quinta-feira, 14 de julho de 2011

ARTES VISUAIS

Faap abre inscrições para projetos no centro de São Paulo 

DE SÃO PAULO - A Faap está com inscrições abertas até o dia 31 para sua residência artística. Localizada no edifício Lutetia, no centro de São Paulo, tem período de permanência de fevereiro a julho de 2012.
Para participar da seleção, é preciso encaminhar o projeto, carta de recomendação e currículo. Além disso, deve-se pagar a taxa de inscrição de R$ 75 (ou US$ 50 para estrangeiros).
A documentação está no site www.faap.br/residenciaartistica. Mais informações pelo tel. 0/xx/11/3101-9492.

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gestão Kassab é mal gerenciada


Para TCM, gestão Kassab é mal gerenciada

Relatório do tribunal diz que, por falhas de administração, prefeito não prestou serviço de qualidade em áreas essenciais

Apesar das críticas, parecer é favorável às contas do prefeito, que cumpriu maioria dos requisitos do Orçamento 

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO 

A gestão Gilberto Kassab (PSD) gastou acima do exigido por lei em saúde e educação, ampliou o orçamento em transportes, fechou 2010 com R$ 1,5 bilhão em caixa, mas, por mau gerenciamento, não prestou serviço de qualidade em áreas essenciais.
Essa é uma das conclusões do relatório do TCM (Tribunal de Contas do Município) sobre as contas do prefeito, elaborado a partir de auditorias em todos os setores.
O relatório é anual, mas é a primeira vez no governo Kassab que o TCM atribui a falhas de gestão os resultados ruins em áreas prioritárias.
Em 2009, citou a crise econômica como influência negativa na arrecadação, que teria levado à "piora de atendimento em áreas de essencial interesse público".
Desta vez, além de apontar crescimento recorde de receitas, incluiu recomendação inédita: a criação de órgão de controle interno, vinculado ao prefeito, com "autonomia e independência para verificar os resultados alcançados pela administração".
No relatório, o conselheiro Antonio Carlos Caruso lembra, por exemplo, que, desde 2007, o gasto médio anual por aluno passou de R$ 4.200 para R$ 6.300, mas "esse investimento não se refletiu qualitativamente". Cita indicadores baixos em avaliações como Ideb e Prova Brasil.
"A totalidade de programas e ações analisados apresentou deficiências relacionadas a planejamento, acompanhamento, fiscalização e apuração de indicadores."
A combinação "investimento alto/resultado baixo" também pode ser verificada na saúde, diz o órgão. A gestão investiu no setor 19,2% das receitas, bem acima dos 15% previstos na lei.
Isso não resolveu problemas típicos de planejamento e gestão, diz o relator, como falta de médicos especialistas, precariedade no controle de agendamentos (o que aumenta a espera e reduz a ocupação dos hospitais) e dificuldade para marcar exames.
Na questão dos transportes, as críticas são ainda mais contundentes. O relatório cita a "degradação" do sistema de semáforos e atrasos em vários projetos da CET, mas lembra que o orçamento do setor subiu ao longo do ano, chegando a R$ 2,4 bilhões.
Boa parte dos recursos -R$ 952 milhões- foi para subsidiar as empresas de ônibus, medida que, diz o TCM, não impediu que a tarifa subisse acima da inflação.
Entre os problemas, citou o fato de 60% das linhas descumprirem horários de partida e as deficiências na manutenção dos corredores.
Apesar das ressalvas, o parecer é favorável às contas, explicando que Kassab cumpriu a grande maioria dos requisitos formais na execução do Orçamento, como gastar o mínimo exigido em certos setores, fazer as devidas prestações de contas e obedecer às exigências legais.
O parecer é base para a Câmara aprovar ou não as contas. Todas as de Kassab, até agora, foram aprovadas.
São Paulo, quinta-feira, 14 de julho de 2011 

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Acabaram com o ensino básico e agora chegou a vez...

Projeto libera universidade de exigir pós

Proposta do Senado permite que professor sem mestrado ou doutorado possa ser admitido em universidades

Para a presidente da SBPC, se o projeto virar lei, todo o sistema de ensino brasileiro ficará fragilizado 

LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA 
SABINE RIGHETTI 
ENVIADA ESPECIAL A GOIÂNIA 

Um projeto em tramitação no Senado tem provocado polêmica ao permitir que quem tem diploma de graduação possa ser admitido como professor em universidades públicas e privadas, sem a necessidade de título de mestrado ou doutorado.
O projeto, que altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), é de autoria da Comissão de Serviços de Infraestrutura.
Na justificativa do texto, os senadores argumentam que há uma "preocupante" falta de professores pós-graduados, especialmente com mestrado e doutorado, o que pode comprometer o desenvolvimento econômico no país.
Alegam ainda que há diversos profissionais de notório saber que não são absorvidos nas universidades em razão da exigência de títulos.
A proposta foi alvo de críticas na 63ª reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), o maior encontro científico do país, que acontece desde domingo em Goiânia.
Para a presidente da instituição, Helena Nader, se o projeto virar lei, todo o sistema de ensino brasileiro será completamente fragilizado.
"Tal disparate legal, tal crime de lesa pátria, já passou pela Comissão de Educação do Senado", criticou. "Não podemos admitir a possibilidade de esse projeto vir a se tornar lei", disse.
Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), relator da proposta na Comissão de Educação, a falta de docentes compromete o próprio funcionamento da educação superior.
"É de se perguntar se havia doutores diplomados no alvorecer de Bolonha, Oxford, Harvard e Coimbra", afirmou Dias, em seu parecer favorável ao projeto.
Ele apontou ainda que a "progressão salarial" nas universidades públicas e privadas pode ser feita de acordo com títulos acadêmicos.
De acordo com Nader, porém, o Brasil tem hoje um "projeto sólido" de formação de doutores e não pode "andar para trás".
O país forma, em média, 11 mil doutores por ano, cerca de quatro vezes mais do que formava há dez anos.

TRAMITAÇÃO
O projeto ainda deverá passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Caso seja aprovado em plenário, ainda será avaliado pela Câmara dos Deputados.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Untitled

sexta-feira, 8 de julho de 2011

"Não sei como vamos sair disso. A minha esperança é o povo desorganizado, como ocorreu no Oriente", acrescentou Gullar.

08/07/2011 - 14h37

"O Brasil foi apropriado por uma casta", diz Ferreira Gullar

FlipFerreira Gullar, sempre campeão de público em todas as edições da Flip a que compareceu, repetiu o feito: a Casa Folha ficou lotada na manhã desta sexta (8), quando o poeta, 81, tratou das conexões entre poesia e política.

Gullar fez graça logo no começo de seu depoimento ao dizer que não entendia nada do tema, somente dava palpites. "Política é uma coisa muito difícil. Não recomendo a vocês."

Como exemplo, lembrou que a presidente Dilma Roussef está numa "saia justa", após a queda do ministro dos Transportes, porque não pode desagradar aos "40 deputados do partido que o apoiam".

Uma hora e meia depois, após contar vários episódios e ler poemas, o tom de piada foi substituído por outro, mais sério e preocupado: "O Brasil foi apropriado por uma casta, do Congresso ao Senado", disse. Se alguma coisa está acontecendo, argumentou o poeta, é "graças à imprensa, que denuncia".

"Não sei como vamos sair disso. A minha esperança é o povo desorganizado, como ocorreu no Oriente", acrescentou Gullar.

