sexta-feira, 8 de abril de 2011

Disque: Sigilo Absoluto


Mulher que narrou assassinato critica PM 

Testemunha diz que divulgação de gravação, com sua voz original, da ligação que fez ao 190 a põe em risco

Ela relatou homicídio atribuído a dois PMs; "Corregedoria prometeu me preservar e eu acreditei", afirma agora

DO "AGORA"
DE SÃO PAULO

A mulher que ligou para a polícia para denunciar, em tempo real, um assassinato praticado por dois PMs em um cemitério de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo) diz sentir-se traída pela Polícia Militar paulista.
Para ela, os detalhes revelados pela corporação, como a divulgação do telefonema que fez ao 190 com sua voz original, podem levar à sua identificação. "Nem para misturar a voz!", reclamou.
"A Corregedoria prometeu me preservar e eu acreditei", disse ela à reportagem ontem, por telefone.
Na ligação ao 190, ela dizia ter presenciado o assassinato de um rapaz, identificado depois como Dileone Lacerda Aquino, 27, suspeito de ter roubado uma van em 12 de março. Agora, não quer mais falar sobre o assunto.

"NADA A ACRESCENTAR"
"Eu não vou ser leviana de colocar em risco pessoas que não têm nada a ver [com o caso]. Eu não tenho mais nada a acrescentar. A fita já é suficiente", afirmou a mulher.
E continuou: "Eu não acredito mais. Uma coisa que aconteceu em março. Falaram que iriam me preservar. A prova de que isso não é verdade é que eu estou falando com você neste momento".
"O que a gente [referindo-se também à família] quer é que o processo corra. Se eu fiz alguma coisa, é o que era para ser feito. Agora eu não vou falar mais nada."
Essa mulher, cuja coragem foi elogiada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), é a principal testemunha do caso, mas ainda não foi ouvida pelo Ministério Público Estadual. Os acusados são os soldados Ailton Vital da Silva, 37, e Filipi Daniel da Silva, 28, do 29º Batalhão da PM.
Por intermédio de seu advogado, eles negam o crime. Dizem que socorreram e levaram a vítima ao hospital, sem passar pelo cemitério. Os policiais estão presos no presídio da PM.
A denúncia contra os dois foi oferecida em 21 de março pela promotora Fernanda Bergamaschi Moretti, que requisitou, entre outras medidas, diligências para identificar e ouvir a mulher.

OUTRO LADO
Procurado ontem, o comando da PM não comentou o vazamento do áudio da ligação feita para o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), por meio do 190, nem explicou por que distribuiu gravações com a voz original da testemunha.
A corporação também não informou se foi aberto procedimento para apurar o autor da divulgação do áudio.(JOSMAR JOZINO e ROGÉRIO PAGNAN)

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

ALERTA ANTI-FASCISTA! CONVOCATÓRIA


A sociedade civil, representada por movimentos sociais e associações civis que lutam pela valorização dos Direitos Humanos e o respeito à Diversidade, baseados no apoio mútuo e na solidariedade, convocam os grupos Autônomos, organizações afirmativas dos assuntos da comunidade LGBTs, grupos de discussão de gênero, Movimento Negro, coletivos AnarcoPunks, organizações de trabalhadores e toda a população para:


Ato contra o levante direitista de grupos fascistas paramilitares que reivindicam apoio ao Deputado Racista, Homofóbico e Militarista Jair Bolsonaro.


Grupos intolerantes de extrema-direita, organizados em núcleos paramilitares que reivindicam para si os ideais fascistas/integralistas estão organizando uma manifestação em apoio ao Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro Jair Bolsonaro. O deputado foi rechaçado pela sociedade e pela mídia após suas inúmeras declarações de cunho racista e homofóbico incitando atos de violência e preconceito na sociedade brasileira. Essas declarações não podem ser toleradas, muito menos um ato em apoio aos absurdos expressados por um Militar que se tornou político, defendendo entre outras coisas, a ditadura militar assassina vivida pelo país entre 64 e 85, e a produção de uma bomba atômica no Brasil.

