sábado, 12 de março de 2011

Trem de alta velocidade tira mercado dos aviões

Entidade mundial de ferrovias entregou um estudo à Embraer

Aeronaves da brasileira atendem setor (de até 600 km de distâncias) em que esse tipo de trem começa a se expandir

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA 

Terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, a Embraer começou a discutir a produção de trens de alta velocidade no Brasil.
No início de março, a empresa convidou Iñaki Barron, diretor de alta velocidade da UIC (Organização Mundial de Ferrovias), para falar sobre o tema em sua fábrica em São José dos Campos (SP).
Os temas discutidos no encontro ficaram em torno do avanço do mercado de trens-bala sobre a aviação regional, principal mercado da Embraer, e absorção da tecnologia de produção de trens de alta velocidade pelo país.
A Embraer informou por meio da assessoria de imprensa que não tem estudos sobre o tema e que é normal chamar especialistas para dar palestras a seus funcionários. Durante o encontro, não se falou em participação da empresa no leilão da primeira linha do país (Campinas-SP-RJ), previsto para abril deste ano.
Segundo estudos da UIC, apresentados à Embraer e depois num seminário realizado em São Paulo, até 2025 a rede de trens de alta velocidade deve passar dos cerca de 14,7 mil quilômetros atuais para próximo de 36 mil quilômetros no mundo.
E o principal mercado desses trens são as distâncias de até 600 quilômetros, muitas delas atendidas hoje por aviões comerciais fabricados pela Embraer.
Esse setor responde por 58% da receita da empresa -que em 2009 foi de R$ 10,8 bilhões-, sendo quase tudo do mercado externo. Nas distâncias até 600 quilômetros, os trens roubaram, nas linhas já existentes na Europa e na Ásia, entre 50% e 90% dos passageiros de aviões.
Além da linha Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, o governo já iniciou estudos para outros três trechos: São Paulo-Curitiba, São Paulo-Belo Horizonte e Campinas-Triângulo Mineiro.
Somente entre São Paulo e as outras três capitais, o número de passageiros transportados por avião em 2009, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), foi de quase 6,5 milhões (cerca de 13% do total).

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Documentário joga luz sobre "o lado B" do baião

"O Homem que Engarrafava Nuvens" é biografia de Humberto Teixeira

Personagem foi parceiro de Luiz Gonzaga em "Baião", "Asa Branca", "Assum Preto" e outros clássicos da MPB 

MARCUS PRETO
DE SÃO PAULO 

Em tempos em que o samba se mantém entronado como fundamental matéria-prima na produção de música do país, um filme como "O Homem que Engarrafava Nuvens" (2010) pode valer como uma iluminação. 
Dirigido por Lírio Ferreira (de "Árido Movie" e "Baile Perfumado"), o documentário entrega até mais do que promete, a princípio, vender. 
Promete uma biografia do cearense Humberto Teixeira (1915-1979), compositor, advogado, político e criador das leis de direito autoral no Brasil. Mais que isso, parceiro de Luiz Gonzaga em clássicos como "Asa Branca" e "Assum Preto". O Doutor do Baião, como era chamado. 
Entrega um poema visual que, abarrotado de informações, depoimentos e imagens históricas, se expande para além do personagem. E busca recolocar o baião como o gênero fundamental da nossa tradição musical. 
Defende a importância do baião como, em primeiro lugar, espelho e escudo da identidade do nordestino. O escritor Muniz Sodré contrasta a alta autoestima do sertanejo nas canções de Gonzaga/Teixeira com a imagem "anêmica" com que o escritor Monteiro Lobato descrevia as figuras do interior.
Depois, indica o gênero musical como agente agregador entre Nordeste e Sudeste do país. Isso porque, a partir de sua modernização por Gonzagão, na primeira metade do século 20, o baião levou o homem do sertão ao estrelato, no rádio e no cinema. 
Humberto Teixeira acabou por se tornar, aos olhos do público, o lado B dessa história toda, o letrista que nunca aparecia. "Ele era invisível", afirma o americano David Byrne, ex-Talking Heads, em depoimento ao filme. 
O desfile de comentaristas dá ritmo à narrativa. Estão lá, dando a palavra, artistas da música, da literatura, da poesia -todos amarrados pela atriz Denise Dumont, filha de Teixeira, que conduz a história enquanto busca descobrir quem de fato foi seu pai. 
Os números musicais comprovam a relevância do baião no correr das gerações e dos movimentos musicais por que já passamos -da bossa nova, no fim dos 1950 ("Bim Bom", de João Gilberto, diz: "É só isso o meu baião"), ao manguebeat, nos 1990. 
Lírio levou ao estúdio, para interpretações exclusivas, Chico Buarque ("Qui Nem Jiló"), Caetano Veloso ("Baião de Dois"), Gal Costa e Sivuca ("Adeus, Maria Fulô", em dueto de voz e sanfona). 
Outros números foram registrados durante a entrega do Prêmio BR de 2002, quando Teixeira foi homenageado. Dessa sessão, saem as participações de Gilberto Gil, Lenine, Fagner, Elba Ramalho e Lirinha (ex-membro do Cordel do Fogo Encantado). Mais do que Humberto Teixeira, sai da sombra a história de um gênero musical. 

