quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Revista Veja sobre os anaruitas - ATENÇÃO!

A reportagem saiu ontem.

Segue transcrita, não consegui reenviar o arquivo que me passaram:
(quem quiser o arquivo, escreva que eu repasso)

saúde e anarquia.

Núcleo de Sociabilidade Libertária - Nu-Sol
http://www.nu-sol.org


REPORTAGEM DA REVISTA VEJA DE 22 DE DEZEMBRO DE 2010 (páginas 110 e 111)

RIQUINHOS SEM CAUSA REVIVEM A ANARQUIA

Os mais agressivos grupos radicais que incendeiam as ruas da Europa
são integrados por vândalos que vivem de mesasa de pais milhonários.

Em meio à multidão de milhares de manisfestantes, rapazes vestidos de
preto e com a cabeça e o rosto cobertos por capuzes, bulaclavas ou
capacetes caminham dispersos, tentando manter-se incógnitos. A atitude
muda quando encontram um alvo: um cordão de isolamento policial, uma
vitrine ou uma agência bancária. Então eles se agrupam e, aramados com
porretes, pedras e garrafas de coquetel molotov, quebram, incendeiam e
agridem. Quando a polícia reage, os vânadalos voltam a se misturar à
massa de gente que protesta pacificamente, na esperança de, com isso,
provocar um tumulto e incitar outros manifestantes e entrar no
confronto. É a tática do 'black bloc' (bloco negro, em inglês), cujo
uso se intensificou nos protestos de rua que dominaram a Europa neste
ano. Quase sempre, a minoria violenta é formada por anarquistas - que,
de seus análogos do início do século XX, imitam os métodos violentos e
o ódio ao capitalismo e aos estado.
Estima-se em 245 o número de grupos anarquistas na Europa. Só nas
últimas duas semanas, essas gangues, que se organizam pela internet e
cruzam fronteiras para participar das pancadarias, causaram tumulto em
trê países no intervalo de seis dias: Inglaterra, no dia 9, Itália, na
terça-feira 14, e Grécia, no dia seguinte. Ao todo, 200 pessoas
ficaram feridas. Os anarquistas não têm reivindicações próprias. Eles
pegam carona em causas alheias. Em Atenas, 23 000 protestaram contra a
aprovação de um pacote de austeridade fiscal, necessário para que a
Grécia continue recebendo o socorro financeiro da União Europeia e o
Fundo Monetário Internacional, que salvaram o país da falência, no
início do ano. No dia anterior, em Roma, a manifestação de 50000
pessoas pedia a deposição do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. O
chefe de governo italiano, acusado de abuso de poder e envolvido em
escândalos sexuais, acabou vencendo por apenas três deputados, o voto
de confiança no Parlamento e permanecerá no cargo. Em Londres, 50000
estudantes se reuniram contra o aumento do custo do ensino
universitário. Para os anarquistas, as questões que levaram gregos,
italianos e ingleses à ruas são bobagens sem importância. Eles se
aproveitam dos ingênuos para promover a quebradeira. São os principais
suspeitos de atacar o carro do prícipe Charles, em Londres.
Mas quem são esses formidáveis e destemidos guerreiros urbanos? Errou
quem pensou no sal da terra, em indivíduos miseráveis revoltados e
embrutecidos pela infrutífera luta pela vida nas metrópoles hostis e
indiferentes... Nada disso. Os valentes são playboyzinhos mimados que
vivem de mesadas de seus pais milionários, alguns ícones da
contracultura, seja lá o que isso for. Ou seja, nas ruas incendiadas,
são os únicos sem nada a perder. Um dos vândalos identificados em
Londres é o filho de David Gilmour, milionário guitarrista da
pré-histórica banda de rock Pink Floyd. O valentão chama-se Charlie e
foi fotografado paramentado todo de negro, atirando paralelepípedos na
direção dos policiais. Um idiota sem causa.
"Invadam Atenas, Londres e Roma!" A frase pichada nos muros da capital
grega demonstra que há mais em comum entre os acontecimentos recentes
nas três cidades do que a tática do 'black bloc'. Os anarquistas de
cada país não agem isoladamente. Na semana passada, a Scotland Yard
divulgou a foto de catorze suspeitos de participar dos distúrbios,
entre os quais cidadãos argentinos, alemães, italianos e letões. Eles
repetem um fenômeno ocorrido entre 1999 e 2001, no auge dos protestos
antiglobalização que transformaram as cidades-sede de cada encontro de
chefes de estado em campos de batalha. Já naquela ocasião, eram
anarquistas os responsáveis por incitar a violência policial. O
anarquista ruso Mikhail Bakunin (1814-1876) escreveu: "A paixão pela
destruição é também uma paixão criativa". Por isso, o anarquismo
sempre foi avesso ao jogo político tradicional. O que vale é a ação
direta, violenta, nas ruas. Em 1909, anarquistas espanhóis
aproveitaram protestos populares contra o recrutamento militar para
incendiar igrejas e executar padres, provocando uma reação violenta do
Exército que resultou em 150 mortos. O episódio ficou conhecido como
Semana Trágica. Cem anos depois, a tática está de volta. "Vamos atacar
de novo em janeiro", disse à Veja um mebro do grupo anarquista
Whitechapel, da Inglaterra, que se identifica como Alex McLure. É o
inverno dos anarquistas de butique. Pena que não existam mais tropas
de choque como antigamente.

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Sua assinatura foi confirmada no abaixo-assinado

Caro(a) Francisco Ripo, 

Por favor ajude a divulgar o abaixo-assinado «contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010». A melhor maneira de o fazer é informar seus amigos que ele existe.

Envie um email rápido a seus amigos.

Abaixo existe um texto que pode copiar e colar em sua própria mensagem de email, para ajudar a divulgar o abaixo-assinado «contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010»:

Para divulgar, «Copiar e Colar» o texto abaixo em seu próprio email e enviar a seus contatos.
------------------------------------------------------------------------------------------------

Meus Amigos / Minhas Amigas,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010» 

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar. 

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!

Obrigado,
Francisco Ripo 

-------------------------------------------------------------------------------------

Uma nota sua no email que envia a seus amigos pode fazer a diferença para um abaixo-assinado de sucesso.


Todos devemos ajudar a promover o abaixo-assinado, e agora é sua vez.

O poder da Internet está em suas mãos!


