quinta-feira, 25 de agosto de 2011

22º Festival de Curtas de SP celebra o feminino

Até 2/9, evento exibe oito programas relacionados ao universo da mulher

Ingressos para os 400 filmes, selecionados entre 3.000 inscritos, são gratuitos; mostras ocupam oito espaços

GABRIELA LONGMAN
DE SÃO PAULO

Há 35 anos, Vera Figueiredo lançava seu curta-metragem "Feminino Plural", considerado o primeiro filme feminista da América do Sul. O título volta, sob forma de homenagem, como tema de mostra especial do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, que abre sua 22ª edição hoje para convidados e amanhã para o público. 
Até o dia 2/9, a Cinemateca e outros sete espaços recebem 400 filmes de todo o mundo em sessões gratuitas. "Hoje em dia, cerca de 30% dos filmes inscritos no festival são feitos por mulheres", disse à Folha a diretora do evento, Zita Carvalhosa.
O peso crescente do olhar "feminino" por trás das câmeras certamente colaborou para definir o eixo temático. "Feminino Plural" comporta oito programas especiais, com 44 produções do Brasil e do resto do mundo. Uma seleção, por exemplo, é dedicada apenas à relação entre mulheres e política.
Mas a mostra especial não deve tirar a atenção do resto da programação. Neste ano estão previstos um programa especial de curtas alemães, sessões especiais de animação, uma mostra só com a produção paulista, um ciclo infantil e outros recortes específicos.
"A multiplicação da produção audiovisual é uma constatação e não vai parar. A questão que se coloca é a dos recortes que podem ser pensados para dar uma cara ao festival", diz Carvalhosa.
A ideia, segundo ela, é conseguir montar um panorama amplo e variado da produção no formato, criando ao mesmo tempo um ponto de encontro e discussão para os realizadores. Nesta edição, cerca de 80 diretores brasileiros e latinos estarão presentes. Responsável por montar os programas brasileiros do festival, William Hinestrosa assinala o hibridismo que torna as fronteiras -entre documentário e ficção por exemplo- cada vez mais tênues.
"De algumas edições para cá, desistimos de classificar os filmes por gênero, porque se tornou impossível", conta.

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'Estrebucha', diz policial militar a baleado agonizante

Imagens de vídeo mostram PMs xingando e ameaçando homens feridos após suposto confronto em São Paulo

Autoridades investigam circunstâncias em que material foi gravado e identidade das duas pessoas caídas no chão 

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

"Filho da puta, você não morreu ainda? Olha pra cá! Maldito. Não morreu ainda", diz uma das vozes, enquanto a imagem, em "close", mostra a cena forte: um homem pardo, caído, espumando pela boca. Os olhos dele estão paralisados, em choque. As pupilas, dilatadas. A roupa está ensopada de sangue.
Ao fundo, é possível ouvir uma comunicação entre carros da polícia e os nomes Copom (Central de Operações da Polícia Militar) e Rota, grupo especial da PM paulista. Há um veículo Astra, de cor azul, com as portas abertas.
"Estrebucha! Filho da puta", diz uma outra voz.
Há um segundo homem estendido no chão. Ele está de bruços, algemado e chora.
"Tomara que morra a caminho [do hospital]. Não vai morrer, não?", diz, com ar de deboche, um outro PM.
As cenas estão gravadas em um vídeo tornado público ontem pela Folha.com. Elas estão nas mãos da cúpula da Segurança Pública paulista há duas semanas.
Não se sabe ainda quem são os dois homens que aparecem caídos no chão e em qual circustância eles foram feridos. Também não há informações sobre onde e quando as imagens foram feitas.
Há suspeita de que o episódio tenha ocorrido em um município da Grande São Paulo e de que as imagens tenham sido gravadas pelos próprios PMs. Isso porque numa cena de crime como a que aparece no vídeo, apenas policiais têm livre acesso.
Não há registros disponíveis sobre o destino dos dois homens feridos: se estão vivos ou mortos, se foram ou não levados para o hospital ou se estão presos.

RESISTÊNCIAS
Entre janeiro e junho deste ano, 334 pessoas foram mortas por PMs (em serviço ou não) no Estado de São Paulo, de acordo com estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. A média diária é de 1,85. Do total, 241 óbitos foram registrados como "resistência seguida de morte" quando o policial militar estava em serviço.
No mesmo período, 25 PMs (em serviço ou não) morreram no Estado.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Centro de Cultura Social de São Paulo

17/09/11, sábado, 16h:

Cinema e Anarquia:

"Germinal" , de Claude Berri , 1993, 170 min (Bélgica, Itália, França)

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Vidro arte

Casa da arquiteta Lina Bo Bardi sediará exposição internacional organizada pelo suíço Hans-Ulrich Obrist; 30 artistas criarão obras específicas para o local

Eduardo Knapp - 9.jan.06/Folhapress
Vista da casa de Lina Bo Bardi, em São Paulo 

FABIO CYPRIANO
CRÍTICO DA FOLHA

Pela primeira vez, a casa de vidro de Lina Bo Bardi -onde a arquiteta viveu por mais de 40 anos, em São Paulo- será sede de uma exposição internacional, com curadoria do suíço Hans-Ulrich Obrist.
Ele é o diretor de programação da galeria Serpentine, em Londres, e foi considerado pela revista britânica "Art Review" a segunda personalidade mais influente das artes plásticas, atrás do galerista americano Larry Gagosian.
"Quando comecei como curador, minha primeira exposição [aos 23 anos] foi numa cozinha. Eu sempre pensei que mostras num ambiente doméstico, com escala íntima, são especiais. E mesmo que eu faça bienais ou exposições em grande escala, nunca parei com mostras desse porte", disse Obrist.
O curador já organizou mostras na casa do arquiteto mexicano Luis Barragán (1902-1988), em 2002, e na casa do escritor espanhol Federico García Lorca, em 2007, ambas com produção da espanhola Isabela Mora, envolvida no novo projeto. Esta será a primeira mostra de Obrist no Brasil. O curador foi convidado para organizar a 30º Bienal de São Paulo, no ano que vem, mas não aceitou a proposta.