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MULHERES NO PEDAL

Amanhã, às 9h, grupo de ciclistas mulheres percorre ruas do centro e distribui rosas aos motoristas na esquinas da Ipiranga com São João. A partida será na rua Guaianazes. Informações:sampabikers.com.br.

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HISTÓRIA

Um novo serviço da Assembleia Legislativa de São Paulo tornou disponível pela internet, para consulta e para reprodução, mais de 350 mil páginas de documentos desde o Império, que tratam desde urbanização e obras públicas até escravidão, saúde e educação.
É preciso acessar o endereço www.al.sp.gov.br e clicar no link documentação e informação.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Reunião para articulação anti-fascista

Pessoal, escrevo pra confirmar a reunião para discussão sobre ações conjuntas tanto em repúdio a agressão de skinheads no Fevereiro Anti-Fascista quanto contra a violência nazi-fascista como um todo, que vem crescendo a cada dia.

Será neste sábado, dia 12 de março, as 16hs. Segue o endereço:


Casarão Brasil Associação GLS

Rua Frei Caneca, n.1057 – Centro (Ao Lado da Paróquia)


 

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ÚLTIMO DIA DA PROMOÇÃO!

Olá amigos,

Lembramos que hoje é o último dia da promoção da Oficina "O clown
dentro de mim?!".

No mês de Março estamos oferecendo dois descontos especiais somente
aos interessados na TURMA 2 (Sextas-feiras das 10:00 as 13:00)

Desconto 1: Responda esse email e faça sua matrícula entre os dias
01/03 e 11/03 e leve 5% de desconto nas mensalidades.
Desconto 2: Matricule-se até o dia 11/03, traga um amigo para o curso
e ganhe 10% de desconto nas mensalidades.

As duas opções de turmas são:

TURMA 1- Terças-feiras das 19:00 as 22:00h. De 15 de Março a 12 de
Julho de 2011.
Local: Braapa- Av Pompéia 2163, Sumarézinho (Próximo ao metrô Vila Madalena).
Investimento mensal: R$200
Inscrições: (11) 3872 4204 ou faleconosco@cursodeteatro.com.br

TURMA 2- Sextas-feiras das 10:00 as 13:00. De 18 de Março a 8 de Julho de 2011.
Local: Casa Jaya- Rua Capote Valente 305, Jardim Paulista (Próximo ao
metrô Clínicas)
Investimento mensal: R$200
Inscrições: (11) 6185 2848 ou oficinaoclowndentrodemim@gmail.com

As vagas das duas turmas são limitadas.


Atenciosamente,


Produção "O clown dentro de mim?!"

