segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

margareth mead: pensamento

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

margareth mead: pensamento

“Minha avó queria que eu me educasse, por isso jamais me deixou ir a escola.”

Margareth Mead [antropóloga cultural norte-americana (1901 ~ 1978)]
 

eu me revolto,logo existo 

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domingo, 12 de dezembro de 2010

maurício tragtenberg: pensamento

domingo, 12 de dezembro de 2010

maurício tragtenberg: pensamento

"Qualquer escola se estrutura em função de uma quantidade de saber, medido em doses, administrado homeopaticamente. Os exames sancionam uma apropriação do conhecimento, um mau desempenho ocasional, um certo retardo que prova a incapacidade do aluno em apropriar-se do saber.

Em face de um saber imobilizado, como nas Tábuas da Lei, só há espaço para humildade e mortificação. Na penitência religiosa só o trabalho salva, é redentor; portanto, o trabalho pedagógico só pode ser sado-masoquista".

Maurício Tragtenberg [autodidata, sociólogo, professor, socialista libertário e radical (1929 ~ 1998)]

“A primeira condição de nossa educacão é a discordia”

Pierre-Joseph Proudhon


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sábado, 11 de dezembro de 2010

A Era do Panóptico: O Leviatã Perfeito


Segue link com nova postagem do blog.

"É claro, não nos esqueçamos, que este tipo de paz, onde o Estado consegue manter cada um em seu 'verdadeiro' lugar na pirâmide de classes, funciona com a necessidade de ações violentas de tempos em tempos. A disciplina social é conseguida através de domesticação ideológica, ou de uma vigilância sistemática, mas quando necessário os tanques podem ir às ruas. E as prisões podem se encher mais ainda."

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Governo cria conselho contra homofobia

Integrantes do movimento gay e de ministérios participam de órgão
nacional, planejado após polêmicos ataques em SP

Uma das bandeiras será defender a aprovação de projeto de lei que
criminaliza preconceito contra homossexuais

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

O governo federal decidiu criar um conselho nacional voltado ao
movimento gay com a função de combater a homofobia e promover os
direitos dessa comunidade.
A criação do colegiado foi publicada no "Diário Oficial" da União de
ontem, em meio à polêmica dos últimos ataques em São Paulo.
Chamado oficialmente de Conselho Nacional de Combate à Discriminação,
ele já recebeu do movimento o nome de Conselho Nacional LGBT
(lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).
O conselho substituirá uma instância de mesmo nome criada em 2001 para
combater a discriminação de uma forma geral.
O órgão foi esvaziado pela criação de conselhos específicos (negros,
idosos e deficientes). Agora, reformulado, pretende estabelecer
contato mais direto entre sociedade civil e governos.
O conselho mobilizará parlamentares em favor do projeto que
criminaliza a discriminação contra gays, diz Lena Peres, secretária
nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
Outra função será a de acompanhar de perto as ações desenvolvidas por
Estados e municípios.
Peres diz que, numa situação como a dos ataques em São Paulo, o
conselho entraria "imediatamente" em contato com autoridades locais e
poderia enviar uma equipe própria para monitorar o caso de perto.

MONITORAMENTO
A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais) comemorou a publicação do decreto, reclamado
pelo movimento desde 2008.
"É uma forma de ver as ações, como uma prestação de contas. Há, por
exemplo, 18 ações voltadas à comunidade no MEC. Queremos saber como
estão ou por que não foram feitas", diz Toni Reis, presidente da
ABGLT.
É a primeira vez que um colegiado específico para o movimento LGBT é
criado na esfera federal, diz Peres.
O conselho será formado por integrantes da sociedade civil,
ministérios, secretarias vinculadas à Presidência da República, Casa
Civil, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho,
magistratura federal e pela comissão de Direitos Humanos e Minorias da
Câmara.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

cenário - "As Criadas"

Centro de Cultura Social: Jean Genet, escritor maldito, rebelde absoluto

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cenário - "As Criadas"

O Centro de Cultura Social recorda: Jean Genet, escritor genial,
delinquente, ladrão, homosexual

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A diferença agora é que os homofóbicos saíram do armário. Depois das eleições deste ano vimos uma onda de preconceito contra gays, nordestinos e negros.

