sábado, 21 de agosto de 2010

Morreu Ontem Nair Lazarine Dall’Oca !!!



Guarujá, 21 de agosto de 2010.

Companheiros & Companheiras,

Por uma trágica coincidência, informo também o falecimento (na data de ontem) de Nair Lazarine Dall’Oca (23-04-1923 – 20-08-2010), nascida em Araçatuba e falecida em Santos, aos 87 anos.

Maiores informações sobre ela no texto que segue:

“A Família Dall’Oca e o Anarquismo em São Paulo”

 

 

É muito comum dentro da historiografia do anarquismo, principalmente quando produzida por acadêmicos, o registro biográfico de militantes libertários que foram prolíferos escritores, diretores de jornais, conferencistas, autores de livros ou exímios oradores.

Por essa razão, os anarquistas que melhor desenvolveram a habilidade de falar e/ou escrever, com o passar dos anos acabaram sendo mais notados, pesquisados, e por conseqüência lógica desses estudos, tornaram-se mais conhecidos por todas as pessoas que se interessam pelo tema.

Considerando que o movimento anarquista historicamente foi formado em sua maioria por trabalhadores braçais, que em geral não puderam completar seus estudos e que em alguns casos, sequer freqüentaram a escola, sendo, portanto, forçados a formarem-se ideologicamente de forma autodidata, e que grande parte desses anarquistas vão optar exclusivamente por serem militantes de base e deixarem funções mais rebuscadas como escrever e/ou falar em público para aqueles que melhor estavam preparados.

Constatamos com facilidade que ignorar os militantes braçais do anarquismo é cometer um grande erro histórico, ao reconhecer apenas um aspecto limitado da trajetória de um movimento social formado majoritariamente por militantes de base, que em muitos momentos decisivos, vão desempenhar uma função de maior importância do que os escritores, oradores ou intelectuais do anarquismo.

Esse texto visa, justamente, resgatar um pouco dessa história renegada, tomando como exemplo a produtiva vida da família Dall’Oca que se desenvolveu em meio ao movimento anarquista na cidade de São Paulo.

Sua trajetória têm início com o nascimento de Virgilio Dall’Oca, em 26 de junho de 1917, na cidade de Ribeirão Preto, filho de Hercole Dall’Oca (italiano de Milão) e Maria Lombo (brasileira de Ribeirão Preto), um casal camponês que teve 8 filhos.

Pouco tempo depois do nascimento de Virgilio, a família mudou-se para a cidade de Araçatuba. Virgilio perdeu sua mãe com 5 anos de idade, estudou até o terceiro ano na escola rural, e foi bem cedo dedicar-se ao trabalho no campo.

O pai de Virgilio era admirador do fascismo de Mussolini e muito severo na criação de seus filhos. Tamanha era a rigidez de Hercole Dall’Oca no trato com seus filhos, que a madrasta de Virgilio, a jovem baiana Olimpia Dall’Oca, tentava impedir (algumas vezes em vão) os constantes castigos corporais. “Uma das poucas qualidades de meu pai, era o fato dele ser ateu”, nos diria anos depois, o próprio Virgilio Dall’Oca.

É nesse período difícil que ele vai conhecer a mulher que tornou-se sua companheira por toda a vida, Nair Lazarine Dall’Oca, nascida em 23 de abril de 1923, em Araçatuba, filha de Carmino Lazarine e Rosa Furlan (ambos brasileiros de Ribeirão Preto), um modesto casal que teve 7 filhos. O pai de Nair, além de marceneiro, também lecionou na escola rural, onde ela estudou durante três anos.

Entretanto, no ano de 1932, por causa dos maus tratos, Virgilio Dall’Oca, então com 15 anos de idade, rebela-se contra o seu pai e foge para morar na casa de sua tia, na cidade de Marília.

Logo em seguida, começa a trabalhar na estrada de ferro Santos-Jundiaí e muda-se para a casa de seus tios Aída e Nicola D’Albenzio, já na cidade de São Paulo.

