sexta-feira, 2 de abril de 2010
Oficina Libertária 2010
um encontro com:
“Foucault e o anarquismo”
As Oficinas Libertárias do Centro de Cultura Social
Iniciadas em 2008, as oficinas libertárias do CCS promovem uma outra modalidade de saber que se pretende distinto da aula ou da palestra. Sua dinâmica está mais concernida com o grupo de estudos que traz a marca do autodidatismo. Mas isto não é tudo. Oficina é um lugar onde se elabora, se fabrica, constrói ou conserta coisas que não são simplesmente nem da ordem da lógica nem do conceito, mas que indicam uma habilidade, uma aptidão ou astúcia, um saber-fazer. Na oficina o saber não se pretende causal, mas se quer relacional na medida em que propõe efetuar-se materialmente produzindo uma transformação em seu interlocutor. O saber, seja ele a física do globo ou os fenômenos da consciência, só interessam para a oficina se relacionados à transformação do sujeito, como saberes ético-políticos.
O “método” praticado pela oficina porta duas dimensões importantes: 1. o diálogo. Na oficina não há professor, cada um é ator e espectador no teatro do saber. Por isso as oficinas serão quanto possível dialógicas. Espera-se que o diálogo possa fazer valer a vontade de saber individual, permitindo quebrar as hierarquias instauradas pela ordem do saber. Como é próprio das oficinas, cada um é portador de capacidades e saberes desiguais. Ao contrário de instaurar uma relação hierárquica, a desigualdade deve dar lugar a relações igualitárias diferenciadas. 2. o prazer. As oficinas funcionam como grupo, associação, ou comunidade de estudo. A Academia de Atenas era famosa não somente pelo estudo da filosofia, mas por incitar um estilo de vida filosófico; o jardim de Epicuro se dedicava à filosofia e ao cultivo de hortaliças. A oficina se propõe como grupo de convivência libertária para fazer do processo de conhecimento uma atividade prazerosa, um hedonismo do saber.
As Oficinas Libertárias do Centro de Cultura Social estão abertas a todos que desejem compartilhar das práticas acima descritas.
Oficina Libertária 2010:
“Foucault e o anarquismo”
Coordenação de Nildo Avelino*
O objetivo da oficina é propor um estudo sobre as relações entre a reflexão política e filosófica de Michel Foucault e o pensamento anarquista de Pierre-Joseph Proudhon e Errico Malatesta.
A pertinência em estudar “Focault e o anarquismo” está no fato de que, desde os anos 1990, tornara-se evidente que os efeitos na política e na filosofia produzidos pela crítica foucaultiana do Sujeito e do Poder afetaram enormemente não apenas as Ciências Humanas, mas também, e de uma maneira extraordinária, os modos através dos quais eram percebidas as tradições políticas liberal, marxista e anarquista. A força inovadora do “efeito Foucault” em relação anarquismo pode ser vista pelos trabalhos de Todd May e Salvo Vaccaro, que constituem o início do que se tornou em nossos dias um vasto campo discursivo sobre um problema importante no debate anarquista: o chamado pós-anarquismo ou neo-anarquismo.
Todavia, apenas recentemente nota-se um empenho, sobretudo na Europa, em compreender complexivamente o alcance e os desdobramentos que resultam dessa problemática para o anarquismo. E é com este intuito que se lança mais esta oficina libertária: “Foucault e o anarquismo” busca apreender a força inovadora desta interseção de potências no pensar libertário.
Proposta de estudos:
I) 14/04, quarta-feira as 19h:
Apresentação:
uma cartografia da problemática “Foucault e o anarquismo”
Indicações para leitura:
BEY, Hakim. “Anarquia do Pós-Anarquismo”. Disponível em: http://pt-br.protopia.wikia.com/wiki/Anarquia_do_Pós-Anarquismo.
MAY, Todd. “Pós-estruturalismo e anarquismo”. Margem, São Paulo, nº 5, 1996, p. 171-185.
VACCARO, Salvo. “Foucault e o anarquismo”. Margem, São Paulo, nº 5, 1996. p. 158-170.
II) 05/05, quarta-feira as 19h:
Proudhon e Foucault, por uma “filosofia relacional”**
III) 26/05, quarta-feira as 19h:
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo**
IV) 16/06, quarta-feira as 19h:
“Anarquismo e governamentalidade” ou uma concepção analítica do poder**
V) 26/06, sábado as 16h:
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).
(*) Nildo Avelino é Doutor em Ciência Política pela PUC-SP e Pós-Doutorando em História Política pelo IFCH/UNICAMP. É pesquisador na área de Teoria Política sobre os temas: anarquismo, governamentalidade, anarqueologia. Participou, em setembro de 2009, do seminário internacional “Anarchismo, post-anarchismo e nuovi movimenti antiautoritari nella società contemporanea” realizado em Pisa pela Biblioteca Franco Serantini no âmbito da XIV Conférence Internationale della Fédération Internationale des Centres d'Études et de Documentation Libertaires (FICEDL), bem como do workshop “Anarchism” coordenado por Ruth Kinna durante a 6th Annual Conference in Political Theory da Manchester Metropolitan University. É militante do CCS desde 1991.
