segunda-feira, 4 de julho de 2011

Grupo de skinheads, segundo a polícia, agrediu 4 pessoas com socos e chutes

Jovens são presos acusados de agressão por racismo

Grupo de skinheads, segundo a polícia, agrediu 4 pessoas com socos e chutes

Autuados em flagrante, os 5 rapazes foram indiciados sob suspeita de injúria racial e tentativa de homicídio

Rivaldo Gomes/Folhapress
Dois dos 5 acusados de agredir 4 pessoas na zona sul 

DE SÃO PAULO
DO "AGORA"

Apontados pela polícia como skinheads, cinco jovens de classe média, entre 18 e 21 anos, foram presos em flagrante na madrugada de ontem acusados de agredir quatro pessoas na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.
O crime pode ter tido motivação racial, segundo a polícia. As quatro vítimas, agredidas com socos e chutes, relataram ter sido ofendidas com expressões como "seus negros", "nordestinos filhos da puta" e "seus zumbis".
Os acusados gritavam ainda "somos skinheads e vamos matar vocês", conforme o boletim de ocorrência registrado no 5º DP (Aclimação).
Dois agentes da 1ª Delegacia Seccional (centro) faziam ronda na região quando flagraram a ação, na altura do número 1.420 da rua Vergueiro, por volta da 1h.

WHITE POWER
Com o grupo, foram apreendidos três machados, quatro facas, dois facões, um punhal, uma caneta com ponta dupla e um soco inglês.
Também havia uma camiseta com os dizeres "white pride" (orgulho branco, em inglês) -White Power (poder branco) é o nome de uma das gangues conhecidas em São Paulo, que usa o slogan "White power, white pride!".
O bombeiro civil Welker Oliveira Guerreiro, 19, o estudante de engenharia Guilherme Witiuk de Carvalho, 21, o embalador Pedro Toledo de Souza, 19, e os estudantes Julio Ramon de Lima, 21, e Kauê Baldon Barretto, 18, foram autuados em flagrante e indiciados sob suspeita de tentativa de homicídio, formação de quadrilha e injúria racial.
Folha não conseguiu falar com advogados dos suspeitos. Familiares de dois deles foram contatados, mas não quiseram se manifestar.

MINAS E SÃO PAULO
Três das quatro vítimas são negras ou mulatas, segundo a polícia: Carlos Eduardo Lesbão de Carvalho, 31, Samuel Alexandre de Oliveira, 34, e Júlio César Marques Afonso, 20.
Também foi agredida Aline Cristiane de Souza, 21, estudante, identificada no boletim policial como branca.
Nenhum deles é nordestino. Um nasceu em Passos (MG); os demais, em São Paulo. A reportagem não conseguiu localizá-los.
Oliveira, um dos agredidos, afirmou à policia que, quando os policiais chegaram, um dos rapazes, Welker, apontava-lhe uma faca.
A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) já identificou 200 membros de 25 gangues de skinheads. Na delegacia, há cerca de 130 inquéritos envolvendo "crimes de ódio" -movidos pelo preconceito contra grupos sociais.

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sábado, 2 de julho de 2011

La dictadura en el cine

Acervo on-line reúne visões sobre a ditadura argentina

Catálogo La Dictadura en el Cine torna acessível informações sobre mais de 450 filmes que abordam o período militar do país
La dictadura en el cine

Catálogo La Dictadura en el Cine

Acervo on-line reúne visões sobre a ditadura argentina 

Catálogo La Dictadura en el Cine torna acessível informações sobre mais de 450 filmes que abordam o período militar do paísAcervo on-line - visões sobre a ditadura argentina

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SP usa sem-teto no trânsito e os treina para ser guias

Alessandro Shinoda/Folhapress
A ex-sem-teto Maria Francisca orienta motoristas na rua Augusta; ela supervisiona um grupo de monitores de trânsito 

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO 

Moradores de rua, que hoje já ajudam na travessia de pedestres, serão treinados para atuar como guias de turismo no centro de São Paulo.
O primeiro curso vai reunir 30 pessoas que moram hoje em albergues da região central. Eles foram selecionados entre aqueles que não consomem mais drogas e álcool.
O curso deve começar no próximo mês. Durante o treinamento, de seis meses, os sem-teto receberão um auxílio mensal de R$ 381,50.
Depois de treinados, poderão integrar algum projeto da prefeitura ou buscar emprego como funcionários de agências de turismo.
Haverá aulas sobre a função de um guia turístico, os pontos turísticos do centro e a história de São Paulo.
A ideia do projeto é requalificar pessoas em situação de "vulnerabilidade social" para que elas possam voltar ao mercado de trabalho.
É isso que está sendo feito com os moradores de rua do programa de proteção ao pedestre. Hoje são 76 pessoas orientando pedestres e motoristas nas esquinas.
Maria Francisca da Silva Neta, 48, já habitou moradias provisórias da prefeitura e hoje supervisiona um grupo de dez monitores de trânsito do programa de proteção ao pedestre. Entre seus supervisionados estão sete sem-teto, moradores de albergues.
"Foi esse trabalho que me deu estrutura para que eu fosse para minha casinha e terminasse o ensino médio."

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Carteiros tentam queimar cartas e são presos

Polícia do RS diz que eles se queixaram de excesso de trabalho; Correios investigam extravio

NATÁLIA CANCIAN
DE SÃO PAULO 

Dois carteiros foram presos anteontem quando tentavam destruir cerca de 14 mil cartas em um forno industrial em Teutônia (RS).
Os dois começaram a ser investigados após reclamações aos Correios de pessoas que não recebiam as cartas.
"Perguntamos por que eles estariam fazendo isso. Disseram que era por excesso de trabalho", conta o comandante da 2ª Brigada Militar (equivalente à Polícia Militar no RS), Gyovanni Bortolini.
A identidade dos carteiros não foi divulgada.
A polícia encontrou propagandas, boletos e avisos de entrega de produtos que viriam de países como a China e que não foram localizados -a polícia suspeita que o material tenha sido vendido.
As cartas violadas devem ser submetidas a análise para verificar se algo foi roubado. Os Correios devem abrir um processo administrativo. Os objetos desviados que já voltaram para a empresa devem ser entregues até o fim da próxima semana.
Os carteiros devem responder por suspeita de violação e tentativa de destruição de correspondências e crime no exercício da função. Se condenados, podem pegar de 2 a 12 anos de prisão.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Música anrquista


25 de junho de 2011 15:32

2:41
Faz tempo desejava divulgar algumas imagens feitas durante meu soggiorno italiano. São imagens de belos momentos. Essa foi por ocasião do 25º Congresso da FAI, em Carrara. Ah! Questi/e italiani/e mi mancano...

Música anarquista


25 de junho de 2011 16:49

3:21
A maravilhosa "Makhnovtchina", tocada e cantada no salão principal da sede da FAI de Carrara.

