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sexta-feira, 4 de março de 2011
FRENTE PAULISTA CONTRA A HOMOBIA
EXIBIÇÃO DA ENTREVISTA COM PARVIN ARDALAN
De: cine mulher <cinemulher@gmail.com>
Data: 4 de março de 2011 11:48
Assunto: EXIBIÇÃO DA ENTREVISTA COM PARVIN ARDALAN
Para:
Cinemulher: exibir, discutir, transformar
TRECHO DE TELEGRAMAS DE DIPLOMATAS VAZADOS PELO WIKILEAKS
TRECHO DE TELEGRAMAS DE DIPLOMATAS VAZADOS PELO WIKILEAKS "Embora a pregação de Alckmin por um choque de gestão tenha apelo no meio empresarial, os eleitores do Nordeste, que ele precisa conquistar para derrotar Lula, não têm ideia do que ele está falando"
IDEM
Opus Dei...
DE SÃO PAULO Em conversa com diplomatas americanos, o secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), afirmou que o governador Geraldo Alckmin pertencia à Opus Dei, relata um telegrama obtido pelo WikiLeaks.
O diálogo ocorreu em 14 de junho de 2006, quando o tucano disputava a Presidência. Matarazzo era secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras.
Procurado pela Folha, ele negou as opiniões registradas no documento e disse não se lembrar do encontro.
De acordo com o telegrama, o secretário definiu o atual chefe como um "católico conservador" e foi categórico quanto à sua atuação na igreja: "Obviamente Alckmin é um membro da Opus Dei, apesar das suas negativas, opinou Matarazzo".
O governador sempre negou ligação com a Opus Dei, uma das prelazias mais conservadoras do catolicismo. Ele não quis falar ontem.
Segundo o relato, Matarazzo via Alckmin como um político de "orientação direitista", que só conseguia ver o mundo "da perspectiva de São Paulo" e "não tinha ideia de como conduzir uma campanha nacional".
Ligado ao ex-governador José Serra (PSDB), o secretário teria afirmado que os aliados mais próximos de Alckmin, como o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), habitavam o "baixo clero" do PSDB.
Os alckmistas poderiam demonstrar "alguma habilidade política", mas não teriam "ideia do que é necessário para operar uma campanha em escala nacional".
Isso também valeria para o presidenciável. "Embora o mote do choque de gestão tenha apelo no meio empresarial, os eleitores do Nordeste, que Alckmin precisa conquistar para derrotar Lula, não têm ideia do que ele está falando", anotaram os diplomatas após o encontro.
O telegrama afirma que o tucano foi claro ao dizer que Serra não se empenharia na campanha do aliado e que Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso participariam "sem nenhum entusiasmo".
"Matarazzo explicou que o PSDB não está fortemente unido em torno de Alckmin, apesar das manifestações públicas em contrário", diz o texto. "Aos 64 anos, Serra sabe que, se Alckmin vencer, suas chances de chegar à Presidência acabam." CAIPIRA
Em outro telegrama de 2006, os diplomatas relatam ter ouvido do então governador Cláudio Lembo (DEM) que FHC considerava Alckmin um "caipira".
De acordo com os documentos vazados, Matarazzo recebeu em seu gabinete o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Christopher McMullen, e um assessor político.
O secretário disse ontem que o relato dos diplomatas "não tem o menor fundamento" e que seu teor "certamente é uma besteira". "Nunca falei isso de Opus Dei. É um delírio", afirmou.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Carta de repúdio às atrocidades cometidas por skinheads e neonazistas
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Monise, pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), cita em seu currículo Lattes trabalhos que fez para a Angra.
MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO
Um orçamento de R$ 85,9 mil da Angra, de 2009, citava cinco profissionais. Quatro deles foram funcionários da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), segundo a assessoria de imprensa da secretaria. Um dos nomes citados ainda trabalha lá.
A CAP é o órgão que concentra as estatísticas criminais da polícia paulista.
Anteontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu o sociólogo Túlio Kahn, chefe dessa seção, depois de a Folhater revelado que ele era sócio da própria Angra.
Para Alckmin, a atividade pública de Kahn é incompatível com os negócios dele.
São os seguintes os profissionais que aparecem no orçamento da Angra e foram ou são funcionários da Secretaria da Segurança: Túlio Kahn, André Zanetic, Cristiane Ballanotti, Tatiana Moura e Monise Picanço.
Monise, pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), cita em seu currículo Lattes trabalhos que fez para a Angra.
Zanetic foi da secretaria, continua no órgão, mas agora com salário pago pela Federação das Empresas de Transporte de Carga, segundo um protocolo de intenções assinado em 2006.
A federação paga R$ 7.000 a dois funcionários da CAP para atuarem dentro da secretaria em levantamentos sobre roubo de carga.
A Angra tinha entre seus clientes a GR - Garantia Real, que atua na área de segurança privada, e a Emplasa, uma empresa do próprio governo do Estado. Para a GR a Angra fez um levantamento sobre roubos e assaltos a condomínios em São Paulo.
Há suspeitas de que a Angra funcionava dentro da própria secretaria. O endereço que aparece no contrato social da empresa, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), é um apartamento. Não há empresa no prédio, segundo o porteiro.
Atropelador de ciclistas no RS é preso em hospital
| Rafael Andrade/Folhapress |
DE PORTO ALEGREO bancário Ricardo Neis, 47, que atropelou e feriu pelo menos 16 ciclistas, foi preso por volta das 6h30 de ontem em um hospital psiquiátrico da zona sul de Porto Alegre. Uma equipe de policiais o mantém sob escolta, porque ele está internado no local.
O Hospital Parque Belém, onde Neis deu entrada anteontem à noite, não quer mantê-lo no local após ameaças e pressões de pessoas revoltadas com o caso.
No final da tarde de ontem, a instituição emitiu uma recomendação à Justiça para que o transfira para uma unidade psiquiátrica fechada.
Segundo o hospital, o atropelador sofre depressão profunda, com risco de suicídio.
O delegado Gilberto Montenegro, que investiga o caso, já pediu que o preso fique no Instituto Psiquiátrico Forense de Porto Alegre.