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texto em homenagem a Benedito Nunes

Caros,

Segue link de texto em homenagem a Benedito Nunes - Abraço a todos / nilson oliveira

http://revistapolichinelo.blogspot.com/2011/03/max-martins.html
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Citigroup é menos otimista sobre o Brasil

DE SÃO PAULO 

Os grandes bancos não preveem para o Brasil o mesmo futuro róseo que reservam para a China. Para Willem Buiter, economis- ta-chefe do Citigroup, o Brasil passa de sétima economia do mundo para quinta em 2030, mas cai de novo para a sexta posição, ultrapassado por Nigéria e Indonésia.
"Considerando a baixa taxa de investimento do Brasil, sua atitude ambígua em relação a investimentos estrangeiros e demografia apenas modestamente favorável, a taxa de crescimento real sustentável do PIB per capita do país não deve ficar além de 3,5% entre 2010 e 2050", diz Buiter em seu relatório.
Segundo o Citi, o México, o Brasil, a Turquia e a Tailândia teriam de implementar enormes reformas, elevando suas taxas de poupança doméstica e investimentos, para se juntar às nações de crescimento mais acelerado, que o banco batiza de 3G.
"O Brasil poderia ser um país 3G no futuro se conseguisse aumentar sua taxa de formação de capital, melhorar a qualidade de seus recursos humanos e eliminar seus monopólios domésticos -sem essas mudanças, o Brasil se arrisca a se transformar em um Velho Bric."

ESCOLARIDADE
Para Karen Ward, do HSBC, o Brasil tem problemas que irão brecar seu crescimento. O nível de escolaridade da população ainda é baixo, 7,6 anos em média de estudo -comparado com 10 na China e 12,2 nos EUA. Outras questões são insegurança jurídica e pouca facilidade para fazer investimentos.
"Temos projeções fortes para o Brasil, mas ainda um pouco aquém de outros países, pois alguns fatores atrapalham, como a escolaridade e os gastos do governo", diz Karen, autora do relatório "O Mundo em 2050".
Mas ela faz a ressalva de que seu modelo não capta de forma adequada o impacto dos recursos naturais. "E, se o nível educacional melhorar marcadamente, pode superar nossas projeções."
A taxa de natalidade do Brasil está caindo e a proporção da população em idade produtiva vai ter aumento pouco significativo. Os gastos do governo, como proporção do PIB, são semelhantes aos de países estagnados da Europa Ocidental. E o investimento (17,3% do PIB entre 2006 e 2009) é baixo comparado a países como Índia (35%) e China (45% a 50%).

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David Lynch cria loja de música virtual

O cineasta americano relançou seu site,www.davidlynch.com, como uma loja de música virtual com repertório próprio. O endereço reunirá composições novas e outras ligadas a seus projetos no cinema e na TV nunca lançadas. Já estão disponíveis duas faixas remixadas por vários artistas.

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Engenho onde viveu Nabuco é restaurado

Reforma feita por fundação demorou dois anos, custou R$ 500 mil e seguiu descrições de livro do abolicionista

Infância passada na fazenda descortinou para ele a realidade do regime escravocrata que ele viria a combater 

MARCELO BORTOLOTI
ENVIADO A CABO DE SANTO AGOSTINHO (PE) 

