIZADAS
Questões latino-americanas por excelência, como o direito à terra, a exclusão social e os povos indígenas atravessam algumas das produções. Mas há também imagens de refugiados, de negros e de presidiários. Isso sem falar na política e nas marcas que as ditaduras deixaram nos países da região.
A retrospectiva histórica, organizada sob o tema "Direito à Memória e à Verdade", trará clássicos que fizeram a cabeça dos intelectuais, como "A História Oficial" (1985), de Luís Puenzo, e a segunda parte de "A Batalha do Chile" (1977), de Patrício Guzman, e sucessos de público, como "Pra Frente Brasil", (1982), de Roberto Farias.
Imagens vindas da Colômbia ("Rosita Não se Desloca", de Alessandro Acito e Leonardo Valderrama), do Paraguai ("108", de Renate Costa) e do Uruguai ("O Quarto de Leo", de Enrique Buchichio) desembarcarão no Brasil.
As sessões, todas gratuitas, ocorrem de hoje a 25/ 11 no CineSesc, e de amanhã até 25/11, na Cinemateca. Em todas as cidades, haverá audiodescrição e closed caption.
Imagem contradiz acusados sobre ataque na Paulista
Gravação de câmera de um prédio mostra que, em pelo menos uma das três agressões, eles atacaram sem motivo
Advogados dos cinco suspeitos alegam que eles só se defenderam em meio a uma briga que não começaram
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Imagens de câmeras de um prédio na avenida Paulista desmontaram a versão de que os cinco rapazes de classe média acusados de atacar quatro jovens só haviam se defendido de uma briga que não partiu deles.
Um vídeo exibido ontem pelo telejornal "SBT Brasil" mostra que, em pelo menos uma das três agressões de que os jovens são acusados de participar, eles atacaram sem motivo nenhum.
Por volta das 6h, Luís, 23, surge em cena, acompanhado de seus dois amigos, andando devagar pelo passeio. Os cinco jovens -quatro de 16, um de 17 e um de 19 anos- chegam em sentido contrário, um deles carregando duas lâmpadas fluorescentes grandes, comumente usadas em escritórios.
De repente, sem que Luís tivesse nem sequer olhado para o rapaz, ele é atingido na cabeça por uma das lâmpadas, que estoura. Ele para, coloca a mão na cabeça, e é atingido mais uma vez, pela segunda lâmpada, no braço.
Dessa vez, reage: corre em direção ao agressor, que insiste num terceiro golpe com a lâmpada. As cenas fogem do visor da câmera.
Depois, um segurança de uma loja sai em direção aos agressores, que fogem.
O principal argumento dos pais ouvidos pela Folha no domingo, dia da agressão, é que todos os jovens bateram e apanharam igualmente. O advogado Orlando Machado chegou a dizer que eles responderam a um flerte de uma das vítimas e que a lâmpada foi usada como defesa.
Ontem, o pai do jovem de 17 anos disse que não estava sabendo das imagens, mas que, de toda forma, era orientado pelo advogado a não comentar mais o caso.
A Folha deixou três recados nos celulares de Machado, que não atendeu.
O advogado Alexandre Dias Afonso nega que sejam os jovens no vídeo, apesar de dizer que não assistiu às imagens. "Não há nenhuma peritagem para provar que sejam eles ou não, é especulativo." O advogado Fernando Dias Afonso assistiu ao vídeo, mas não comentou.
Veja as imagens da agressão
folha.com/mm832798
Seminário "Programa de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos", 24/11, 14h00
Diferença é tudo!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
São Paulo está se tornando facista!
Ornette Coleman - se apresenta em São Paulo na próxima semana, dentro da Mostra Sesc de Artes 2010
Criador do "free jazz" e um dos maiores nomes do gênero, o saxofonista
Ornette Coleman ° se apresenta em São Paulo na semana que vem Peter Van Breukelen - 11.jul.10/Redferns Ornette Coleman em show em julho, em Roterdã MARCOS FLAMÍNIO PERES
DE SÃO PAULO Ele é o maior desconstrutor de melodias da história da música. Seu
álbum "Free Jazz", de 1960, radicalizou a linguagem do gênero, já
então meio desmontada por Charlie Parker e John Coltrane, levando a
improvisação a alturas jamais vistas.