Esse arauto da violência e seus soldados precisam receber uma resposta da sociedade! Não podemos aceitar este tipo de comportamento e de conduta em um país caracterizado pela miscigenação e pela diversidade, e em nenhum outro lugar do planeta!


NÃO A INTOLERÂNCIA E AO CRESCIMENTO DO NAZI-FASCISMO!!!


09 ABRIL 2011

Ato contra as organização homofóbicas e racista pró-Bolsonaro! Pela diversidade, o respeito e o Apoio mútuo.

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CONCENTRAÇÃO ÀS 10 HS

Em Frente ao Prédio da Gazeta, na Av. Paulista.

***

Veja matéria sobre o caso em
http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/04/54474-
radicais+vao+fazer+ato+de+apoio+para+bolsonaro.html
Nota sobre o ato no fórum nazista Stormfront

 

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09/04- sábado, no CCS - Conversação c/ Michelle Tito - " O CCS 1985-2007"


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Centro de Cultura Social

convida

 

09 de abril de 2011,

sábado às 16:00h
“O Centro de Cultura Social: entre práticas sociais e construções de memórias (1985-2007)”

 

Conversação com

Michelle Tito

(Mestre em História pela PUC-SP).

 

 

Realização:

Centro de Cultura Social de São Paulo

Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org

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terça-feira, 5 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Encerramento das Atividades do Espaço Impróprio

                           se não estiver conseguindo visualizar essa página clique aqui.

 

Festa de Encerramento do Espaço Impróprio

22, 23 e 24 de abril

Para mais detalhes veja:

http://www.facebook.com/event.php?eid=103365113070909&index=1

http://espacoimproprio.wordpress.com/

 

 

 

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09/04- sábado, no CCS - Conversação c/ Michelle Tito - " O CCS 1985-2007"


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Centro de Cultura Social

convida

 

09 de abril de 2011,

sábado às 16:00h
“O Centro de Cultura Social: entre práticas sociais e construções de memórias (1985-2007)”

 

Conversação com

Michelle Tito

(Mestre em História pela PUC-SP).

 

 

Realização:

Centro de Cultura Social de São Paulo

Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org

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domingo, 3 de abril de 2011

25 gangues apavoram gays e negros nas ruas da cidade

Polícia Civil de São Paulo identifica 200 integrantes de grupos extremistas

Skinheads entre 16 e 28 anos são investigados por "crimes de ódio" que deram origem a 130 inquéritos policiais

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO 

Eles são jovens, com idades entre 16 e 28 anos.
Têm ensino fundamental e médio. Pertencem, em sua maioria, às classes C e D.
Usam coturnos com biqueiras de aço ou tênis de cano alto, jeans e camisetas.
São brancos e pardos -negros, não. Cultuam Hitler, suásticas e o número 88.
A oitava letra do alfabeto é o H; HH dá "Heil, Hitler", a saudação dos nazistas.
Consomem baldes de álcool. As outras drogas têm apenas uso marginal.
Ostentam tatuagens enormes em que se leem "Ódio", "Hate", ou "Ame odiar".
A propósito, odeiam gays e negros. São de direita.
Gostam de bater, bater e bater. E de brigar.
O perfil dessa turma, auto-denominada skinheads por influência do movimento surgido na Inglaterra durante os anos 1960, quem traçou foi a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
No total, a Decradi já identificou 200 membros de 25 gangues com nomes como Combate RAC (Rock Against Communism- rock contra o comunismo, em português) e Front 88 (sempre o 88).
São integrantes desses grupos que aparecem com mais frequência como agressores de negros, gays e em pancadarias entre torcidas organizadas, quando encarnam a faceta "hooligan".
Também a exemplo do que ocorre na Europa, skinheads são especialistas em quebra-quebra entre torcedores. 