A transferência depende da juíza Rosane Michels, a mesma que decretou a prisão preventiva dele na terça.
Neis foi indiciado sob suspeita de tentativa de homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e sem defesa para as vítimas). OUTRO LADO
A defesa de Neis tenta evitar que ele seja transferido para o Instituto Psiquiátrico Forense, alegando que o local é inadequado para seu tratamento.
O advogado Jair Junco disse que pedirá um habeas corpus para suspender a prisão preventiva. "Ele não oferece risco à vida de qualquer outra pessoa que não a sua."
quarta-feira, 2 de março de 2011
Evangélicos...
votação da lei que torna crime homofobia
Marta promete agilizar votação da lei que torna crime homofobia GABRIELA GUERREIRO
Escolhida nesta quarta-feira para relatar no Senado o projeto que criminaliza a homofobia, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) prometeu dar celeridade à votação da matéria. O projeto tramita na CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado e ainda precisa passar pela análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes de seguir para o plenário da Casa.
Projeto que criminaliza a homofobia é desarquivado no Senado
Ato em São Paulo defende lei contra homofobia
Marta foi designada relatora pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que assumiu a presidência da CDH do Senado nesta quarta-feira. A senadora disse que, diante das situações extremas de agressões registradas contra homossexuais nos últimos meses, o Congresso deve ter pressa para analisar a matéria.
"Não podemos mais admitir situações de homicídio, que temos presenciado, de humilhação, xingamentos e espancamentos de homossexuais", afirmou Marta.
A proposta prevê punição para uma série de discriminações e preconceitos, entre eles pela orientação sexual. O projeto chegou a ser arquivado no final da última legislatura, mas Marta reuniu as 27 assinaturas necessárias para permitir que voltasse a tramitar no Senado.
A principal barreira para a aprovação do texto está na bancada evangélica, que vê a possibilidade de censura às pregações dos pastores. A ABLGT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), por outro lado, se articula para fazer uma ampla defesa do projeto no Congresso.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Noronha sofre com lixo fora de controle
| Fotos Adriano Vizoni/Folhapress |
ENVIADA A FERNANDO DE NORONHAA caminho da paradisíaca praia da Cacimba do Padre, uma das preferidas dos surfistas em Fernando de Noronha, o cheiro de lixo chega às narinas dos visitantes.
O motivo pode ser visto de cima, já na chegada ao arquipélago: os dejetos se acumulam em um terreno próximo, entre a praia e o aeroporto.
Conhecido simplesmente como "lixão" entre os moradores, o local é, oficialmente, uma usina de compostagem- processo que transforma resíduos orgânicos, como restos de comida, em adubo.
Na prática, porém, as imediações da usina funcionam como um grande depósito de lixo a céu aberto.
Isso acontece porque a quantidade de dejetos produzida no arquipélago é muito maior do que a capacidade de lidar com ele.
Por dia, na baixa temporada, são pelo menos 8,8 toneladas de resíduos. No período com mais turistas, o número chega a 10 toneladas.
A maior parte desse lixo (63%) -especialmente plástico, papelão, alumínio e alguns resíduos orgânicos- deveria ser mandada de volta para o continente, o que acaba não acontecendo.
No melhor dos cenários, o navio que faz o transporte consegue levar 95 toneladas a cada 20 dias. Ou seja: sobram pelo menos 15 toneladas de lixo por viagem.
Sem ter como sair da ilha, o excedente, que chega a 31 toneladas na alta temporada, acaba acumulado na área externa ao lado da usina.
Embora os resíduos estejam separados por tipo e acondicionados em grandes sacos especiais, ainda se configura um lixão, na opinião de Eglê Teixeira, do Departamento de Saneamento e Ambiente da Unicamp. LIXÃO MODERNO
"A diferença é que é um lixão mais moderno, com tudo empacotado. Mas ele ainda oferece riscos, como a proliferação de ratos, sem contar uma possível contaminação do solo", afirma ela.
A administração do arquipélago, que é feita pelo governo de Pernambuco, informou que prepara um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, com consultas à comunidade.
Ele deve ficar pronto até junho deste ano e, com base nele, serão instituídas "outras práticas sustentáveis" para lidar com o problema.
O lixo orgânico também atrai muitas garças. "Como o local é muito próximo do aeroporto, há risco de acidentes aéreos", diz Teixeira.
Embora menos grave, há outro problema com o processo de compostagem ali: o risco de contaminação.
Como o adubo costuma ser usado em hortas e plantações para consumo humano, é preciso haver um controle rígido sobre a qualidade dos resíduos que vão formá-lo.
Não existe coleta seletiva em Fernando de Noronha. O lixo chega todo misturado e é separado por funcionários da usina. Com isso, aumentam as chances de que restos de comida, muito usados na compostagem, possam ter entrado em contato com substâncias tóxicas, como as de pilhas e baterias.
"Qualquer contaminação desse tipo no adubo usado para o consumo humano oferece graves riscos à saúde", afirma a pesquisadora.
A administração da ilha diz que há seleção criteriosa do material usado na compostagem e que a coleta seletiva deve ser implantada na ilha até julho deste ano.
Segundo o parlamentar, que é evangélico...
DE BRASÍLIA A possibilidade aberta pela Receita Federal de, a partir deste ano, homossexuais incluírem seus companheiros como dependentes na declaração do Imposto de Renda será questionada na Justiça e no Congresso Nacional.
O deputado federal Ronaldo Fonseca (PR-DF) vai ingressar hoje com uma ação popular na Justiça Federal para tentar impedir de imediato a dedução.
O argumento do deputado é que essa mudança só poderia ser feita por meio de uma alteração na legislação do Imposto de Renda.
A ação popular seria a forma mais rápida de impedir a nova regra, uma vez que as declarações do Imposto de Renda começam a ser entregues amanhã."CANETADA"
"A Receita, numa canetada, incluiu entre os beneficiários da dedução uma nova categoria [a dos casais homossexuais] e criou uma figura que ainda não existe, que é a união estável entre pessoas do mesmo sexo."
Segundo o parlamentar, que é evangélico, a decisão da Receita Federal é discriminatória, uma vez que o mesmo benefício não foi dado a pessoas que moram juntas, mas não vivem relação homoafetiva.