Cumprimentos,
PeticaoPublica.com.br

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Boas Festas!

Desejo boas festas e um 2011 pleno de energia e vontade anárquica para
novas realizações!
Obrigado, muito obrigado aos amigos que participaram dessa experiência
marcante em 2010 vindo prestigiar as atividades no CCS.
É maravilhoso o estimulo que os amigos provocam com sua presença.
Obrigado pelo reconhecimento de nosso esforço e empenho.
Saúde e anarquia!
franciscoripo.

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«contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010»

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

auguri solstiziali da Atene...

Rinnovo gli auguri solstiziali con la stessa foto del'anno scorso,
sempre più attuale... .
.
A.I.

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auguri solstiziali da Atene... .



Rinnovo gli auguri solstiziali con la stessa foto del'anno scorso, sempre più attuale... .
.
A.I.



 



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"leilão de virgem"

Juiz é acusado de participar de "leilão de virgem"

Testemunhas dizem ter visto magistrado em festa

DE SÃO PAULO

O TJ de Alagoas vai investigar se um juiz de União dos Palmares esteve
em festa onde seria leiloada uma virgem adolescente. No evento também
aconteceria o concurso do "bumbum mais bonito", cujas candidatas eram
adolescentes, e rifas de sexo oral.
Investigações da Polícia Civil sobre um possível esquema de exploração
sexual de adolescentes na cidade -a 81 km de Maceió- reuniram
depoimentos de testemunhas que disseram ter visto o juiz Aécio Flávio
Brito na festa.
Ele responde a processo disciplinar sob acusação de libertar
irregularmente dois PMs presos.
O leilão não chegou a acontecer, pois policiais civis e militares
interromperam a festa.
Duas adolescentes de 14 e 17 anos foram encontradas no bar. Elas
negaram a existência do leilão. Segundo a polícia, mais de cem homens
participavam da festa.
Thaís da Silva Costa e Gizela de Oliveira dos Santos, promotoras da
festa, estão presas preventivamente sob suspeita de exploração sexual.
O dono do bar -Nelson Tenório - está foragido.
As mulheres negaram que seria feito o leilão e que agenciavam
prostituição. A reportagem não localizou os advogados desses
envolvidos.
Fernando Maciel, que representa o juiz em outros processos, disse que
foi informado sobre o caso pela imprensa e que não irá comentar.
(SÍLVIA FREIRE)

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Que Brasil é esse?

Adolescentes jogam óleo quente em menina

Uma estudante de 15 anos teve o rosto, o braço direito, os seios e as
pernas queimados com óleo fervente e foi alvo de pauladas durante uma
emboscada, na tarde de anteontem, em Embu (Grande SP).
Segundo a polícia, duas adolescentes, de 16 e 17 anos, foram
apreendidas sob a acusação de terem ferido a estudante
premeditadamente.
A menina teve queimaduras de segundo grau e pode perder a visão do
olho esquerdo.

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AUMENTO PARA VEREADORES

Homem protesta só de cueca em Sorocaba

O comerciante de 47 anos tirou a roupa dentro da Câmara após a
aprovação do aumento do salário dos vereadores. "Não sou indecente,
indecente é o que está acontecendo aqui", gritava, enquanto era
imobilizado por guardas-civis. Outras pessoas estavam com cartazes e
nariz de palhaço.

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Ato em SP defende lei contra homofobia

Entidades LGBT se reúnem hoje na rua Libero Badaró (centro) para
apoiar projeto que criminaliza a discriminação

Especialistas dizem que o projeto é constitucional e não representa
ameaça à liberdade de expressão

UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO

Entidades do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais) organizam hoje em São Paulo um ato a favor do projeto de
lei 122/06, que criminaliza a homofobia.
Segundo organizadores do evento (hoje às 18h30 na rua Libero Badaró,
119), a ideia é articular uma agenda de mobilizações para coibir a
onda de violência contra gays.
"Não queremos que o final do ano interrompa a discussão sobre a
homofobia, e a batalha pela aprovação do PL 122 é central", afirma
Beto de Jesus, ex-presidente da Parada do Orgulho Gay.
Proposto originalmente em 2001 pela ex-deputada federal Iara Bernardi
(PT-SP), o projeto foi aprovado em 2006 pela Câmara. Seguiu para o
Senado, onde sofreu alterações -o substitutivo tem apenas quatro
artigos.
Atualmente o PL 122/06 está na Comissão de Direitos Humanos do Senado,
após o substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ter sido
aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais.
Depois, precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo
plenário. Se aprovado, volta à Câmara.

PREOCUPAÇÃO
A ainda longa tramitação preocupa os militantes. Como Cleide não foi
reeleita, parte do movimento LGBT receia que a relatoria do projeto
caia nas mãos de alguém contrário à proposta.
O senador Magno Malta (PR-ES), da base do governo, é um exemplo.
Pastor evangélico, ele afirma que o PL 122/06 é inconstitucional e
fere a liberdade de expressão, sobretudo das igrejas que condenam a
homofobia.

CONSTITUCIONAL
A Folha ouviu seis especialistas em direito constitucional: o ministro
Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, um segundo ministro
do STF, que falou em caráter reservado, Ives Gandra da Silva Martins,
Virgílio Afonso da Silva, Conrado Hübner Mendes e Octavio Luiz Motta
Ferraz.
São unânimes: o projeto é constitucional e não ameaça a liberdade de expressão.
O principal argumento é o fato de a Constituição dizer em dois artigos
(3º e 5º) que a discriminação e o preconceito deverão ser combatidos
pela lei. É o que já ocorre, por exemplo, com a prática do racismo,
cuja condenação legal é aceita desde 1988.
O que o projeto anti-homofobia faz é considerar a atitude homofóbica
tão criminosa quanto a racista. Não há a "criação" de um crime novo.