Música anarquista..


25 de junho de 2011 17:04

1:53
Isso foi em um bar anarquista numa vila perto de Carrara. Se alguém perguntasse como é a vida anarquista, diria que é um pouco assim...

We wish you a happy July! Summer time is fine for a study...

 Welcome to the 
Anarchist International Information Service
The official pages of The Anarchist International AI - The International of Anarchist Federations IAF - L'Internationale des Fédérations Anarchistes IFA
A libertarian lighthouse in a mostly Orwellian "1984" newspeaking, lying, world
De facto: ochlarchy (mob rule) and anarchy & ochlarchists and anarchists are opposites as war and peace
To say de facto ochlarchy is anarchy and ochlarchists are anarchists are lies equal to war is peace

And it has similar authoritarian, repressive, functions as Big Brother in "1984"
* Listen to: The pro anarchy and anti-ochlarchist anthem! Click here! *
We wish you a happy July!
* Read: Brief course of anarchy and anarchism - to get started on www.anarchy.no - Click here! *
* Read: FABS - Tellus, Anarchy vs Ochlarchy, Cosmos, Magic and Love - A Science Fiction Story - Click here! *
* Read: The anarchists' 2011 report! Updated July - Anarkistenes 2011 rapport! Oppdatert Juli - Click here! *
* Read: Open letter to AIT/IWA - Anarchist & anarchosyndicalist comments and questions to recent resolutions - Click here! *

Click here! International Journal of Anarchism: Updated News and Comments - Click here!

Links / Search

Anarchy and anarchism mean "system and management without ruler(s), i.e. co-operation without repression, tyranny and slavery".
Anarchism is, a. o. t., based on dialog and free, matter of fact, criticism. Feel free to send us a comment
: Contact AIIS - Click here!

Special reports, latest updates: Click on: The Anarchist International's main policy for 2011 ; Click on: Kommunevalget 2011 - Boikott Frp, SV og R - Stem på V og Sp ; Click on: Nei til Ola Borten Moe som ny Senterpartileder ;
Click on:
Veien framover: Hvordan Norge kan oppnå en høy grad av anarki ; Click on: Artikkelen "Akademiske anarkister - Anonyme anarkister" fra Universitas 26 (56) 2002 med kommentarer ;
Click on:
Congress on ochlarchy (mob rule) and ochlarchist infiltration in the anglophone anarchist movement - September 2003


In the mostly Orwellian "1984" newspeaking, lying, world, the following lies are also significant:
In USA, the world's largest economy, economical plutarchy, i.e. capitalism, is falsely called economic freedom!
In China, the country with most people in the world, a totalitarian oligarchy is falsely called the people's democracy!
And there are much more Orwellian "1984" newspeak type lies in the world - many of these lies are revealed and unmasked at www.anarchy.no!
Be enlightened and prepared for real democracy, i.e. anarchy, feel free to study all at www.anarchy.no!

The truth: the only Anarchies, i.e. anarchist countries in the world, are Norway, The Swiss Confederation and Iceland,
and they are only anarchies of rather low degree...

And, say, Somalia, as the newspeaking lie-machines CNN, BBC, Foxnews, Reuters, Associated Press, Wikipedia and most of Internet in general, etc.
falsely call 'anarchy' is in reality an ochlarchy with rivaling polyarchy, not anarchy, and the country most far from anarchy in the world!
In general, x-archy, where x can be anything but not 'an', is the opposite of freedom and real democracy.

www.anarchy.no has practically certain truths and likely truths, i.e. real scientific non-rejected hypothesis!
Most of so called social sciences and newsmedia represent false ideology, propaganda, manufactured consent, lies and more lies!


Thousands of anarchists world wide have contributed to the www.anarchy.no.
The www.anarchy.no is independent and autonomous, financed by anarchists and not by capitalist commercials or state-subsidies.
The www.anarchy.no has for the time being about 15 000 visitors and 50 000 hits per month.
The www.anarchy.no has been on Internet since July 1996.

NB! Feel free to spread the light from this lighthouse,
say, by mailing the link http://www.anarchy.no to your fellows, or write it on your Web or blog!

To use the 'Search' option click on the link above!

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BNDES investe em varejista 61% francês

Novo Pão de Açúcar será majoritariamente de francês, mas BNDES exigiu que poder dos sócios fosse limitado a 15% cada um

Comando dos negócios será dividido entre a NPA -mescla de Casino, Abilio Diniz, BNDES e Pactual- e o Carrefour 

MARIO CESAR CARVALHO
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO 

O BNDES autorizou a injeção de R$ 3,9 bilhões numa operação de fusão que, se der certo, será majoritariamente francesa -do Carrefour e do Casino.
Os franceses têm hoje, direta e indiretamente, 61% da empresa que resultará da fusão entre o Pão de Açúcar e a unidade brasileira do Carrefour, se o projeto for aprovado pelo Casino, que resiste à oferta sob a alegação de que não foi consultado. A presença francesa no Pão de Açúcar cresceu nesta semana, após o Casino comprar US$ 1 bilhão em ações da varejista.
Uma das justificativas do BNDESPar, braço de investimentos em empresas do banco estatal, para entrar no negócio é que o aporte ajudaria a fortalecer a presença internacional de um grupo brasileiro, o Pão de Açúcar.
No caso, a operação brasileira, chamada de NPA (Novo Pão de Açúcar), terá 11,7% do Carrefour mundial.
A proposta, feita pelo banco BTG Pactual, prevê a fusão do Pão de Açúcar/Casino com o Carrefour no Brasil.
O Casino é sócio do Pão de Açúcar desde 1999, quando entrou no capital da varejista brasileira para salvá-la da bancarrota. Em 2005, comprou o controle, que deveria assumir no próximo ano.
Folha apurou que o BNDES exigiu que o poder de cada um dos sócios seja limitado a 15%, independentemente da quantidade de ações que ele possuir.
O limite foi criado para evitar que estrangeiros tenham poder de decisão em empresa com presença do BNDES.
No Brasil, acordo de acionistas prevê que o comando dos negócios seja compartilhado, meio a meio, entre NPA -mistura de Casino, Abilio Diniz, BNDES, Pactual e minoritários- e Carrefour.
O presidente da nova empresa será escolhido pelo conselho de administração, que será indicado pela ala vinda do Pão de Açúcar.
Não há impedimento de que um francês presida o braço brasileiro da empresa.
O Carrefour está hoje nas mãos de investidores financeiros -os gestores de fundos Blue Capital e Colony, além de Bernard Arnault (dono da Louis Vuitton), que não escondem o desejo de vender suas participações.
Com a fusão no Brasil, os brasileiros passariam a ter direito a dois assentos no conselho do Carrefour, podendo indicar um terceiro em 2013.