30 ARTISTAS
A exposição na casa de vidro terá cerca de 30 artistas, ainda em definição. Todos criarão obras específicas para o local. Anteontem, o arquiteto holandês Rem Koolhaas e o brasileiro Cildo Meireles visitaram a casa com o curador. Também já foram contatados artistas como Douglas Gordon, Ernesto Neto e Dominique Gonzalez-Foerster. 
Amanhã, Obrist e Koolhaas apresentam o projeto numa palestra no Sesc Pompeia, projetado por Bardi. Essa não é a primeira vez que o prestigiado Koolhaas vem ao Brasil.
Em 2002, ele chegou a propor a instalação de um elevador de último geração no edifício São Vito, parte do projeto Arte Cidade. Não só a proposta não vingou, apesar de ele ter conseguido a doação do equipamento, como hoje o prédio não existe mais.
Foi naquela época, contudo, que ele entrou em contato com a obra de Lina Bo Bardi. "Eu vi o Masp e fiquei impressionado. Foi apenas há dois anos, devo admitir, na Bienal de Arquitetura de Veneza, que tive uma compreensão mais intensa de seus projetos, passei a ler sobre ela e descobri uma obra única." 
Obrist e Koolhaas visitaram o Masp e não se mostraram satisfeitos com o que foi feito do museu. "Ficamos profundamente desapontados em perceber que os dispositivos de exposição criados pela Lina não estão mais lá e foram construídas paredes", contou Koolhaas. Ele também prepara uma exposição no Museu Hermitage, em São Petersburgo, em 2012, sobre organização de exposições e já incluiu projetos de Bardi na mostra.
Oscar Niemeyer costuma monopolizar as atenções quando se fala de arquitetura brasileira. Por que Obrist teria escolhido Bardi? "Converso com artistas todos os dias e muitos me falam de Lina. Existe uma real obsessão em torno dela, o que é interessante. Ela tem tudo a ver com os projetos que venho desenvolvendo", diz.

PALESTRA OBRIST-KOOLHAAS
QUANDO amanhã, às 11h
ONDE Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 0/xx/11/3871-7700)
QUANTO grátis (sujeito a lotação) 

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Site gaúcho arrecada dinheiro para dar "kit mendigo" a morador de rua

DE PORTO ALEGRE - Dois universitários gaúchos criaram um site para receber doações destinadas a moradores de rua da região de Porto Alegre.
O Mendigo Urbano (www.mendigourbano.com), como é chamado, é inspirado em sites de compras coletivas, como o Peixe Urbano.
Quatro moradores, conhecidos dos universitários, já foram cadastrados.
A doação -chamada de "compra do passe"- só é repassada ao destinatário quando atinge o valor de R$ 250, e na forma de um "kit mendigo". Comprado pelo site, deve incluir cestas básicas, roupas e até um corte de cabelo.
Até agora, o site arrecadou pouco mais de R$ 200.
Os criadores dizem que quiseram dar um tom "descontraído" à doação.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Justiça multa empresa de Cuiabá que escondia empregado no mato

Prática era usada para escapar da fiscalização; empresa recorre

RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ

A Justiça do Trabalho condenou uma empresa de Cuiabá a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um ex-funcionário que era obrigado a se esconder em um matagal em fiscalizações do Ministério do Trabalho.
A sentença reconheceu ainda o vínculo trabalhista de Sebastião Peixoto Pulfírio com o Moinho Régio Alimentos, no qual trabalhou -sem carteira assinada- de outubro de 2009 a julho de 2010.
"Como a empresa não registrava os empregados, sempre que recebia a fiscalização do Ministério do Trabalho mandava os empregados se esconder num mato próximo", disse a assessoria do TRT, em nota.
Na ação, Pulfírio relatou que foi contratado como auxiliar de carga e descarga, com remuneração fixada em R$ 0,70 por saco de cereal carregado. Em um mês, disse o ex-funcionário, era possível obter média de R$ 3.000.
Além do não registro em carteira, o ex-funcionário queixou-se à Justiça da falta de equipamentos de proteção individual e da oferta de água imprópria aos trabalhadores.
Em sua defesa, a empresa negou que tenha havido ordens para que ele e outros contratados se escondessem da fiscalização. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. Procurada, a assessoria jurídica da empresa disse que recorreu e que não irá comentar o caso. 