"Não é nada contra os homossexuais. O problema é que a Receita não pode usurpar o direito do Congresso de legislar", disse.
"Essa mudança depende de alteração na lei do Imposto de Renda para incluir entre os beneficiários da dedução os homossexuais."
A legislação tributária garante o benefício da dedução a companheiros e companheiras que vivem em união estável. Para Fonseca, o artigo 226 da Constituição limita essa possibilidade a uma relação entre homem e mulher. PARECER
Um parecer da Consultoria de Orçamento da Câmara sobre o assunto sustenta que "ampliar a aplicação de tal benefício para pessoas adultas do mesmo sexo apenas no direito tributário tem o condão de inovar e não meramente interpretar".
E considera que outra forma de tornar possível a mudança seria alterar a Constituição Federal. O Congresso também pode sustar o ato da Receita Federal.
A Folha não conseguiu contato ontem com a assessoria da Receita.
Deputado vai à Justiça contra decisão da Receita Federal sobre o assunto
DE BRASÍLIA A possibilidade aberta pela Receita Federal de, a partir deste ano, homossexuais incluírem seus companheiros como dependentes na declaração do Imposto de Renda será questionada na Justiça e no Congresso Nacional.
O deputado federal Ronaldo Fonseca (PR-DF) vai ingressar hoje com uma ação popular na Justiça Federal para tentar impedir de imediato a dedução.
O argumento do deputado é que essa mudança só poderia ser feita por meio de uma alteração na legislação do Imposto de Renda.
A ação popular seria a forma mais rápida de impedir a nova regra, uma vez que as declarações do Imposto de Renda começam a ser entregues amanhã."CANETADA"
"A Receita, numa canetada, incluiu entre os beneficiários da dedução uma nova categoria [a dos casais homossexuais] e criou uma figura que ainda não existe, que é a união estável entre pessoas do mesmo sexo."
Segundo o parlamentar, que é evangélico, a decisão da Receita Federal é discriminatória, uma vez que o mesmo benefício não foi dado a pessoas que moram juntas, mas não vivem relação homoafetiva.
"Não é nada contra os homossexuais. O problema é que a Receita não pode usurpar o direito do Congresso de legislar", disse.
"Essa mudança depende de alteração na lei do Imposto de Renda para incluir entre os beneficiários da dedução os homossexuais."
A legislação tributária garante o benefício da dedução a companheiros e companheiras que vivem em união estável. Para Fonseca, o artigo 226 da Constituição limita essa possibilidade a uma relação entre homem e mulher. PARECER
Um parecer da Consultoria de Orçamento da Câmara sobre o assunto sustenta que "ampliar a aplicação de tal benefício para pessoas adultas do mesmo sexo apenas no direito tributário tem o condão de inovar e não meramente interpretar".
E considera que outra forma de tornar possível a mudança seria alterar a Constituição Federal. O Congresso também pode sustar o ato da Receita Federal.
A Folha não conseguiu contato ontem com a assessoria da Receita.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Tortura Nunca Mais: O uso de armas não-letais
De: Marcelo Zelic <mzelic@uol.com.br>
Data: 27 de fevereiro de 2011 23:22
Assunto: Tortura Nunca Mais: O uso de armas não-letais
Para: Frei Alamiro <freialamiro@franciscanos.org.br>
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória
(11) 3052-2141
(11) 9206-9284
www.armazemmemoria.com.br
mzelic@uol.com.br
27 de fevereiro de 2011 às 15:51
Tortura Nunca Mais: O uso de armas não-letais
REGULAMENTAÇÃO DO EMPREGO DE ARMAS NÃO-LETAIS
A violência policial sofrida pelos estudantes durante as recentes manifestações contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, levanta um tema de fundamental importância para a cidadania e toda a sociedade. É preciso enfrentarmos a discussão da mudança de conduta das forças de segurança do estado frente à liberdade de manifestação e expressão. É inadimissível o emprego da força da forma que foi orientada em um estado democrático de direito, mostrando a falta de preparo para uma atuação que respeite os cidadãos e a constituição, deixando evidente a falta de parâmetros e o despreparo para o emprego e uso das chamadas armas não-letais.
A justiça de transição para operar de forma satisfatória na consolidação da democracia após uma longa ditadura como a nossa, tem como condição que o Estado Brasileiro atue em várias frentes para realizar uma efetiva mudança e o fortalecimento de instituições democráticas. No Brasil um dos aspectos mais importantes para a construção do Nunca Mais tem sido negligenciado e omitido do debate, ou seja, a visão do inimigo interno permanece inalterada nas forças de segurança que ainda agem contra as manifestações populares como se aqui o regime vivido fosse uma ditadura.
Temos de ter uma Comissão da Verdade, que possa consultar os arquivos militares, restabelecendo a verdade, apontando o caminho para que o ciclo da impunidade seja quebrado e para isso o Brasil deve cumprir integralmente a decisão da Corte Interamerica sobre o caso Araguaia, como bem demonstrou a OAB encaminhando, por sugestão do Prof. Comparato, ofício à presidenta Dilma, porém devemos também enfrentar o desafio de trazer as estruturas de segurança pública para que atuem dentro do conceito democratico de sociedade em que vivemos, pondo fim à criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.
O Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo oficiou a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo para que possamos ter acesso às normas internas e recomendações do emprego de armas não-letais feita pelos comandos das polícias de nosso estado aos seus subordinados policiais militares e da guarda civil, bem como a legislação. Entendemos que uma reformulação da mentalidade e conduta se faz necessária para o avanço e fortalecimento da democracia e passa pelo investimento e melhora das ouvidorias, da educação em direitos humanos junto à tropa, como também na criação de mecanismos de controle social como a regulamentação dos armamentos não-letais, envolvendo as entidades de direitos humanos e toda a sociedade num diálogo por reais mudanças nas forças de segurança em nosso país.