ASSEMBLEIA
Ontem, o Casino solicitou ao grupo Pão de Açúcar uma assembleia de acionistas.
É mais um passo para a discussão sobre a proposta de fusão, que não foi apresentada aos franceses.
Diniz foi a Paris, ficou 26 horas esperando para ser recebido por Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, mas o executivo francês se recusou a atendê-lo.
Se não houver acordo, a disputa vai para o Conselho Nacional de Arbitragem. O Pão de Açúcar já escolheu os escritórios que vão representá-lo: Wald Advogados e Ferro, Castro Neves, Daltro & Gomide Advogados.
A decisão dos árbitros não pode ser contestada na Justiça, segundo o acordo de acionistas do Pão de Açúcar com o Casino.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Folha de S.Paulo - Contardo Calligaris: Passeatas diferentes - 30/06/2011

Folha de S.Paulo - Contardo Calligaris: Passeatas diferentes - 30/06/2011
CONTARDO CALLIGARIS

Passeatas diferentes


Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?


DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.

ccalligari@uol.com.br

@ccalligaris

Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes.

CONTARDO CALLIGARIS 

Passeatas diferentes 


Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?

DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa. 

ccalligari@uol.com.br 

@ccalligaris 

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Folha.com - Eliane Cantanhêde - E nós com isso? - 29/06/2011

Folha.com - Eliane Cantanhêde - E nós com isso? - 29/06/2011: "FOLHA"

A graninha boa que o BNDES está despejando corresponde a 85% do capital para concretizar o negócio, e o super-gigante resultante dos dois gigantes terá nada mais nada menos que 32% do varejo nacional.

Agora é que nós, os leigos, vamos ver se o Cade é mesmo para valer. No mínimo, queremos respostas para entender tudo direitinho, certo? Até porque, no final, nós é que vamos pagar a conta.

NOVO PÃO DE AÇÚCAR PERGUNTAS E RESPOSTAS - franciscoripo

NOVO PÃO DE AÇÚCAR PERGUNTAS E RESPOSTAS - franciscoripo

NOVO PÃO DE AÇÚCAR PERGUNTAS E RESPOSTAS

1
O negócio passará por órgãos de concorrência?

Está sujeito à avaliação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no Brasil. Na França, o Casino passará a ter uma participação indireta no Carrefour, o que pode chamar a atenção das autoridades locais.

2
O governo brasileiro aprova a fusão?

Sim, pois o BNDES aceitou virar sócio do negócio, levando quase R$ 4 bilhões para viabilizar a nova empresa.

3
Se o Casino vetar a operação, o negócio termina?

Sim. O Casino, que divide o comando da rede, tem poder de veto para assuntos estratégicos no Pão de Açúcar.

4
Como ficam as participações de Abilio Diniz e Casino na nova empresa?

Diniz teria 17%. Casino, 29%.

5
Lojas podem fechar, resultando em demissões?

Sim. Nas capitais do Sudeste, por exemplo, há sobreposição de 5% a 8%.

6
Os preços dos produtos podem subir?

A diminuição da concorrência reduz a competitividade e estimula preços mais altos.

7
Qual é o tamanho da nova empresa?

Teria 32% do setor supermercadista nacional.

Image

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Por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado? Carrefour-Pão de Açúcar - franciscoripo

Por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado? Carrefour-Pão de Açúcar - franciscoripo

Por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado? Carrefour-Pão de Açúcar

De que adianta ter empresas campeãs se os derrotados são os brasileiros?

DIOGO COSTA
ESPECIAL PARA A FOLHA 

Apoiar a fusão Carrefour-Pão de Açúcar pode vir a ser a mais nova missão do BNDES.
Enquanto burocratas e empresários discutem os detalhes de como proceder com a criação do "Carreçúcar", uma questão relacionada deveria preocupar analistas políticos e econômicos: por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado?
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, justifica as práticas do banco no modelo desenvolvimentista de planejamento econômico.
Em entrevista de 2009, Coutinho disse que "o Brasil precisa ter campeãs mundiais". A obsessão por "campeãs mundiais" pode fazer com que se perca a noção de que campeonato estamos disputando. De fato, o "Carreçúcar" pode se tornar uma empresa campeã.
Mas, quando pensamos no que é mais desejável para a sociedade, o título de campeão vale menos que a campanha. Em um regime de livre concorrência, ensina a velha teoria econômica, venceria a empresa que melhor atendesse as demandas dos consumidores.
Mas, no modelo brasileiro de capitalismo, a vitória de uma empresa não necessariamente corresponde a sua capacidade de satisfazer a sociedade. A justificativa é que o BNDES investe nos setores em que o país demonstra competitividade. Mas a competitividade de um país não se planeja -se descobre.
Há alguns anos, não se imaginava que a Índia se tornaria a grande exportadora de especialistas na tecnologia da informação. Também não se sabia que as Filipinas viriam a dominar o mercado mundial de circuitos integrados. Nem que o Chile se tornaria um grande exportador de salmão.
Só podemos saber de fato em que setores o Brasil é mais competitivo quando todos forem tratados igualmente e sem privilégios.
Há ainda um problema de incentivos. Diferentemente de um investidor privado, o BNDES não irá à falência se suas decisões se mostrem equivocadas. Quando uma empresa subsidiada pelo BNDES quebra, quem fica com a conta são os consumidores. É o socialismo invertido: o lucro é privatizado e os prejuízos são socializados.
A visão econômica por trás da fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar não é nova. É apenas uma nova manifestação da velha ideologia desenvolvimentista. E a história do século 20 atesta o seu fracasso. De que adianta o Brasil ter empresas campeãs, quando os derrotados são os próprios brasileiros?

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Cinema novo

Cinemateca Brasileira ganha depósito na Vila Leopoldina para parte do acervo, em espaço que abrigará também museu e oficina

Marcelo Justo/Folhapress
Latas de filmes chegam ao novo prédio da Cinemateca Brasileira 