TRAJETÓRIA

O poeta relembrou sua trajetória na poesia e na política: das primeiras experiências de vanguarda até a militância, que o fez passar por prisão, interrogatório e exílio. No início, fez parte do concretismo e, depois, do neoconcretismo. Uma de suas radicalizações artísticas na época foi, segundo ele, o "Poema Enterrado", que fez com Helio Oiticica, na virada da década de 1950 para a de 1960.

Letícia Moreira/Folhapress
O poeta Ferreira Gullar durante conversa na Casa Folha, nesta sexta (8), terceiro dia da Flip, em Paraty
O poeta Ferreira Gullar durante conversa na Casa Folha, nesta sexta (8), terceiro dia da Flip, em Paraty

Como muitos artistas e intelectuais de sua geração, Gullar entrou mais tarde para o Partido Comunista, num tempo em que uma das principais causas era a reforma agrária. Foi quando passou a fazer poemas que hoje considera "extremamente políticos", até começar a se incomodar com o excessivo tom panfletário.

Contou que, na época em que fazia parte do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, intrigou-se certo dia ao se dar conta de que, nas favelas, os adultos saíam e só as crianças assistiam às peças; nos sindicatos, os diretores ficavam, mas os funcionários não queriam assistir a elas.

"Eu disse para o Vianinha [Oduvaldo Vianna Filho]: 'Estamos pregando comunismo para quem já é comunista? Fazemos mau teatro e má poesia para nada?'."

Pouco depois, ocorreu o golpe de 1964, o CPC fechou, e em seu lugar surgiu o Teatro Opinião, "engajado, mas sem ser panfletário", na definição de Gullar. "Sem abrir mão de nossas ideias, passamos a fazer algo com qualidade e ate audácia artística."

Gullar narrou vários episódios engraçados, outros bastante tensos em sua vida como exilado no Chile e, depois, na Argentina.

No final, falou sobre o célebre "Poema Sujo", espécie de testamento que escreveu em 1976, em Buenos Aires, quando pensou que seria preso a qualquer momento. O poema foi trazido ao Brasil por Vinicius de Morais numa fita gravada por Gullar. Só depois o editor Ênio Silveira, da Civilização Brasileira, o publicou. A repercussão do "Poema Sujo" ajudou Gullar a retornar ao Brasil.

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VIOLÊNCIA

Metrô registra 1º estupro dentro de vagão, em abril 

DO "AGORA" - A Secretaria Estadual da Segurança Pública deu ontem detalhes da primeira ocorrência de estupro de que se tem conhecimento dentro de um vagão metroviário.
O caso ocorreu às 8h20 do dia 19 de abril. O vagão do metrô da linha verde estava cheio e seguia em direção à Vila Madalena, zona oeste.
Um homem colocou uma das mãos embaixo da saia de uma supervisora de compras e vendas, de 26 anos. Depois, ele rasgou a calcinha dela e tocou em suas partes genitais.
Um grupo de passageiros tentou deter o homem, mas ele conseguiu fugir. Policiais investigam o caso. Desde 2009, os crimes de atentado violento ao pudor passaram a ser considerados como estupro.

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cinema

CRÍTICA DOCUMENTÁRIO 

Filme resgata a ainda obscura arte de Itamar Assumpção

MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO 

"Daquele Instante em Diante" é uma oportunidade e tanto para entrar em contato com a música e o jeito de ser de Itamar Assumpção (1949-2003), artista inquieto e multifacetado, cuja obra nunca teve um reconhecimento à altura. 
O filme percorre a trajetória desde os anos da vanguarda paulista, na década de 80, até sua morte, aos 53. Compositor, poeta, intérprete performático, Itamar gravou discos considerados históricos, como "Beleléu" e "Sampa Midnight", e foi parceiro dos artistas Paulo Leminski (1944-1989), Alice Ruiz e Arrigo Barnabé. 
Construiu um estilo musical único. Em Itamar, há ecos de Frank Zappa (1940-1993), James Brown (1933-2006), Bob Marley (1945-1981), Miles Davis (1926-1991), rap, suingue, música atonal. 
O diretor Rogério Velloso se debruçou sobre mais de 160 horas de filmagens e gravações, garimpadas em acervos e arquivos particulares. E conversou com quem conviveu e trabalhou com Itamar. 
Os entrevistados são unânimes ao lembrar da força das performances ao vivo. 
"Cada show era uma guerra", lembra o músico Luiz Tatit. "Ele nunca deixava a peteca cair", completa o guitarrista Luiz Chagas. Com uma indumentária singular que lembra abadás africanos e óculos escuros com as armações mais extravagantes, Itamar fazia de tudo um pouco -música, teatro, dança. A questão trazida pelo filme, que sempre permeou a vida de Itamar, é o pouco reconhecimento recebido pelo enorme talento que tinha. 
Ele viveu duro e nunca soube conduzir sua carreira comercialmente. Os amigos falam em uma personalidade "agridoce", avessa a concessões. "O sucesso batia à sua porta mas ele não abria", lembra o parceiro Paulo Le Petit. "É o ônus da independência", dizia o próprio. 
Alice Ruiz vai mais longe: "Era difícil ser Itamar Assumpção". Mas era uma delícia assisti-lo. E "Daquele Instante em Diante" vale quase um show de Itamar. 

DAQUELE INSTANTE EM DIANTE 

DIREÇÃO Rogério Velloso 
PRODUÇÃO Brasil, 2011 
ONDE exibição gratuita nos cines Espaço Unibanco Augusta, Pompeia e Frei Caneca Unibanco Arteplex 
CLASSIFICAÇÃO 12 anos 
AVALIAÇÃO ótimo 

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Senta aqui, Bolsonaro!"

O cartunista Laerte, 60, participou nesta quinta-feira de um debate sobre cross-dressing e homofobia na Casa Folha, espaço do jornal Folha de S.Paulo na Flip, em Paraty (RJ).

A plateia lotada e as pessoas que se aglomeravam do lado de fora da Casa, na rua da Matriz, ouviram por mais de uma hora o depoimento de um dos maiores quadrinistas da atualidade sobre o impulso de se vestir de mulher, a reação da família e de amigos, orientação sexual, humor e preconceito.

"Eu mesmo, quando jovem, pratiquei bullying contra gays. Costumava hostilizar um primo meu que dizia 'Ave!' no lugar de 'porra!'", revelou, explicando como reprimia sua bissexualidade.

Para combater a homofobia, Laerte defendeu que os crimes contra homossexuais sejam classificados da mesma maneira que o crime de racismo e que o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) lute contra a guetificação. "Você tem que sair das trincheiras e lamber o pescoço. Tipo: 'Senta aqui, Bolsonaro!'", brincou, arrancando gargalhadas do público.

Leticia Moreira/Folhapress
Laerte participa da conversa sobre cross-dressing e homofobia na Casa Folha, em Paraty
Laerte participa da conversa sobre cross-dressing e homofobia na Casa Folha, em Paraty

FOFURA

"O medo das pessoas de perder o emprego, de perder o amor da família e o respeito dos amigos as torna muito conservadoras e tímidas em relação a sua sexualidade. Eu não vou apenas a lugares GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes). Eu vou a qualquer lugar, a qualquer bar e a qualquer restaurante e sou sempre bem recebido."

Laerte admitiu, no entanto, que sua experiência como bissexual assumido e cross-dresser (prática em que homens se vestem de mulheres e vice-versa independentemente de sua orientação sexual) é muito "fofa".