Atenciosamente,
Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória
www.armazemmemoria.com.br
mzelic@uol.com.br
"O negro é cozido
[São Paulo] 26/fev - Ataque de skinheads na Jornada Anti-Fascista
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Academia Paulista de Letras
Novo presidente quer popularizar atividades da APL Meta de Antonio Penteado Mendonça é abrir as portas da Academia Paulista de Letras para a sociedade de SPGestão eleita pretende implantar concurso de redação nas escolas públicas e digitalizar o acervo da instituição MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO Uma cerimônia curta, de discursos breves e muita música, marcou a posse de Antonio Penteado Mendonça na presidência da APL (Academia Paulista de Letras), na noite da última quinta.
O tom mais despojado do evento, realizado na sede da academia, no largo do Arouche, é o mesmo que Mendonça pretende imprimir à sua gestão.
"Nós queremos popularizar a Academia, abrir as portas da APL para a sociedade. A Academia era um clubinho fechado, mas nós estamos no século 21, não no século 19."
O novo presidente foi eleito em dezembro de 2010. Ele ocupará o lugar do desembargador José Renato Nalini, que, na nova gestão, assume o cargo de secretário-geral.
Nos últimos quatro anos, Mendonça já havia sido primeiro-secretário durante o mandato de Nalini.
A continuidade na direção da APL não se resume à equipe. Mendonça afirma que a nova presidência será um prosseguimento natural da anterior.
"Vamos incrementar políticas de interação, com a realização de cursos, videoconferências e palestras em escolas públicas", diz ele.
Os estudantes da rede pública do Estado são o foco da Academia. Ainda neste ano, um concurso de crônica, conto e poesia deve envolver cerca de 150 mil alunos.
Outra meta é digitalizar o acervo de 100 mil livros da biblioteca da APL. Mendonça está em negociação com universidades privadas interessadas em financiar o projeto.
Embora represente o grupo majoritário da APL, a tendência "popular" não é unânime entre os acadêmicos.
"Essa abertura é apenas um factoide. A APL sempre esteve ligada à sociedade", diz o poeta Mário Chamie.
"Acontece que antes havia produção relevante de interesse geral. Agora, quando a maioria dos acadêmicos não tem uma sólida formação literária, fica difícil ter algo para divulgar", fala o poeta.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
câncer de intestino
População deve consumir até 70g de carne vermelha por dia
PUBLICIDADE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
As pessoas devem limitar a quantidade de carne vermelha da dieta ao equivalente a três fatias de presunto, uma costeleta de cordeiro ou duas fatias de rosbife por dia, advertiram assessores do governo britânico nesta sexta-feira.
| SXC |
| As pessoas devem limitar a quantidade de carne vermelha da dieta ao equivalente a três fatias de presunto por dia |
A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph".
O CSN (Comitê Científico Consultivo em Nutrição), divulgou as recomendações com o intuito de reduzir o risco de câncer de intestino entre a população.
Evidências sugerem que o consumo de carne vermelha e processada aumenta as chances de contrair a doença e que as pessoas que comem 90 g ou mais por dia devem diminuir a quantidade.
Reduzir à média de 70 g por dia pode ajudar a diminuir o risco, disse o estudo da CSN.
A carne vermelha contém substâncias que já foram associadas ao câncer de intestino. Um composto em particular, que dá cor ao alimento, danifica o revestimento do cólon, de acordo com pesquisas anteriores.
O WCRF (World Cancer Research Fund) recomenda limitar o consumo a 500 g de carne vermelha cozida por semana (cerca de 700 g a 750 g de carne crua).
Ainda diz que as pessoas devem evitar carnes processadas por causa do risco ainda maior de câncer de intestino.
A estimativa do comitê é que 3.800 casos de câncer de intestino poderiam ser evitados se todos comessem menos de 70 g de carne processada por semana, e que cerca de 1.900 também poderiam ser prevenidos pela redução do consumo de carne vermelha para menos de 70 g por semana.
A carne processada é geralmente definida como qualquer carne defumada, salgada ou com conservantes químicos. Especialistas acreditam que este processo provoca a formação de carcinógenos [substâncias que afetam o DNA das células normais do epitélio respiratório, causando mutações em seu código genético], que podem danificar as células do corpo e permitir que o câncer se desenvolva.
O governo publicou nesta sexta uma lista do que é considerado uma porção de 70 g de carne vermelha ou processada: uma fatia fina de bacon; dois hambúrgueres de carne de vaca; seis fatias de salame; uma costeleta de cordeiro; duas fatias de rosbife de cordeiro ou de porco; ou três fatias de presunto.
Os homens são mais propensos a comer mais carne vermelha e processada --42% comem mais do que 90 g por dia em comparação a 12% das mulheres.
Cerca de 90 g de carne cozida é equivalente a cerca de 130 g de carne crua, devido à perda de água durante o cozimento.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
élisée reclus
From: Everaldo Tavares <tavaresinspetor@yahoo.com.br>
Date: 2011/2/24
Subject: Enc: élisée reclus
To: reclus@yahoo.com.br
"Eu me senti um nada", afirma mulher xingada por prefeito
Na ocasião, três pessoas morreram soterradas em Manaus; Laudenice de Paiva, 37, diz que perdeu tudo na tragédia
KÁTIA BRASIL
DE MANAUS
Em um bate-boca, ela disse a Amazonino que não tinha como abandonar uma área de risco da cidade. Ele retrucou: "Então, morra".
Um dia antes, Laudenice perdeu tudo num temporal que matou três vizinhos.
Mãe de sete filhos e avó de um bebê, ela falou que pretende processá-lo.
Folha - Por que a senhora veio para o Amazonas?
Laudenice Cantalista de Paiva - Sou de Prainha, no Pará. E a vida lá era muito difícil. Meu marido arrumou emprego aqui e eu também. Trabalhava como doméstica. E como a sra. chegou a Santa Marta, em Manaus?
Vim porque não tinha condição de comprar terreno em outro canto. Não é uma invasão, mas é área de risco. Paguei R$ 6.000. No domingo, durante a chuva, a água invadiu a casa. Perdi o fogão. Fiquei sem roupa para usar. Como foi o encontro com o prefeito?
Pensei: "Vou correr para ele ajudar". Estava em estado de choque. Eu disse: "Só o senhor para solucionar nosso problema". Ele: "Quem manda invadir área de risco?"