"SEGUNDA CLASSE"
Para Marco Aurélio Mello, "tudo o que realmente busque um tratamento
igualitário e respeitoso é bem-vindo." Ele lembra que não há direitos
absolutos na Constituição e afirma que "a liberdade de expressão não
pode chegar ao ponto de menosprezar a dignidade, gerando cidadãos de
segunda classe".
Conrado Hübner Mendes, professor licenciado do Direito da GV, diz que
se o PL "impõe limites à liberdade de expressão, são limites que podem
ser bem justificados pela própria Constituição. Criminalizar tais
condutas é opção do legislador".
O advogado Ives Gandra da Silva Martins também não vê
inconstitucionalidade, mas diz ter "receios quanto aos efeitos do
projeto".
Ele argumenta que "explicitar demais" pode levar à "discriminação às
avessas". Teme, por exemplo, que sejam proibidas leituras de "textos
sagrados" que falam contra o homossexualismo.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Artistas de rua protestaram

Artistas de rua protestaram ontem na avenida Paulista contra a Prefeitura de São Paulo, acusando-a de coibir o trabalho deles. No mês passado, o guitarrista Rafael Pio chegou a ser preso em uma operação.
Segundo o artista Celso Reeks, um dos organizadores do protesto, o problema surgiu com o início da chamada Operação Delegada, na qual policiais militares atuam, nas horas de folga, no combate a camelôs e recebem um salário extra para isso.
"A Operação Delegada tem como alvo os ambulantes que fazem comércio ilegal na rua. Não sei como a prefeitura conseguiu achar uma brecha para enquadrar os artistas de rua nisso", afirmou.
Em nota, a Secretaria das Subprefeituras informou que artistas de rua podem atuar livremente, desde que não vendam produtos como CDs.
Reeks, no entanto, afirma que até artistas que não têm trabalhos gravados são alvo, como, diz, Rafael Pio.(EVANDRO SPINELLI)

Artistas protestam na Paulista contra fiscalização da prefeitura: fotos

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Artistas protestam na Paulista contra fiscalização da prefeitura

DE SÃO PAULO

Artistas de rua protestaram ontem na avenida Paulista contra a Prefeitura de São Paulo, acusando-a de coibir o trabalho deles. No mês passado, o guitarrista Rafael Pio chegou a ser preso em uma operação.
Segundo o artista Celso Reeks, um dos organizadores do protesto, o problema surgiu com o início da chamada Operação Delegada, na qual policiais militares atuam, nas horas de folga, no combate a camelôs e recebem um salário extra para isso.
"A Operação Delegada tem como alvo os ambulantes que fazem comércio ilegal na rua. Não sei como a prefeitura conseguiu achar uma brecha para enquadrar os artistas de rua nisso", afirmou.
Em nota, a Secretaria das Subprefeituras informou que artistas de rua podem atuar livremente, desde que não vendam produtos como CDs.
Reeks, no entanto, afirma que até artistas que não têm trabalhos gravados são alvo, como, diz, Rafael Pio.(EVANDRO SPINELLI)

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Docentes são acusados de burlar exclusividade

Segundo Ministério Público Federal, 20 professores da Unifesp tinham outras atividades

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

Vinte docentes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) foram acusados pelo Ministério Público Federal de improbidade, enriquecimento ilícito, dilapidação de patrimônio público e atentato aos princípios da administração pública.
Fiscalização do Tribunal de Contas já havia apontado os 20 professores como violadores do regime de dedicação exclusiva "ao qual voluntariamente aderiram".
Basicamente, a universidade possui três regimes de trabalho: 1) dedicação exclusiva; 2) 40 horas semanais sem exclusividade; 3) tempo parcial de 20 horas.
Pelo compromisso que impõe, o regime de dedicação exclusiva prevê remuneração maior. Atividade envolvendo outros recebimentos precisam ser autorizadas pela universidade.
Entre as acusações contra professores, há a de manter consultórios particulares, lecionavar em outras instituições e gerir órgãos de saúde externos à Unifesp.
Ainda segundo as acusações, nove docentes, além de violar a exclusividade, se dedicavam à gerência, administração ou representação técnica de sociedades comerciais, o que é vedado pelo Estatuto do Servidor Federal.
Os procuradores da República Sergio Gardenghi Suiama e Sônia Maria Curvelo pedem que os professores sejam condenados a ressarcir o dano apurado, a perder o cargo de docentes da Unifesp, à suspensão dos direitos políticos por até dez anos, a pagar multa de até três vezes o valor da vantagem indevidamente recebida.
Pedem também que os acusados sejam proibidos de fazer contratos com o poder público durante o prazo de dez anos.
A Procuradoria avalia que o prejuízo ao erário envolvido nas três ações seja da ordem de R$ 1,4 milhão.

APURAÇÃO
Em nota, a Unifesp afirmou que "não pode ser responsabilizada por atos pessoais de seus servidores, que devem seguir a legislação pertinente aos servidores públicos federais, o Estatuto do Funcionário Público, cujo acesso e consulta é livre a qualquer cidadão".
Segundo a universidade, "nenhum dos 20 professores solicitou prévia autorização" para exercer atividades remuneradas extracampus.
A Unifesp informa ainda ter aberto processos administrativos disciplinares para apuração dos fatos.
Os docentes ainda poderão contestar as acusações.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O BANQUETE QUANDO hoje, às 19h ONDE Teatro Oficina (r. Jaceguai, 520, tel.0/xx/11/3106-2818) QUANTO grátis

Série "Dionisíacas" testou limites físicos do público

Oficina realizou marcha de 800 pessoas e peça de 7 horas de duração

Evento, que acaba hoje, simboliza derrubada da parede que separava teatro do terreno do Grupo Silvio Santos

ANA PAULA SOUSA
LUCAS NEVES

Na primeira noite, feito um Círio de Nazaré à paulistana, a rua Jaceguai, na Bela Vista, foi tomada por uma marcha de cerca de 800 pessoas.
O ritmo da caminhada era ditado por um coro de "ia,ia,ia,ia!", conduzido pela equipe do Oficina que, como os diretores de harmonia de uma escola de samba, gritava "vai" e "segura" para evitar que a corda se rompesse.
A segunda noite foi de confinamento. Por sete horas e meia, o público partilhou a arena do Teatro Oficina com atores e técnicos que, lá pelas tantas, já não se sabia se eram elenco ou plateia.
Foi assim, com um quê de prova física e outro de intervenção urbana, que o grupo de Zé Celso Martinez Correa encenou "Taniko - O Rito do Mar" e "Estrela Brazyleira a Vagar - Cacilda!!".
Apresentadas nas noites de sexta e sábado, as duas peças abriram a série "Dionisíacas", que reúne quatro espetáculos. O evento termina hoje, com "O Banquete".
As apresentações servem também como marco simbólico da derrubada da parede que separava o teatro do terreno vizinho, pertencente ao Grupo Silvio Santos.
O chão de terra e o que restou dos velhos muros compunham um cenário quase épico. Só não era épico porque, no meio das ruínas, foram armadas barraquinhas de comida.
Nos dois intervalos de "Cacilda!!", que começou com uma hora de atraso e teve duas paradas de 20 minutos, eram vendidos cachorro quente e pipocas em saquinho cor-de-rosa.