A contrapartida disso foi que o jazz se tornaria "difícil" para o
grande público -se é que esse gênero teve isso algum dia.
Mas Ornette Coleman- que se apresenta em São Paulo na próxima semana,
dentro da Mostra Sesc de Artes 2010- também deve ser o maior
destruidor de entrevistas da história do jornalismo.
Aos 80 anos, o consagrado sax alto americano não tem lá muita
paciência para nada que não seja sua própria arte, coisa que a
reportagem descobriu amargamente.
O sr. foi criado no Texas nos anos 1930, durante a Grande Depressão.
Foi vítima de racismo?
"Não, não, nunca pensei nisso. Só pensei em três coisas importantes:
escolha, honestidade e amor. Isso é simplesmente humano, coisas com as
quais nós temos que conviver."
Pergunto se é difícil construir uma carreira de jazzista hoje, já que
existem tantos bons músicos dando duro por uns trocados nas ruas e
estações de metrô de Nova York, Londres... Ele retruca em sua voz
baixa e sussurrada: "Não estou entendendo o que quer dizer...".
O repórter fica inseguro ("Será que meu inglês anda ruim assim?") e
lembra ao saxofonista que, em uma entrevista dez anos atrás, afirmou
que "economia e arte nunca foram bons companheiros, sobretudo para
mim".
Mas recebe outra resposta enviesada: "Acho que é de racismo que você
está querendo falar e isso não tem a ver com conhecimento". Já que
toca no assunto, pergunto como vê o governo de Barack Obama, primeiro
presidente negro dos EUA: "Não tenho muita informação a respeito, mas
acho que está num alto nível". LIBERDADE
Então, de volta ao seu ofício: sr. Coleman, a crítica insere o "free
jazz" na linhagem do bebop... "Nunca pensei em ser influenciado por
coisa nenhuma. Tentei [em minha carreira] não sofrer influência de
ninguém."
Mas como define o "free jazz", termo que criaria vida própria -e
banal- após ter sido apropriado pela cultura de massa. "Significa que
você pode tocar e criar livremente, tocar do jeito que sente, do jeito
que gosta."
De fato. Seu álbum clássico juntou dois quartetos que fazem uma
improvisação coletiva por quase 40 minutos.
A melodia simples e grudenta dos primeiros minutos desmorona
rapidamente nas mãos de mitos como Freddie Hubbard (trompete), Charlie
Haden e Scott LaFaro (contrabaixo), liderados pelo próprio Coleman
-que toca o mesmo instrumento de Charlie Parker.
Para o músico André Mehmari, o álbum mostra como o verdadeiro "free" é
um "paradoxo", pois "ele só pode existir com o suporte de um forte
rigor artístico, de respeito por certos limites". TANTAS EMOÇÕES
Coleman não costuma tocar os grandes standards do jazz em suas
apresentações. "Toco, sim, mas não os mesmos de sempre."
Traduzindo: prefere tocar composições de sua própria safra que já se
tornaram pequenos clássicos, como 'Ramblin'".
A fama o incomoda? "Não tive família nem ninguém me apoiando,
simplesmente ocorreu de ser quem eu sou e me reconhecerem por isso."
Indago a Coleman se Nova York -onde reside e de onde concedeu esta
entrevista- ainda é a meca do jazz. "Você está me perguntando se o
jazz ainda é importante para alguém aqui? Não estamos falando sobre
raça, mas sobre conhecimento, certo?"
Bem, então onde está a melhor cena de jazz da atualidade? "Não saio
procurando por isso." E devolve, no mesmo tom ingênuo: "Você toca
algum instrumento?".