Eu disse: "Não temos condições de morar onde o senhor mora. Por isso estamos aqui". Ele perguntou: "De onde você é?". Eu disse: "Do Pará". E ele: "Tá explicado".
Depois o pessoal da prefeitura saiu me empurrando.
Hoje me sinto muito humilhada [chora]. Passo na rua e o pessoal manga de mim.E quando ele disse "morra"?
Para mim, a vida acabou naquele momento. Eu me senti um nada.Sobre a moradia, o que ficou definido?
Meu desespero maior era para ter uma casinha. Todo mundo perdeu tudo.
Quando desabou a casa [dos vizinhos, matando três deles], ligamos para os bombeiros, mas eles não apareceram e nós cavamos com a mão para retirar os corpos.
Meu filho tirou uma criança. Meus filhos não dormem.O que a sra. vai fazer?
Minha vontade é processar por discriminação. Não pediu desculpas. Vou procurar meus direitos.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
convite
De: cibele troyano
Data: 23 de fevereiro de 2011 07:18
Assunto: convite
Para: cibeletroyano@ig.com.br
Cibele Troyano
A cantora e atriz traz um repertório formado por canções compostas e
interpretadas por Miriam Batucada. De um lado, sambas carregados de humor,
que falam sobre a Mooca, a noite paulistana, o Bexiga;
de outro, líricas e tristes canções de amor. Dia 26 de Fevereiro (sábado) às 13h30 (Praça de Eventos)
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 (Vila Mariana)
Tel: (11) 5080-3000 Ingressos: Grátis
SEMINÁRIO
amanhã, às 9h30 (av. Prof. Luciano Gualberto, 315; tel.
0/xx/11/3091-3724; grátis). A organização é de Antonio Sérgio
Guimarães e Lilia Schwarcz, da USP, e Pedro Meira Monteiro, da
Universidade de Princeton.
Maria Gadú
entre as cantoras da nova geração e lançará DVD com Caetano Veloso Marcos Michael/Folhapress A cantora Maria Gadú no apartamento onde mora, na Lagoa (RJ) MARCUS PRETO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO Maria Gadú tinha dez anos quando, sentada na areia de uma praia em
Ilha Grande (RJ), compôs os versos e a melodia de "Shimbalaiê". Em
cinco minutos. Voltando para casa, pegou o violão e foi achando os
acordes.
É a essa criança e a essa tarde na areia que Gadú, hoje com 24 anos,
deve praticamente tudo o que conquistou na vida. E não é pouco.
Entre o lançamento de seu álbum de estreia, em 2009, e este começo de
2011, a cantora se tornou fenômeno comercial. Emplacou, na sequência,
cinco músicas em novelas e minisséries da Globo -emissora que comanda
sua gravadora, a Som Livre.
Apareceu cantando na minissérie "Maysa", a convite do diretor Jayme
Monjardim. E, desde então, nunca mais parou de tocar no rádio.
Tanta exposição se refletiu em números. O primeiro CD, que lançava
"Shimbalaiê", vendeu, segundo a gravadora, cerca de 180 mil cópias. O
pacote "Multishow ao Vivo", com CD e DVD, que chegou às lojas no
finzinho do ano passado -e também tem "Shimbalaiê"- já atinge, em seus
diversos formatos, os quase 160 mil exemplares. O QUERERES
Gadú nasceu em São Paulo, mas se mudou para o Rio há quatro anos. Vive
sozinha em um apartamento alugado. De sua janela, vê a Lagoa Rodrigo
de Freitas, paisagem nobre da zona sul carioca.
Sua vasta coleção de brinquedos divide o espaço da sala com jogos
eletrônicos, CDs, três violões, uma guitarra e Cachaça, o cão pug.
As portas da casa estão escritas a caneta, de cima a baixo. Na que dá
para a cozinha, a letra completa de "O Quereres", de Caetano Veloso.
"Onde queres revólver, sou coqueiro. E, onde queres dinheiro, sou
paixão. Onde queres descanso, sou desejo. E, onde sou só desejo,
queres não." Gadú tem fixação pela canção. Em janeiro, tatuou toda a
primeira estrofe -223 letras- na perna esquerda.
Caetano está por perto. No final do ano passado, dividiu com ela uma
série de shows.
Um dos encontros foi registrado e vai virar um DVD no segundo
semestre. O baiano considera esse trabalho o começo de um processo
profissional dele, que vai render outro disco com a BandaCê (leia
texto na página E4).
A maior parte das canções que agora fazem sucesso em sua voz foi
escrita quando ela tinha menos de 15 anos, sob influência de Marisa
Monte. Todos os "laralarilás" de Marisa, portanto, vieram para o début
de Gadú.
"Meu disco é uma mistura do universo que a Marisa me apresentou", diz.
"Foi por ela que conheci Arnaldo [Antunes], Nando [Reis], Carlinhos
Brown, Paulinho da Viola. Ela tem um lugar muito bonito dentro do meu
mundo."
Apesar das semelhanças vocais com Marisa, é de Cássia Eller que o
público mais se lembra quando a vê no palco. E, por causa de Cássia,
lhe cobra posturas.
"Querem que eu levante a bandeira do "sou gay". Não quero. Senão
parece que estou menosprezando a outra opção, o hétero. Não dou nome
ao que sou, por que que vou falar que viado é do caralho? É do caralho
mesmo, mas hétero também é. Além do mais, eu não sei quem vou conhecer
amanhã."
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Prefeito diz "morra" a mulher em área de risco
local; ele ainda ironizou a origem da paraense KÁTIA BRASIL
DE MANAUS
FELIPE LUCHETE
DE BELÉM O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), que disse "morra" a uma
moradora de área de risco que argumentava não ser uma escolha sua
estar ali, provocou reações no Congresso.
Anteontem, ele visitava a comunidade Santa Marta, área de risco de
desabamento na periferia de Manaus. A desempregada Laudenice Paiva,
37, disse a Amazonino que não se mudaria de lá porque não tinha
dinheiro.
"Minha filha, então morra, morra, morra!", respondeu o prefeito. Em
seguida, ele indagou de onde a moradora havia vindo.