CATARSE COLETIVA
A história da atriz Cacilda Becker, contada com carnaval, cinema e corpos nus, dura mais de seis horas.
Houve quem desistisse na entrada. Mas a arena estava cheia. E foram muitos os resistentes que provaram estar com as costas em dia e vivenciaram o teatro como catarse.
Tinha sido assim também na sexta. A fábula sobre a viagem iniciática dos peregrinos japoneses de "Taniko" começou na tenda.
Mas quando os atores estenderam pelo palco uma corda dourada e instaram a plateia a descer da arquibancada e segui-los, ninguém hesitou.
Parecia até que, como do trio elétrico, atrás de Zé Celso só não vai quem já morreu.

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domingo, 19 de dezembro de 2010

silvio gallo: pensamento

silvio gallo: pensamento


 

“A primeira condição de 


nossa educacão 


é a discórdia”


Pierre-Joseph Proudhon


http://aeducacaolibertaria.blogspot.com/


 

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Brasil um país para todos....

Salário de congressistas é maior que em países ricos

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ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO

Com o recente aumento de 62% em seus salários, os congressistas brasileiros passarão a ganhar mais do que seus pares em países desenvolvidos e em outros emergentes importantes.

A remuneração anual (incluindo o décimo terceiro salário) dos congressistas chegará a US$ 204 mil.

Esse valor é mais alto que o recebido pelos parlamentares da União Europeia e de 16 países pesquisados pela Folha, incluindo os do G8 (EUA, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Rússia).

Congressistas custarão R$ 128 mil por mês
Em votação relâmpago, Senado aprova aumento de salários no Legislativo e Executivo
Câmara aprova aumento de salário do Executivo e Legislativo para R$ 26,7 mil
Aumento aprovado pelo Congresso poderá custar R$ 1,8 bilhão para cidades

A desigualdade entre a renda de deputados e senadores e a da média da população brasileira também será uma das maiores do mundo a partir de fevereiro, quando o novo salário, de R$ 26,7 mil por mês, passa a valer.

Deputados e senadores receberão valor quase 20 vezes maior que o PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Brasil --de US$ 10,5 mil neste ano, segundo o FMI.

Essa desigualdade significativa entre a remuneração dos congressistas e a da média da população é bem maior do que a registrada em outros países onde os salários de parlamentares também são elevados.

Itália e Japão são conhecidos pela alta remuneração de seus Legislativos. Os salários anuais dos parlamentares desses países são de cerca de US$ 185 mil.

Esse valor é próximo dos US$ 204 mil que receberão os congressistas brasileiros. Mas na Itália os congressistas ganham 5,5 vezes mais que a renda per capita. No Japão a diferença é de 4,4.

Tanto no caso do Brasil como no dos outros países pesquisados pela Folha, essas remunerações representam apenas o salário dos congressistas e não incluem verbas extras e benefícios.

CUSTO EXTRA

Segundo matéria publicada ontem pela Folha, cada congressista brasileiro representará um custo médio de R$ 128 mil por mês, se computados outros benefícios além do salário, como passagens aéreas. O valor equivale a US$ 896 mil por ano.

De acordo com reportagem da publicação online "Money Zine" do Japão, cada parlamentar japonês recebe (incluindo bônus e verbas extras) US$ 497,4 mil anuais.

A comparação entre remuneração total de parlamentares de diferentes países é complicada porque há benefícios de difícil mensuração.

Para o cientista político Bruno Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o salário (sem incluir benefícios) dos legisladores brasileiros "parecia baixo se comparado ao recebido por profissionais da classe média alta".

Mas ele ressalta que o hiato entre a nova remuneração de congressistas e o PIB per capita do Brasil é muito alto, reflexo da desigualdade de renda ainda elevada no país.

CORRUPÇÃO

Tanto Reis como Fabiano Santos, pesquisador e professor de ciência política da UERJ, afirmam que, pelo menos no campo teórico, a vantagem de ter legisladores bem remunerados é que o incentivo à corrupção diminui.

Diferentemente do que ocorrerá com os congressistas, a remuneração do presidente continuará mais baixa que a dos chefes de governo de países ricos.

Dilma Rousseff receberá o mesmo que os legisladores brasileiros, o que equivale à metade do salário anual de US$ 400 mil do presidente dos EUA, Barack Obama.

Os primeiros-ministros da Nova Zelândia e do Reino Unido ganham, respectivamente, US$ 290 mil e US$ 235 mil por ano.

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Diretora do Teatro Oficina perde guarda do filho por trabalhar no Teatro Oficina, classificado como “pornográfico” (ou: a volta da Idade Média ou da República Velha)

Caros, é necessário, no mínimo, disseminar a informação sobre esse tristíssimo fato que envolve o Teatro Oficina, aqui em nosso país, na segunda década do Século XXI. Inacreditável!

Ato de desrespeito, preconceito e censura equiparável à truculência burra das ações de ditaduras de qualquer ordem, em qualquer período.

Abaixo segue link para cartas do Zé Celso.

Beijo a todos.
Neide


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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bivar: Sim, isso era mais espontâneo lá atrás. Agora voltou um complexo de inferioridade muito forte nas pessoas, de classe, por causa exclusivamente de dinheiro, uma coisa que eu vejo muito em São Paulo e que machuca muito. Antes ninguém fazia quest

Agora existe esse isolamento…

Eu me lembro, por exemplo, de conversar longamente com o filho que a Elizabeth Taylor teve com o Michael Wilding. Era um hippie bem remendado. Na Inglaterra dos anos 60 a gente se internava nos “ashrams” (retiro hinduísta) e ficava do lado da princesa não sei de onde e de gente riquíssima, mas ninguém ligava muito para isso.