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Grupo estupra adolescente e põe imagens na internet

Suspeitos confessaram crime, mas estão soltos 

LUIZ CARLOS DA CRUZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CASCAVEL (PR) 

A Polícia Federal investiga o suposto estupro coletivo de uma menina de 14 anos, por um homem de 20 anos e quatro adolescentes em Cascavel (PR). A ação foi filmada por um sexto integrante do grupo e publicada no YouTube.
O crime, segundo a PF, ocorreu em uma casa em construção em um bairro na periferia da cidade (a 498 km de Curitiba). Segundo o órgão, os suspeitos -cujos nomes não foram divulgados- moram perto do imóvel.
A direção da escola onde a menina estuda denunciou o caso ao Conselho Tutelar, que avisou a PF e a mãe da vítima há uma semana.
A PF solicitou ao Google -proprietário do Youtube- que retirasse o conteúdo do ar. As imagens foram exibidas ao longo de cinco dias.
Segundo o delegado Mario Cesar Leal Junior, os suspeitos confessaram o abuso, mas foram liberados porque não houve flagrante.
As imagens mostram três rapazes violentando a garota, mas, segundo a PF, ela foi abusada pelos cinco.
Em depoimento, a adolescente disse que foi ameaçada pelos agressores.
À polícia os jovens disseram que estavam bebendo no imóvel quando a menina passou na rua. Um deles levou-a à força para o interior da casa, onde a estuprou. Logo depois, os outros rapazes abusaram dela.
Os suspeitos vão responder por estupro de vulnerável e por produzir as imagens. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê pena de um a quatro anos de prisão pela produção de imagens de crianças ou adolescentes em cenas de sexo.

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PMs atuaram na morte de juíza, diz coronel

Segundo comandante da corporação, ainda falta descobrir se policiais atiraram ou se ajudaram no assassinato

Declaração foi dada após a divulgação de que munição recolhida no local do crime é da Polícia Militar do Rio

DO RIO 

O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse ontem ter certeza do envolvimento de PMs no assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros quando chegava em casa, em Niterói, no dia 11.
A declaração foi dada depois que o jornal "O Dia" divulgou que a munição recolhida no local do crime pertence à PM.
"Esta notícia que nos chega de que munições utilizadas no crime pertencem a um lote da Polícia Militar nos dá a certeza de que houve a participação dos policiais militares, ainda que não na execução da juíza, mas no mínimo na preparação do crime ou em alguma de suas fases", afirmou o coronel.
Na semana passada, policiais da DH (Delegacia de Homicídios) fizeram uma consulta à CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), fornecedora da munição às polícias Civil e Militar do Rio, para checar se as cápsulas recolhidas após a morte da juíza foram adquiridas pela PM.
Uma técnica desenvolvida pela empresa possibilita que a munição seja rastreada. Todo projétil vendido para órgão público tem em sua cápsula um número que permite descobrir a caixa em que estava a munição e para quem ela foi vendida.
A empresa já enviou resposta à DH. No documento consta a numeração de toda a munição vendida à Polícia Militar há dois anos.
Depois da confirmação de que as cápsulas recolhidas no local do assassinato foram mesmo vendidas à corporação, o próximo passo é esclarecer qual a destinação dada à munição após sua compra -ela pode ter ido para diferentes batalhões.

INVESTIGAÇÃO
De acordo com o coronel, mesmo com a confirmação, ainda será preciso verificar se a participação de policiais ocorreu através da realização de disparos contra a juíza ou de desvio de munição.
O secretário de Estado da Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que "não fala sobre investigação em andamento".
A CBC deu resposta semelhante. Informou que, como a investigação ainda não foi concluída, a "empresa não irá se pronunciar".
A Chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, também disse que não comentaria o caso.

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bumba-meu-boi, capoeira, mamulengos, samba de roda, maracatu e grafite


Área no Morro do Querosene vai virar parque municipal

Prefeitura decreta terreno de 35,4 mil m2 no Butantã como de utilidade pública, 1º passo para desapropriá-lo

Criação de área pública permitirá acesso livre a fonte que no século 18 era parada de tropeiros e grupos bandeirantes

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO 

A Chácara da Fonte, no Morro do Querosene, reduto de artistas e intelectuais no Butantã, zona oeste de São Paulo, vai virar parque.
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) decretou a área de 35,4 mil m2 de utilidade pública para desapropriação.
A fonte que dá nome ao lugar é do século 18, parada obrigatória de tropeiros e bandeirantes que iam da região de Itu para Santos e a cidade de São Paulo. O terreno também tem ainda um remanescente de mata atlântica.
Moradores do bairro -conhecido por manifestações culturais como bumba-meu-boi, capoeira, mamulengos, samba de roda, maracatu e grafite- se mobilizam há anos para tombar o terreno por seu valor histórico e fazer um parque na área.
A disputa esquentou em 2008, quando vizinhos do terreno construíram um muro que dificultou o acesso à fonte secular e ainda diminuiu a largura da rua de 85 m para 45 m. Com a criação do parque, o acesso à fonte será reaberto, mas não se sabe se o muro continuará de pé.
"É um primeiro passo. Pelo menos o poder público não fica em cima do muro, como estava até agora. Essa é uma área que resta ainda inexplorada pela especulação imobiliária", disse o músico Dinho Nascimento, conselheiro da Associação Cultural do Morro do Querosene.
O decreto de utilidade pública é a primeira etapa para a desapropriação do terreno, mas o processo ainda vai levar um tempo. E, no próprio decreto, já surge uma dúvida: a área tem 39 mil m2, mas Kassab pretende desapropriar 35,4 mil m2.
A diferença equivale à área que faz frente com a avenida Corifeu de Azevedo Marques, onde já estão construídos um posto de gasolina e um restaurante e onde os proprietários pretendem erguer um prédio. A prefeitura não divulgou o mapa do trecho a ser desapropriado.
A família Basile, proprietária do imóvel, informou que está disposta a negociar a desapropriação amigável do terreno, desde que a prefeitura pague o valor de mercado.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

sábado, 13/08. "José Oiticica" com Renato Luiz Lauris


Centro de CulturaSocial convida:
13/08/2011, sábado as 16h
"José Oiticica: reflexões e vivências de um anarquista"

 

com Renato Luiz Lauris Junior

Agosto2020115f5

www.ccssp.org

 

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sábado,13/08 - "Oiticica", por Renato Lauris

Centro de CulturaSocial convida:

13/08/2011, sábado as 16h
"José Oiticica: reflexões e vivências de um anarquista"
com Renato Luiz Lauris Junior, mestre em História pela UNESP.