Nicola D’Albenzio, então ativo militante anarquista da Federação Operária de São Paulo (F.O.S.P.), aos poucos desperta o interesse do jovem Virgilio Dall’Oca pelas idéias libertárias.

A primeira vez que Virgilio Dall’Oca teve contato com outros anarquistas, foi quando ele foi levado pelo seu tio, para conhecer a redação do jornal A Plebe, e lá chegando encontrou o célebre militante Gusmão Soler, com quem pode reforçar suas convicções ácratas. Desde então, Virgilio começou a colaborar com o jornal, inclusive, organizando as páginas de A Plebe, quando ela chegava da gráfica.

Nesse mesmo ano de 1936, Virgilio Dall’Oca conheceu o Centro de Cultura Social de São Paulo, com sede na avenida Rangel Pestana, nº 251 (antiga Ladeira do Carmo, nº 9), que na época contava com muitos freqüentadores, entre eles: Edgard Leuenroth, Germinal Leuenroth, Pedro Catallo, Rodolpho Fellipe, João Rojo, Benedito Romano, Nicola D’Albenzio, Fernando Navarro, Antonio Gomes Gonzales, José Passaro, Paulo Partido, Nair Partido, Justino Salguero, Julieta Salguero, Lucca Gabriel, Lourdes Martin Gabriel, Amor Salguero, Antonio Passos, Antonio Raya Piedrabuena, Cecílio Dias Lopes, Maria Valverde Dias, Nena Valverde, José Valverde Dias, José Pazarini, Luis Chandre, Joaquim Antonio, Alfredo Chaves, Sebastião Gomes, Salvador Arrebola, Eduardo Peralta, Alexandre Pinto, Roque Branco, Manoel Turbilhano, Antonio Martinez, José Oliva Castillo, Cleopatra Boreli e seu companheiro, Martins e Mariasinha(1) (que chegou a ser Tesoureira do Centro de Cultura Social), além dos muitos espanhóis que viriam para São Paulo, após a implantação da ditadura de Franco na Espanha.

Após 4 anos morando com seus tios, Virgilio voltou para Araçatuba para casar-se com Nair, e ambos mudaram-se para São Paulo, para viverem juntamente com Aída e Nicola D’Albenzio. Virgilio chegou a trabalhar como servente de pedreiro, cobrador de ônibus, motorista de caminhão e, por fim, taxista. Nair trabalhou como costureira, por conta própria. A difícil condição econômica do casal, não os impediu de contribuir financeiramente em inúmeras campanhas de solidariedade, como por exemplo, no apoio aos refugiados anarquistas durante o final da guerra civil espanhola (1939), organizado pelos anarquistas brasileiros respondendo ao apelo do jornal Tierra y Libertad.

Após a implantação do estado novo em novembro de 1937, o Centro de Cultura Social foi obrigado a fechar sua sede. Os anarquistas que desde o início da ditadura de Getúlio Vargas, vinham disputando o espaço nos sindicatos com os reformistas, perdem seu principal refúgio.

É neste contexto social, que um grupo de anarquistas, em sua maioria vegetarianos e naturistas, vai desenvolver um projeto de construção de uma chácara na cidade de Itaim, no interior do estado de São Paulo, que marcará um período completamente novo na trajetória do anarquismo brasileiro.

O grupo de voluntários anarquistas que comprou o terreno e que principiou o trabalho da construção da Nossa Chácara era composto inicialmente por: Germinal Leuenroth, Nicola D’Albenzio, Virgilio Dall’Oca, Justino Salguero, Salvador Arrebola, Antônio Castro, João Rojo, Benedito Romano, José Oliva Castillo, Roque Branco, Antônio Valverde, Cecílio Dias Lopes e Lucca Gabriel. Sempre acompanhado de seus familiares.