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"Taniko", "Cacilda!!", "Bacantes" e "Banquete"


Oficina apresenta repertório em São Paulo

Conjunto formado por sede da companhia e construção temporária se aproxima do projeto original de Bo Bardi 

LUCAS NEVES
DE SÃO PAULO 

Acabou o drama, findou a novela. Quem pontifica é o diretor José Celso Martinez Corrêa, em referência à peleja de 30 anos de seu Teatro Oficina com o Grupo Silvio Santos pela ocupação do entorno do prédio que abriga a trupe, no centro paulistano.
O confronto teve um "cessar-fogo" com o empréstimo à companhia, até 31 de dezembro, do terreno em volta do prédio, que pertence ao empresário. Ali, será realizado a partir de hoje o minifestival de repertório Dionisíacas.
Martinez afirma que o grupo não vai usar a brecha da cessão temporária da área vizinha para tentar impor uma ocupação definitiva. "É muito caro manter o aluguel da tenda, dos equipamentos de luz por mais tempo." Mas reconhece aguardar uma decisão do Ministério da Cultura (MinC) sobre a desapropriação ou compra do perímetro.
Nesta noite, quando o diretor "dissolver" a parede que bloqueia a saída dos fundos do edifício, dará o passo mais concreto até aqui rumo à finalização do projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi e Edson Elito -que previa a construção de um "teatro de estádio" atrás do Oficina que se conhece atualmente.
A escolha do verbo entre aspas do parágrafo anterior é do próprio encenador, temeroso da reação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tombou o imóvel neste ano, e dos humores do Grupo Silvio Santos, dono .
Da prancheta de Bo Bardi e Elito saiu, no começo dos anos 80, um croqui que esboçava, numa das extremidades da passarela de terra e pranchas de madeira que é a marca do edifício, uma grande abertura para o exterior. Esta revelaria, à direita, uma arquibancada coberta de 500 lugares a contemplar um palco a céu aberto de 600 m2, em cujas laterais haveria marquises e rampas.
O complexo teatral não saiu por completo do papel por conta das disputas sucessivas entre o Oficina e a corporação de Silvio Santos. Agora, funciona ali um estacionamento dessa última, deslocado temporariamente a fim de liberar a área para o evento do grupo de Martinez.

PORTA FECHADA
O Oficina diz que a referida passagem do "dentro" para o "fora" foi fechada pelo antagonista em 2007. Eduardo Velucci, diretor operacional da Sisan Empreendimentos (construtora do Grupo Silvio Santos), nega. "O prédio pertence à Secretaria de Estado da Cultura. Toda alteração deve ser solicitada a ela. Não temos nada a ver com isso."
O que o conglomerado fez, segundo Velucci, foi fechar um buraco, "pelo nosso lado do muro de divisa, aberto por uma pessoa do teatro que caiu de uma altura de pelo menos cinco metros em cima de um carro, danificou o automóvel e a cobertura do estacionamento. Não intervimos no prédio".
Na abertura das Dionisíacas, hoje, Martinez e o elenco do Oficina conduzirão o público pela rua-passarela, antes de abrir a tal passagem, circundar o prédio e adentrar a tenda levantada numa posição que forma um "L" com a sede da companhia. A estrutura, que comporta 2.000 pessoas, passou desde maio por sete capitais do país.
O MinC destinou R$ 7 milhões à turnê. O Oficina pediu um adicional para o apêndice paulistano, não previsto originalmente. Segundo o grupo, o ministério liberou R$ 452 mil. A pasta informa que o termo aditivo está em fase final de análise.
"São quatro dias de Carnaval", descreve Martinez. "Começa com "Taniko", uma viagem delicada, de 1h30. Depois, vem "Cacilda!!" e toda aquela geração que modernizou o teatro brasileiro: Nelson Rodrigues, Dulcina de Moraes, Jardel Filho... "Bacantes", no terceiro dia, é nosso maior sucesso."

Posted via email from franciscoripo

Não! Em adolescente eu lia “A Carne”, do Júlio Ribeiro, da biblioteca de um tio, enquanto me masturbava trepado em uma jabuticabeira da fazenda.

Bivar: Gostei de entrevistar, durante vários dias, a Cassandra Rios. Foi para a revista feminina “Nova”, em 80, mas acabou não saindo, porque os editores acharam que eu só colocava a Cassandra para cima. A Cassandra escrevia bem. Li quase todos os livros dela antes de fazer a entrevista. Ela também morava no centro, na rua Cesário Motta Jr., num apartamento pequeno como uma casa de bonecas. Mas sempre escondia o lado gay e dissimulava, apesar de estar sempre em companhia de uma moça chamada Vera.

Quem também gostava de ler as coisas dela era o Jorge Amado. Outro que gostava era o autor do livro “Como Era Verde o Meu Vale”, o galês Richard Llewellyn, que morou no sul do Brasil e foi publicado pela editora Globo. Esse livro foi comprado pela Metro, que filmou com direção de John Ford, em 1941. Na infância eu adorava o filme, que citei num título de um livro: “Verdes Vales do Fim do Mundo”.

Mas, voltando à Cassandra, eu dirigi o show “Drama” da Maria Bethânia, em 73. A Bethânia adorava a Cassandra, que estava na lista de convidados da estréia do espetáculo em São Paulo. A escritora chegou com um pacote de suas novas edições, todas best sellers, e a Bethânia, que quando era adolescente lia escondido os seus livros na Bahia, ficou felicíssima.

Nós também líamos a Cassandra escondido…

Bivar: Não! Em adolescente eu lia “A Carne”, do Júlio Ribeiro, da biblioteca de um tio, enquanto me masturbava trepado em uma jabuticabeira da fazenda.

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Scontri a Roma: videoshock forze dell'ordine

ASSEMBLÉIA RÍTMICA DE PINHEIROS & DADA RADIO AO VIVO!

O novo projeto de Mauricio Takara – Assembleia Ritmica de Pinheiros –
consiste num grupo com formação e instrumentação abertas e com membros
de bandas como Hurtmold, M.Takara 3, Trio Esmeril, Naaxtro e Bodes e
Elefantes. As composições (que apesar de fortemente influenciadas pelo
free jazz, ritmos regionais e pelo rock [...]