"FAIXA DE GAZA"
A delegada Margarette Correia Barreto, titular da Decradi, é quem lidera o esforço de identificação dessas gangues. Atualmente, na delegacia, há 130 inquéritos envolvendo os "crimes de ódio"- motivados por preconceito contra um grupo social.
"O alcance e a repercussão desses ataques, entretanto, é muito maior do que em um crime comum. Se um homossexual é atingido, todo o grupo sente-se atingido", exemplifica a delegada do Decradi. "É uma comoção."
Pelo levantamento da polícia, o foco dos "crimes de ódio" é a região da avenida Paulista e da rua Augusta, na região central da cidade. Segundo a delegada, ali é "a nossa faixa de Gaza".
O motivo é que a área tem a maior concentração de bares frequentados por gays e por skinheads -cada turma no seu reduto, mas todos muito perto uns dos outros. "Eles acabam se encontrando pela rua", diz a delegada.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

petição pedindo a aprovação da lei anti-homofobia no Brasil

Caros amigos, 

O Deputado Jair Bolsonaro deu uma entrevista homofóbica e racista chocante em rede nacional -- expondo o preconceito terrível que ainda assombra o Brasil. Enquanto já existem leis que protegem pessoas contra a descriminação, trans, gays e lésbicas ainda não tem nenhuma proteção legal.

Somente no ano passado 250 pessoas foram assassinadas por serem trans ou homossexuais. A homofobia é real e ela mata. Mesmo assim não há lei que proteja pessoas GLBT da discriminação. Ainda se pode demitir alguém somente pela pessoa ser gay e a violência homofóbica não é punida como crime de preconceito.

Vamos direcionar a nossa indignação contra o Bolsonaro em uma ação concreta, acabando com este ataque à iguladade. Vamos pressionar o Congresso a aprovar a lei anti-homofobia que irá salvar vidas inocentes e ampliar proteções para todos os brasileiros. A petição será entregue em uma marcha massiva em Brasília. Clique abaixo para assinar:

http://www.avaaz.org/po/homofobia_nao/97.php?cl_tta_sign=1753e1d82fad60e9841ac3ad56e112e8

O Brasil se orgulha em ter uma cultura aberta e tolerante, se colocando como líder na luta por proteções aos direitos humanos no mundo. Mas o nosso país é também um dos lugares mais perigosos do mundo para transexuais -- que sofrem uma violência brutal e execuções sumárias. Até mesmo o Deputado Jean Wyllys recebeu ameaças de morte por defender direitos GLBT no Congresso Nacional.

Nosso país sofre com uma mentalidade discriminatória retrógrada e perigosa que não reflete a sociedade que a maioria de nós quer.

20 Deputados já pediram investigação sobre Bolsonoro pela quebra de decoro parlamentar por racismo. Agora nós precisamos de uma lei contra crimes de homofobia e violência contra a população GLBT do Brasil. Assine abaixo para colocar o seu nome ao movimento nacional por igualdade e justiça -- ela será entregue em Brasilia com a ajuda dos nossos amigos do All Out e grupos GLBT brasileiros:

http://www.avaaz.org/po/homofobia_nao/97.php?cl_tta_sign=1753e1d82fad60e9841ac3ad56e112e8

A Avaaz se mobilizou contra a legislação na Uganda que queria executar gays -- e a proposta foi derrotada! Nós estamos organizando uma campanha contra a prática brutal de estuprar mulheres para "curá-las" do lesbianismo. Agora chegou a hora de nós lutarmos contra a discriminação e violência aqui no nosso país.