"Tudo aconteceu de forma muito fofa comigo em relação ao fato de eu me vestir de mulher. Mas sei que existem crimes de ódio ocorrendo contra homossexuais no Brasil todo."

FAMÍLIA

O cartunista relatou a reação de seus filhos e pais à revelação de suas "montagens" femininas, com direito a brincos, maquiagem, unhas vermelhas e salto alto. "Meus filhos já haviam se chocado quando disse que era bissexual, e reagiram bem quando disse que estava me vestindo de mulher. Meus pais se acostumara porque são pessoas do caralho", disse.

"Minha mãe nunca foi muito de usar maquiagem e acessórios. Gosta de futebol, é torcedora fervorosa. Minha irmã é campeã brasileira de supino [levantamento de peso] e usou o esporte como forma de superar sua condição bipolar. Minha namorada me apoia. Então, a dondoca de casa sou eu!", riu, referindo-se a si próprio ora no masculino ora no feminino.

ESPELHO

Laerte falou também sobre sua passagem pelo Partido Comunista ("Homossexualidade não era uma questão ali. Estávamos mais preocupados com o proletariado") e sobre a HQ "Muchacha" (Companhia das Letras), que tem como personagem principal um ator que se traveste de cantora cubana: "Não ter que fazer piadas trouxe meu trabalho para uma relação mais íntima comigo mesmo, como se fosse um espelho. O humor muitas vezes funciona como escape e escamoteamento de questões mais profundas".

PIADA EM DEBATE

Questionado sobre o atual debate sobre os limites do humor e do politicamente correto, o cartunista disse que o humor deve ser livre, mas que nem por isso deve estar acima da crítica. "Quando o Rafinha Bastos tuíta que mulher feia tem de agradecer se for estuprada, não tem como ele não ser criticado. Ele falou merda sob qualquer ponto de vista", criticou.

"Dizer uma coisa dessas num país que ainda trata mal suas mulheres, muitas vezes com violência, especialmente aquelas que não estão no padrão das capas de revista, é de uma crueldade sem tamanho. O humor trabalha com o preconceito, mas ele extrapolou todos os limites com isso e é natural que haja reação."

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Frei Betto

O Battisti é nosso
Frei Betto lamentou a atitude do escritor italiano Antonio Tabucchi de cancelar a vinda à Flip e rebateu as críticas do autor ao governo. "Lamento que a Itália acuse o Battisti tendo por testemunha um único companheiro dele que aceitou o programa de delação premiada. Por que a Itália não pediu a extradição quando Battisti estava na França? Por que a Itália não pede a extradição dos vários terroristas de direita que estão por aí?"

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

O CONSUMIDOR GANHA OU PERDE COM A OPERAÇÃO? Pode perder com a diminuição da concorrência, que reduz as opções, e os preços podem subir

A EMPRESA PÓS-FUSÃO PODE TER CONTROLE ESTRANGEIRO?
Não há impedimento. O BNDES fez apenas um pedido para que nenhum dos sócios tenha voto superior a 15% na companhia. O presidente, no entanto, pode ser estrangeiro

HAVERÁ DINHEIRO PÚBLICO NA OPERAÇÃO?
Sim, o BNDES não empresta dinheiro, mas entra como sócio da nova empresa, comprando uma participação acionária pela BNDESPar. Por outro lado, críticos dizem que essa participação deveria ser em empresas com mais dificuldade para conseguir sócios 

POR QUE O BNDES VAI FINANCIAR UM GRUPO COM MAIS DE 60% DO CAPITAL NO EXTERIOR?
O banco diz que a empresa teria uma posição estratégica na Europa, facilitando a entrada de produtos brasileiros 

ABILIO DINIZ É PRÓXIMO DO GOVERNO DILMA?
Sim, é um dos participantes do conselho de competitividade empresarial do governo

POR QUE O CASINO, SÓCIO DO PÃO DE AÇÚCAR, RESISTE À FUSÃO COM O CARREFOUR?
Porque o Casino diz que não acredita nos hipermercados e no mercado europeu, pontos altos da fusão

O CONSUMIDOR GANHA OU PERDE COM A OPERAÇÃO?
Pode perder com a diminuição da concorrência, que reduz as opções, e os preços podem subir

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Folha de S.Paulo - Preso, acusado de agressão liderava grupo de neonazistas - 05/07/2011

Folha de S.Paulo - Preso, acusado de agressão liderava grupo de neonazistas - 05/07/2011

"Seja leal ao nosso ideal 88."


Preso, acusado de agressão liderava grupo de neonazistas

GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO 

"Eu tou montando a banca até aqui na cadeia." "Seja leal ao nosso ideal 88."
As frases são fragmentos de uma carta que Guilherme Witiuk Ferreira de Carvalho, 21, o Chuck, escreveu a um amigo quando estava preso por formação de quadrilha em 2009, mesmo ano em que foi acusado de explosão durante a Parada Gay de SP.
Neonazista, ele é um dos cinco presos suspeitos de agredir quatro pessoas no domingo passado em São Paulo.
Segundo a sentença que o condenou a dois anos e quatro meses de prisão, em 17 de setembro de 2010, Carvalho é líder da Impacto Hooligan, grupo que abomina homossexuais e nordestinos e venera o nazismo, de Adolf Hitler.
A repetição do número 8 significa a saudação nazista "Heil, Hitler" -o H é a oitava letra do alfabeto.
Na carta, ele cobra fidelidade dos colegas de facção e dá ordens ao grupo.
O jovem se identifica como Chuck 98 -o numeral significa Impacto Hooligan na sequência alfabética.
Carvalho cursa engenharia numa faculdade particular da capital. Em abril, participou de ato em favor de Jair Bolsonaro (PP-RJ), deputado acusado de preconceito contra gays e negros.
Antes da condenação, o jovem foi detido várias vezes, acusado de crimes raciais.

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Folha de S.Paulo - Skinheads queriam matar, dizem vítimas - 05/07/2011

Folha de S.Paulo - Skinheads queriam matar, dizem vítimas - 05/07/2011

Skinheads queriam matar, dizem vítimas

Quatro moradores de rua se preparavam para dormir no domingo quando foram agredidos por grupo extremista

"Surgiram do nada", relata uma das vítimas; cinco agressores estão presos sob suspeita de tentativa de homicídio

Marlene Bergamo/Folhapress
Da esq. para dir., Aline e Júlio César, que não quiseram mostrar o rosto, Carlos e Samuel

ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO

O ataque foi inesperado. "Os caras surgiram do nada, xingando a gente de preto, pobre e nordestino e dando socos e pontapés", diz Samuel de Oliveira, 34, branco, nascido em Passos (MG).
Um dos quatro moradores de rua atacados por skin- heads na madrugada do domingo em São Paulo, ele afirma que, além dos cinco jovens presos, outros quatro participaram das agressões.
"Duas mulheres eram da gangue. Tinha uma menor e a namorada de um dos caras", diz Aline de Souza, 21.
Ela escapou da pancadaria abraçada ao marido, Júlio César Souza, 20. Ele, negro, levou golpes nas costas, mas conseguiu proteger a mulher, grávida de três meses.
As quatro vítimas se preparavam para dormir na fria madrugada de domingo sobre leitos de papelão na praça do Paraíso, em frente à igreja Ortodoxa, na zona sul.
"Eles vieram para matar", diz Carlos Eduardo Carvalho, 31. Ele conta ter tentado parar as agressões na conversa.
Não adiantou. "Deus mandou pra cá naquela hora policiais treinados para combater esse terrorismo burro", diz Carvalho, ex-pastor e negro. Até chegar reforço, os skinheads foram para o confronto com dois policiais que fizeram o flagrante. Dois tiros para o alto os contiveram.
Mesmo rendido, um deles continuou com xingamentos racistas, afirmam as vítimas.
"No chão, o folgado gritava que odiava negro. Um dos policiais também era preto", diz Samuel, que, sob a ameaça de um facão, chamou a atenção do carro de polícia que passava pelo local.
A polícia apreendeu um arsenal de armas brancas: três machados, quatro facas, um punhal e um facão.
Segundo as vítimas, os agressores pareciam muito alterados e levavam com eles duas garrafas de vodca.
Os quatro sem-teto vivem numa autodenominada "comunidade democrática de rua", que tem hoje 17 integrantes. Eles tiram o sustento da venda de material para reciclagem. Carlos faz bicos como entregador de água mineral para uma distribuidora vizinha à praça do Paraíso.
"Eles trabalham e vivem bem na rua. Comem, bebem e dormem sem pagar imposto", diz o comerciante Tiago Fernandes, que usa os serviços de dois sem-teto.
"A gente não é de luxo, mas gosta do que é bom", afirma Carlos, que tira R$ 20 por dia com as entregas.
No sábado, para encarar o frio, optaram por vinho tinto e seco. Um malbec embalou a confraternização à base de feijoada, que começou às 18h e foi até as 23h.
Ainda assim, o grupo não cogita procurar abrigos para se proteger da violência.
"No albergue, o cara é prisioneiro da própria situação. Tem que ficar quatro horas na fila para pegar senha para dormir e outras tantas para comer. Quando é que a pessoa trabalha?", indaga Carlos. "Gastam muito dinheiro, mas sem efetividade."

Skinheads queriam matar, dizem vítimas

Quatro moradores de rua se preparavam para dormir no domingo quando foram agredidos por grupo extremista

"Surgiram do nada", relata uma das vítimas; cinco agressores estão presos sob suspeita de tentativa de homicídio 

Marlene Bergamo/Folhapress
Da esq. para dir., Aline e Júlio César, que não quiseram mostrar o rosto, Carlos e Samuel 

ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO 

O ataque foi inesperado. "Os caras surgiram do nada, xingando a gente de preto, pobre e nordestino e dando socos e pontapés", diz Samuel de Oliveira, 34, branco, nascido em Passos (MG).
Um dos quatro moradores de rua atacados por skin- heads na madrugada do domingo em São Paulo, ele afirma que, além dos cinco jovens presos, outros quatro participaram das agressões.
"Duas mulheres eram da gangue. Tinha uma menor e a namorada de um dos caras", diz Aline de Souza, 21.
Ela escapou da pancadaria abraçada ao marido, Júlio César Souza, 20. Ele, negro, levou golpes nas costas, mas conseguiu proteger a mulher, grávida de três meses.
As quatro vítimas se preparavam para dormir na fria madrugada de domingo sobre leitos de papelão na praça do Paraíso, em frente à igreja Ortodoxa, na zona sul.
"Eles vieram para matar", diz Carlos Eduardo Carvalho, 31. Ele conta ter tentado parar as agressões na conversa.
Não adiantou. "Deus mandou pra cá naquela hora policiais treinados para combater esse terrorismo burro", diz Carvalho, ex-pastor e negro. Até chegar reforço, os skinheads foram para o confronto com dois policiais que fizeram o flagrante. Dois tiros para o alto os contiveram.
Mesmo rendido, um deles continuou com xingamentos racistas, afirmam as vítimas.
"No chão, o folgado gritava que odiava negro. Um dos policiais também era preto", diz Samuel, que, sob a ameaça de um facão, chamou a atenção do carro de polícia que passava pelo local.
A polícia apreendeu um arsenal de armas brancas: três machados, quatro facas, um punhal e um facão.
Segundo as vítimas, os agressores pareciam muito alterados e levavam com eles duas garrafas de vodca.
Os quatro sem-teto vivem numa autodenominada "comunidade democrática de rua", que tem hoje 17 integrantes. Eles tiram o sustento da venda de material para reciclagem. Carlos faz bicos como entregador de água mineral para uma distribuidora vizinha à praça do Paraíso.
"Eles trabalham e vivem bem na rua. Comem, bebem e dormem sem pagar imposto", diz o comerciante Tiago Fernandes, que usa os serviços de dois sem-teto.
"A gente não é de luxo, mas gosta do que é bom", afirma Carlos, que tira R$ 20 por dia com as entregas.
No sábado, para encarar o frio, optaram por vinho tinto e seco. Um malbec embalou a confraternização à base de feijoada, que começou às 18h e foi até as 23h.
Ainda assim, o grupo não cogita procurar abrigos para se proteger da violência.
"No albergue, o cara é prisioneiro da própria situação. Tem que ficar quatro horas na fila para pegar senha para dormir e outras tantas para comer. Quando é que a pessoa trabalha?", indaga Carlos. "Gastam muito dinheiro, mas sem efetividade."

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Aumento de salário de Kassab também passa na Casa

DE SÃO PAULO 

A Câmara aprovou, também em segunda votação, o projeto da Mesa Diretora que reajusta os salários do prefeito Gilberto Kassab (PSD), da vice-prefeita Alda Marco Antônio e dos 25 secretários.
Kassab, que hoje ganha R$ 20.042 por mês, passará a receber R$ 24.117.
Na semana passada, o prefeito disse que vai doar o aumento para o hospital AC Camargo, de câncer.
A Câmara também aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias proposta por Kassab, que prevê receita de R$ 35,7 bilhões para 2012 -a previsão representa 17,2% a mais que a feita na estimativa para 2011, de R$ 30,5 bilhões. A LDO é referência para o Orçamento, que tem de ser apresentado pela prefeitura até o final de setembro.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Folha.com - BBC Brasil - Homossexuais sul-africanas sofrem com onda de 'estupros corretivos' - 04/07/2011

Folha.com - BBC Brasil - Homossexuais sul-africanas sofrem com onda de 'estupros corretivos' - 04/07/2011
"Alguns policiais dizem: 'Como você pode ser estuprada por um homem se não se sente atraída por eles?' Eles pedem que você explique como se sentiu ao ser violentada. É humilhante", contou Thando Sibiya, homossexual da comunidade de Soweto, em Johanesburgo.

Folha.com - BBC Brasil - Homossexuais sul-africanas sofrem com onda de 'estupros corretivos' - 04/07/2011

Folha.com - BBC Brasil - Homossexuais sul-africanas sofrem com onda de 'estupros corretivos' - 04/07/2011

Folha.com - Cotidiano - Câmara aprova aumento de salário para Kassab e secretários - 04/07/2011

Folha.com - Cotidiano - Câmara aprova aumento de salário para Kassab e secretários - 04/07/2011

Folha de S.Paulo - Jovens são presos acusados de agressão por racismo - 04/07/2011

Folha de S.Paulo - Jovens são presos acusados de agressão por racismo - 04/07/2011
Jovens são presos acusados de agressão por racismo

Grupo de skinheads, segundo a polícia, agrediu 4 pessoas com socos e chutes

Autuados em flagrante, os 5 rapazes foram indiciados sob suspeita de injúria racial e tentativa de homicídio

Rivaldo Gomes/Folhapress
Dois dos 5 acusados de agredir 4 pessoas na zona sul

DE SÃO PAULO
DO "AGORA"


Apontados pela polícia como skinheads, cinco jovens de classe média, entre 18 e 21 anos, foram presos em flagrante na madrugada de ontem acusados de agredir quatro pessoas na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.
O crime pode ter tido motivação racial, segundo a polícia. As quatro vítimas, agredidas com socos e chutes, relataram ter sido ofendidas com expressões como "seus negros", "nordestinos filhos da puta" e "seus zumbis".
Os acusados gritavam ainda "somos skinheads e vamos matar vocês", conforme o boletim de ocorrência registrado no 5º DP (Aclimação).
Dois agentes da 1ª Delegacia Seccional (centro) faziam ronda na região quando flagraram a ação, na altura do número 1.420 da rua Vergueiro, por volta da 1h.