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Editora Achiamé

Michel Foucault

Nenhum poder existe por si! Nenhum poder, qualquer que seja, é evidente ou inevitável! Qualquer poder, consequentemente, não merece ser aceito no jogo! Não existe legitimidade intrínseca do poder! E a partir dessa posição, a démarche consiste em perguntar-se o que, a partir disso, é feito do sujeito e das relações de conhecimento no momento em que nenhum poder é fundado no direito nem na necessidade; no momento em que qualquer poder jamais repousa a não ser sobre a contingência e a fragilidade de uma história; no momento em que o contrato social é um blefe e a sociedade civil um conto para crianças; no momento em que não existe nenhum direito universal. 

achiamé online

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

“Bivar, mas esses punks não são uns fascistas?”. E eu respondi, bem calmo: “Não, dona Lina, eles são anarquistas”

Antônio Bivar: Foi o fecho da trilogia “Fim do Mundo”. O primeiro festival, de 82, no Sesc Pompéia, chamou-se o “O Começo do Fim do Mundo”, e no ano passado teve “A Um Passo do Fim do Mundo”, já no Tendal da Lapa. Comparecem umas 8.000 pessoas, e isso sem divulgação nos jornais, só pela internet.

Acho que os punks são o primeiro movimento pós-moderno no mundo. É uma cultura anarquista internacional que influenciou tudo, um divisor de águas. No Brasil deu uma grande arrancada. É a cara de São Paulo, apesar do nome importado. É um movimento de grande paixão e celebração, de irmandade, que remete ao anarquismo de 1917 em São Paulo. Neste ano tivemos 64 bandas, desde as mais antigas, como Cólera, Fogo Cruzado e Lixomania, até as novíssimas, como a Holly Tree -que agora vai excursionar pela Europa-, Flicts, Lambrusco Kids, General Bacon e outras.

Musicalmente, o movimento está muito melhor agora, mais criativo. Apesar de nas bandas existir hoje em dia até gente que estudou na Faap, como os integrantes do Holly Tree, todos vêm da classe média baixa. Para mim, os fatores mais positivos do punk são a insubordinação e a criatividade do “faça você mesmo”, porque eles conseguem fazer de tudo com os elementos mais básicos.

Como você começou a se interessar pelo punk?

Bivar: Na década de 80 passei um outro ano na Inglaterra e acompanhei o movimento musical. Então, em 82, escrevi o pequeno volume “O Que é Punk”, para a editora Brasiliense, e tive a idéia de fazer um festival de música e cultura punk no Sesc Pompéia. Foi um sucesso louco, com repercussão em jornais de Washington, do Japão… São Paulo ficou parecendo a Meca punk, foi um impacto.

Lembro-me de Lina Bo Bardi (arquiteta do Sesc Pompéia) com aquele penteado tapa-olho, parada ali com cara de brava… A meu pedido, ela colocou uma rotunda preta no palco, para esconder uma faixa do Zizinho Papa, político malufista que estava na direção do Sesc e que os punks odiavam. Ela me perguntou: “Bivar, mas esses punks não são uns fascistas?”. E eu respondi, bem calmo: “Não, dona Lina, eles são anarquistas”. Então ela deu um jeito de colocar o pano preto sobre a faixa do político.

Esse primeiro encontro é um mito entre os punks, e para mim foi um grande e maravilhoso teatro. Ninguém ganhou um centavo. Já em 98 fui chamado pela Secretaria da Cultura de Santo André e pelo Motim Punk da cidade para escrever uma ópera punk sobre a briga entre as facções do ABC e de São Paulo. Trabalhei oito meses. Pegava o trem para Santo André na Estação da Luz, foi ótimo.

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Governamentalidade e Anarqueologia em Michel Foucault

RESUMO

Este artigo aborda as noções foucaultianas de governamentalidade e anarqueologia, enfatizando os impactos que provocaram nas reflexões do "último Foucault". Em um primeiro momento, aborda-se o deslocamento da analítica do poder de Foucault, situando sua importância nos estudos em governamentalidade e sugerindo implicações possíveis que a anarqueologia estabelece com o pensamento de Proudhon. Em seguida, discute-se a maneira pela qual a anarqueologia descreve uma genealogia das formas modernas da obediência ao problematizar a experiência da sexualidade.

Palavras-chave: Poder; Governamentalidade; Anarqueologia; Subjetividade; Verdade.

Ler:

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Bivar, Antônio (1939)

Biografia

Antônio Bivar Battistetti Lima (São Paulo SP 1939). Autor. Integra o
movimento dos novos dramaturgos do fim dos anos 60 e traz nova
temática, personagens e situações para o teatro brasileiro ao empregar
um humor mordaz, irônico e, não raro, raivoso.

Inicia a carreira n'O Tablado do Rio de Janeiro e forma-se como ator
pelo Conservatório Nacional de Teatro. Monta a primeira peça no Rio de
Janeiro, em 1967, escrita em parceria com Carlos Aquino: Simone de
Beauvoir Pare de Fumar, Siga o Exemplo de Gildinha Saraiva e Comece a
Trabalhar, na qual apresenta o feminismo sob uma ótica bem-humorada.
Sua criação seguinte é O Começo É Sempre Difícil, Cordélia Brasil,
Vamos Tentar Outra Vez, com cena de um nada usual triângulo amoroso,
premiada no 1º Seminário de Dramaturgia do Rio de Janeiro, ainda em
1967.

No ano seguinte, após certa batalha contra a Censura, a peça estréia
no Rio de Janeiro com Norma Bengell no papel-título, sob a direção de
Emílio Di Biasi: e, logo a seguir, em São Paulo, onde alcança amplo
sucesso. Também em 1968, Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o
Sol da Manhã, com produção do Teatro Maria Della Costa, TMDC, e
direção de Fauzi Arap, é montada em São Paulo. Em 1969, surge O Cão
Siamês, em mais uma montagem de Emílio Di Biasi, que é retrabalhada
para uma versão carioca intitulada Alzira Power, e dirigida por
Antônio Abujamra em 1970. Ambas as montagens contam com a explosiva
interpretação de Yolanda Cardoso como a enfurecida mulher que recebe a
visita de um vendedor de enciclopédias.

Em 1970, Bivar vai para Londres, Dublin e Nova York, quando se
familiariza com os movimentos de contracultura, as comunidades hippies
e a música pop. A repercussão dessa vivência está em Longe Daqui, Aqui
Mesmo, peça escrita em Nova York e estreada no Rio de Janeiro em 1971,
novamente uma direção de Abujamra, que retrata a falta de rumos da
geração hippie. Após dirigir shows musicais (Drama, de Maria Bethânia,
e Tutti Frutti, de Rita Lee), lança em São Paulo, em 1976, a
sofisticada comédia Gente Fina É Outra Coisa, escrita com Alcyr Costa.
Mesmo ano em que escreve Quarteto, encomendada por Ziembinski para a
celebração de despedida do palco desse consagrado diretor e ator.