"Bem, quando criança, tocava o bife no piano para agradar a mama e um
pouco de flauta para irritar os vizinhos. Mas nada hoje em dia."
E Coleman, cristalino: "Não sei se é o dia o responsável por você não
tocar, mas, sim, você mesmo".
Já com o rabo entre as pernas, o repórter faz a clássica pergunta
sobre o que ele espera do público brasileiro.
"Não espero nada -apenas procuro dar alguma coisa." Está bem, o sr.
venceu. E o que então espera dar ao público daqui? "O que as pessoas
chamam de emoção."
"O grande revolucionário do jazz moderno" -como o chamou o crítico
Lorenzo Mammì- parece querer dar as costas para todos os que o
incensam há tanto tempo. "Aquilo de que mais gosto é a humanidade, o
amor... É disso que precisamos para viver", arremata Coleman. ORNETTE COLEMAN
QUANDO sáb., 27/11, às 21h30; e dom., 28/11, às 18h30
ONDE Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, Pinheiros, tel. 0/xx/ 11/3095-9400)
QUANTO R$ 40
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
LITERATURA
A Academia Paulista de Letras (lgo. do Arouche, 324, 2º andar, tel.
0/xx/11/3331-7222) promove, toda quinta, conferências em homenagem ao
centenário do escritor e jurista Miguel Reale (1910-2006). Hoje, às
18h30, haverá palestras com Cláudio de Cicco e José Pastore. O evento
é de graça.
"A Dócil", de Dostoiévski
CHRISTIANE RIERA
CRÍTICA DA FOLHA Dirigida com inventividade por Pedro Mantovani e interpretada pelos
brilhantes atores Dagoberto Feliz e Patrícia Gifford, "A Dócil" é uma
comovente e vigorosa adaptação da novela homônima do escritor russo
Fiódor Dostoiévski (1821-1881).
Ainda distraído à frente do Galpão do Folias, o público se assusta com
o barulho de uma santa que se espatifa.
A cena simboliza o suicídio de uma jovem de 16 anos, ato misterioso
que conduzirá seu marido a uma investigação da relação entre eles e,
por consequência, ao inferno de si mesmo.
No início, ela queria apenas penhorar objetos para pagar um anúncio de
emprego em jornal.
Ele é um agiota mais velho, que lhe oferece um valor mais alto e se
apresenta "com as mesmas palavras de Mefistófeles".
É impressionante a precisão dos movimentos de Dagoberto Feliz, que
passa do afobamento à falta de fôlego dos culpados em interpretação
memorável.
Patrícia Gifford, atriz de porte frágil, está perfeita como seu objeto
de afeto. Consegue atuar como se fosse a fantasia projetada do marido
e ainda deixa resvalar a angústia que corre por dentro de sua
personagem.
Desse eixo amoroso impregnado de força emotiva ainda saltam complexas
relações sociais, em alguns momentos de grande riqueza cênica, até uma
reveladora cena final quase insuportável de tão aflitiva. A DÓCIL
QUANDO de sex. a dom., às 18h; até 19/12
ONDE Galpão do Folias (r. Ana Cintra, 213; tel. 0/xx/11/3361-2223)
QUANTO R$ 30
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
AVALIAÇÃO ótimo
Quinta Balada Literária começa hoje com Lygia Fagundes Telles O escritor Alberto Manguel é outro destaque da programação
DE SÃO PAULO A Balada Literária, evento que reúne literatura e boemia na Vila
Madalena, chega à sua quinta edição a partir de hoje, com cerca de 60
autores em nove espaços da região.
Até o próximo domingo acontecem bate-papos com Augusto de Campos,
Marcelo Rubens Paiva e o poeta e colunista da Folha Antonio Cicero,
além de shows e lançamentos de livros.
A homenageada deste ano é Lygia Fagundes Telles, 87.
A escritora está na primeira mesa de hoje, às 11h, na Livraria da Vila
(r. Fradique Coutinho, 915; tel. 0/xx/11/ 3814-5811).