"A escravidão para mim cabe toda em um quadro inesquecido da infância, em uma primeira impressão, que decidiu, estou certo, do emprego ulterior de minha vida."
As palavras do abolicionista Joaquim Nabuco (1849-1910) estão no livro "Minha Formação", de 1900.
Nelas, ele se refere a um episódio que viveu no engenho Massangana, no interior de Pernambuco, onde morou até os oito anos, e cujas casa grande e capela foram recentemente restaurados.
Nabuco estava sentado na entrada do casarão quando um negro desconhecido caiu de joelhos implorando que fosse comprado. Dizia que seu dono o maltratava e que corria risco de vida.
A cena descortinou para Nabuco o regime escravocrata com o qual convivia no engenho sem conhecer sua face mais dolorosa.
Nabuco teve as primeiras impressões do mundo nesta propriedade, onde foi criado pela madrinha, já que seus pais se mudaram para o Rio.
Ali, cresceu entre negros num ambiente em que senhores e escravos conviviam em relação amistosa.
Mais tarde, dedicou a vida a combater esse regime como político, jurista e escritor.
O restauro das edificações, empreendido pela Fundação Joaquim Nabuco, demorou dois anos e custou R$ 500 mil. A obra obedeceu às descrições que o próprio abolicionista fez no livro de 1900.
"Localizamos onde havia janelas na casa e onde foi enterrada a madrinha dele", diz o arquiteto Antônio Montenegro, que coordenou o trabalho de restauro.
Foram colocados móveis da época e uma exposição permanente descreve como era a fazenda e sua rotina. Em fotos e vídeos é possível conhecer um pouco mais da vida e da formação moral de Nabuco.
Mas muita coisa sucumbiu com o tempo. Não existe mais o antigo engenho que moía a cana, a senzala, nem o cemitério onde eram enterrados os escravos. 

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Cinema num clique

Alternativa à pirataria , plataformas internacionais de filmes on-line vão oferecer serviços no Brasil 

Divulgação
Cena de ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ de Kubrick, um dos filmes mais baixados no site Mubi 

ANA PAULA SOUSA
DE SÃO PAULO 

Foi preciso que a internet atingisse a maioridade para que o Brasil começasse a ser levado a sério. Nesses 18 anos, a indústria fonográfica perdeu toda uma geração para o download ilegal e a pirataria espraiou-se. Mas a indústria cinematográfica começa, enfim, a mover-se.
A pergunta que resta é: encontrará um público disposto a pagar para baixar filmes?
"O Brasil está pronto para pagar pelo serviço de video-on-demand", aposta o argentino Eduardo Costantini, um dos fundadores do site de filmes Mubi, que acaba de fechar nova rodada de negócios, no valor de U$S 2,4 milhões (R$ 3,9 milhões).
Parte desses recursos terá o Brasil como destino. O Mubi, que possui 1.500 títulos negociados com produtores e distribuidores, está criando uma nova plataforma, no Vale do Silício (EUA), e pretende oferecer download de filmes por, no máximo, R$ 5.
"Dizer que 2011 será o ano da virada é exagero. Mas será o ano da entrada do Brasil no negócio dos filmes on-line", diz Fábio Lima, criador do site MovieMobz, que usa a internet para "mobilizar" sessões reais de cinema.
Conforme a Folha adiantou, a americana Netflix também planeja aterrissar no Brasil com serviços de assinatura para filmes e séries.
Nos EUA, a Netflix é apontada como causa da falência da Blockbuster e é vista como ameaça à rede HBO.
Questionado pelo "New York Times" se a Netflix atrapalhava os negócios da Time Warner, Jeff Bewkes, presidente do grupo -ao qual a HBO pertence-, recorreu à ironia. "Você imagina o exército da Albânia assumindo o controle do mundo?"
De acordo com a revista especializada "Screen", porém, a empresa de serviços digitais teve, em 2010, um crescimento maior em Wall Street que a Time Warner.
Uma pesquisa feita pelo JP Morgan diagnosticou, ainda, que 47% dos usuários ativos do Netflix consideram a possibilidade de cancelar seu serviço de TV por assinatura.
Em janeiro, o similar europeu da Netflix, a LoveFilme, foi comprada pela Amazon.