WHITE POWER
Com o grupo, foram apreendidos três machados, quatro facas, dois facões, um punhal, uma caneta com ponta dupla e um soco inglês.
Também havia uma camiseta com os dizeres "white pride" (orgulho branco, em inglês) -White Power (poder branco) é o nome de uma das gangues conhecidas em São Paulo, que usa o slogan "White power, white pride!".
O bombeiro civil Welker Oliveira Guerreiro, 19, o estudante de engenharia Guilherme Witiuk de Carvalho, 21, o embalador Pedro Toledo de Souza, 19, e os estudantes Julio Ramon de Lima, 21, e Kauê Baldon Barretto, 18, foram autuados em flagrante e indiciados sob suspeita de tentativa de homicídio, formação de quadrilha e injúria racial.
A Folha não conseguiu falar com advogados dos suspeitos. Familiares de dois deles foram contatados, mas não quiseram se manifestar.

MINAS E SÃO PAULO
Três das quatro vítimas são negras ou mulatas, segundo a polícia: Carlos Eduardo Lesbão de Carvalho, 31, Samuel Alexandre de Oliveira, 34, e Júlio César Marques Afonso, 20.
Também foi agredida Aline Cristiane de Souza, 21, estudante, identificada no boletim policial como branca.
Nenhum deles é nordestino. Um nasceu em Passos (MG); os demais, em São Paulo. A reportagem não conseguiu localizá-los.
Oliveira, um dos agredidos, afirmou à policia que, quando os policiais chegaram, um dos rapazes, Welker, apontava-lhe uma faca.
A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) já identificou 200 membros de 25 gangues de skinheads. Na delegacia, há cerca de 130 inquéritos envolvendo "crimes de ódio" -movidos pelo preconceito contra grupos sociais.

Grupo de skinheads, segundo a polícia, agrediu 4 pessoas com socos e chutes

Jovens são presos acusados de agressão por racismo

Grupo de skinheads, segundo a polícia, agrediu 4 pessoas com socos e chutes

Autuados em flagrante, os 5 rapazes foram indiciados sob suspeita de injúria racial e tentativa de homicídio

Rivaldo Gomes/Folhapress
Dois dos 5 acusados de agredir 4 pessoas na zona sul 

DE SÃO PAULO
DO "AGORA"

Apontados pela polícia como skinheads, cinco jovens de classe média, entre 18 e 21 anos, foram presos em flagrante na madrugada de ontem acusados de agredir quatro pessoas na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.
O crime pode ter tido motivação racial, segundo a polícia. As quatro vítimas, agredidas com socos e chutes, relataram ter sido ofendidas com expressões como "seus negros", "nordestinos filhos da puta" e "seus zumbis".
Os acusados gritavam ainda "somos skinheads e vamos matar vocês", conforme o boletim de ocorrência registrado no 5º DP (Aclimação).
Dois agentes da 1ª Delegacia Seccional (centro) faziam ronda na região quando flagraram a ação, na altura do número 1.420 da rua Vergueiro, por volta da 1h.

WHITE POWER
Com o grupo, foram apreendidos três machados, quatro facas, dois facões, um punhal, uma caneta com ponta dupla e um soco inglês.
Também havia uma camiseta com os dizeres "white pride" (orgulho branco, em inglês) -White Power (poder branco) é o nome de uma das gangues conhecidas em São Paulo, que usa o slogan "White power, white pride!".
O bombeiro civil Welker Oliveira Guerreiro, 19, o estudante de engenharia Guilherme Witiuk de Carvalho, 21, o embalador Pedro Toledo de Souza, 19, e os estudantes Julio Ramon de Lima, 21, e Kauê Baldon Barretto, 18, foram autuados em flagrante e indiciados sob suspeita de tentativa de homicídio, formação de quadrilha e injúria racial.
Folha não conseguiu falar com advogados dos suspeitos. Familiares de dois deles foram contatados, mas não quiseram se manifestar.

MINAS E SÃO PAULO
Três das quatro vítimas são negras ou mulatas, segundo a polícia: Carlos Eduardo Lesbão de Carvalho, 31, Samuel Alexandre de Oliveira, 34, e Júlio César Marques Afonso, 20.
Também foi agredida Aline Cristiane de Souza, 21, estudante, identificada no boletim policial como branca.
Nenhum deles é nordestino. Um nasceu em Passos (MG); os demais, em São Paulo. A reportagem não conseguiu localizá-los.
Oliveira, um dos agredidos, afirmou à policia que, quando os policiais chegaram, um dos rapazes, Welker, apontava-lhe uma faca.
A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) já identificou 200 membros de 25 gangues de skinheads. Na delegacia, há cerca de 130 inquéritos envolvendo "crimes de ódio" -movidos pelo preconceito contra grupos sociais.

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sábado, 2 de julho de 2011

La dictadura en el cine

Acervo on-line reúne visões sobre a ditadura argentina

Catálogo La Dictadura en el Cine torna acessível informações sobre mais de 450 filmes que abordam o período militar do país
La dictadura en el cine

Catálogo La Dictadura en el Cine

Acervo on-line reúne visões sobre a ditadura argentina 

Catálogo La Dictadura en el Cine torna acessível informações sobre mais de 450 filmes que abordam o período militar do paísAcervo on-line - visões sobre a ditadura argentina

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SP usa sem-teto no trânsito e os treina para ser guias

Alessandro Shinoda/Folhapress
A ex-sem-teto Maria Francisca orienta motoristas na rua Augusta; ela supervisiona um grupo de monitores de trânsito 

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO 

Moradores de rua, que hoje já ajudam na travessia de pedestres, serão treinados para atuar como guias de turismo no centro de São Paulo.
O primeiro curso vai reunir 30 pessoas que moram hoje em albergues da região central. Eles foram selecionados entre aqueles que não consomem mais drogas e álcool.
O curso deve começar no próximo mês. Durante o treinamento, de seis meses, os sem-teto receberão um auxílio mensal de R$ 381,50.
Depois de treinados, poderão integrar algum projeto da prefeitura ou buscar emprego como funcionários de agências de turismo.
Haverá aulas sobre a função de um guia turístico, os pontos turísticos do centro e a história de São Paulo.
A ideia do projeto é requalificar pessoas em situação de "vulnerabilidade social" para que elas possam voltar ao mercado de trabalho.
É isso que está sendo feito com os moradores de rua do programa de proteção ao pedestre. Hoje são 76 pessoas orientando pedestres e motoristas nas esquinas.
Maria Francisca da Silva Neta, 48, já habitou moradias provisórias da prefeitura e hoje supervisiona um grupo de dez monitores de trânsito do programa de proteção ao pedestre. Entre seus supervisionados estão sete sem-teto, moradores de albergues.
"Foi esse trabalho que me deu estrutura para que eu fosse para minha casinha e terminasse o ensino médio."