Agosto2020115f5

www.ccssp.org

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domingo, 7 de agosto de 2011

Diva Inezita comemora seus 60 anos de carreira

Aos 86, cantora faz hoje especial na TV Cultura, ao lado de orquestra 

Apresentadora de "Viola, Minha Viola" defende música de raiz tradicional e critica o sertanejo moderno 

MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO

Toda quarta-feira, centenas de homens e mulheres de idade avançada se reúnem à tarde no 451 da avenida Tiradentes, em São Paulo, mais precisamente no auditório do teatro Franco Zampari, onde é gravado o "Viola, Minha Viola", da TV Cultura.
Para eles, a paulistana da Barra Funda Ignez Magdalena Aranha de Lima representa mais ou menos o mesmo que Madonna nas hostes fashionistas. Uma diva.
No caso de Ignez, ou Inezita Barroso, como é conhecida, uma diva caipira. Aos 86 anos, ela está completando 60 de carreira. Metade deles apresentando o programa musical mais antigo da TV brasileira e que proporciona a maior audiência da emissora estatal paulista (de 3 a 4 pontos no Ibope).
Para comemorar a data, a Cultura exibe hoje às 9h, com reprise no próximo sábado, às 20h, uma versão especial do programa. Como nos bons tempos da era do rádio, Inezita aparece acompanhada de 27 músicos de orquestra, cantando alguns clássicos de sua carreira, como "Flor do Cafezal", "Meu Limão, Meu Limoeiro" e "Lampião de Gás".

VODCA, NÃO
Para sempre Inezita será associada à música de raiz nascida nos rincões do Sudeste e do Centro-Oeste do país -Paraná, Mato Grosso, Goiás e principalmente Minas Gerais e São Paulo-, a que se dedica desde criança. 
Isso num meio predominantemente machista, carola e pinguço. Ela nunca foi de beber, mas não dispensa a caipirinha de sábado. "Sem vodca, pois não sou russa." 
Movimentando-se com um andador, em razão de um tombo recente, coberta de maquiagem e extremamente lúcida, ela diz: "A cultura caipira está dentro de cada um de nós. E é fantástica. Antigamente havia um preconceito, mas hoje todo mundo sabe que não precisa ser acadêmico para ser poeta".
"Viola" é um programa sem concessões que faz contraponto ao "sertanejo universitário" -micaretas, axé e baladas pop. Um gênero comercial que apenas de longe remete às origens rurais.
A ideia do programa é apresentar a velha geração de violeiros ainda em forma e os poucos expoentes da nova geração (uma das tendências atuais enche Inezita de orgulho: as violeiras, contrariando o machismo do meio). 

CAIXA DE CDS
De acordo com Aluísio Milani, roteirista do programa, "para honrar e reverenciar Inezita todos tocam só o que ela gosta -e sabem do que ela não gosta". E do que ela não gosta? "Pergunte o que ela acha do Luan Santana."
No "Viola", instrumentos eletrificados, à exceção do baixo, não entram. "Nossa base é a viola, o violão e a sanfona. A música caipira se afasta cada vez mais da raiz, e isso é muito ruim. É sempre assim: onde entra o dinheiro, sai a cultura", diz Inezita. "O tecladinho pode ser bom para dançar, mas para mim é um realejo deitado, um instrumento sem alma. Qualquer coisa que altere os ritmos da música de raiz é ruim.
Mas a pior coisa que eu já vi foi um trio elétrico invadindo uma procissão da Festa do Divino, em Mogi das Cruzes [interior de São Paulo]".
E conclui: "A boa música é feita de ritmo, história, boa poesia e comunicação com o público. O mundo mudou muito, mas a cultura caipira nunca vai morrer".
Uma biografia de Inezita ainda não foi escrita. Mas em março o jornalista Assis Angelo lançou "A Menina Inezita Barroso" (Cortez Editora), livro sobre a infância e a adolescência dela, ilustrado com xilogravuras, para o público infantojuvenil.
Completando o ciclo de comemorações, a gravadora Microservice deve lançar dentro de dois meses uma luxuosa caixa contendo seis CDs, com músicas selecionadas pelo produtor e pesquisador Rodrigo Faour.
Intitulada "O Brasil de Inezita Barroso", recupera pérolas da música regional, de folclore e sertaneja interpretadas por Inezita entre os anos de 55 e 61. "Ela é pioneira nesse repertório e as gravações originais são de ótima qualidade", diz Faour. "É um luxo tê-la na ativa."

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

sábado, 06/08- cinema&anarquia,no CCS

Centro de Cultura Social convida:

 

 

 

 

   

 06/08/11, sábado, 16h: Cinema e Anarquia
Exibição do vídeo "A Batalha de Seattle", de Stuart Townsend , 2007,  99 min, (Canadá, Alemanha, EUA)

 

   
   

 

 

       

 

 

 

 

  13/08/2011, sábado as 16h
"José Oiticica: reflexões e vivências de um anarquista" palestra com Renato Luiz Lauris Junior, mestre em História pela UNESP.
 