O encontro seguinte, também na Livraria da Vila, às 14h30, debaterá a
relação entre literatura e teledramaturgia. Os convidados são os
dramaturgos e autores de novelas de TV Alcides Nogueira ("Ciranda de
Pedra") e Lauro César Muniz ("O Salvador da Pátria").
Logo depois, às 16h30, começa uma conversa com o poeta Frederico Barbosa.
Fechando as mesas do dia, o escritor argentino naturalizado canadense
Alberto Manguel conversa com o público no Sesc Pinheiros, às 19h (rua
Paes Leme, 195; tel. 0/ xx/11/3095-9400).
Manguel acaba de lançar o romance "Todos os Homens São Mentirosos"
(Cia. das Letras, R$ 42, 184 págs.).
No último fim de semana, ele participou da Fliporto, evento literário
em Olinda, onde surpreendeu o público ao chamar Mario Vargas Llosa,
ganhador de Nobel de Literatura deste ano, de "ser humano imundo".
Organizada pelo escritor Marcelino Freire, a Balada Literária não
conta com patrocínios oficiais e é gratuita.
A programação completa do evento pode ser conferida no endereço
www.baladaliteraria.zip.net.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Dezembro no Centro de Cultura Social
"As Criadas" - Jean Genet Direção de Alberto Centurião
Policiais são acusados de sequestro e morte em SP Para corregedoria, 4 PMs simularam tiroteio com jovem morto em 2008
privado e assassinato de estudante em 2008 ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO Documentos sigilosos da Corregedoria da Polícia Militar de SP acusam
quatro PMs da Força Tática, espécie de tropa especial de cada
batalhão, de armar uma farsa, inclusive com a simulação do roubo de um
carro, para tentar encobrir o sequestro e o assassinato do estudante
Everton Torres Rodrigues, 21.
"O que foi apontado na análise das provas reúne suficientes elementos
de convicção para se afirmar que existem fortes indícios de que os PMs
sequestraram, mantiveram em cárcere privado e executaram o civil
[Everton Rodrigues]", concluiu o major Sérgio Aparecido Pincelli, da
corregedoria.
Os PMs acusados são o tenente Jonas Paro Barreto e os soldados Adriano
Roda dos Santos, Sandro Rodrigues de Souza e Fernando Félix.
Segundo os documentos, em 29 de julho de 2008, Rodrigues foi preso
pelos policiais militares em um ponto de ônibus na Freguesia do Ó
(zona norte de São Paulo).
Na versão dos policiais, Rodrigues não foi preso em um ponto. De
acordo com eles, o rapaz morreu porque roubou um automóvel no dia 30,
foi perseguido e atirou nos quatro PMs.
Para a corregedoria, a versão é falsa. Segundo a investigação, o dono
do carro roubado disse que foi vítima de dois ladrões em uma moto
preta. Ele também não reconheceu Rodrigues.
Na investigação, a corregedoria descobriu que o soldado Adriano Santos
tinha uma moto igual à usada pelos ladrões, que um dos PMs conheceu a
vítima na adolescência, quando foi acusada por tráfico de drogas, e
que a arma supostamente usada por Rodrigues não tinha feito "disparo
recente".
As roupas do rapaz também eram diferentes das dos dois assaltantes.
A corregedoria já encaminhou o caso para a Polícia Civil. Hoje, os
policiais continuam trabalhando na PM. Eles foram presos em 2008, mas
acabaram sendo soltos.
Os policiais eram do 18º Batalhão, na zona norte, à época do crime.
Hoje, apenas o tenente Barreto está na unidade, que é investigada
desde 2008 sob a suspeita de abrigar PMs que integram um grupo que
orquestrou a morte do coronel José Hermínio Rodrigues, então
comandante da PM na região.