Viajando ou atuando como jornalista, há tempos longe dos palcos, Bivar
estréia em São Paulo, em 1984, A Passagem da Rainha, escrita em
1968/1969 e proibida pela Censura. Em 1987, é a vez de Alice, que
Delícia, protagonizada por Maria Della Costa, outra comédia sem
pretensões.

Nos anos 90 Bivar dedica-se, em parceria com Celso Luiz Paulini, a
criar um grande painel dramatúrgico e trabalha num ciclo de peças
musicadas sobre a história do Brasil, desde antes da descoberta
portuguesa, até o fim da Era Vargas, interrompido pela morte de
Paulini. As Raposas do Café, vencedora do Concurso de Dramaturgia do
Teatro Carlos Gomes, é montada pelo Grupo TAPA, em 1990. As duas
outras peças desse ciclo histórico não foram montadas
profissionalmente.

Bivar é autor dos livros O Que É Punk, 1982; James Dean, 1983; Verdes
Vales do Fim do Mundo, 1985; e uma peça inédita - Novela das Nove,
1978.

Segundo o crítico Yan Michalski: "A carreira desigual de Bivar torna-o
um autor controvertido. Na fase inicial, é um legítimo porta-voz do
seu tempo que sabe captar, com humor muito expressivo, não raro
utilizando-se do realismo e da fantasia, as inovadoras instâncias
abertas pela revolução cultural desencadeada pelos jovens dos anos 60.
Suas protagonistas das primeiras peças, notadamente, despertam
simpatia e encarnam as aspirações do movimento feminista. Cordélia
Brasil, Abre a Janela e O Cão Siamês ou Alzira Power são montadas em
várias outras cidades, a primeira delas também na Argentina e na
Espanha. As obras, a partir dos anos 80, porém, perdem a
contundência".1

Notas

1. MICHALSKI, Yan. Antônio Bivar. ______. Enciclopédia do teatro
brasileiro contemporâneo. Rio de Janeiro, 1989. Material inédito,
elaborado em projeto para o CNPq.

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Artistas ocupam primeiro arranha-céu de São Paulo

Edifício Sampaio Moreira, de 1924, abriga seis ateliês antes de
receber a Secretaria Municipal de Cultura

Projeto está relacionado à revitalização do centro; artistas buscam
transformar a vida nova no velho edifício

SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

Um povo meio colorido tem subido e descido os elevadores suecos do
Sampaio Moreira nos últimos meses.
Isso porque só três dos 12 andares do primeiro arranha-céu de São
Paulo estão ocupados por seus ateliês -o resto, abandonado, é
matéria-prima para esses artistas.
Seis deles estão trabalhando agora em estúdios criados nas salas do
prédio construído em 1924, um "esquenta" bancado pela Red Bull antes
que a prefeitura vá para lá com a Secretaria Municipal de Cultura, no
ano que vem.
"Passo o dia inteiro andando pelos andares vazios", diz a artista
Sofia Borges, tomando a segunda latinha de energético do dia. "Está em
pleno processo de ruína, isso me interessa, é um desafio que acaba
engolindo as obras."
Ela colou duas de suas fotografias -uma imagem da irmã feita há 20
anos e um camelo no zoológico- numa sala vazia da cobertura. Fica um
grande silêncio observado por essas criaturas que destoam do estilo
eclético de quase 90 anos atrás.
"Isso acontece pela força que esse espaço tem", diz Luisa Duarte,
curadora que escolheu o grupo de artistas que ocupam o prédio. "Acaba
gerando trabalhos que não são espetaculares, porque isso não tem a ver
com o lugar, essa plataforma que causa invisibilidade."
Tanto que o projeto de Jaime Lauriano, jovem artista que começou a
carreira mostrando suas obras num porão da Vila Mariana, agora gira em
torno dos sons, e não de imagens, do prédio vazio.
"Vou andando por aí com um gravador", conta Lauriano. "É o silêncio da
casa que me interessa, que traz essas possibilidades plásticas."
Silêncio e pó. Guilherme Peters, outro artista que se aventura pelo
gigante abandonado no centro, teve a ideia de juntar a poeira
acumulada nas salas para recriar imagens históricas do prédio ainda em
funcionamento.

REVITALIZAÇÃO
Mas obras e marketing à parte, é um projeto em sintonia com a
alardeada revitalização do centro paulistano.
Não muito longe dali, a Faap mantém uma residência artística na praça
do Patriarca. Um prédio vizinho recebeu o acervo de um colecionador
que pretende abrir o espaço para visitação.
Na São João, desembocando no Anhangabaú, uma galeria de arte africana
e um hotel de Ramos de Azevedo recebem mostras temporárias.
Enquanto isso, muda a rotina do Sampaio Moreira. O artista Marcos
Brias não terminou de criar sua obra, mas costuma comprar doces dos
monges no mosteiro de São Bento e se encanta com o badalar dos sinos
das igrejas.
No estúdio ao lado, Clara Ianni também pensa ainda em como transformar
a vida nova no velho arranha-céu em alguma obra de arte.
"Tem toda essa memória, tem um resto de carpete, uma cortina, as
marcas dos lustres", observa. "É o centro de São Paulo, um prédio
abandonado. Deixo essa experiência informar o trabalho."
RED BULL HOUSE OF ART
QUANDO abertura, 20/12; qua. a sáb., das 10h às 20h; até 29/1
ONDE edifício Sampaio Moreira (r. Líbero Badaró, 346)
QUANTO grátis

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Em Fortaleza, igreja gay se torna alvo de ataques

Cerca de 60 religiosos frequentam o local; maioria é gay, lésbica e travesti

Polícia Civil investiga o caso; as agressões começaram em agosto,
quando comunidade foi atingida por pedradas

LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO

Uma igreja evangélica que defende a inclusão de homossexuais e cujos
fiéis são na maioria gays virou alvo de ataques em Fortaleza.
A Comunidade Cristã Nova Esperança foi pichada com os dizeres "Morte
aos gay e sapatão (sic)", "Igreja gay filosofia do diabo", "Fora bando
de gays" e "Homofobia não é crime".
A presidente da igreja na cidade, Sara Cavalcante, relatou que pessoas
que passam na rua jogam pedras no local e ameaçam incendiar o imóvel.
De acordo com ela, as agressões começaram com as pedradas, no último
mês de agosto. Depois disso, os cadeados da igreja foram danificados.
Já as pichações começaram em outubro e se intensificaram no mês
passado. Neste mês, até urina, diz Sara, já foi jogada pela porta da
comunidade.
A igreja, que fica no bairro Nova América, não tem placas ou nome na
porta, de acordo com a líder, justamente para evitar exposição.
As pichações mais ofensivas escritas nas paredes da igreja cearense
foram cobertas com tinta.
"Somos uma igreja evangélica pentecostal, só que o diferencial é que
nas outras igrejas os homossexuais têm certa dificuldade de
desenvolver sua área espiritual."