 

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org

Rua General Jardim, 253 Sala 22
Vila Buarque São Paulo – SP
Próximo ao metrô Republica

 

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sábado, 30 de julho de 2011

ESTAMIRA GOMES DE SOUSA (1941-2011)

Protagonista do filme "Estamira"

JULIANA VAZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 

Estamira Gomes de Sousa, ex-funcionária de um lixão que teve a vida retratada no documentário "Estamira", premiado no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2004, morreu anteontem, aos 70, no Rio de Janeiro.
A causa da morte foi uma infecção generalizada.
Natural de Jaraguá (GO), trabalhava havia mais de 20 anos no aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, quando o diretor do filme, Marcos Prado, a conheceu.
Em 1996, Prado já ganhara um prêmio de fotografia pelos registros realizados por três anos no lixão. Continuou indo ao local e, em 2000, pediu para tirar fotos de uma mulher que viu no caminho.
Era Estamira. Ela, que sofria de distúrbios mentais, lhe contou que tinha uma missão: "Revelar e cobrar a verdade". Questionou o fotógrafo se ele sabia qual era a dele. Antes que respondesse, disse: "A sua missão é revelar a minha missão". Assim, ele decidiu rodar o filme.
Segundo o filho Ernane, a mãe continuou recebendo atenção do diretor mesmo após o lançamento do filme. Ganhava uma mesada. À Folha Prado afirmou que cuidou dela diversas vezes.
Sobre sua morte, contou: "Ela foi totalmente negligenciada, ficou horas sem ser atendida no [hospital] Miguel Couto". Ernane diz que a mãe esperou mais de cinco horas. O hospital informou que ela deu entrada na terça com quadro infeccioso grave e que recebeu todo o acompanhamento necessário.
Segundo o filho, o enterro será hoje, às 11h, no cemitério do Caju, no Rio. 
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franciscoripo

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Bicicloteca" empresta livros para moradores de rua em SP

Alessandro Shinoda/Folhapress
Robson Mendonça e sua bicicloteca na pça. da Sé; acervo de sua biblioteca sobre rodas inclui Truman Capote e Lima Barreto 

DE SÃO PAULO 

A Revolução dos Bichos, de George Orwell (1903-1950), é o livro que mais impressionou o ex-morador de rua Robson Mendonça, 60, gaúcho de Alegrete.
Por gostar de ler, e não poder pegar nada emprestado de bibliotecas públicas por não ter comprovante de endereço, ele tinha um sonho.
Quando melhorasse de vida, criaria uma biblioteca só para pessoas da rua.
Ontem, em pleno Marco Zero da capital paulista, na praça da Sé, lá estava ela.
A bicicloteca -uma bicicleta equipada com um baú atrás com centenas de livro dentro- fez a sua estreia.
"Até agora [por volta das 15h] 80 livros foram retirados", diz Mendonça, exibindo a lista de nomes escritos à mão em um caderno.
Quem pega um livro tem duas opções: ou passa adiante para quem quiser ler, ou devolve para a bicicleta.
Todo acervo do projeto, bancado exclusivamente por parceiros privados, é fruto de doações. No baú, títulos de Truman Capote, Lima Barreto e Graciliano Ramos.
Mendonça conta que perdeu a mulher e dois filhos em um acidente. Essa foi uma das causas que o levou para a rua, onde permaneceu por seis anos, até 2003.
"Perdi tudo após um golpe. Com documentos falsos, levaram o que tinha na conta do PIS/PASESP", diz.
Hoje, ele dirige uma ONG para pessoas das ruas. "Atendemos 380 desde janeiro".
(EDUARDO GERAQUE)
São Paulo, quarta-feira, 27 de julho de 2011 

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Grupo de Estudos e Pesquisas Anarquistas (GEPAn)

Gepan-logo2

http://gepanufpb.wordpress.com/apresentacao/

Apresentação

Português:

O Grupo de Estudos e Pesquisas Anarquistas (GEPAn) é um espaço de confluência entre estudantes, pesquisadores, professores e interessados nos Estudos Anarquistas e temáticas afins. Promove sessões abertas de estudos; organiza atividades regulares tais como seminários temáticos, cursos livres, encontros, mesas e palestras; reúne professores e pesquisadores provenientes de diversos âmbitos para o estabelecimento de cooperação e intercâmbio acadêmico e científico; realiza a formação e a capacitação de equipe de pesquisadores.

O GEPAn é uma iniciativa autogestionária de pessoas interessadas nos saberes e valores do Anarquismo clássico e contemporâneo, engajadas em aplicá-los como éthos de pesquisa: Anarquismo não como simples objeto de conhecimento, mas como maneira de conhecer e modalidade de saber.

Español:

El Grupo de Estudios e Investigación Anarquistas (GEPAn) es un punto de encuentro entre estudiantes, investigadores, profesores y cualquier persona interesada en los Estudios Anarquistas y temas afines. Promueve sesiones abiertas de estudios, organiza actividades regulares, tales como seminarios temáticos, cursos gratuitos, talleres, conferencias y mesas; reúne profesores e investigadores de varias áreas para establecimiento de intercambio académico y científico, promueve la formación y lleva a cabo la capacitación del equipo de investigadores.

El GEPAn es una iniciativa autogestionada de personas interesadas en los valores y conocimientos del Anarquismo clásico y contemporáneo,  comprometidas con el Anarquismo entendido como éthos: el Anarquismo no como un mero objeto de conocimiento, sino como una forma de conocer y una modalidad del saber.