"Depois dos gays, homofóbicos saíram do armário"

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO

Liderança do movimento gay no Brasil, Toni Reis, presidente da ABGLT,
associação que congrega os principais grupos de defesa dos
homossexuais, vê as agressões na avenida Paulista de uma outra
perspectiva.
Depois dos gays e lésbicas, agora são os homofóbicos que saíram do
armário -e decidiram canalizar a intolerância contra homossexuais por
meio da violência física.

Folha - Agressões a homossexuais têm aumentado?
Toni Reis - Convivemos com isso diariamente. Agora é que as pessoas
têm coragem de denunciar. As vítimas estão saindo do silêncio e têm
menos medo.

A que atribui essa violência?
A diferença agora é que os homofóbicos saíram do armário. Depois das
eleições deste ano vimos uma onda de preconceito contra gays,
nordestinos e negros.

Mas a aversão a homossexuais sempre existiu.
Até a década de 90 éramos tratados como doentes. Depois, ficou
politicamente incorreto falar mal da homossexualidade, mas a questão
do pecado, da doença, do fora da lei ficou enrustida. As pessoas se
animaram a falar dos seus preconceitos e exercê-los. As discussões do
casamento gay e da criminalização da homofobia contribuíram com esse
preconceito.

O que pode ser feito?
Espero que essas imagens consigam sensibilizar as autoridades para a
criminalização da homofobia.

Falta punição aos agressores?
As pessoas acham que a homofobia é normal, que é briga de adolescente.

Por que a avenida Paulista, simbólica com a parada gay?
É a avenida mais movimentada do Brasil e possivelmente a mais filmada,
mas essa violência ocorre em todos os becos do país. A Paulista tem
mais visibilidade e vira notícia mais facilmente.

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Mais 2 gays são agredidos na região da Paulista

Ataque aconteceu na madrugada de domingo, na rua Frei Caneca
Imagens divulgadas ontem mostram jovem derrubando uma das vítimas com
soco; amigo também apanhou

DE SÃO PAULO

Imagens de câmeras de segurança divulgadas ontem mostram mais um
ataque com aparente motivação homofóbica na região da avenida
Paulista.
A agressão aconteceu na madrugada de domingo. Após deixarem uma festa,
dois jovens caminhavam pela rua Frei Caneca e são seguidos por um
rapaz branco, de roupas escuras.
Com um soco inglês entre os dedos, ele bate na cabeça de um dos jovens
e o derruba no chão. Seu amigo é atingido em seguida.
As agressões só acabam depois que uma mulher segura o autor e o puxa
para sair do local, conforme mostram as imagens, exibidas pelo "SPTV",
da TV Globo. Com esse caso, chega a dez o número de vítimas que
denunciaram agressões físicas com indicações de homofobia na região da
avenida Paulista nas últimas semanas.
A Secretaria da Segurança Pública diz que a Delegacia de Crimes
Raciais e de Intolerância iniciou as investigações e encontrou
detalhes que podem ajudar na identificação do autor, que é um homem
branco e canhoto.
A suspeita é que, nesse caso, o agressor pertença a um grupo de
skinheads. Segundo a polícia, as vítimas dizem que são homossexuais.

OUTROS CASOS
No sábado, dois amigos disseram que foram agredidos por quatro homens
e duas mulheres perto da estação de metrô Brigadeiro. Nenhum suspeito
foi preso.
Antes, no dia 14 de novembro, cinco rapazes (apenas um deles maior de
idade) agrediram cinco pessoas em momentos diferentes. Semanas depois,
um agente de viagens disse que, em março, foi vítima do mesmo grupo.
Os quatro adolescentes apontados como agressores foram internados na
Fundação Casa. O jovem de 19 anos está em liberdade porque a Justiça
não analisou seu novo pedido de prisão.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

sexo homossexual é feito "no mais puro estilo animal'

FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO

Uma faculdade particular de Teresina (PI) anunciou a demissão de um
professor substituto depois que ele aplicou uma prova com artigo
ofensivo a homossexuais.
Cerca de 30 estudantes de serviço social da Faculdade Adelmar Rosado
deixaram a sala por causa do conteúdo do texto, na segunda-feira.
O artigo, sem assinatura, é contrário à aprovação de projeto sobre a
união civil homoafetiva. Um trecho diz que a relação sexual entre
pessoas do mesmo sexo "contraria a ordem das coisas".
Na prova, os alunos precisavam, por exemplo, identificar o tema e
resumi-lo. Não havia espaço para opinarem.
O professor Raimundo Leôncio Fortes, de metodologia de trabalho
científico, assumiu a autoria do texto.
A aluna homossexual Narailka Yasmin Soares e Silva, 20, disse que
ficou chocada, principalmente ao ler o último parágrafo -onde se
justifica que homossexuais não podem expressar o amor, pois a relação
sexual é feita "no mais puro estilo animal".
Alguns alunos pediram a anulação da prova, conforme Liana Santanna,
colega de turma de Narailka. Mas Fortes mandou a turma se calar,
segundo Liana.
Narailka disse que começou a tremer, passou mal e saiu da sala. Foi
então acompanhada por outros colegas.
Segundo a coordenadora do curso, Iris Neiva de Carvalho, a posição do
professor não condiz com a do quadro docente da instituição e a turma
terá uma nova prova.
À Folha o professor reconheceu que não deveria ter aplicado o texto,
mas disse não considerá-lo homofóbico, pois não estimula a
discriminação. Para ele, o artigo tem argumentações filosóficas e a
estrutura era compatível com as questões.
Já o psicólogo Antonio Carlos Egypto, do GTPOS (Grupo de Trabalho e
Pesquisa em Orientação Sexual), afirma que o texto é homofóbico por
adotar argumentos que validam o preconceito. Um deles seria considerar
que só a relação heterossexual é natural.
Para ele, uma prova sobre o assunto deveria adotar ao menos um texto divergente.

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tratamento "errôneo" em homossexuais - estudantes de medicina querem a morte de gays em consultas médicas.

Eleição cria onda antigay em universidade

Dirigentes de Centro Acadêmico de faculdade federal médica do RS são
atacados com e-mails enviados por colega

Texto diz: "Está na hora de unirmos forças e (...) fazer o que nos
couber para dar fim -pouco a pouco- nesta peste"
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

Irado com a eleição de dois colegas homossexuais para coordenadores
gerais do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, um estudante do 2º ano
conclamou os colegas por e-mail:
"Está na hora de unirmos forças e, veladamente, fazer o que nos couber
para dar fim -pouco a pouco- nesta peste. No momento da consulta
[médica oferecida pela faculdade] de uma bicha, ou recuse-se (pelos
meios cabíveis em lei), ou trate-os "erroneamente'!!!", dizia o
e-mail.
O e-mail apócrifo circulou entre os alunos da faculdade, integrantes
de uma comunidade fechada, à qual só se tem acesso mediante o uso de
senha. Cada turma tem uma senha diferente -é por isso que se sabe que
o apologista do tratamento "errôneo" para gays é do 2º ano.
Foi no dia 24 de novembro às 17h45 que a Comissão Eleitoral anunciou a
vitória da Chapa 2 sobre a Chapa 1 (112 votos a 81). Dos cinco membros
da chapa vitoriosa, dois são rapazes abertamente homossexuais: Igor
Rabuske Araujo, 21, e Alex Vicente Spadini,19.
Já às 18h57 do mesmo dia, um estudante comentava a vitória da chapa 2:
"AAAAAiiiii! Chapa 2! Agora, teremos clericot, serviço de manicure,
serviço de pedicure e muuuuita purpurina."
Logo, um estudante do 5º ano entrou na conversa. Defendeu o clericot,
uma espécie de sangria (vinho, frutas e bastante gelo). "Todo mundo
gosta de clericot", escreveu para pontuar que não se trata de bebida
gay.
A conversa, à qual a reportagem da Folha teve acesso, subiu de tom. O
coordenador eleito Igor Araujo defendeu o direito básico "de não ser
agredido gratuitamente por gente mal resolvida".
Logo, entrou e-mail de outro aluno do 5º ano, xingando e comentando
detalhes anatômicos em termos impublicáveis.
Mas foi à 1h18, madrugada do dia 25 de novembro, que se publicou o
e-mail mais raivoso. "Numa falsa busca por igualdade e respeito, esses
lambedores de p. alheios tentam em vão nos convencer de que é
inevitável o futuro rosa, amparado pelo (...) preconceito às avessas
contra aqueles que bravamente se levantam contra a ação gayzista."
E conclamou o tratamento "errôneo" em homossexuais.
"É intolerável que, em dias atuais, universitários tenham um
posicionamento tão retrógrado e ameacem colocar em risco a segurança e
a saúde de homossexuais. Isso demonstra, também, que é urgente a
aprovação de uma legislação federal que coíba a prática homofóbica",
afirmou Gustavo Bernardes, coordenador geral do Grupo Somos de Porto
Alegre.
Os estudantes atacados avisaram a direção da faculdade. Colegas
enviaram à reitoria cópia dos e-mails homofóbicos e solicitaram
investigação sobre o computador de onde se originaram. Também pediram
a abertura de inquérito e eventual expulsão dos agressores.
Não houve pronunciamento da hierarquia universitária até ontem. Alex e
Igor dizem não ter ideia sobre qual ou quais alunos respondem pela
autoria dos e-mails preconceituosos.
As hostilidades contra os dois estudantes aconteceram menos de duas
semanas depois que um grupo de homossexuais foi atacado a golpes de
lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista.