ANA PAULA SOUSA
DE SÃO PAULO

Nas próximas semanas, alguns dos 200 mil rolos que ocupam a sede da Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, vão percorrer a cidade.
Em carros refrigerados, sairão da zona sul rumo à zona oeste. Chegando ao galpão da Vila Leopoldina, sua nova casa, os filmes vão dormir numa antecâmara, para não sofrer choques térmicos.
Uma vez adaptados, os rolos migrarão para as prateleiras novinhas que ocupam duas câmeras refrigeradas a 5ºC. Hoje, eles estão armazenados sob 12ºC ou 15ºC.
"Nossos depósitos estavam chegando ao limite", diz Carlos Magalhães, diretor da Cinemateca Brasileira. "Com o novo espaço, cresce em 25% a capacidade de armazenamento. Além da expansão natural e necessária, vai permitir a separação do acervo."
E, se vista sob a perspectiva histórica, a inauguração desse espaço, prevista para daqui a três semanas, tem ainda mais significado.
É que a história da Cinemateca, nascida como um clube de cinema, em 1940, sempre marcada por tropeços, refletiu, durante muito tempo, o descaso do Brasil com sua memória cultural.
A falta de sedes -o espaço da Vila Clementino só foi inaugurado em 1992 - e a dificuldade para implantar uma política contínua chegaram a ser vistas, por um dos seus criadores, Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977), como sina irreversível.
"Quando chegamos aqui, só corríamos atrás do prejuízo, salvando filmes que estavam desaparecendo", diz Maria Dora Mourão, presidente da Associação da Amigos da Cinemateca. "Agora, finalmente, conseguimos pensar em preservação."
Além de funcionar como reserva técnica, o novo espaço vai abrigar, futuramente, um museu do cinema.
Em três meses, será aberta uma oficina de manutenção de equipamentos que o mercado já não usa, mas que, para a cinemateca, são essenciais, como a moviola.
"Os velhos técnicos vão formar novos técnicos", diz Magalhães. Tudo o que for reformado vai compor o museu destinado a contar a evolução técnica da atividade.
Fruto de uma costura política que envolveu o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a prefeitura de São Paulo, a ocupação do galpão que, antes, abrigava uma fábrica de bombas hidráulicas, chama a atenção pelo arrojo arquitetônico e pela dimensões.
Um problema: está numa região martirizada por alagamentos. "Por precaução, os filmes vão ficar no mezanino", avisa Magalhães.

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domingo, 26 de junho de 2011

MEMÓRIA DA DITADURA

No dia em que Vladimir Herzog faria 74 anos, o instituto que leva seu nome lança a coleção de 12 DVDs "Protagonistas dessa História", com testemunhos de José Hamilton Ribeiro, Tetê Moraes e outros que fizeram da imprensa a trincheira de combate à ditadura. O evento acontece no Memorial da Resistência, na Estação Pinacoteca.
resistirepreciso.org.br
São Paulo | 27/6

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Cidade Submersa"

Teatro da Vertigem faz intervenção em SP

Grupo ganhou prêmio na Quadrienal de Praga e propõe novo significado para a relação do homem e seu entorno

Ação acontece hoje no terreno que já abrigou a antiga rodoviária da Luz e que deve se tornar o novo Teatro da Dança 

GABRIELA MELLÃO 
DE SÃO PAULO 

Depois de encenar espetáculos em presídio, igreja e hospital, o Teatro da Vertigem vai invadir o centro da cidade de São Paulo. 
Desde "BR-3", que acaba de render ao grupo o prêmio de melhor produção teatral dos últimos cinco anos, na 12ª Quadrienal de Praga, a companhia se libertou dos edifícios para se relacionar diretamente com os locais públicos da metrópole. 
Desta vez, o grupo confronta o homem com espaços urbanos degradados. 
Liderada pelo iluminador Guilherme Bonfati, que experimenta a direção pela primeira vez de modo autônomo, a intervenção artística "Cidade Submersa" acontece apenas hoje no terreno baldio que já abrigou a rodoviária do bairro da Luz. 
"A proposta é instaurar uma atmosfera que tire as pessoas do cotidiano e do tempo de uma grande cidade", explica Bonfati. 
Para diretor, o homem deixou de notar o espaço urbano. Não por acaso, o local faz parte de sua memória. 
Bonfati é do interior do Estado e foi frequentador assíduo da rodoviária. "Queria falar sobre espaços que são demolidos e desaparecem do imaginário. Aquele lugar já teve significado para mim." 
No local, ele fez uma coleta e reuniu mais de 100 objetos, como pedaços de cerâmica da antiga estação e carteiras de identidade perdidas. 
Bonfati propõe uma escavação arqueológica para ressignificar a relação do homem com o seu entorno. Os espectadores serão estimulados a refletir sobre o que é descartado. Irão extrair objetos do solo e catalogá-los. 
"O próprio ato de escavar a terra é um jogo tátil, distante da nossa realidade, em que tudo é impermeabilizado. Acredito que a intervenção irá produzir algum sentido nas pessoas", aposta. 

CIDADE SUBMERSA

QUANDO hoje, às 18h 
ONDE entre av. Duque de Caxias e r. Galvão Bueno(tel.0/xx/11/ 3255-2713) 
QUANTO grátis 
CLASSIFICAÇÃO não informada 

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nildo Avelino | UFPB - Universidade Federal da Paraíba - Academia.edu

Nildo Avelino | UFPB - Universidade Federal da Paraíba - Academia.edu

Avelino: Anarquismos e governamentalidade - Google Acadêmico

GOVERNAMENTALIDADE:
Avelino: Anarquismos e governamentalidade - Google Acadêmico

GOVERNAMENTALIDADE

REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA
Dossiê "Dominação e contra-Poder"
n º 5 - Brasília, janeiro / julho de 2011
Governamentalidade e Democracia liberal: Novas Abordagens em Teoria Política
Nildo Avelino
Resumo

Curso inédito no Du gouvernement des vivants (1980), Foucault introduziu o Tema daanarqueologia ABORDA Que o Governo dos Homens Pela Verdade. Este ARTIGO Procura situar uma anarqueologia n um Contribuição Mais Importante de Foucault par com o debate uma Teoria Política: OS estudos em governamentalidade . Ao conferir Maior Grau de Complexidade Às Investigações de Foucault Acerca do Poder, um anarqueologia possibilita Repensar uma Força causal dos Discursos nd Prática Política e estabelecer interlocuções não Sobre debate como democracias LIBERAIS eA Constituição do Sujeito Democrático no interior do Seu campo reflexivo.

Palavras-chave: t eoria p olítica; d emocracia l iberal; s ubjetividade; g overnamentalidade;um narqueologia.

GOVERNAMENTALIDADE

REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA 
Dossiê "Dominação e contra-Poder"
n º 5 - Brasília, janeiro / julho de 2011
Governamentalidade e Democracia liberal: Novas Abordagens em Teoria Política 
Nildo Avelino
Resumo

Curso inédito no Du gouvernement des vivants (1980), Foucault introduziu o Tema daanarqueologia ABORDA Que o Governo dos Homens Pela Verdade. Este ARTIGO Procura situar uma anarqueologia n um Contribuição Mais Importante de Foucault par com o debate uma Teoria Política: OS estudos em governamentalidade . Ao conferir Maior Grau de Complexidade Às Investigações de Foucault Acerca do Poder, um anarqueologia possibilita Repensar uma Força causal dos Discursos nd Prática Política e estabelecer interlocuções não Sobre debate como democracias LIBERAIS eA Constituição do Sujeito Democrático no interior do Seu campo reflexivo.