Ela respondeu que era paraense. "Então "tá" explicado", afirmou Amazonino.
O bate-boca foi filmado por uma equipe de reportagem local e postado
anteontem no YouTube.
Em Brasília, a senadora paraense Marinor Brito, líder do PSOL, disse
que ingressará hoje com uma representação na Procuradoria-Geral da
República acusando Amazonino de discriminação.
O deputado federal Carlos Puty (PT-PA) declarou que entraria com
representações na Promotoria do Amazonas, uma criminal e um pedido
para garantir segurança dos moradores na área.
"Ele está culpando a vítima [pela situação de perigo], além de
desrespeitá-la pela sua origem", disse à Folha.
Em Manaus, o vereador Joaquim Lucena (PSB) disse que pedirá o
impeachment do prefeito."Ele afetou a honra da moradora e de uma
grande parcela da população que não tem moradia."
A seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Pará divulgou
ontem uma nota de repúdio sobre o incidente.
No documento, a OAB declara que o prefeito "se portou com desdém em
relação aos menos favorecidos pela sorte, ofendeu a moradora e o povo
do Pará de forma preconceituosa".
E pediu retratação. "Esperamos que a referida autoridade tenha a
grandeza de se retratar, desculpando-se com os pobres, que também
ajudaram a elegê-lo."
Ontem, Amazonino justificou-se dizendo que, ao falar "morra", usou
somente "uma expressão" e que, a seu ver, não houve qualquer tipo de
discriminação.
"Por que eu fiz a pergunta? Porque não é o Pará, é Roraima, Maranhão.
Quem não é de Manaus e vem para cá, uma cidade complexa e diferente,
fica fazendo habitações em lugares impróprios."
A Prefeitura de Manaus disse que, desde anteontem, retirou da área de
risco 30 famílias, incluindo a de Laudenice. Elas receberão
auxílio-aluguel de R$ 250.
Nordestino afirma que foi espancado perto da Paulista -São Paulo FASCISTA
quando foi agredido por seis jovens João Batista disse que ouviu "ele é nordestino, bate'; vítima teve uma
costela quebrada e quatro fraturas na face
AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO Um empresário de 59 anos afirma que foi espancado na madrugada do
último domingo na região da avenida Paulista por ao menos seis jovens
que ele diz não conhecer. Segundo a vítima, as agressões aconteceram
porque ele é nordestino.
A vítima, o maranhense João Batista Reis Freitas, diz que foi agredido
quando passava a pé pelo cruzamento da rua da Consolação com a alameda
Santos, no Jardim Paulista (zona oeste).
Enquanto levava chutes e porradas na cabeça e nas costelas, o
empresário afirma que escutava alguém gritar: "Ele é nordestino,
bate!"
"Não tentaram me roubar nem me disseram nada antes das agressões.
Simplesmente começaram a me bater sem nenhum motivo."
De acordo com o empresário, os ataques só terminaram quando uma
pessoa, que ele acredita ser um segurança que atua na região,
interveio e os agressores se assustaram fugindo a pé.
A vítima, que voltava de uma confraternização com amigos em um bar na
Bela Vista, só percebeu a gravidade dos ferimentos ao chegar em casa,
em Pinheiros.
"Ele estava com o rosto todo ensanguentado e se assustou quando se viu
no espelho", disse sua filha, a vendedora Pâmela Freitas, 26.
A agressão resultou em uma costela quebrada e quatro fraturas nos ossos da face.
Internado no hospital Beneficência Portuguesa, Freitas diz que há mais
de dez anos não era vítima de preconceito em São Paulo.
"Logo que me mudei para cá [em 1972] ouvi muita piada. Mas depois isso
parou porque eu nem ligava mais." REGISTRO
O empresário ainda não registrou boletim de ocorrência porque,
conforme ele, ainda não teve tempo de ir até uma delegacia.
No domingo, foi ao pronto-socorro do hospital. Medicado, retornou para
casa. Como as dores não passaram, retornou ao Beneficência Portuguesa
anteontem e uma equipe médica decidiu deixá-lo internado até a
realização de uma cirurgia para recompor os ossos de sua face. A
operação está marcada para depois de amanhã.
Assim que sair, ele pretende acionar a polícia. "Se não fizer o B.O,
mais pessoas podem ser vítimas e esses bandidos continuarão livres."
Desde novembro do ano passado, a região da avenida Paulista tem sido
palco de várias agressões contra pedestres. Quatro jovens foram
detidos em uma unidade da Fundação Casa (ex-Febem) por agredirem três
pessoas.
Important mail. T-update 100: Social-individualist anarchist tendency in the Egyptian revolt. The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peaceful non-ochlarchical libertarian resistance is carried by many protesters. The situation i
From: Anarchist International Information Service - AIIS <ifa@anarchy.no>
Date: 2011/2/22
Subject: Important mail. T-update 100: Social-individualist anarchist tendency in the Egyptian revolt. The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peaceful non-ochlarchical libertarian resistance is carried by many protesters. The situation in Libya
To: International newsmedia and mandated persons <fb@powertech.no>, "Anarchists and syndicalists etc." <fb@anarchy.no>
T-update 100: Social-individualist anarchist tendency in the Egyptian revolt. The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peaceful
non-ochlarchical libertarian resistance is carried by many protesters. The situation in Libya.
22.02.2011. Social-individualist anarchist tendency in the Egyptian revolt. The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peaceful non-ochlarchical libertarian resistance is carried by many protesters. The situation in Libya.
The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peaceful and non-ochlarchical libertarian resistance, was carried by many through the streets of Cairo a.o.t. during the symbolic revolution that ousted president Hosni Mubarak. This is a symbol used by peaceful non-ochlarchical anarchists in different mixes at least since the 1970s. Black stands for anarchism, the fist for resistance or protest, and white for peace and the non-ochlarchical. This time it was probably imported via the Canvas (Center for Applied Nonviolent Action and Strategies, Serbia and international), rooted back to Otpor (Resistance), that some paranoid marxist leftists think is run by the CIA. It is however likely that organizations and individuals in USA, also some with links to CIA, may have given some money to Canvas, as many others world wide have. Canvas in general exaggerates its influence.