Com esperança,

Emma, Graziela, Luis, Alice, Ben, Iain e toda a equipe Avaaz

Leia mais:

Jair Bolsonaro dá entrevista polêmica no 'CQC', veja:
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2011/03/29/jair-bolsonaro-da-entrevista-polemica-no-cqc-veja/

Número de assassinatos de homossexuais bate recorde no País:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4881858-EI6578,00.html

Grupo de parlamentares entrará com representação contra Bolsonaro por quebra de decoro:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/03/29/grupo-de-parlamentares-entrara-com-representacao-contra-bolsonaro-por-quebra-de-decoro-924120754.asp

Bolsonaro rasga Constituição a cada frase, diz movimento gay:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5037642-EI7896,00-Bolsonaro+rasga+Constituicao+a+cada+frase+diz+movimento+gay.html

Saiba mais sobre All Out, uma nova organização internacional de direitos GLBT:
http://allout.org/pt/index

'Estou me lixando para movimento gay', diz Jair Bolsonaro:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5037535-EI7896,00-Estou+me+lixando+para+movimento+gay+diz+Jair+Bolsonaro.html




A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Esta mensagem foi enviada para neide_almeida@hotmail.com. Para mudar o seu email, língua ou outras informações, envie um email para info [@]t avaaz.org. Não quer mais receber nossos alertas? Clique aqui para remover o seu email.Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

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Marco Feliciano (PSC-SP)

"Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé", disse ontem no Twitter. "Amamos os homossexuais, mas abominamos suas práticas promiscuas!" 

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Bolsonaro diz "se lixar" para críticas de gays

Deputado, porém, nega ser racista; Câmara abre processo para investigar declarações dadas em programa de TV

Para tentar mostrar que não tem preconceito em relação aos negros, ele afirma que sua mulher é "afro" e o sogro, "negão" 

DE BRASÍLIA 
DE SÃO PAULO 

Irritado com a repercussão de suas declarações a um programa de TV, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou à carga ontem ao ser questionado se é homofóbico.
"Estou me lixando para esse pessoal aí", disse, após acompanhar o velório do ex-vice-presidente José Alencar.
"Agora criaram a Frente Gay [na Câmara]. O que esse pessoal tem para oferecer? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer pra vocês, jovens, que se tiverem um filho gay é legal, vai ser o orgulho da família? Esse pessoal não tem nada a oferecer."
Na segunda-feira, a cantora Preta Gil perguntou no programa "CQC", da TV Bandeirantes, como o deputado reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra.
"Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu", respondeu Bolsonaro.
O deputado, porém, diz que entendeu errado a pergunta. Afirmou que, na realidade, pensou que a cantora se referia a um relacionamento homossexual.
A lei brasileira pune crimes de racismo com penas de até cinco anos de reclusão. Não versa, porém, sobre homofobia -nesse caso, ofensas podem ser enquadradas no crime de injúria, com pena de até seis meses de detenção.
Bolsonaro afirma que não é racista. "Minha mulher é afro e meu sogro é negão."
A Câmara já abriu processo para investigá-lo. O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), enviou à Corregedoria-Geral cinco representações por quebra de decoro.
Após ser notificado, Bolsonaro terá cinco dias para se defender. A decisão da Corregedoria será depois enviada à Mesa Diretora da Câmara, que poderá encaminhar o caso ao Conselho de Ética, podendo iniciar um processo de cassação do mandato.

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Petição Em Repudio ao Deputado Jair Bolsonaro

Caros Amigos, 

Acabei de ler e assinar a petição online: «Em Repudio ao Deputado Jair Bolsonaro» 

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8333 

Pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar. 

Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado, 
francisco romero ripo neto 

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domingo, 27 de março de 2011

ninooo

voce esta aí...

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Em "Pinokio", Alvim reitera inovação e estilo arrojado

Com neologismos, texto sacrifica recepção em nome de poesia cênica

Fotos Lenise Pinheiro/Folhapress

O ator Rodrigo Pavon em cena do espetáculo "Pinokio", em cartaz na sede da Cia. Club Noir