Palavras-chave: eoria olítica; emocracia iberal; ubjetividade; overnamentalidade;um narqueologia.

 Ler: GOVERNAMENTALIDADE

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Proudhon, Foucault e a "anarqueologia dos saberes&quot

Check out this website I found at bv.fapesp.br

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Santiago, Chile, de 12 a 16 de julho de 2009.

Political Theory
Nildo Avelino

Abstract
At the 1990s post anarchism brought forward analogies between 19th and 20th Century anarchist thought, and
what we may call poststructuralist thinking. This allowed anarchism to  be returned to the academy, not as an
object of study, but as an analytical tool for studying the exercise of power. None the less, according to  post
anarchists, anarchism don’t makes distinctions between its own thinking and Marxist or liberal theories on the
subject of power, in  that anarchism understands power as essentially  repressive and  acting  against a
fundamentally good human nature. In this paper I take a positive approach to anarchism, offering an analysis in
terms of the relations of forces in  the political arena; this is a fundamental approach  in  studies in 
governmentality. Foucault, rejecting  both  legal and  liberal as well as Marxist approaches in  his analysis of
power, brought to bear what he called the “Nietzchean hypothesis”, which examines together both principle and 
motive in political power in society, in war, struggle and confrontation. Proudhon understood war as stemming
from a state of continual conflict of forces, operating at the level of the individual, the state and the economy.
With  this understanding  of struggle, he distanced  himself from the lawcentric influences of the French
Revolution  and  also  from the historical school of Savigny, directing  his critique at government as a practical
authority. Proudhon bases his analysis of government on the way it works, on how government power is used.
Keywords: Anarchism, Postanarchism, Proudhon, Foucault, Power, Government
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Santiago, Chile, de 12 a 16 de julho de 2009.

Nildo Avelino
Sessão: Political Theory.
Resumo
Nos anos 1990 é colocado em evidência pelo pós-anarquismo um certo número de analogias entre o pensamento 
anarquista dos séculos XIX e XX e aquilo  que se convencionou chamar pensamento  pós-estruturalista. Isso 
permitiu  ao  anarquismo  entrar na universidade não  mais como  objeto  de estudos, mas como  instrumento 
analítico para analisar o exercício do poder. Todavia, segundo o pós-anarquismo, o anarquismo compartilha da
mesma análise do  poder das teorias marxistas e liberais, análise que toma o  poder como  essencialmente
repressivo  agindo  sobre uma natureza humana boa. Neste artigo  proponho  uma abordagem positiva do 
anarquismo, através de uma analítica em termos de relação  de forças no  domínio  político, um dos aspectos
fundamentais dos estudos em governamentalidade. Foucault, ao  recuar tanto  a concepção  jurídica e liberal
quanto a concepção marxista, introduziu na sua analítica do poder o que chamou de “hipótese Nietzsche” que
consiste em tomar como  princípio  e motor do poder político  de nossas sociedades a guerra, a luta e o
afrontamento. Proudhon retomou a guerra a partir de estado de combate perpétuo de forças agindo do indivíduo 
à economia política. Com esta lógica guerreira, se esquiva das influências do  legiscentrismo  resultante da
Revolução Francesa, bem como de seu oposto, a escola histórica de Savigny, dirigindo sua crítica ao governo 
como  práticas de autoridade. Proudhon estabelece sua análise do  governo a partir de seu exercício efetivo, de
como o poder governamental é exercido.
Palavras-chave: Anarquismo, Pós-anarquismo, Proudhon, Foucault, Poder, Governo

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Nildo Avelino

Anarquismo e Governamentalidade poder e governo em Proudhon e Foucault

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Revista Brasileira de Ciências Sociais - Governamentalidade e Anarqueologia em Michel Foucault

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sábado, 18 de junho de 2011

VÊNUS NEGRA

Cineasta recupera trágica exploração do corpo negro 

"Vênus Negra" narra a história de africana exibida como fera na Europa

Abdellatif Kechiche, diretor do filme, diz que a obra reflete o olhar que os europeus lançam sobre os estrangeiros 

ANA PAULA SOUSA
DE SÃO PAULO 

Exibido pela primeira vez no Festival de Veneza, em 2010, "Vênus Negra" causou impacto na plateia cinéfila e majoritariamente branca. 
Parte do público, concluídas as duas horas e 40 minutos de projeção, aplaudiu fortemente o filme. Parte, respirou com alívio: tinha acabado o sofrimento. 
Para recuperar a tragédia de Saartjie Baartman, a Vênus do título, mulher que foi tirada da África no século 19 para fazer "espetáculos" na Europa, o diretor Abdellatif Kechiche colocou o espectador do século 21 no lugar dos espectadores da época. 
O filme refaz, passo a passo, o curso da mulher que, pela diferença física, atraiu o olhar burguês. Exibida primeiro como fera e depois como "artista", Saartjie iniciou seu périplo em Londres e terminou a vida em Paris. 
Nos salões de luxo e luxúria, tinha os seios apalpados pelos homens e o cabelo tocado pelas mulheres. Sua voz jamais era ouvida. 
É sobretudo na reconstituição dos "espetáculos" feitos por esse corpo que se apoia a narrativa de "Vênus Negra". E foi a reiteração dessas cenas que motivou algumas críticas feitas a Kechiche em Veneza -apesar de os elogios prevalecerem. 
Dois dias após a exibição do filme, o diretor conversou com aFolha. Era visível sua irritação com tais críticas. "Me assusta e me incomoda alguém achar que eu possa ter passado do limite. Não aceito que questionem minha liberdade." 
Nascido na Tunísia e radicado na França, Kechiche, 50, participou de vários filmes como ator antes de estrear na direção. O cineasta interessou-se pela história quando, no ano 2000, a África do Sul pediu a reconstituição do corpo de Saartjie, que passara 200 anos num museu francês. 
"Não se trata necessariamente de uma história do passado", diz. "Esse corpo foi exibido até o fim do século 20. E o que aconteceu com ela não me parece tão distante do terrível discurso de certos políticos franceses." 
O cineasta se refere ao olhar que os europeus -e os franceses, em especial- depositam sobre os estrangeiros neste início de século. 
"Proponho uma reflexão sobre nosso olhar não apenas sobre os outros, mas sobre as imagens que consumimos." 
As cenas que Kechiche deseja entregar não apaziguam nem divertem. "O cinema pode apenas entreter. Mas eu acredito na força espiritual do cinema, acredito que podemos comunicar algumas coisas aos homens por meio dele", reitera. 
Em "Vênus Negra", parte dessa força vem do rosto da atriz Yahima Torres, de origem cubana, que faz aqui sua estreia no cinema. "Seu rosto carrega toda a experiência, toda inteligência e todo o sofrimento pelo qual a Saartjie passou." 