But Canvas' program and ideas stand on its own feet, i.e. a somewhat Tolstoy-inspired but secular, non-violent, form of social-individualist anarchism and resistance. Canvas' strategy and Tolstoy-inspired strategies in general have however its limitations, and may be manipulated in contra-revolutionary direction. But it is useful as a part of a more general strategy: As mentioned a development towards real democracy in Egypt must be done by the people's actions, i.e. act with dignity, use real matter of fact arguments and add weight behind via direct actions, including industrial actions, and via organization, dialog and elections. The main strategy of The Anarchist International - AI/IFA is basically neither pacifism nor terrorism, and for as little as possible violence. The limitations of a pacifist strategy are clear in Libya, and the policy in Egypt was not 100% pacifist. For more information about the main anarchist strategy, see Antimilitarism - an anarchist approach - IJA 2 (38) and The International Conference on Terrorism - IJA 4 (31).
Anyway Canvas' influence in Egypt was and is limited, although in 2009, in Belgrade, Canvas gave Egyptian youthgroup April 6 lessons in peaceful protest. The Egyptians however did not adopt some of Otpor's more whimsical tactics. The influence of The Anarchist International - AI/IFA, and all its sections, see The official link-site of AI/IFA, including The International Workers of the World - Egyptian section and The Anarchist Confederation of Africa - Egyptian section, is most likely more important in this connection. A somewhat anarchist, and mainly social-individualist anarchist tendency, with an Egyptian local touch, was and is significant in the still mostly informal people's movement in the country. The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peacful non-ochlarchical libertarian resistance is carried by many protesters in Egypt.
Social-individualism, a libertarian tendency, is a centrist and progressive moderate form of anarchism, also called the third alternative, located between advanced social-democratic marxism and advanced social-liberalism on the economic-political map. Many social-individualists don't label themselves as anarchists for different reasons, but they are practically certain all de facto mainly moderate libertarians, i.e. for freedom and real democracy.
The anarchist black flag with a white fist, a symbol of peaceful non-ochlarchical libertarian resistance is carried by many during protests in Egypt.
By the way, the ultra-authoritarian, totalitarian, Muslim Brotherhood is sometimes sailing unders false anarchist black flag, documented by BBC 04.02.2011, and the International Anarchist Tribunal - IAT-APT handed out a Brown Card to the islamist movement for this serious break of the Oslo Convention.
Social-individualism, i.e. moderate libertarianism, including freedom and real democracy, is today an important tendency, especially regarding the middle to long term aim, also in Tunisia and in many other oppositions in North Africa and the Middle East. The earlier dominant islamist oppositions are less important today because the oppositions are broader people's movements, but islamism represents a contra-revolutionary strategic danger.
Libya: Gadhafi vows to die a martyr, calls on supporters to fight protesters in the street, Asscoiated Press reported: Libyan leader Moammar Gadhafi vowed to fight on to his "last drop of blood" and roared at his supporters to take to the streets against protesters in a furious, fist-pounding speech Tuesday after two nights of bloodshed in the capital as his forces tried to crush the uprising that has fragmented his regime. Gadhafi's call portended a new round of mayhem in the capital of 2 million people. The night before, residents described a rampage by pro-regime militiamen, who shot on sight anyone found in the streets and opened fire from speeding vehicles at people watching from windows of their homes. Tuesday morning, bodies still lay strewn in some streets. Gunshots in celebration were heard after Gadhafi's speech, aired on state TV and on a screen to several hundred supporters in Tripoli's central Green Square, witnesses said.
Swathed in brown robes and a turban, the country's leader for nearly 42 years spoke from behind a podium in the entrance of his bombed-out Tripoli residence hit by US airstrikes in the 1980s and left unrepaired as a symbol of defiance. At times the camera panned back to show the outside of the building and its towering monument of a gold-colored fist crushing an American fighter jet. But the view also gave a surreal image of Gadhafi, shouting and waving his arms wildly all alone in a broken-down lobby with no audience, surrounded by torn tiles dangling from the ceiling, shattered concrete pillars and bare plumbing pipes. "Libya wants glory, Libya wants to be at the pinnacle, at the pinnacle of the world," he proclaimed, pounding his fist on the podium. "I am a fighter, a revolutionary from tents ... I will die as a martyr at the end," he said, vowing to fight "to my last drop of blood."
Gadhafi [falsely] depicted the protesters as misguided youths, who had been given drugs and money by a "small, sick group" to attack police and government buildings. He said the uprising was fomented by "bearded men" - a reference to islamic fundamentalists - and Libyans living abroad. He called on supporters to take to the streets to attack protesters. "You men and women who love Gadhafi ... get out of your homes and fill the streets," he said. "Leave your homes and attack them in their lairs." "The police cordons will be lifted, go out and fight them," he said, urging youth to form local committees across the country "for the defense of the revolution and the defense of Gadhafi." "Forward, forward, forward!" he barked at the speech's conclusion, pumping both fists in the air as he stormed away from the podium. He was kissed by about a dozen supporters, some in security force uniforms. Then he climbed into a golf cart-like vehicle and puttered away.
The turmoil in the capital escalates a week of protests and bloody clashes in Libya's eastern cities that have shattered Gadhafi's grip on the nation. Many cities in the east appeared to be under the control of protesters after units of Gadhafi's army defected. Protesters in the east claimed to hold several oil fields and facilities and said they were protecting them against damage or vandalism. The regime has been hit by a string of defections by ambassadors abroad, including its UN delegation, and a few officials at home. In response, Gadhafi's security forces have unleashed the bloodiest crackdown of any Arab country against the wave of protests sweeping the region, which toppled leaders of Egypt and Tunisia. At least 62 people were killed in violence in Tripoli since Sunday, according to the New York-based Human Rights Watch, but it cautioned that that figure came from only two hospitals. That comes on top of at least 233 people killed across the so far in the uprising, counted by the group from hospitals around the country.
The head of the UN human rights agency, Navi Pillay, called for an investigation, saying widespread and systematic attacks against civilians "may amount to crimes against humanity." The UN Security Council was holding an emergency session Tuesday, and Western diplomats were pushing for it to demand an end to the retaliation against protesters. Libya's deputy UN ambassador Ibrahim Dabbashi called Monday for the world body to enforce a no-fly zone over cities to prevent mercenaries and military equipment from reaching the regime. UN Secretary-General Ban Ki-moon said it was up to the council whether to discuss the proposal.