PRATICIDADE
"Está provado que as pessoas não pagam pelo que baixam na web [www], mas que podem pagar por serviços e conveniência", diz Lima.
É esse o eixo de um longo artigo escrito por Chris Anderson, editor-chefe da revista "Wired", que declara a morte da web como negócio.
O futuro, de acordo com ele, está na internet. Traduzindo: perdem força as páginas www e ganham força as plataformas fechadas e os "dispositivos", como os iPads. "Por mais que admiremos os serviços abertos, no fim do dia buscamos é praticidade", analisa Anderson.
Se for preciso pagar pelo conforto de ter um filme à mão com um simples clique, diante de um cardápio vasto e bem organizado, muitos pagarão, defende Anderson.
A aposta dos investidores que colocam o Brasil no radar é que, conforme as conexões em altíssima velocidade, as TVs com internet e os smartphones forem se espalhando pelo mundo, se espalhem também esse serviços.

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Carta de Repúdio | por MPL, Bloco ANEL às Ruas e Coletivo Gestor do espaço Ay Carmela

Le criminel fin-de-siècle: psiquiatrização da anarquia no século XI

A partir da Conferência Internacional pela Defesa Social contra os Anarquistas de 1898, 
este artigo descreve o impasse judiciário do Direito Penal na definição do crime de anarquismo no 
fim do século XIX. Através desse impasse, a psiquiatria e a antropologia criminal irrompem no 
interior do Direito Penal exercendo influência decisiva na configuração da escola de Defesa Social 
responsável por conferir ao problema repressivo um novo ângulo.
Palavras-chaves: anarquismo, violência, crime, defesa social

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Anarquismo e Governamentalidade

Mães D´Água Yeyê Omó Ejá

é por essas e outras!

A PUC-SP virou BANCO!


 


Olá, sou uma das muitas e muitos ex-bolsistas da PUC-SP, agora, parte do cadastro de mal pagadores do SERASA, instituição esta, que a PUC-SP fez convênio para destacar seus devedores para a sociedade. 

Entrei em contato várias vezes por e-mail e por telefone com a instituição - PUC-SP. O que recebi foi "a sua divida é essa, segue o boleto para as devidas providências". 


Tentei por várias vezes estender o prazo da dívida, assim, reduzindo o valor do boleto, pra que eu pudesse de fato honrar com meus débitos mensais. E a resposta sempre foi:"a sua divida é essa, segue o boleto para as devidas providências" 

Enfim... de um modo humilhante, semana passada, na mesma instituição que a puc-sp concentra as Suas dividas, numa entrevista de emprego, o gerente me deu uma notícia "agradabilíssima": "seu nome tem pendências, senhorita" 

E foi assim que soube que meu esforço de pagar a PUC-SP a cada três meses com os bicos que faço não valeram de nada. 

Sem contar o valor de quase R$ 900,00 - referente a 50% do curso de economia, que na época custava por volta de R$ 600,00 (integral).
Realmente é uma mágica! Ou mesmo, os cálculos mirabolantes do Banco PUC-SP.

Enfim, proponho um movimento organizado para os ex-bolsistas e simpatizantes pela causa. 

Não me nego a pagar! Sempre expressei nos meus e-mails e publicamente. 

Só que: como é que eu pago a PUC-SP se não consigo emprego pelo fato do meu CPF estar com pendências? 

Não sou mágica como a Pontifícia!._,___


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REDE SOCIAL - Facebook

Warner Bros anuncia aluguel e venda de filmes pelo Facebook

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - A Warner Bros está oferecendo aluguel e venda de filmes pelo Facebook, abrindo uma nova fonte de receita para a rede social. A iniciativa também sinaliza um novo nicho de competição para as empresas de entretenimento on-line.
De acordo com a Warner, os consumidores podem pagar com créditos do Facebook, que são uma espécie de moeda já usada em jogos no site.
O Facebook, que fatura principalmente com anúncios on-line, tem 30% da receita proveniente de vendas no site feitas por terceiros que utilizam os créditos.
O serviço dos filmes será oferecido, inicialmente, nos Estados Unidos.
Em nota a investidores, o Goldman Sachs disse que o Facebook é uma ameaça a longo prazo ao serviço de locação de filmes on-line do Netflix, cujas ações caíram 5,8%, para US$ 195,45, ontem.