Italiano:

Il Gruppo degli Studi e Ricerchi Anarchiche (GEPAn) è un spazzo de confluenza tra studenti, ricercatori, professori e interessati negli Studi Anarchici e teme affini. Promuove sezioni pubbliche di studio; organizza attività regolari come seminari, corsi liberi, incontri, tavole e conferenze; raggruppa professori e ricercatori provenienti da diversi ambiti per stabilire la cooperazione e l’intercambio academico e scientifico; realizza la formazione e la qualificazione d’équipe di ricercatori.

Il GEPAn è un’iniziativa autogerita di persone interessate nel sapere e valori dell’Anarchismo classico e contemporaneo, ingaggiate a impiegarli come ethos di ricerca: Anarchismo non semplicemente come oggetto di conoscenza, ma come maniera de conoscere e modalità di sapere.

Français:

Le Groupe d’Études e Recherches Anarchistes (GEPAn) c’est un espace de confluence entre étudiants, chercheurs, professeurs et intéressés aux Études Anarchistes et affins. Soutien sessions ouvertes d’études ; organise activités régulières comme séminaires, cours livres, rencontres, tables e conférences ; réunit professeurs e chercheurs provenant de divers champs pour établir la coopération et l’échange académique e scientifique ; réalise la formation e la capacitation de équipe de chercheurs.

Le GEPAn c’est une initiative autogéré de personnes intéressés aux savoirs et valoirs de l’Anarchisme classique et contemporaine, engagés en les appliquer comme ethos de recherche : pas l’Anarchisme comme simples objet de recherche, mais comme manière de connaître et modalité de savoir.

Deutsch:

Die Studien- und Forschungsgruppe Anarchismus (GEPAn) ist ein Treffpunkt für Studenten, Forscher, Professoren und an Anarchismus und ähnlichen Themen interessierte. Sie fördert offene Lernveranstaltungen; Organisiert regelmäßige Aktivitäten, wie thematische Seminare, freie Kurse, Treffen, Diskussionen und Vorträge; Vereint Professoren und Forscher aus verschiedenen Bereichen zur Einrichtung von akademischem und wissenschaftlichem Zusammenarbeiten und Austausch; Realisiert die Schulung und Fortbildung eines Forschungsteams.

Die GEPAn ist eine selbstorganisierte Initiative von Menschen, die sich für das Wissen und die Werte des klassischen und zeitgenössischen Anarchismus interessieren und ihn als Wissenschaftsethos anwenden: Anarchismus nicht nur als Studienobjekt, sondern als Art zu denken und Modalität des Wissens.

English:

The Group for Research and Studies of Anarchism (GEPAn) is a meeting ground between students, researchers, teachers and anyone interested in anarchist studies and related subjects. Promotes open sessions of studies, organizes regular activities such as thematic seminars, free tutorials, workshops, lectures and discussion; brings together professors and researchers from various areas for the establishment of academic and scientific cooperation and exchange; realizing the formation and the training of a staff of researchers.

The GEPAn is a self-managed initiative of people interested in the knowledge and the values ​​of classic and contemporary anarchism, engaged in applying them as research ethos:  Anarchism not as a mere object of knowledge, but as a manner of research and thinking.

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domingo, 24 de julho de 2011

Terrorist attack in Oslo - Anarchist point of view

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International Journal of Anarchism

ifa-Solidaritet - folkebladet - © ISSN 0800-0220 no 4 (31) editor H. Fagerhus - Contact IJA

Bulletin of the Anarchist International


Terrorist attack in Oslo - Anarchist point of view

The global fight against jihad-terrorism, terrorism at large and ochlarchy (mob rule broadly defined) in general is central to anarchism, anarchy, i.e. Libertarian Human Rights and Real Democracy, and anarchists. Anarchists, the real ones, have always been opposed to ochlarchy, including all forms of terrorism, as well a other x-archy, where x can be anything but not 'an'. To get rid of ochlarchy including terrorism, via direct actions and other actions within the framework of and/or compatible with real democracy including libertarian human rights, is central to the fight for anarchy and more of it; the main aim, strategy and tactics of anarchists. The International Anarchist Tribunal, IAT-APT, also has important reports about anarchy and anarchism vs terrorism and ochlarchy in general.

22.07.2011. Ad terrorist attack in Oslo, the capital of the Anarchy of Norway. "Probably done by international terrorists, Al-Qaeda, Gaddafi or similar. Not anarchists behind," the Anarchist International Security Council, AISC, and the International Anarchist Tribunal, IAT-APT, say to AIIS in a preliminary report. In the evening at least seven people were reported dead, there may be more. The Anarchist Federation of Norway, AFIN, and the Anarchist International, AI/IFA, condemned this violent, ultra-authoritarian and extremist attack on a peaceful anarchy and anarchism. In connection to the bomb attack in Oslo a man dressed as a police officer gunned down youths at a summer camp at Utøya, killing at least 10. The man who opened fire at the youth camp was Norwegian and later arrested by the police.

23.07.2011. Early Saturday the Norwegian police report that at least 80 were killed at Utøya. Suspect in Oslo and Utøya [øya means island] terrorist attacks is Anders Behring Breivik, 32-year-old, about 6ft tall and blond. He has tweeted: "One person with a belief is equal to the force of 100 000 who have only interests," quoting the liberalist John Stuart Mill. He promotes christian and arch-conservative opinions, which he also called nationalist. He expresses himself strongly opposed to multiculturalism – that cultural differences can live together in a community. In one of the posts he states that politics today no longer revolves around socialism against capitalism, but that the fight is between nationalism and internationalism, a basic anarchist principle. Anders Behring Breivik is most likely a brown & blue conservative and christian fundamentalist and rightwing extremist, i.e. an ultra-authoritarian liberalist (totalitarian, not liberal liberalism), and not a nazi, see the economic-political map. This is an international political current that also includes terrorists, say, in Sweden the "olympian bomber", and in USA the "Oklahoma bomber", but the Norwegian police suggest Anders Behring Breivik was alone in the attacks.