(**) as indicações de leitura serão fornecidas na 1ª sessão.
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque
quarta-feira, 31 de março de 2010
ABRIL DESPEDAÇADO
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
terça-feira, 30 de março de 2010
(des)encontros anárquicos de literatura
(des)encontros anárquicos de literatura
Os (des)encontros anárquicos de literatura pretendem ser experiências de pensamento, alimento para aplacar a sofreguidão de palavras.Leia o livro e traga uma bebida. 17/04, sábado as 20h
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
Oficina Libertária 2010
UM ENCONTRO COM:
Apresentaçao:
uma cartografia da problematica “Foucault e o anarquismo”
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metro Republica)
segunda-feira, 29 de março de 2010
(des)encontros anárquicos de literatura
fases e cujo termo final tratávamos de compreender. Representava neste
século e contra a história, o herdeiro atual dessa longa fila de
moralistas cujas obras constituem talvez o que há de mais original nas
letras francesas. Seu humanismo obstinado, estreito e puro, austero e
sensual, travava um combate duvidoso contra os acontecimentos em massa
e disformes deste tempo. Mas, inversamente, pela teimosia de suas
repulsas, reafirmava, no coração de nossa época, contra os
maquiavélicos, contra o bezerro de ouro do realismo, a existência do
fato moral. Era, por assim dizer, esta inquebrantável afirmação. Por
pouco que se o lesse ou refletisse a respeito, chocávamos com os
valores humanos que ele sustentava em seu punho fechado, pondo em
julgamento o ato político. Inclusive seu silêncio, nestes últimos anos, tinha um aspecto
positivo: este cartesiano do absurdo se negava a abandonar o terreno
seguro da moralidade e entrar nos incertos caminhos da prática. Nós o
adivinhávamos e adivinhávamos também os conflitos que calava, pois a
moral, se se a considera, exige e condena juntamente a rebelião.
Qualquer coisa que fosse o que Camus tivesse podido fazer ou decidir a
sua frente, nunca teria deixado de ser uma das forças principais de
nosso campo cultural, nem de representar a sua maneira a história da
França e de seu século. A ordem humana segue sendo só uma desordem; é injusta e precária; nela
se mata e se morre de fome; mas pelo menos a fundam, a mantêm e a
combatem, os homens. Nessa ordem Camus devia viver: este homem em
marcha nos punha entre interrogações, ele mesmo era uma interrogação
que procurava sua resposta; vivia no meio de uma longa vida; para nós,
para ele, para os homens que fazem com que a ordem reine como para os
que a recusam, era importante que Camus saísse do silêncio, que
decidisse, que concluísse. Raramente os caracteres de uma obra e as
condições do momento histórico exigiram com tanta clareza que um
escritor viva. Para todos os que o amaram há nesta morte um absurdo insuportável.
Mas, teremos que aprender a ver esta obra truncada como uma obra
total. Na medida mesmo em que o humanismo de Camus contém uma atitude
humana frente à morte que havia de surpreendê-lo, na medida em que sua
busca orgulhosa e pura da felicidade implicava e reclamava a
necessidade desumana de morrer, reconheceremos nesta obra e nesta
vida, inseparáveis uma de outra, a tentativa pura e vitoriosa de um
homem reconquistando cada instante de sua existência frente à sua
morte futura. JEAN-PAUL SARTRE Tradução: Jorge Luis Gutiérrez
Revisão: Terezinha Arco e Flexa 17/04, sábado as 20h:
“O Estrangeiro” de Albert Camus.
Centro de Cultura Social Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metro República) www.ccssp.org
Yara Nastari e franciscoripo
SAÚDE E ANARQUIA
CENTRO DE CULTURA SOCIAL - LITERATURA e CINEMA
(des)encontros anarquicos de literatura
- 17/04, sabado as 20h:
- “O Estrangeiro” de Albert Camus.
Leia o livro e traga uma bebida.
cinema & anarquia
“O estrangeiro” dir. de Luchino Visconti (Italia, 1967).
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
17/04, sabado as 20h:
“O Estrangeiro” de Albert Camus.
Leia o livro e traga uma bebida.
cinema & anarquia
18/04, domingo as 19h:
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
(des)encontros anárquicos de literatura
imensa, cheia de mistérios e dores.
Clarice Lispector
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. (Perto do Coração Selvagem)
- Leia o livro e traga uma bebida
20/03, sábado as 20h:
- “A hora da estrela” de Clarice Lispector.
Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. (Perto do Coração Selvagem)
Lembrete:
"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
20/03, sábado as 20h:
“A hora da estrela” de Clarice Lispector.
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
Obrigado,
Yara e franciscoripo
Saul Newman: Postanarchism between Politics and Anti-Politics...
terça-feira, 16 de março de 2010
"Do governo dos vivos"
Michel Foucault, "Do governo dos vivos".
segunda-feira, 15 de março de 2010
Centro de Cultura Social
no
Febook
Centro de Cultura Social