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Carteiros tentam queimar cartas e são presos

Polícia do RS diz que eles se queixaram de excesso de trabalho; Correios investigam extravio

NATÁLIA CANCIAN
DE SÃO PAULO 

Dois carteiros foram presos anteontem quando tentavam destruir cerca de 14 mil cartas em um forno industrial em Teutônia (RS).
Os dois começaram a ser investigados após reclamações aos Correios de pessoas que não recebiam as cartas.
"Perguntamos por que eles estariam fazendo isso. Disseram que era por excesso de trabalho", conta o comandante da 2ª Brigada Militar (equivalente à Polícia Militar no RS), Gyovanni Bortolini.
A identidade dos carteiros não foi divulgada.
A polícia encontrou propagandas, boletos e avisos de entrega de produtos que viriam de países como a China e que não foram localizados -a polícia suspeita que o material tenha sido vendido.
As cartas violadas devem ser submetidas a análise para verificar se algo foi roubado. Os Correios devem abrir um processo administrativo. Os objetos desviados que já voltaram para a empresa devem ser entregues até o fim da próxima semana.
Os carteiros devem responder por suspeita de violação e tentativa de destruição de correspondências e crime no exercício da função. Se condenados, podem pegar de 2 a 12 anos de prisão.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Música anrquista


25 de junho de 2011 15:32

2:41
Faz tempo desejava divulgar algumas imagens feitas durante meu soggiorno italiano. São imagens de belos momentos. Essa foi por ocasião do 25º Congresso da FAI, em Carrara. Ah! Questi/e italiani/e mi mancano...

Música anarquista


25 de junho de 2011 16:49

3:21
A maravilhosa "Makhnovtchina", tocada e cantada no salão principal da sede da FAI de Carrara.

Música anarquista..


25 de junho de 2011 17:04

1:53
Isso foi em um bar anarquista numa vila perto de Carrara. Se alguém perguntasse como é a vida anarquista, diria que é um pouco assim...

We wish you a happy July! Summer time is fine for a study...

 Welcome to the 
Anarchist International Information Service
The official pages of The Anarchist International AI - The International of Anarchist Federations IAF - L'Internationale des Fédérations Anarchistes IFA
A libertarian lighthouse in a mostly Orwellian "1984" newspeaking, lying, world
De facto: ochlarchy (mob rule) and anarchy & ochlarchists and anarchists are opposites as war and peace
To say de facto ochlarchy is anarchy and ochlarchists are anarchists are lies equal to war is peace

And it has similar authoritarian, repressive, functions as Big Brother in "1984"
* Listen to: The pro anarchy and anti-ochlarchist anthem! Click here! *
We wish you a happy July!
* Read: Brief course of anarchy and anarchism - to get started on www.anarchy.no - Click here! *
* Read: FABS - Tellus, Anarchy vs Ochlarchy, Cosmos, Magic and Love - A Science Fiction Story - Click here! *
* Read: The anarchists' 2011 report! Updated July - Anarkistenes 2011 rapport! Oppdatert Juli - Click here! *
* Read: Open letter to AIT/IWA - Anarchist & anarchosyndicalist comments and questions to recent resolutions - Click here! *

Click here! International Journal of Anarchism: Updated News and Comments - Click here!

Links / Search

Anarchy and anarchism mean "system and management without ruler(s), i.e. co-operation without repression, tyranny and slavery".
Anarchism is, a. o. t., based on dialog and free, matter of fact, criticism. Feel free to send us a comment
: Contact AIIS - Click here!

Special reports, latest updates: Click on: The Anarchist International's main policy for 2011 ; Click on: Kommunevalget 2011 - Boikott Frp, SV og R - Stem på V og Sp ; Click on: Nei til Ola Borten Moe som ny Senterpartileder ;
Click on:
Veien framover: Hvordan Norge kan oppnå en høy grad av anarki ; Click on: Artikkelen "Akademiske anarkister - Anonyme anarkister" fra Universitas 26 (56) 2002 med kommentarer ;
Click on:
Congress on ochlarchy (mob rule) and ochlarchist infiltration in the anglophone anarchist movement - September 2003


In the mostly Orwellian "1984" newspeaking, lying, world, the following lies are also significant:
In USA, the world's largest economy, economical plutarchy, i.e. capitalism, is falsely called economic freedom!
In China, the country with most people in the world, a totalitarian oligarchy is falsely called the people's democracy!
And there are much more Orwellian "1984" newspeak type lies in the world - many of these lies are revealed and unmasked at www.anarchy.no!
Be enlightened and prepared for real democracy, i.e. anarchy, feel free to study all at www.anarchy.no!

The truth: the only Anarchies, i.e. anarchist countries in the world, are Norway, The Swiss Confederation and Iceland,
and they are only anarchies of rather low degree...

And, say, Somalia, as the newspeaking lie-machines CNN, BBC, Foxnews, Reuters, Associated Press, Wikipedia and most of Internet in general, etc.
falsely call 'anarchy' is in reality an ochlarchy with rivaling polyarchy, not anarchy, and the country most far from anarchy in the world!
In general, x-archy, where x can be anything but not 'an', is the opposite of freedom and real democracy.

www.anarchy.no has practically certain truths and likely truths, i.e. real scientific non-rejected hypothesis!
Most of so called social sciences and newsmedia represent false ideology, propaganda, manufactured consent, lies and more lies!


Thousands of anarchists world wide have contributed to the www.anarchy.no.
The www.anarchy.no is independent and autonomous, financed by anarchists and not by capitalist commercials or state-subsidies.
The www.anarchy.no has for the time being about 15 000 visitors and 50 000 hits per month.
The www.anarchy.no has been on Internet since July 1996.

NB! Feel free to spread the light from this lighthouse,
say, by mailing the link http://www.anarchy.no to your fellows, or write it on your Web or blog!

To use the 'Search' option click on the link above!

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BNDES investe em varejista 61% francês

Novo Pão de Açúcar será majoritariamente de francês, mas BNDES exigiu que poder dos sócios fosse limitado a 15% cada um

Comando dos negócios será dividido entre a NPA -mescla de Casino, Abilio Diniz, BNDES e Pactual- e o Carrefour 