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divulgação: grupo de estudos: a educação libertária

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

michel foucault: pensamento

 "a escola é o espaço onde o poder disciplinar produz saber"


Michel Foucault [filósofo francês (1926 ~ 1984)]

 

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 educacão é a discordia”



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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MULHER E POLÍTICA NO CINEMULHER

Chegamos à nossa última exibição de 2010 e queremos poder, como
fizemos desde início, "exibir, discutir, transformar".
Confiram no blog - cinemulher.blogspot.com - Libertárias, com a
participação de Raquel Moreno.
Esperamos voces para a exibição, bate-papo, café e abraço.
Até lá

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william godwin: pensamento

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

william godwin: pensamento

"Onde quer que um governo assuma para si a tarefa de nos livrar do incômodo de pensarmos por nós mesmos, as únicas conseqüências resultantes são topor e imbecilidade."


William Godwin [jornalista, político, filosofo e novelista (1756 ~ 1836)]
 

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Confraternização Cineclubistas




Olá, é com muita alegria e entusiasmo que o Cecisp quer comemorar esse encerramento de ano com vocês, para isso vamos celebrar nossos projetos e perspectivas para o ano novo com uma confraternização no dia 17 (segue convite)...

Apareçam!

Abraços


jonilson montalvão
11 - 3229-4282 / 7038.6836
 
fotos:
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Violência contra homossexuais

DRAUZIO VARELLA 

Negar direitos a casais do mesmo sexo é imposição que vai contra princípios elementares de justiça

A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.
Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A ERA DO PANÓPTICO

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Everaldo Tavares <tavaresinspetor@yahoo.com.br>
Data: 3 de dezembro de 2010 14:15
Assunto: : : A ERA DO PANÓPTICO
Para: foucault@yahoo.com.br



O QUE É A SOCIEDADE DE CONTROLE, COMO FUNCIONA, É POSSÍVEL RESISTIR A ELA ?

ACESSE, PARTICIPE, CRITIQUE !!!!

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Acesse o Blog A Era do Panóptico

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Vigilância & Controle Social

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“As Criadas”, de Jean Genet.

2010/12/03

e-mail


04/12 Sábado - 16h

Leitura Dramática,
“As Criadas”, de Jean Genet.

Direção de Alberto Centurião
(Dramaturgo, ator e diretor de teatro, integrante do CCS).

Sinopse:

Duas criadas, uma senhora.

Duas senhoras, uma criada.

Uma senhora que é criada, uma criada que é senhora, ou serão duas?

Uma senhora prestes a ser assassinada pelas criadas mascaradas de senhora. Um inocente preso, para que o assassinato decorra sem sobressaltos.