Anders Behring Breivik has earlier been a member of the populist Fremskrittspartiet, Frp, and its youth organization. Although the main tendency of Frp is right-populism, small fractions of extreme liberalists and even nazis are connected to the party. Media reports in Norway paint a portrait of Breivik as a "loner", who lived with his mother in a wealthy suburb of west Oslo, was well educated and enjoyed hunting. An Oslo police spokeswoman said Breivik has been charged with two counts of terrorism. She said he would have to appear in court within three days. Breivik may be sentenced to the Norwegian maximum time in prison, 21 years. The Norwegian Anarchist Council, NACO, declares to the Norwegian people: "Stay calm and continue with the Anarchy!"

Oddny Estenstad, a spokeswoman for a Norwegian farm co-operative, said the suspect had been a customer. She told the AFP news agency: "We sold him six tonnes of fertilizer, which is a relatively standard order." The police later confirmed that fertilizer was used to make a bomb at Breivik's farm. Jane Owen, the British ambassador to Norway, tells the BBC there is a sense of shock and devastation in Oslo, where quite a large a proportion of the country live. She says it brings home the threat of terrorism, from whatever quarter. She is also mentioning the "libertarian tradition" in Norway on BBC TV. She says she has been struck by the fortitude and solidarity of the Norwegian people which will help them get through the coming days.

In the afternoon the Norwegian police confirmed a carbomb was used in the blast in Oslo. The police said: "It was a very powerful bomb, and it was in a car. The car didn't stand there for very long. We have taken possession of the car that he used from Oslo to Utøya." In a 1,500-page manifesto, posted on the Web hours before the attacks, Mr. Breivik recorded a day-by-day diary of long time of planning for the attacks, and claimed to be part of a small group that intended to "seize political and military control of Western European countries and implement a cultural conservative political agenda." He predicted a conflagration that would kill or injure more than a million people, adding, "The time for dialogue is over. We gave peace a chance. The time for armed resistance has come." The manifesto was signed Andrew Berwick, an Anglicized version of his name.

The document also describes a secret meeting in London in April 2002 to reconstitute the Knights Templar, a Crusader military order. It says the meeting was attended by nine representatives of eight European countries, evidently including Mr. Breivik, with an additional three members unable to attend, including a "European-American." Mr. Breivik was also believed to have posted a video on Friday summarizing his arguments. In its closing moments, the video depicts Mr. Breivik in military uniform, holding assault weapons. Rarely has a mass murder suspect left so detailed an account of his activities.

24.07.2011. Norway, included the anarchists, mourned on Sunday close to 100 people killed in a shooting spree and car bombing by a Norwegian who saw his attacks as "atrocious, but necessary". In his first comment via a lawyer since his arrest, Anders Behring Breivik, said he wanted to explain himself at a court hearing Monday about extending his custody. "He has said that he believed the actions were atrocious, but that in his head they were necessary," his lawyer Geir Lippestad said. Oslo's acting police chief Sveinung Sponheim confirmed to reporters that Breivik would be able to speak to the court. It was not clear whether the hearing would be closed or in public. "He has admitted to the facts of both the bombing and the shooting, although he's not admitting criminal guilt," Sponheim said, adding that Breivik had said he acted alone. Police were checking this because some witness statements from the island spoke of more than one gunman, Sponheim said. More news soon!


THE INTERNATIONAL CONFERENCE ON TERRORISM 2001-11

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I. Introduction
II. The al-Qaeda polyarchical terrorist network
III. Authoritarian errors of USA criticized proportional to realities
IV. The al-Qaeda terrorist attacks
V. Anarchists vs ochlarchy against muslims, Jews, pacifists, free speech etc.
VI. The anti-terrorist coalition and the counterforces
VII. Armed struggle against Taleban/al-Qaeda and aid to the people
VIII. Allies launch attack, bioterror, updated news and comments etc.
A.
News updates
B. An overview - NB! Latest news above this anchor

IX. The roots of terrorism
X. Condolences
XI.
Terrorism defined
XII. Resolutions from the International Anarchist Tribunal IAT
A.
Resolutions from APT International Branch
B.
Resolutions from APT Northern Branch
C. The Oslo Convention and the media


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FERNANDA TORRES

Pornochanchada


Obedecendo à lei do eterno retorno, era de esperar que um gênero proscrito tão poderoso quanto esse voltasse a se fazer presente