MARIO CESAR CARVALHO
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO 

O BNDES autorizou a injeção de R$ 3,9 bilhões numa operação de fusão que, se der certo, será majoritariamente francesa -do Carrefour e do Casino.
Os franceses têm hoje, direta e indiretamente, 61% da empresa que resultará da fusão entre o Pão de Açúcar e a unidade brasileira do Carrefour, se o projeto for aprovado pelo Casino, que resiste à oferta sob a alegação de que não foi consultado. A presença francesa no Pão de Açúcar cresceu nesta semana, após o Casino comprar US$ 1 bilhão em ações da varejista.
Uma das justificativas do BNDESPar, braço de investimentos em empresas do banco estatal, para entrar no negócio é que o aporte ajudaria a fortalecer a presença internacional de um grupo brasileiro, o Pão de Açúcar.
No caso, a operação brasileira, chamada de NPA (Novo Pão de Açúcar), terá 11,7% do Carrefour mundial.
A proposta, feita pelo banco BTG Pactual, prevê a fusão do Pão de Açúcar/Casino com o Carrefour no Brasil.
O Casino é sócio do Pão de Açúcar desde 1999, quando entrou no capital da varejista brasileira para salvá-la da bancarrota. Em 2005, comprou o controle, que deveria assumir no próximo ano.
Folha apurou que o BNDES exigiu que o poder de cada um dos sócios seja limitado a 15%, independentemente da quantidade de ações que ele possuir.
O limite foi criado para evitar que estrangeiros tenham poder de decisão em empresa com presença do BNDES.
No Brasil, acordo de acionistas prevê que o comando dos negócios seja compartilhado, meio a meio, entre NPA -mistura de Casino, Abilio Diniz, BNDES, Pactual e minoritários- e Carrefour.
O presidente da nova empresa será escolhido pelo conselho de administração, que será indicado pela ala vinda do Pão de Açúcar.
Não há impedimento de que um francês presida o braço brasileiro da empresa.
O Carrefour está hoje nas mãos de investidores financeiros -os gestores de fundos Blue Capital e Colony, além de Bernard Arnault (dono da Louis Vuitton), que não escondem o desejo de vender suas participações.
Com a fusão no Brasil, os brasileiros passariam a ter direito a dois assentos no conselho do Carrefour, podendo indicar um terceiro em 2013.

ASSEMBLEIA
Ontem, o Casino solicitou ao grupo Pão de Açúcar uma assembleia de acionistas.
É mais um passo para a discussão sobre a proposta de fusão, que não foi apresentada aos franceses.
Diniz foi a Paris, ficou 26 horas esperando para ser recebido por Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, mas o executivo francês se recusou a atendê-lo.
Se não houver acordo, a disputa vai para o Conselho Nacional de Arbitragem. O Pão de Açúcar já escolheu os escritórios que vão representá-lo: Wald Advogados e Ferro, Castro Neves, Daltro & Gomide Advogados.
A decisão dos árbitros não pode ser contestada na Justiça, segundo o acordo de acionistas do Pão de Açúcar com o Casino.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Folha de S.Paulo - Contardo Calligaris: Passeatas diferentes - 30/06/2011

Folha de S.Paulo - Contardo Calligaris: Passeatas diferentes - 30/06/2011
CONTARDO CALLIGARIS

Passeatas diferentes


Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?


DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.

ccalligari@uol.com.br

@ccalligaris

Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes.

CONTARDO CALLIGARIS 

Passeatas diferentes 


Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?

DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa. 

ccalligari@uol.com.br 

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Folha.com - Eliane Cantanhêde - E nós com isso? - 29/06/2011

Folha.com - Eliane Cantanhêde - E nós com isso? - 29/06/2011: "FOLHA"

A graninha boa que o BNDES está despejando corresponde a 85% do capital para concretizar o negócio, e o super-gigante resultante dos dois gigantes terá nada mais nada menos que 32% do varejo nacional.

Agora é que nós, os leigos, vamos ver se o Cade é mesmo para valer. No mínimo, queremos respostas para entender tudo direitinho, certo? Até porque, no final, nós é que vamos pagar a conta.

NOVO PÃO DE AÇÚCAR PERGUNTAS E RESPOSTAS - franciscoripo

NOVO PÃO DE AÇÚCAR PERGUNTAS E RESPOSTAS - franciscoripo

NOVO PÃO DE AÇÚCAR PERGUNTAS E RESPOSTAS

1
O negócio passará por órgãos de concorrência?

Está sujeito à avaliação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no Brasil. Na França, o Casino passará a ter uma participação indireta no Carrefour, o que pode chamar a atenção das autoridades locais.

2
O governo brasileiro aprova a fusão?

Sim, pois o BNDES aceitou virar sócio do negócio, levando quase R$ 4 bilhões para viabilizar a nova empresa.

3
Se o Casino vetar a operação, o negócio termina?

Sim. O Casino, que divide o comando da rede, tem poder de veto para assuntos estratégicos no Pão de Açúcar.

4
Como ficam as participações de Abilio Diniz e Casino na nova empresa?

Diniz teria 17%. Casino, 29%.

5
Lojas podem fechar, resultando em demissões?

Sim. Nas capitais do Sudeste, por exemplo, há sobreposição de 5% a 8%.

6
Os preços dos produtos podem subir?

A diminuição da concorrência reduz a competitividade e estimula preços mais altos.

7
Qual é o tamanho da nova empresa?

Teria 32% do setor supermercadista nacional.

Image

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Por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado? Carrefour-Pão de Açúcar - franciscoripo

Por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado? Carrefour-Pão de Açúcar - franciscoripo

Por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado? Carrefour-Pão de Açúcar

De que adianta ter empresas campeãs se os derrotados são os brasileiros?

DIOGO COSTA
ESPECIAL PARA A FOLHA 

Apoiar a fusão Carrefour-Pão de Açúcar pode vir a ser a mais nova missão do BNDES.
Enquanto burocratas e empresários discutem os detalhes de como proceder com a criação do "Carreçúcar", uma questão relacionada deveria preocupar analistas políticos e econômicos: por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado?
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, justifica as práticas do banco no modelo desenvolvimentista de planejamento econômico.
Em entrevista de 2009, Coutinho disse que "o Brasil precisa ter campeãs mundiais". A obsessão por "campeãs mundiais" pode fazer com que se perca a noção de que campeonato estamos disputando. De fato, o "Carreçúcar" pode se tornar uma empresa campeã.
Mas, quando pensamos no que é mais desejável para a sociedade, o título de campeão vale menos que a campanha. Em um regime de livre concorrência, ensina a velha teoria econômica, venceria a empresa que melhor atendesse as demandas dos consumidores.
Mas, no modelo brasileiro de capitalismo, a vitória de uma empresa não necessariamente corresponde a sua capacidade de satisfazer a sociedade. A justificativa é que o BNDES investe nos setores em que o país demonstra competitividade. Mas a competitividade de um país não se planeja -se descobre.
Há alguns anos, não se imaginava que a Índia se tornaria a grande exportadora de especialistas na tecnologia da informação. Também não se sabia que as Filipinas viriam a dominar o mercado mundial de circuitos integrados. Nem que o Chile se tornaria um grande exportador de salmão.
Só podemos saber de fato em que setores o Brasil é mais competitivo quando todos forem tratados igualmente e sem privilégios.
Há ainda um problema de incentivos. Diferentemente de um investidor privado, o BNDES não irá à falência se suas decisões se mostrem equivocadas. Quando uma empresa subsidiada pelo BNDES quebra, quem fica com a conta são os consumidores. É o socialismo invertido: o lucro é privatizado e os prejuízos são socializados.
A visão econômica por trás da fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar não é nova. É apenas uma nova manifestação da velha ideologia desenvolvimentista. E a história do século 20 atesta o seu fracasso. De que adianta o Brasil ter empresas campeãs, quando os derrotados são os próprios brasileiros?