VÊNUS NEGRA 

DIREÇÃO Abdellatif Kechiche 
PRODUÇÃO França/Itália/, 2010 
COM Yahima Torres, André Jacobs 
ONDE nos cines Espaço Unibanco Pompeia, Frei Caneca e Reserva Cultural 
CLASSIFICAÇÃO 16 anos 

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Solicito divulgação da carta abaixo. Abraços.

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Marcelo Zelic <mzelic@uol.com.br>
Data: 17 de junho de 2011 20:32
Assunto: Solicito divulgação da carta abaixo. Abraços.
Para: Gelson Lima Santos <gelsonlimasantos2009@hotmail.com>


Solicitamos divulgação da carta abaixo assinada por, Anivaldo Padilha, Marcelo Zelic, Roberto Monte e Vicente Roig e publicada no site Conversa Afiada.
 
Contamos com o apoio.
 
Abraços
 
Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória
(11) 3052-2141
(11) 9206-9284
www.armazemmemoria.com.br
mzelic@uol.com.br
 
Lixo_debaixo_do_tapete_genizah
imagem: Genizah Hermes Fernandes
 
CUMPRA-SE A SENTENÇA INTEIRA
Por Anivaldo Padilha, Marcelo Zelic, Roberto Monte e Vicente Roig *

O estado brasileiro publicou no site da Secretaria de Direitos Humanos comunicado informando que efetuou a publicação no Diário Oficial e no jornal O Globo dia 15/06 da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o caso Julia Gomes Lund e outros.

Diz a nota da Ministra:

“Publicar o resumo dessa sentença é parte do cumprimento do Estado brasileiro em relação ao que foi decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso da Guerrilha do Araguaia (1972-1975).

Dentre os aspectos emblemáticos da sentença destaca-se a necessidade de continuar as buscas para identificar e entregar os restos mortais dos desaparecidos políticos aos seus familiares; oferecer tratamento médico, psicológico e psiquiátrico para as vítimas que requeiram e, sistematizar as informações sobre a Guerrilha e demais violações ocorridas durante o regime militar no Brasil.”

De fato, é parte do cumprimento da sentença dar ciência à população brasileira dos termos da condenação do Brasil pelos fatos ocorridos na Guerrilha do Araguaia, cumprir o prazo de divulgação, mesmo que no último dia, sinaliza desejo de cumprimento, mas destacar como emblemático somente as buscas aos desaparecidos, é reduzir a abrangência da condenação que o Brasil sofreu na Corte.


É necessário que o país cumpra a sentença INTEIRA. A apuração dos fatos e a responsabilização dos culpados pelos assassinatos, torturas e desaparecimentos forçados, entendidos na jusrisprudência da Corte Interamericana como crimes de lesa-humanidade, TAMBÉM TEM DE SER cumprida pelo Estado.


Estamos no meio do ano e para cumprir a sentença é preciso remover os obstáculos que impedem a apuração e a responsabilização dos autores destes crimes julgados na Corte, ou seja, reorientar o judiciário brasileiro sobre a interpretação da Lei de Anistia, possibilitando aos atingidos e ao Ministério Público Federal abrirem processos e para isso a posição da AGU vai na contra-mão das intenções sinalizadas pela Ministra Maria do Rosário em seu comunicado.


No capítulo XI da sentença, que trata sobre as reparações esperadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, temos que o estado Brasileiro tem a obrigação de investigar os fatos e se for o caso punir. Desta forma o posicionamento da AGU reafirmando a prevalência da decisão do STF frente aos tratados internacionais, incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro, é uma afronta à Corte e aos cidadãos brasileiros.


Não se cumprem sentenças condenatórias pela metade, não se escolhe o que cumprir e o que não cumprir de uma condenação.


PELO RESPEITO AOS TRATADOS INTERNACIONAIS PRESENTES EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO.

PELA REVISÃO DA DECISÃO DA ADPF 153 PELO STF.

PELA ALTERAÇÃO DA LEI DE ANISTIA E APROVAÇÃO DO PL DA DEPUTADA FEDERAL LUIZA ERUNDINA.

PELO FIM DO SIGILO ETERNO.

O não cumprimento integral da sentença, diminue o esforço pela criação da Comissão da Verdade. Discutirmos sua criação e silenciarmos frente a revisão da ADPF 153 traz insegurança jurídica para o avanço dos direitos humanos no Brasil e nega-se a justiça.

Sabemos do compromisso da Ministra Maria do Rosário com o direito à verdade e a justiça, mas é impensável para os defensores de direitos humanos que o Governo de nossa presidenta Dilma Rousseff insista em remar contra a corrente da evolução dos direitos humanos e da luta contra os crimes de lesa-humanidade no continente e procure esconder em baixo do tapete a impunidade que tanto tem prejudicado nosso país !


Para os que desejarem consultar os termos da condenação do Brasil vejam a partir das páginas apontadas abaixo.


XI. REPARAÇÕES 245


A. Parte Lesionada 251

B. Obrigações de investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis, e de determinar o paradeiro das vítimas 253

C. Outras medidas de reabilitação, satisfação e garantias de não repetição 264

D. Indenizações, custas e gastos 298


Leia aqui a íntegra da sentença:

http://www.direitoshumanos.gov.br/sobre/sistemasint/lund.pdf


Abraços

*
Anivaldo Padilha

Ex-preso político

Membro da Igreja Metodista e associado de KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço


Marcelo Zelic

Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Coordenador do Projeto Armazém Memória


Roberto Monte

Coordenador da Rede de Direitos Humanos e Cultura – DHNet

Coordenador do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular do Rio Grande do Norte


Vicente Roig

Advogado

Ex-preso político

Vice-Presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Secretário Geral do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Lésbicas de Cristo

Igreja evangélica fundada por mulheres homossexuais no centro de São Paulo quer acolher " escorraçados pela intolerância"

Eduardo Anizelli/Folhapress
Pastora Rosania Rocha (à esq.) e a missionária Lanna Holder 