Acabo de assistir a um concerto da Orquestra Filarmônica da Radio France no Albert Hall de Londres. Eu jamais havia pisado no imenso Maracanãzinho vitoriano. Eu me surpreendi não só com a qualidade de dois extraordinários compositores contemporâneos que não conhecia, Pascal Dusapin e Olivier Messiaen, como com a popularidade da casa.
Pessoas de jeans e camiseta lotavam os milhares de lugares. Muitos assistiam de pé, como num concerto de rock, provando que a música erudita na Europa é uma tradição tão mundana quanto o futebol. 
No avião para cá, lendo uma pilha de revistas e jornais, li a opinião uníssona das resenhas a respeito de "Cilada.com", de Bruno Mazzeo e José Alvarenga Jr., afirmando que marca o retorno definitivo das pornochanchadas às telas brasileiras.
Cada país tem a tradição cultural que merece e, como dizia um psicanalista que me atendeu por longos anos, é preciso "bem dizê-la".
A pornochanchada foi um fenômeno arrebatador que influenciou o cinema feito no Brasil por quase 20 anos. 
Acalento a vontade de resgatar essa filha bastarda e não me espanta vê-la ressurgir repaginada. 
Na ditadura, os intelectuais fugidos da perseguição e da censura se infiltraram na Boca do Lixo e produziram o mais bizarro gênero de que se tem notícia, uma mistura de heróis niilistas com mulheres de calcinha: a pornochanchada cabeça. 
Essa bem-sucedida fusão foi a saída para os que buscavam atingir o grande público e para os que pregavam a revolução para as massas.
"Giselle" é um exemplo fascinante do gênero. Fruto da devassidão sem limite da elite abastada, a grã-fina Giselle seduz o pai, a madrasta e o irmão até conhecer uma guerrilheira sapata, com quem descobre a aliança entre o sexo e o amor. 
Após presenciar o assassinato da amante, metralhada pela repressão, retorna à perdição da aristocracia decadente. E dá-lhe polca!
O filme de 1980 é modelo de uma estética que comandou as telas brasileiras até a retomada. Nela, o cinema novo, a Boca do Lixo e as chanchadas da Atlântida se mesclavam com a predominância de uma ou outra corrente. 
De "Dona Flor" a "Rio Babilônia", passando por "Eu te Amo", "Chica da Silva" e "Engraçadinha", muitos títulos de nossa filmografia traziam traços dessa mistura de escolas. 
Depois do deserto criado com o fim da Embrafilme, a tragédia social tomou o lugar do nheco-nheco nas salas de exibição do país.
A partir de filmes como "Cidade de Deus" e "Central do Brasil", os meninos de rua e a violência social substituíram as mulheres nuas a correr pela praia e as fornicações nas cachoeiras da Tijuca. 
Obedecendo à lei do eterno retorno, era de esperar que um gênero proscrito tão poderoso quanto a pornochanchada voltasse a se fazer presente. As comédias burguesas substituíram a onda dos filmes sobre a miséria no gosto da audiência e, assim como nos anos 70, sua sexualização não tardou a acontecer. 
O Brasil, ao contrário da Argentina, tem dificuldade de filmar dramas burgueses. Parece que não há tragédia digna de ser contada sobre brasileiros que comem mais de uma vez por dia. A classe média é motivo de riso e perversão por aqui. 
Quando eu terminei as filmagens de "Os Normais 2", também dirigido por José Alvarenga Jr., descobri que, sem perceber, havíamos feito uma versão atualizada de uma pornochanchada. Afirmo isso sem nenhum desmerecimento ao filme. 
Fala-se de "Se Beber, Não Case", "O Virgem de 40 Anos" e "Porky's" como influência, mas ninguém cita "A Super Fêmea" ou "Histórias que Nossas Babás Não Contavam".
O diretor Karim Aïnouz me apresentou um roteiro interessantíssimo sobre a época de ouro das pornochanchadas que espero rodar. 
É preciso lapidar nossas origens de escracho carnal. Os europeus fizeram isso quando transformaram canções medievais em sinfonias. O problema é que pode levar séculos.


FERNANDA TORRES escreve mensalmente neste espaço.
São Paulo, domingo, 24 de julho de 2011 

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sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse é encontrada morta em sua casa aos 27 anos

A cantora Amy Winehouse, 27, foi encontrada morta em sua casa em Londres neste sábado. A notícia foi divulgada inicialmente pelo canal de britânico TV Sky News. Segundo o canal, a polícia confirmou a morte, mas ainda a considera "sem explicação".

Assista "Rehab", maior sucesso da carreira da cantora
Veja fotos da vida e da carreira de Amy Winehouse

A polícia foi chamada à casa de Winehouse, no bairro de Camdem Town, por volta das 16h deste sábado, respondendo a um chamado para atender uma mulher desmaiada, segundo nota divulgada.

"Ao chegar, oficiais encontraram o corpo de uma mulher de 27 anos que foi declarada morta no local", diz o comunicado publicado pelo TMZ.

Luke MacGregor-28.jun.2008/Reuters
Amy Winehouse
Amy Winehouse

Sua aparição pública mais recente aconteceu na última quarta-feira. Ela fez uma participação surpresa durante um show de sua protegida, a cantora de 15 anos Dionne Bromfield, em Londres. Segundo a imprensa britânica, ela subiu no palco aparentemente bêbada, dançou e pediu que o público comprasse o disco de Bromfield.

Winehouse tem dois álbuns lançados e estava finalizando seu terceiro trabalho de estúdio.

Ela se tornou mundialmente conhecida com o sucesso do seu segundo CD, "Back to Black", lançado em 2006. Ele trazia canções que falavam sobre drogas, bebidas e relacionamentos conturbados, como "Rehab", "Back to Black" e "You Know I'm No Good".

No início deste mês, Amy bebeu até "apagar" pelo menos três vezes em uma semana, segundo o tabloide "The Sun".

"Amy está constantemente fora de controle por causa da vodka", contou à publicação uma pessoa próxima a ela. "Ela está fazendo muito barulho quando bebe para esquecer de tudo em sua casa no norte de Londres."

Winehouse teve sua turnê cancelada na Europa após uma performance desastrosa em Belgrado, na Sérvia, no dia 18 de junho.

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