CHRISTIANE RIERA
CRÍTICA DA FOLHA

O diretor e dramaturgo Roberto Alvim tem sido celebrado como um dos autores mais inovadores e arrojados à frente do Club Noir, criado em parceria com a atriz Juliana Galdino.
Sua mais recente montagem, "Pinokio", inspirada em "Pinóquio", de Carlo Collodi (1826-1890), vem reiterar esses títulos.
Do original, há pouco sobre o boneco que fabrica histórias, cujo drama está em padecer na transição do estado puramente material para a dimensão espiritual.
O ganho de vida traz o imponderável, algo moralmente confuso e angustiante. Diferentemente do clássico, o espetáculo apresenta seres humanos com a mesma angústia de se encontrar em processo de mutação. Em via contrária, aqui o espírito inquieto sofre com suas fusões em matéria.
Alvim elimina naturalismo e narrativas para criar rascunhos do que podemos vir a ser: "Uma coisa é alguém coisa".
A batalha é travada com um texto cheio de neologismos e palavras deslocadas que servem para inquietar, não para explicar. Trama e conflito cedem lugar a ruídos e sussurros, que carregam o tema do hibridismo entre corpos e máquinas.
"Restos dele escoam pelos canos intestinos vísceras tubulações da casa."
No palco, atores imóveis estão sujeitos à iluminação que os transforma. Luz branca resulta em troncos sombreados. Focos isolados revelam rostos pasmados. Por último, um vermelho insistente parece mergulhá-los em impalpável perigo.
Personagens são vozes aprisionadas e manifestas em timbres distintos. Do ponderoso tom de Juliana Galdino ao melancólico de Rodrigo Pavon, cria-se uma escala de ressonância acústica variada, segundo as diversas profundidades em que se posicionam no palco.
Com isso, a sensação é de instabilidade no espaço.
"Pinokio" é poesia cênica radical. Propõe a combinação de som e imagem como uma experiência sinestésica, mesmo que sacrifique facilidade na recepção do texto.
Se o hermetismo é veículo para reproduzir a aflição de um nebuloso mundo em transição, também afasta o espectador de tal fruição, ao oferecer pouquíssimos fios em que se agarrar na travessia por esse labirinto.
No final, olhares perplexos do público. Alguns inconformados com a obscuridade da proposta. Aqueles que aceitaram o tormento em lidar com um universo desconhecido refizeram a trajetória de um Pinóquio: "Um eco e a vertigem. Perguntas?".

PINOKIO

QUANDO de quinta a sábado, às 21h; domingos, às 20h
ONDE Club Noir (r. Augusta, 331; tel. 0/xx/11/3255-8448)
QUANTO R$ 10
CLASSIFICAÇÃO não informada
AVALIAÇÃO ótimo

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Vídeo mostra PMs atirando em jovem desarmado no AM

Justiça decreta prisão preventiva de cabo e seis soldados que aparecem nas imagens

KÁTIA BRASIL
DE MANAUS

Policiais militares filmados na rua atirando à queima-roupa em um adolescente em Manaus (AM) tiveram a prisão preventiva decretada ontem pela Justiça.
As cenas foram veiculadas na terça pela TV A Crítica. As imagens foram gravadas em 17 de agosto do ano passado.
Na sequência de dois minutos, a gravação mostra um policial agredindo e ameaçando o adolescente, de 14 anos. Após um primeiro tiro, o jovem tenta escapar, mas outro policial atira novamente nele. Um terceiro tiro é disparado por outro policial. Apesar dos sucessivos disparos, ele não morreu.
A Justiça decretou as prisões de um cabo e seis soldados da PM após pedido da Corregedoria do Sistema de Segurança Pública.
Os acusados são o cabo Janderson Bezerra Magalhães e os soldados André Luiz Castilho, Wesley Henrique Ribeiro da Cunha, Rosivaldo de Souza Ferreira, Marcos Teixeira de Lima, Alexandre Souza Santos e Wilson Henrique Ribeiro da Cunha.
Na ocorrência registrada em agosto passado, os policiais dizem que foram recebidos a tiros. "Eles tentaram burlar a ocorrência dizendo que teria tido um confronto", afirmou o coronel Dan Câmara, comandante-geral da PM.
Ontem, o procurador João Bosco Sá Valente, coordenador Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado, incluiu o garoto e quatro familiares no programa de proteção a vítimas.
A reportagem não localizou os advogados dos policiais para comentar o caso.

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AMIGOS...