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO 

Lanna Holder, a ex-lésbica, ex-drogada e ex-alcoólotra pregadora evangélica, era a prova cabal do poder curador de Deus na vida dos que nele creem. Pois foi só se converter ao evangelho, e Lanna, então com 20 anos, deixou para trás um pelotão de namoradas suspirantes e as noitadas movidas a cocaína e hectolitros de álcool, consumidos diariamente.
"Centenas de ministérios disputavam "a tapas" a presença da carismática Lanna em seus púlpitos. Em pouco tempo, ela se transformou em uma espécie de "avatar da sorte" para quem quisesse manter sua congregação lotada", escreve um pastor, a respeito da hoje desafeta.
Lanna subia ao altar e contava com voz de contralto como o milagre ocorrera em sua vida "dissoluta". A apoteose era quando apresentava o maridão emocionado e o filho. O templo vinha abaixo.
Dezesseis anos depois da conversão, a campeã da fé, agora com 36 anos, acaba de abrir uma nova igreja evangélica em São Paulo, a Comunidade Cidade de Refúgio, no centro de São Paulo.
Surpresa: em vez dos testemunhos de como se curou da "praga gay", Lanna Holder rendeu-se à homossexualidade. Ela tem até uma companheira na empreitada, a pastora e cantora gospel Rosania Rocha, 38.
As duas estão juntas há cinco anos, desde que largaram os maridos e oficializaram seus divórcios. No tempo em que era o troféu da fé, Lanna lidou com o que hoje chama de "culpa extrema". "Eu pregava o que desejava que acontecesse comigo", diz.
Para evitar reincidir, mortificou a carne com jejuns e subidas e descidas de montes, em uma espécie de cooper -para cansar mesmo.
Participou de "campanhas de libertação" todas as quartas-feiras, incluindo rituais de quebra de maldição e cura interior. Por fim, submeteu-se a sessões de "regressão ao útero materno", nos moldes preconizados no início do século 20 pelo terapeuta Otto Rank (1884-1939). "Não deu certo", ela diz.
Chamada para pregar em Boston, nos EUA, bastou encontrar os olhos claros da mineira Rosania para todo o "trabalho" naufragar. Rosania também se apaixonou.
Elas pediram ajuda aos pastores, oraram muito para evitar. Ficaram quase um ano sem se ver. Mas não deu.
Depois de um acidente de carro que lhe deslocou da bacia o fêmur direito, esmagou-lhe o pulmão, causou trauma cardíaco, fratura em quatro costelas e dilaceração do fígado -hoje, uma grossa cicatriz de 0,6 metro de comprimento cruza todo o tronco de Lanna-, as duas resolveram, enfim, viver juntas.
Sobre os pastores que as acusam de criarem um lugar de culto a Satanás, uma filial de Sodoma e Gomorra, as duas líderes religiosas dizem apenas: "A nossa igreja é de Cristo, não é de lésbicas ou gays. Mas queremos deixar claro que somos um refúgio, acolhemos todos os machucados e feridos, todos os que foram escorraçados pela intolerância".
No primeiro dia, a nova igreja juntou 300 pessoas.

COMUNIDADE CIDADE DE REFÚGIO
ONDE
 Avenida São João, 1.600, Santa Cecília
QUANDO Quartas, sextas e sábados, às 20h. Domingo, às 18h

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Gangues de PMs comandam ataques a caixas, diz polícia

As quatro quadrilhas têm cerca de cem integrantes, sendo 26 deles policiais

"Prisões são só a ponta do iceberg", diz policial; série de ataques já provocou nove mortes, sendo três de inocentes

Edson Silva/Folhapress
Caixas eletrônicos atingidos por explosivos no interior 

DE SÃO PAULO

Quatro quadrilhas integradas por policiais militares comandam a onda de ataques a caixas eletrônicos iniciada desde o início do ano no Estado de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, as gangues de PMs são responsáveis pela maior parte dos 77 assaltos a caixas -muitos com o uso de explosivos.
Entre a noite de segunda e a madrugada de ontem, oito caixas eletrônicos foram alvo de criminosos -em um dos casos, um mercadinho em Osasco (Grande SP) foi totalmente destruído.
Na cidade de Patrocínio Paulista, uma quadrilha foi perseguida pela polícia e três suspeitos foram mortos.
Cada caixa tem, em média, de R$ 70 mil a R$ 100 mil. Os ataques ocorrem em áreas onde as quadrilhas conseguem informações privilegiadas sobre o policiamento.
Os criminosos recebiam detalhes sobre os locais e horários onde os carros da polícia iriam passar.
As quatro gangues, diz a polícia, reúnem cerca de cem criminosos, sendo 26 PMs. Somente entre sábado e ontem, oito deles foram presos.
Todos os PMs suspeitos são monitorados atualmente pelo Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), da Polícia Civil.
"Essas prisões são a ponta do iceberg. O esquema é enorme, envolve mais de cem pessoas. São quatro quadrilhas interligadas", disse o diretor do Deic, Nelson Silveira Guimarães.
Dois dos sete presos ontem foram apontados como principais aliciadores de PMs: André Luiz Gejuíba Leite e João Paulo Victorino de Oliveira, 31, PM do Batalhão de Trânsito. A reportagem não teve acesso aos advogados deles.
Em dezembro de 2010, 14 PMs da região de Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), foram presos também sob suspeita de roubar caixas.

MORTES
Até ontem, morreram seis suspeitos dos ataques e três inocentes -estes últimos atingidos por balas perdidas.
O pamonheiro Geraldo Magela Lourenço, 37, foi morto por PMs no dia 26 de abril, quando uma quadrilha tentava atacar os caixas eletrônicos do Ipê Clube, ao lado do parque Ibirapuera. Ele foi confundido com um ladrão.
Em 15 de abril, um menino de sete anos foi morto com um tiro de fuzil quando ladrões tentaram roubar seguranças que abasteciam um caixa eletrônico no Grajaú (zona sul de SP). Um dia antes, ladrões atacaram dois caixas na Saúde. Ao fugir, atiraram contra um PM.
(GIBA BERGAMIM JR., ANDRÉ MONTEIRO e ANDRÉ CARAMANTE) 


Próximo Texto: Antes de explosões, ladrões sabiam onde estava ronda policial
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terça-feira, 31 de maio de 2011

ARSENAL de flores na Marcha da Liberdade

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sábado, 28 de maio de 2011

Justiça proíbe Marcha da Liberdade em São Paulo

Grupo diz que fará ato de hoje mesmo assim

DE SÃO PAULO

O Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu ontem a Marcha da Liberdade marcada para hoje, no centro da cidade, em protesto contra a violência policial durante a Marcha da Maconha no sábado passado.
Os organizadores do evento dizem que o protesto não será cancelado. Em um comunicado em seu site, eles declaram que a proibição de última hora "é a maior prova que poderíamos ter de que nossa causa é urgente e real".
A ordem da Justiça foi dada após o Ministério Público pedir que a decisão que suspendeu a Marcha da Maconha tivesse o mesmo efeito para o ato de hoje. O desembargador Paulo Antonio Rossi autorizou o pedido.
Para o desembargador, a nova manifestação seria a mesma que já foi proibida, tendo os organizadores mudado apenas o nome.
A Marcha da Maconha -que defendia a descriminalização das drogas no país- teve uso de balas de borracha e bombas de efeito moral contra manifestantes.
Imagens da TV Folha mostram a violência da polícia. Um repórter foi atingido por jatos de spray de pimenta por um PM e por uma agente da Guarda Civil Metropolitana, que ainda atacou o repórter -que portava crachá- com um golpe de cassetete.
Ontem, ativistas se reuniram com a PM e com a GCM para discutir a realização do novo protesto. A polícia disse que não pode tolerar apologia a crimes. Já os ativistas se comprometeram a falar só de liberdade de expressão.