Acusados de agressão na Paulista colecionam "expulsões" de escolas Dois dos adolescentes que participaram de incidente do fim de semana têm histórico de indisciplina
amigos dizem que eles são briguentos Luiz Guarnieri-15.nov.2010/Futura Press Adolescentes suspeitos de participar de agressão na avenida Paulista
deixam a Fundação Casa na tarde de anteontem TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO Um dos adolescentes acusados de agredir quatro rapazes na avenida
Paulista, no domingo de manhã, tem um histórico de indisciplina nas
escolas por onde passou.
Após estudar por sete anos no Dante Alighieri, o rapaz de 17 anos "foi
convidado" a não se rematricular na escola, em 2009, devido a
problemas disciplinares.
Segundo o colégio, ele levou advertências verbais e por escrito e pelo
menos seis suspensões durante o ano.
Amigos do rapaz afirmam que ele mudou para o colégio Objetivo em 2009,
de onde também foi expulso após atitudes "sem noção, como fazer xixi
na sala de aula", diz um ex-colega de colégio.
Neste ano, ele foi para uma escola estadual na Vila Mariana, onde
também teve problemas de indisciplina. Há cerca de 20, dias ele não
frequenta as aulas do local.
Ainda de acordo com amigos, o adolescente de 16 anos também acusado de
agressão foi expulso do Objetivo após se envolver numa briga.
"Ele pegou um "maluco", jogou em cima da mesa e ficou dando porrada",
descreveu um ex-colega de escola.
O Objetivo diz apenas que os dois foram embora "porque não conseguiram
acompanhar o ritmo do colégio".
A Folha não localizou a família dos jovens ontem.
No Objetivo, na mesma Paulista das agressões, os rapazes eram o
assunto ontem: eles têm fama de briguentos.
Os alunos dizem que eles já haviam batido em um homossexual em uma
festa. Os entrevistados pediram para não ter os nomes divulgados. HOMOFOBIA
A polícia disse haver indícios de homofobia nas agressões na Paulista.
Vítimas dos rapazes disseram que eles gritavam: "Suas bichas".
Segundo a polícia, quatro pessoas foram agredidas por esses dois
rapazes, outros dois adolescentes e por Jonathan Lauton Domingues, 19,
em três ataques diferentes na manhã do último domingo: um lavador de
carros e mais três estudantes.
As vítimas levaram chutes, socos e golpes com uma lâmpada em formato de bastão.
O advogado de um dos acusados, Orlando Machado, afirma que tudo
aconteceu em uma briga, após um dos agressores ter recebido um
"flerte" de um dos agredidos. O defensor nega a agressão ao lavador de
carros. Os acusados foram presos domingo e soltos anteontem.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Larte, materia A CAPA
| Por Marcelo Hailer* 12/11/2010 - 15:34 | | |
| ||
escritor João Silvério Trevisan
ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO Militante dos diretos dos homossexuais, o escritor João Silvério
Trevisan, 66, credita os recorrentes episódios de homofobia a uma
ideologia de que "veado é para matar".
Folha - Como se explicam episódios recorrentes de homofobia em meio a
avanços de direitos dos homossexuais?
João Silvério Trevisan - Há um descompasso entre o que é prometido por
leis ou por políticas públicas e o que, de fato, acontece. Qual é a consequência?
Não por acaso, temos a maior parada gay do planeta, em São Paulo, e
convivemos com esse tipo de atitude de pessoas que se julgam impunes e
pensam: "veado" é para matar. É o subtexto.
Os homossexuais reagem?
Há uma profunda despolitização da sociedade homossexual quanto aos
seus direitos. A comunidade gay tem dificuldade para reagir. É
assustadora a maneira como as pessoas fogem, como se aceitassem que
merecem ser punidas por serem homossexuais. É um outro lado muito
triste dessas agressões. A reação está à altura daquilo que os
atacantes esperam: ou seja, que "veado" é "cagão".
Acusados de agressão na Paulista são soltos
Pouco depois das 6h30 de anteontem, três jovens foram espancados pelos
cinco rapazes em plena avenida Paulista. Uma das agressões, contra o
estudante de jornalismo Luís, 23, foi vista pelo radialista Wladimir,
37, que saía do trabalho. Os dois pediram para não ter os sobrenomes
revelados.