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O Rio ganhou dois presentes da história

ELIO GASPARI 

Um grande livro e o cais de desembarque dos escravos ajudarão a cidade a conhecer seu passado

HÁ MUITO TEMPO o Rio de Janeiro não recebia notícias tão boas de seu passado. É provável que uma equipe de arqueólogos do Museu Nacional tenha encontrado nas escavações da zona portuária as lajes de pedra do cais do Valongo. Entre 1758 e 1851, por aquelas pedras passaram pelo menos 600 mil escravos trazidos d'África. Metade deles tinham entre 10 e 19 anos.
Devolvido à superfície, o cais do Valongo trará ao século 21 o maior porto de chegada de escravos do mundo. Se ele foi soterrado e esquecido, isso se deveu à astuta amnésia que expulsa o negro da história do Brasil. A própria construção do cais teve o propósito de tirar do coração da cidade o mercado de escravos.
A região da Gâmboa tornou-se um mercado de gente, mas as melhores descrições do que lá acontecia saíram todas da pena de viajantes estrangeiros. Os negros ficavam expostos no térreo de sobrados da rua do Valongo (atual Camerino). Em 1817, contaram-se 50 salas onde ficavam 2.000 negros (peças, no idioma da época).
Os milhares de africanos que morreram por conta da viagem ou de padecimentos posteriores, foram jogados numa área que se denominou Cemitério dos Pretos Novos.
Ele foi achado em 1996, durante a reforma de uma casa e, desde então, está sob os cuidados de arqueólogos e historiadores. O cemitério foi soterrado por um lixão, verdadeiro monumento à cultura da amnésia. Devem-se à professora americana Mary Karach 32 páginas magistrais sobre o Valongo. Estão no seu livro "A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro - 1808-1850".
Com o possível achado do cais, o prefeito Eduardo Paes anunciou que transformará a área num museu a céu aberto. (Cesar Maia prometeu algo parecido com o cemitério, mas deu em pouca coisa.) Felizmente, as obras do porto respeitarão as restrições recomendadas pelos arqueólogos, até porque, se o Cais do Valongo não estiver exatamente onde se acredita, estará por perto.
O segundo presente são os dois volumes de "Geografia Histórica do Rio de Janeiro - 1502-1700", do professor Mauricio de Almeida Abreu. É uma daquelas obras que só aparecem de 20 em 20 anos. (O livro de Karasch, que está na mesma categoria, é de 1987.)
Ele leu tudo e, em diversos pontos controversos, desempatou controvérsias indo às fontes primárias. Erudito, bem escrito, bem exposto, é um prazer para o leitor. Além disso, os dois pesados volumes da obra estão criteriosamente ilustrados. Nele aprende-se, por exemplo, que o primeiro plano urbano da cidade, do tempo de Mem de Sá, foi traçado por um degredado, Nuno Garcia. (Fuçando-se, sabe-se que era um homicida.)
A edição de 3.000 exemplares, copatrocinada pela Prefeitura do Rio, é um luxo, mas o preço ficou salgado (R$ 198). Sua aparência de livro de mesa pode jogá-lo numa armadilha: quem o tem raramente o lê e quem quer lê-lo não tem como comprá-lo. A prefeitura poderia socorrer a patuleia, providenciando uma edição mais barata ou, até mesmo, uma versão eletrônica.
Quem quiser saber mais (e muito) sobre o Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos, pode buscar na internet, em PDF:
Valongo: O Mercado de Escravos do Rio de Janeiro, 1758-1831, do professor Cláudio de Paula Honorato.
À flor da terra: O Cemitério dos Pretos Novos do Rio de Janeiro, de Júlio César Medeiros da Silva Pereira.