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Católicas pelo Direito de Decidir

Católicas pelo Direito de Decidir
A vitoriosa pressão contra o kit anti-homofobia da bancada religiosa, majoritariamente composta por conservadores evangélicos e católicos, em um momento em que denúncias de corrupção atingem o governo, traz de volta ao cenário político a velha prática de se fazer uso de direitos civis como moeda de troca. Trocam-se, mais uma vez, votos preciosos e silêncio conivente pelo apoio ao preconceito homofóbico que retira de quase vinte milhões de brasileiros e brasileiras o direito a uma vida sem violência e sem ódio. A dignidade e a vida de pessoas LGBTTI estão valendo muito pouco nesse mercado escuso da política do toma-lá-dá-cá, senhora Presidenta! E o compromisso com a verdade parece que nada vale também...

Carta aberta de Católicas pelo Direito de Decidir à Presidenta Dilma Rousseff (27/05/2011)

http://www.catolicasonline.org.br/ExibicaoNoticia.aspx?cod=1351
 
27/05/2011
Estado laico. O que é isso, companheira?
Carta aberta de Católicas pelo Direito de Decidir à Presidenta Dilma Rousseff sobre a polêmica criada em torno do kit anti-homofobia

 Presidenta Dilma,

 

Estamos estarrecidas! A polêmica criada em torno do kit anti-homofobia e o recuo do governo federal ante as pressões vindas de alguns dos setores mais conservadores e preconceituosos da sociedade nos deixou perplexas. E temerosas do que se anuncia para uma sociedade que convive com os maiores índices de violência e crimes de morte cometidos contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersex (LGBTTI) do mundo. Temos medo de um retorno às trevas, senhora Presidenta, e não sem motivos.

A vitoriosa pressão contra o kit anti-homofobia da bancada religiosa, majoritariamente composta por conservadores evangélicos e católicos, em um momento em que denúncias de corrupção atingem o governo, traz de volta ao cenário político a velha prática de se fazer uso de direitos civis como moeda de troca. Trocam-se, mais uma vez, votos preciosos e silêncio conivente pelo apoio ao preconceito homofóbico que retira de quase vinte milhões de brasileiros e brasileiras o direito a uma vida sem violência e sem ódio. A dignidade e a vida de pessoas LGBTTI estão valendo muito pouco nesse mercado escuso da política do toma-lá-dá-cá, senhora Presidenta! E o compromisso com a verdade parece que nada vale também.

Presidenta, convenhamos, a senhora sabe que o kit anti-homofobia é um material educativo, que não tem por finalidade induzir jovens a se tornarem homossexuais, até mesmo porque isso é impossível, como tod@s sabemos. Não se induz ninguém a sentir amor ou desejo por outrem.   Mas respeito, sim. E ódio também, senhora Presidenta... ódio é possível ensinar! Poderíamos olhar para trás e ver o ódio que a propaganda nazista induziu contra judeus, ciganos, homossexuais. Porém, infelizmente, não precisamos ir tão atrás no tempo.  Temos terríveis exemplos recentes de agressões covardes e aviltantes a pessoas LGBTTI e o enorme índice de violência contra as mulheres acontecendo aqui mesmo,  em nosso próprio país.

Quando a senhora afirma, legitimando os conservadores homofóbicos, que é contra a propaganda da "opção" sexual, faz parecer que alguém pode, de fato, "optar" por sentir esse ou aquele desejo. Amor, desejo, afeto não são opcionais, ninguém escolhe por quem se apaixona, senhora Presidenta! Mas se escolhe ferir, matar, humilhar.

Quando a senhora diz que todo material do governo que se refira a "costumes" deve passar por uma consulta a "setores interessados" da sociedade antes de serem publicados ou divulgados, como estampam hoje os jornais, ficamos ainda mais perplexas. De que "costumes" estamos falando, senhora Presidenta? E de que "setores interessados"? Não se trata de "costumes", mas de direitos de cidadania que estão sendo violados recorrentemente em nosso país e em nome de uma moral religiosa conservadora, patriarcal, misógina, racista e homofóbica.  Trata-se de direitos humanos que são negados a milhões de pessoas em nosso país!  

E "setores interessados", nesse caso, deveria significar a população LGBTTI e todas as forças democráticas do nosso país que não querem  ter um governo preso a alianças políticas duvidosas, ainda mais com setores "interessados" em retrocessos políticos quanto aos direitos humanos da população brasileira.

O país que a senhora governa ratificou resoluções da ONU tomadas em grandes conferências internacionais, em Cairo (1994) e em Beijing (1995), comprometendo-se a trabalhar para que os direitos sexuais e os direitos reprodutivos sejam reconhecidos como direitos humanos. No entanto, até hoje pessoas LGBTTI morrem por não terem seus direitos garantidos. Mulheres morrem pela criminalização do aborto e pela violência de gênero.

Comemoramos quando uma mulher foi eleita ao cargo máximo de nosso país. Ainda mais porque, como boa parcela da sociedade, levantamos nossa voz contra o aviltamento do Estado laico, ao termos um uso perverso da religião nas campanhas eleitorais de 2010 para desqualificar uma mulher competente e com compromisso com a dignidade humana. Antes ainda, levantamos nossa voz a favor do III PNDH, seguras de que deveria ser um instrumento de aprofundamento do respeito aos direitos humanos em nosso país. Agora não temos o que comemorar, senhora Presidenta! Parece que o medo está, de novo, vencendo a verdade. E a dignidade.

Infelizmente, temos de - mais uma vez! - vir a público exigir que os princípios do Estado laico sejam cumpridos. Como a senhora bem sabe, a laicidade é essencial à democracia e não se dá pela simples imposição da vontade da maioria, pois isso resulta em desrespeito aos direitos humanos das minorias, sejam elas religiosas, étnico-raciais, de gênero ou orientação sexual. Não existe democracia se não forem respeitados os direitos humanos de todas as pessoas.  Impor a crença religiosa de uma parcela da população ao conjunto da sociedade coloca em risco a própria democracia, já que os direitos humanos de diversos segmentos sociais estão sendo violados.  Portanto, senhora Presidenta, não seja conivente! Não permita que alguns setores da sociedade façam do Estado laico um conceito vazio, um ideal abstrato.

Como Católicas pelo Direito de Decidir, repudiamos o uso das religiões neste contexto de manipulação política e afirmamos nosso compromisso com a laicidade do Estado, com a dignidade humana e nosso apoio ao uso do kit educativo pelo fim da homofobia nas escolas brasileiras.

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