Duas criadas oprimidas, pobres, invejosas. Querem os vestidos, querem a riqueza, querem o leiteiro. O plano está traçado há muito. A coragem é pouca. A vontade é alimentada pelo desespero que é muito. Duas aspirantes a senhora. Uma senhora que não sabe… não saberá?

Tudo é segredo. Tudo é confuso. Tudo é para desvendar. Entre o “silencioso arroto do lava loiça” e a senhora e “a sua estola, as sua pérolas, as suas lágrimas, os seus suspiros, a sua doçura” há máscaras, mentiras, embustes, segredos e angústias.

Centro de Cultura Social
Rua General Jardim, 253 Sala 22
(próximo ao metrô República)
São Paulo

 

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aluno morre na USP e corpo só é retirado 6 horas depois

Estudante de filosofia ficou exposto ao sol e à garoa na praça do Relógio Solar

Hospital do campus diz que ambulâncias não podem ser usadas em resgate; prefeitura nega demora na retirada 

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO 

Um estudante de filosofia de 42 anos passou mal na manhã de ontem dentro da Cidade Universitária (zona oeste de São Paulo), não teve atendimento, morreu e ficou estirado por quase seis horas à espera de remoção. 
A causa da morte ainda não é conhecida. Samuel de Souza chegou à USP por volta das 9h30 acompanhado de amigos. 
Ele desceu de um ônibus e caminhou até a praça do Relógio Solar, onde desmaiou. A guarda universitária foi chamada. Segundo relatos de estudantes e do sindicalista Claudionor Brandão, que estava no local, os guardas ligaram para o resgate, que teria dito que não tinha ambulâncias disponíveis.
Brandão pediu então que um funcionário do sindicato pedisse auxílio no HU (Hospital Universitário). Segundo o hospital, porém, suas ambulâncias não podem ser usadas para fazer resgate. 
Às 10h05, um membro da guarda universitária tentou medir a pulsação de Souza. Nada. O estudante também não respirava mais. O próprio guarda declarou o óbito, conta a funcionária Rosana Bullara, que acompanhava. 
A polícia foi chamada. Um delegado compareceu ao local e pediu a retirada do cadáver, contou a Secretaria da Segurança Pública. 
O corpo só foi levado às 15h49, após passar pelo sol das 12h e pela garoa das 14h. Coberto por um lençol e depois por sacos de lixo preto, ele ficou deitado a 230 metros da reitoria da universidade e a 3 km do HU -trajeto que uma ambulância não levaria nem dez minutos para percorrer nas ruas sem trânsito do campus. 
"Foi discriminação", diz Bullara. "Ele só ficou aí porque era estudante, pobre e negro", diz. Souza era morador do Crusp (conjunto residencial da universidade). A mãe mora em Juazeiro do Norte (CE), para onde o corpo será encaminhado. O estudante se formaria no ano que vem. 
Revoltados, os colegas reclamavam da atuação dos guardas universitários. "Eles diziam que não poderiam fazer nada. Nem massagem cardíaca", disse uma aluna do 4º ano de letras que não quis ser identificada. 
A USP diz que os guardas já encontraram Souza morto. A prefeitura, responsável pela remoção do corpo, negou que tenha demorado seis horas para recolhê-lo. Disse que o serviço funerário foi chamado por volta das 14h e, às 16h, estava no local. 
Nenhum responsável do Corpo de Bombeiros foi localizado para falar a respeito. 

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Jean Genet recebe homenagens no ano do centenário de seu nascimento

A França recorda o genial escritor Jean Genet (1910-1986) por ocasião do centenário de seu nascimento, com um espetáculo apresentado em Paris na terça-feira (23), no Teatro Odéon, pela atriz Jeanne Moreau, ao que se seguirão debates, leituras, filmes e até um show de rock.
Nós do Centro de Cultura Social, Brasil, lembramos Jean Genet com: "As Criadas"

04/12/10, sábado 16h
Leitura Dramática, “As Criadas” de Jean Genet. Direção de Alberto Centurião (Dramaturgo, ator e diretor de teatro, integrante do CCS).

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AMIGOS...