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Pós-feminismo

FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO - "Os mesmos afetos, no homem e na mulher, têm ritmo diferente: por isso o homem e a mulher não cessam de se desentender". Friedrich Nietzsche, autor dessas linhas, não é exatamente um herói do feminismo. Muito do que escreveu a respeito da relação entre os sexos agride a sensibilidade moderna. A imagem de um Nietzsche machista, porém, parece simplista, demasiado simplista, para um pensador tão rico e original.
O filósofo alemão sustenta haver uma diferença intransponível entre homem e mulher. Podemos pensar no orgasmo masculino (fogão elétrico, que acende e apaga num clic) e no feminino (fogão a lenha, que demora a pegar e não apaga mais). "Ritmos diferentes"...
É curioso que o argumento do abismo biológico tenha sido incorporado, sem muita sofisticação, pelo feminismo: "A mulher é soft; o homem é hard. É uma questão biológica. A mulher é obrigada a proteger a vida. O homem é obrigado a buscar comida". São palavras de Rose Marie Muraro, na Folha de ontem. Segundo ela, "o homem pensa primeiro nele e depois nos outros, daí a corrupção. A mulher pensa primeiro nos outros, depois nela". Ah, se fosse simples assim.
Na fase do feminismo encarniçado, quando mulheres queimavam sutiãs para exigir igualdade de condições, a vilã era a "cultura machista", não a "natureza do macho".
Seja como for, também em relação à questão da mulher nossa época trocou a revolução pelo gradualismo. Vivemos hoje uma espécie de pós-feminismo, numa cultura ao mesmo tempo pragmática e resignada, que combina avanços e desilusões. Por um lado, o apelo da emancipação feminina desceu do palanque e se enraíza, aos poucos, em práticas cotidianas, políticas públicas, leis, direitos adquiridos. Por outro, ou apesar disso, há um machismo primordial que resta intacto, como retratam o Carnaval ou os títulos das revistas expostas nas bancas. Natureza ou cultura, de quem será a culpa? -eis a questão.

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ciclismo

Com "bicicletadas", ativistas do ciclismo declaram guerra aos "monstroristas"

RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO 

"Monstroristas", "mautoristas", "frustrados que compraram carro para respirar fumaça", "covardes". É assim que ciclistas engajados na defesa do uso de bicicleta como meio de transporte urbano chamam motoristas de carros, ônibus e afins.
O atropelamento de ciclistas em Porto Alegre na semana passada acirrou os ânimos desse grupo, que reagiu com "bicicletadas" de protesto.
O paulistano Renato Zerbinato, 34, se envolveu com o cicloativismo há dois anos, após se mudar para Brasília, cidade que define como "extremamente hostil" aos ciclistas devido às vias rápidas.
Ele vê uma "guerra velada" entre ciclistas e motoristas, que, reclama, não costumam respeitar a distância de 1,5 m do ciclista e o direito de bicicletas e carros dividirem a pista, previstos no Código Brasileiro de Trânsito.
Outra bandeira dos cicloativistas é que atropelamentos não sejam divulgados como acidentes, mas como incidentes ou até homicídios.
Zerbinato diz que foi atropelado cinco vezes, três por insistir em pedalar na rua e não colado ao meio-fio.
A jornalista Lívia Araújo, 32, integra o grupo Massa Crítica, que sofreu a agressão em Porto Alegre. Ela diz que sentiu maior solidariedade por parte dos motoristas, mas também já ouviu piadas. "Passam pela gente gritando "strike" ou "atropela'", conta.

ANJOS
A estilista Ana Vivian, 24, de Florianópolis, define o "monstrorista" como alguém que "usa a carcaça metálica para causar medo e punir o mais frágil". Ela diz que a figura não é regra no trânsito, mas os agressivos já deixam marcas. "Aquele que te xingou é que estraga teu dia."
O consultor João Paulo Amaral, 24, criou com amigos de São Paulo o Bike Anjo, que dá "aulas" gratuitas de comportamento para ciclistas na cidade grande: o "anjo da guarda" acompanha iniciantes e dá dicas de segurança.
Ele diz que criou o grupo motivado pelo atraso do poder público em preparar a cidade para o ciclista.

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AMIGOS...