DIVERSIDADE
Sara diz que sua igreja abre as portas para abraçar a diversidade.
"Cremos que a salvação é para todos, que Deus é um só e que todos têm
liberdade de culto", afirma.
A igreja, segundo Sara, está em Fortaleza há três anos e nunca havia
sofrido ataques homofóbicos.
Ela afirma que cerca de 60 religiosos frequentam o local, a maior
parte gays, lésbicas e travestis.

INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil está investigando o caso. Até ontem, os autores das
agressões não haviam sido identificados.
Segundo Felipe Lopes, da Coordenadoria de Diversidade Sexual da
Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Fortaleza, será feito um
trabalho educativo com os moradores do bairro e de uma igreja
metodista que fica na mesma rua.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Foi

Av.Paulista

Av.Paulista

Av.Paulista

sauron: a educação libertária

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

grupo de estudos: a educação libertária

Agendamento do Grupo de Estudos (A Educação Libertária) já está oficializado...


onde:
Sindicato dos Químicos e Petroleiros, 
Rua Marujos do Brasil, 20, Nazaré/Tororó. Auditório 2.

quando:
15 de Dezembro de 2010, 
horário de 19:30 às 21:30 h.
  

tema:
-  Maurício Tragtenberg e a Pedagogia Libertária(http://www.espacoacademico.com.br/032/32pc_tragtenberg.htm)
 


“A primeira condição de nossa


 educacão é a discordia”



Pierre-Joseph Proudhon




http://aeducacaolibertaria.blogspot.com/


 

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

margareth mead: pensamento

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

margareth mead: pensamento

“Minha avó queria que eu me educasse, por isso jamais me deixou ir a escola.”

Margareth Mead [antropóloga cultural norte-americana (1901 ~ 1978)]
 

eu me revolto,logo existo 

          visite-nos:            

http://ohomemrevoltado.blogspot.com/


 

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domingo, 12 de dezembro de 2010

maurício tragtenberg: pensamento

domingo, 12 de dezembro de 2010

maurício tragtenberg: pensamento

"Qualquer escola se estrutura em função de uma quantidade de saber, medido em doses, administrado homeopaticamente. Os exames sancionam uma apropriação do conhecimento, um mau desempenho ocasional, um certo retardo que prova a incapacidade do aluno em apropriar-se do saber.

Em face de um saber imobilizado, como nas Tábuas da Lei, só há espaço para humildade e mortificação. Na penitência religiosa só o trabalho salva, é redentor; portanto, o trabalho pedagógico só pode ser sado-masoquista".

Maurício Tragtenberg [autodidata, sociólogo, professor, socialista libertário e radical (1929 ~ 1998)]

“A primeira condição de nossa educacão é a discordia”

Pierre-Joseph Proudhon


http://aeducacaolibertaria.blogspot.com/


 

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sábado, 11 de dezembro de 2010

A Era do Panóptico: O Leviatã Perfeito


Segue link com nova postagem do blog.

"É claro, não nos esqueçamos, que este tipo de paz, onde o Estado consegue manter cada um em seu 'verdadeiro' lugar na pirâmide de classes, funciona com a necessidade de ações violentas de tempos em tempos. A disciplina social é conseguida através de domesticação ideológica, ou de uma vigilância sistemática, mas quando necessário os tanques podem ir às ruas. E as prisões podem se encher mais ainda."

http://aeradopanoptico.blogspot.com/



 

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Governo cria conselho contra homofobia

Integrantes do movimento gay e de ministérios participam de órgão
nacional, planejado após polêmicos ataques em SP

Uma das bandeiras será defender a aprovação de projeto de lei que
criminaliza preconceito contra homossexuais

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

O governo federal decidiu criar um conselho nacional voltado ao
movimento gay com a função de combater a homofobia e promover os
direitos dessa comunidade.
A criação do colegiado foi publicada no "Diário Oficial" da União de
ontem, em meio à polêmica dos últimos ataques em São Paulo.
Chamado oficialmente de Conselho Nacional de Combate à Discriminação,
ele já recebeu do movimento o nome de Conselho Nacional LGBT
(lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).
O conselho substituirá uma instância de mesmo nome criada em 2001 para
combater a discriminação de uma forma geral.
O órgão foi esvaziado pela criação de conselhos específicos (negros,
idosos e deficientes). Agora, reformulado, pretende estabelecer
contato mais direto entre sociedade civil e governos.
O conselho mobilizará parlamentares em favor do projeto que
criminaliza a discriminação contra gays, diz Lena Peres, secretária
nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
Outra função será a de acompanhar de perto as ações desenvolvidas por
Estados e municípios.
Peres diz que, numa situação como a dos ataques em São Paulo, o
conselho entraria "imediatamente" em contato com autoridades locais e
poderia enviar uma equipe própria para monitorar o caso de perto.

MONITORAMENTO
A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais) comemorou a publicação do decreto, reclamado
pelo movimento desde 2008.
"É uma forma de ver as ações, como uma prestação de contas. Há, por
exemplo, 18 ações voltadas à comunidade no MEC. Queremos saber como
estão ou por que não foram feitas", diz Toni Reis, presidente da
ABGLT.
É a primeira vez que um colegiado específico para o movimento LGBT é
criado na esfera federal, diz Peres.
O conselho será formado por integrantes da sociedade civil,
ministérios, secretarias vinculadas à Presidência da República, Casa
Civil, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho,
magistratura federal e pela comissão de Direitos Humanos e Minorias da
Câmara.

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AMIGOS...