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Cinema novo

Cinemateca Brasileira ganha depósito na Vila Leopoldina para parte do acervo, em espaço que abrigará também museu e oficina

Marcelo Justo/Folhapress
Latas de filmes chegam ao novo prédio da Cinemateca Brasileira 

ANA PAULA SOUSA
DE SÃO PAULO

Nas próximas semanas, alguns dos 200 mil rolos que ocupam a sede da Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, vão percorrer a cidade.
Em carros refrigerados, sairão da zona sul rumo à zona oeste. Chegando ao galpão da Vila Leopoldina, sua nova casa, os filmes vão dormir numa antecâmara, para não sofrer choques térmicos.
Uma vez adaptados, os rolos migrarão para as prateleiras novinhas que ocupam duas câmeras refrigeradas a 5ºC. Hoje, eles estão armazenados sob 12ºC ou 15ºC.
"Nossos depósitos estavam chegando ao limite", diz Carlos Magalhães, diretor da Cinemateca Brasileira. "Com o novo espaço, cresce em 25% a capacidade de armazenamento. Além da expansão natural e necessária, vai permitir a separação do acervo."
E, se vista sob a perspectiva histórica, a inauguração desse espaço, prevista para daqui a três semanas, tem ainda mais significado.
É que a história da Cinemateca, nascida como um clube de cinema, em 1940, sempre marcada por tropeços, refletiu, durante muito tempo, o descaso do Brasil com sua memória cultural.
A falta de sedes -o espaço da Vila Clementino só foi inaugurado em 1992 - e a dificuldade para implantar uma política contínua chegaram a ser vistas, por um dos seus criadores, Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977), como sina irreversível.
"Quando chegamos aqui, só corríamos atrás do prejuízo, salvando filmes que estavam desaparecendo", diz Maria Dora Mourão, presidente da Associação da Amigos da Cinemateca. "Agora, finalmente, conseguimos pensar em preservação."
Além de funcionar como reserva técnica, o novo espaço vai abrigar, futuramente, um museu do cinema.
Em três meses, será aberta uma oficina de manutenção de equipamentos que o mercado já não usa, mas que, para a cinemateca, são essenciais, como a moviola.
"Os velhos técnicos vão formar novos técnicos", diz Magalhães. Tudo o que for reformado vai compor o museu destinado a contar a evolução técnica da atividade.
Fruto de uma costura política que envolveu o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a prefeitura de São Paulo, a ocupação do galpão que, antes, abrigava uma fábrica de bombas hidráulicas, chama a atenção pelo arrojo arquitetônico e pela dimensões.
Um problema: está numa região martirizada por alagamentos. "Por precaução, os filmes vão ficar no mezanino", avisa Magalhães.

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domingo, 26 de junho de 2011

MEMÓRIA DA DITADURA

No dia em que Vladimir Herzog faria 74 anos, o instituto que leva seu nome lança a coleção de 12 DVDs "Protagonistas dessa História", com testemunhos de José Hamilton Ribeiro, Tetê Moraes e outros que fizeram da imprensa a trincheira de combate à ditadura. O evento acontece no Memorial da Resistência, na Estação Pinacoteca.
resistirepreciso.org.br
São Paulo | 27/6

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Cidade Submersa"

Teatro da Vertigem faz intervenção em SP

Grupo ganhou prêmio na Quadrienal de Praga e propõe novo significado para a relação do homem e seu entorno

Ação acontece hoje no terreno que já abrigou a antiga rodoviária da Luz e que deve se tornar o novo Teatro da Dança 

GABRIELA MELLÃO 
DE SÃO PAULO 

Depois de encenar espetáculos em presídio, igreja e hospital, o Teatro da Vertigem vai invadir o centro da cidade de São Paulo. 
Desde "BR-3", que acaba de render ao grupo o prêmio de melhor produção teatral dos últimos cinco anos, na 12ª Quadrienal de Praga, a companhia se libertou dos edifícios para se relacionar diretamente com os locais públicos da metrópole. 
Desta vez, o grupo confronta o homem com espaços urbanos degradados. 
Liderada pelo iluminador Guilherme Bonfati, que experimenta a direção pela primeira vez de modo autônomo, a intervenção artística "Cidade Submersa" acontece apenas hoje no terreno baldio que já abrigou a rodoviária do bairro da Luz. 
"A proposta é instaurar uma atmosfera que tire as pessoas do cotidiano e do tempo de uma grande cidade", explica Bonfati. 
Para diretor, o homem deixou de notar o espaço urbano. Não por acaso, o local faz parte de sua memória. 
Bonfati é do interior do Estado e foi frequentador assíduo da rodoviária. "Queria falar sobre espaços que são demolidos e desaparecem do imaginário. Aquele lugar já teve significado para mim." 
No local, ele fez uma coleta e reuniu mais de 100 objetos, como pedaços de cerâmica da antiga estação e carteiras de identidade perdidas. 
Bonfati propõe uma escavação arqueológica para ressignificar a relação do homem com o seu entorno. Os espectadores serão estimulados a refletir sobre o que é descartado. Irão extrair objetos do solo e catalogá-los. 
"O próprio ato de escavar a terra é um jogo tátil, distante da nossa realidade, em que tudo é impermeabilizado. Acredito que a intervenção irá produzir algum sentido nas pessoas", aposta. 

CIDADE SUBMERSA

QUANDO hoje, às 18h 
ONDE entre av. Duque de Caxias e r. Galvão Bueno(tel.0/xx/11/ 3255-2713) 
QUANTO grátis 
CLASSIFICAÇÃO não informada 

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nildo Avelino | UFPB - Universidade Federal da Paraíba - Academia.edu

Nildo Avelino | UFPB - Universidade Federal da Paraíba - Academia.edu

Avelino: Anarquismos e governamentalidade - Google Acadêmico

GOVERNAMENTALIDADE:
Avelino: Anarquismos e governamentalidade - Google Acadêmico

GOVERNAMENTALIDADE

REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA
Dossiê "Dominação e contra-Poder"
n º 5 - Brasília, janeiro / julho de 2011
Governamentalidade e Democracia liberal: Novas Abordagens em Teoria Política
Nildo Avelino
Resumo

Curso inédito no Du gouvernement des vivants (1980), Foucault introduziu o Tema daanarqueologia ABORDA Que o Governo dos Homens Pela Verdade. Este ARTIGO Procura situar uma anarqueologia n um Contribuição Mais Importante de Foucault par com o debate uma Teoria Política: OS estudos em governamentalidade . Ao conferir Maior Grau de Complexidade Às Investigações de Foucault Acerca do Poder, um anarqueologia possibilita Repensar uma Força causal dos Discursos nd Prática Política e estabelecer interlocuções não Sobre debate como democracias LIBERAIS eA Constituição do Sujeito Democrático no interior do Seu campo reflexivo.

Palavras-chave: t eoria p olítica; d emocracia l iberal; s ubjetividade; g overnamentalidade;um narqueologia.

GOVERNAMENTALIDADE

REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA 
Dossiê "Dominação e contra-Poder"
n º 5 - Brasília, janeiro / julho de 2011
Governamentalidade e Democracia liberal: Novas Abordagens em Teoria Política 
Nildo Avelino
Resumo

Curso inédito no Du gouvernement des vivants (1980), Foucault introduziu o Tema daanarqueologia ABORDA Que o Governo dos Homens Pela Verdade. Este ARTIGO Procura situar uma anarqueologia n um Contribuição Mais Importante de Foucault par com o debate uma Teoria Política: OS estudos em governamentalidade . Ao conferir Maior Grau de Complexidade Às Investigações de Foucault Acerca do Poder, um anarqueologia possibilita Repensar uma Força causal dos Discursos nd Prática Política e estabelecer interlocuções não Sobre debate como democracias LIBERAIS eA Constituição do Sujeito Democrático no interior do Seu campo reflexivo.

Palavras-chave: eoria olítica; emocracia iberal; ubjetividade; overnamentalidade;um narqueologia.

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