"Vi o grupo espancando um rapaz e chamei a polícia, que chegou rápido,
pois já tinha sido avisada de outra agressão", disse Wladimir. Segundo
a polícia, o mesmo grupo de jovens havia agredido minutos antes os
amigos Otávio Dib Partezani, 19, e Rodrigo Souza Ramos, 20.
A família de Luís diz que processará os agressores.
Outra agressão, ocorrida às 3h, contra o lavador de carros Gilberto
Andrade, 18, também é atribuída a eles. Os jovens, segundo o advogado,
negam essa agressão.
Um dos amigos do estudante de jornalismo Luís, que presenciou as
agressões, diz que os rapazes pareciam estar alcoolizados. O advogado
Machado nega e diz que a polícia não pediu nenhum teste toxicológico a
eles.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Brown Card to CNN - Colombia - A right-fascist system with severe ochlarchy...
domingo, 14 de novembro de 2010
Jovens de classe média agridem 4 na av. Paulista
Um grupo de cinco jovens de classe média, colegas de um colégio
particular da capital, foi preso ontem acusado de promover uma série
de ataques, sem motivo aparente, a quatro pessoas que estavam pela
região da Paulista.
Em dois desses ataques a polícia diz haver indícios de motivação
homofóbica. As agressões eram feitas com chutes, socos e até com
bastões de luz branca. Duas das vítimas foram socorridas em hospitais
da região. Os agressores foram reconhecidos.
Advogados e parentes dos cinco jovens, quatro deles adolescentes de 16
e 17 anos, dizem haver um exagero por parte da polícia e o que houve
foi apenas "uma confusão que acabou em agressão". "Eles podem não ser
vítimas, mas não são algozes assim", disse o advogado Orlando Machado
Júnior, defensor de um adolescentes de 16 anos.
Dois dos ataques ocorreram por volta das 6h30 próximo à estação
Brigadeiro do Metrô, na av. Paulista. Os jovens, segundo a família e
advogados, voltavam de ônibus de uma festa em Moema.
De acordo com as vítimas Otávio Dib Partezani, 19, e Rodrigo Souza
Ramos, 20, eles estavam próximos a um ponto de táxi quando viram o
grupo caminhar na direção de ambos, mas sem demonstrar qualquer
agressividade.
Mas quando o grupo chegou próximo aos dois iniciou os ataques. O grupo
dizia, segundo as vítimas, "Suas bichas", "Vocês são namorados!".
Rodrigo fugiu para o Metrô, quando Otávio foi agredido por três
rapazes.
Logo após essa agressão, o quinteto atacou outro jovem, Luís, 23, que
estava com dois colegas. Ele foi ferido no rosto e na cabeça com
lâmpadas de bastão. Os colegas não foram agredidos, segundo a polícia.
O sobrenome dele foi preservado a pedido dele.
Testemunhas que viram as agressões chamaram a PM e os jovens foram
levados para o 5º DP (na Aclimação).
Por volta das 13h, quando a ocorrência estava sendo registrada como
formação de quadrilha e lesão corporal gravíssima, apareceu o lavador
de carros Gilberto Felipe Andrade, 18, dizendo ter sido vítima de uma
agressão. Ele reconheceu os jovens.
Segundo Andrade, ele foi agredido por volta das 3h na av. Brigadeiro
Luís Antônio.
Ele disse à Folha que o grupo seguia atrás dele quando um dos
adolescentes lhe acertou com um soco na nuca. Os outros rapazes o
agrediram em seguida.
Os adolescentes apreendidos seriam transferidos para a Fundação Casa,
enquanto o mais velho, Jonathan Lauton Domingues, seria encaminhado
para o Centro de Detenção Provisória.















