The first major protests to hit an OPEC country - and major supplier to Europe - sent oil prices soaring to more than $93 a barrel Tuesday. A string of international oil companies have begun evacuating their expatriate workers or their families, and the Spanish oil company Repsol-YPF said it suspended production in Libya on Tuesday. It accounted for about 3.8 percent of Libya's total production of 1.6 million barrels a day. World leaders also have expressed outrage. US Secretary of State Hillary Rodham Clinton called on Gadhafi to "stop this unacceptable bloodshed" and said the world was watching the events "with alarm."
Tripoli streets were largely empty during the day Tuesday, except for people venturing out for food, wary of militia attacks. One man in his 50s said residents of his neighborhood were piling up roadblocks of concrete, bricks and wood to try to slow militiamen. He said he had seen several streets with funeral tents mourning the dead. He described spending the night before barricaded in his home, blankets over the windows, as militiamen rampaged in the streets until dawn. Buses unloaded militia fighters - Libyans and foreigners - in several neighborhoods. Others sped in vehicles with guns mounted on the top, opening fire, including at people watching from windows, he said. "I know of two different families, one family had a 4-year-old who was shot and killed on a balcony in the eastern part of the city, and another lady on the balcony was shot in the head," he said. He, like other residents, contacted by the Associated Press, spoke on condition of anonymity for fear of retaliation.
One of the heaviest battlegrounds was the impoverished, densely populated district of Fashloum. There, militiamen shot any "moving human being" with live ammunition, including ambulances, so wounded were left in the streets to die, one resident said. He said that as he fled the neighborhood Monday night, he ran across a group of militiamen, including foreign fighters. "The Libyans (among them) warned me to leave and showed me bodies of the dead and told me: `We were given orders to shoot anybody who moves in the place,'" said the resident. Militias - which many witnesses say include foreign fighters who appear to be from sub-Saharan Africa - have taken the forefront in the crackdown in Tripoli. That is in part because Gadhafi has traditionally kept his military and other armed forces weakened to prevent any challenge.
The week of upheaval in Libya has weakened - if not broken for now - the control of Gadhafi's regime in parts of the east. Protesters claim to control a string of cities across just under half of Libya's 1,600-kilometer-long (1,000 mile) Mediterranean coast, from the Egyptian border in the east to the city of Ajdabiya, an important site in the oil fields of central Libya, said Tawfiq al-Shahbi, a protest organizer in the eastern city of Tobruk. He said had visited the crossing station into Egypt and that border guards had fled. In Tobruk and Benghazi, the country's second largest city, protesters were raising the pre-Gadhafi flag of Libya's monarchy on public buildings, he and other protesters said. Protesters and local tribesmen were protecting several oil fields and facilities around Ajdabiya, said Ahmed al-Zawi, a resident there. They had also organized watch groups to guard streets and entrances to the city, he said.
Residents are also guarding one of Libya's main oil export ports, Zuweita, and the pipelines feeding into it, he said. The pipelines are off and several tankers in the part left empty, said al-Zawi, who said he visited Zuweita on Tuesday morning. In Benghazi, protesters over the weekend overran police stations and security headquarters, taking control of the streets with the help of army units that broke away and sided with them. Benghazi residents, however, remained in fear of a regime backlash. One doctor in the city said Tuesday many spent the night outside their homes, hearing rumors that airstrikes and artillery assaults were imminent. "We know that although we are in control of the city, Gadhafi loyalists are still here hiding and they can do anything anytime," he said.
Gadhafi, the longest serving Arab leader, appeared briefly on TV early Tuesday to dispel rumors that he had fled. Sitting in a car in front of what appeared to be his residence and holding an umbrella out of the passenger side door, he told an interviewer that he had wanted to go to the capital's Green Square to talk to his supporters gathered there, but the rain stopped him. "I am here to show that I am in Tripoli and not in Venezuela. Don't believe those misleading dog stations," Gadhafi said, referring to the media reports that he had left the country. The video clip and comments lasted less than a minute. But Tuesday evening's speech lasted well over a half hour. During it, Gadhafi recounting his days as a young revolutionary leader who "liberated" Libya - a reference to the 1969 military coup that brought him to power - and his defiance against US airstrikes.
He insisted that since he has no official title, he cannot resign - Gadhafi is referred to as the "brother leader," but is not president. He [falsely] said he had not ordered police to use any force force used against protesters [i.e. the people] - that his supporters had come out voluntarily to defend him. "I haven't ordered a single bullet fired," he [falsely] said, warning that if he does, "everything will burn." He said that if protests didn't end, he would stage a "holy march" with millions of supporters to cleanse Libya. He demanded protesters in Benghazi hand over weapons taken from captured police stations and military bases, warning of separatism and civil war. "No one allows his country to be a joke or let a mad man separate a part of it," he declared.
The Anarchist International - AI/IFA and all its sections, see The official link-site of AI/IFA, including the anarchosyndicalist labor confederation International Workers of the World and The Anarchist Confederation of Africa, declared: "We call on Colonel Gaddafi and his henchmen to step down - NOW!... i.e. if not today, within a few days or weeks!! And we call on the Libyan people: Remember Direct Action and Antimilitarism - an anarchist approach - IJA 2 (38) & The International Conference on Terrorism - IJA 4 (31)!!!"
Le Monde.fr: Daniel Defert : "L'oralité est un lieu de corrections instantanées, mais Foucault écrivait tous ses cours"
From: franciscoripo@gmail.com <noreply@relai.lemonde.fr>
Date: 2011/2/22
Subject: Le Monde.fr: Daniel Defert : "L'oralité est un lieu de corrections instantanées, mais Foucault écrivait tous ses cours"
To:
Cc: franciscoripo@gmail.com
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Compagnon de Michel Foucault, Daniel Defert revient sur les circonstances de publication des cours au Collège de France.
LE MONDE DES LIVRES | 2011/02/10 10:59:52
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