“Quem derrubou a casa velha, trabalhou a terra, construiu e pagou a Nossa Chácara, foi esse grupo inicial. Posteriormente, outros membros do Centro de Cultura Social e um grupo novo de anarquistas que estava surgindo na Vila Bertioga, em São Paulo, também juntaram-se à iniciativa”, nos conta o próprio Virgilio Dall’Oca, acompanhado de sua esposa Nair, provavelmente as únicas pessoas vivas que pertenceram ao grupo pioneiro de Nossa Chácara.

A Sociedade Naturista Amigos da Nossa Chácara, foi registrada em 9 de novembro de 1939, e mesmo após a reabertura do Centro de Cultura Social em 9 de julho de 1945, a Nossa Chácara continuou sendo palco (além de inúmeras confraternizações) de congressos libertários nacionais e reuniões clandestinas, que foram essenciais e possibilitaram a reorganização do movimento anarquista brasileiro, que havia passado pelo difícil período repressivo da ditadura Vargas.

Virgilio Dall’Oca e o grupo pioneiro da Nossa Chácara, além das doações financeiras, prestaram inúmeras contribuições em trabalho pesado e sofrido, que tornaram-se de valor incalculável devido aos benefícios coletivos que proporcionaram. Com a mesma importância, Aída D’Albenzio e Nair Dall’Oca, muitas vezes, foram as principais responsáveis pela alimentação de todos que freqüentavam a Nossa Chácara.

Virgilio também chegou a trabalhar como taxista no Rio de Janeiro durante 4 meses, enquanto sua família continuou em São Paulo. Durante esse período boa parte do tempo, Virgilio ficou hospedado na casa da família Bottino, em Niterói, e fez contato com muitos anarquistas que viviam no Rio de Janeiro. Quando Virgilio retornou, a família fixou residência em São Paulo.

Quando surgiram os jornais “O Libertário” (outubro de 1960) e “Dealbar” (setembro de 1965), apesar de não escrever artigos, Virgilio contribuiu financeiramente para ambos e ainda colaborava na distribuição: “Nos dias 1º de maio e outras datas, a gente soltava os volantes. Eu mesmo entreguei, nos domingos, quando era mais moço e casado também. Eu os enfiava por debaixo das portas lá na avenida Celso Garcia, cada um fazia sua parte porque divulgava a nossa idéia. O nosso jornal era diferente do jornal burguês, o nosso jornal a gente tinha que dar, compreende? Era assim, eu distribuia.... Acredito que graças a essa turma que fazia isso, é que depois apareceu esse pessoal de hoje”, nos conta Virgilio, que também foi um dos cotistas da Editora Mundo Livre do Rio de Janeiro(2), que chegou a publicar os seguintes livros anarquistas: “O Retrato da Ditadura Portuguesa” de Edgar Rodrigues (1962), “A Doutrina Anarquista ao Alcance de Todos” de José Oiticica (2ª Edição - 1963), “Anarquismo – Roteiro de Libertação Social” de Edgard Leuenroth (1963), “O Humanismo Libertário e a Ciência Moderna” de Pedro Kropotkine (1964) e “Erros e Contradições do Marxismo” de Varlan Tcherkesoff (1964).

Após a implantação da ditadura militar no dia 1º de abril de 1964, a Sociedade Naturista Amigos da Nossa Chácara, resolveu vender sua propriedade no Itaim, para comprar um sítio, em Mogi das Cruzes, que seria mais apropriado para a continuação do projeto libertário. A campanha pró-compra do sítio foi iniciada em 28 de agosto e 1965, e foi concluída em 31 de dezembro de 1966. Na lista de pessoas que contribuiram financeiramente para a compra do Nosso Sítio, consta os nomes de Virgilio Dall’Oca e sua filha Clara Dall’Oca(3).

Clara Dall’Oca , além da contribuição financeira, também colaborou com o movimento anarquista, sendo um elemento produtivo na correspondência dos jovens anarquistas de São Paulo, durante o período de 1961 à 1964(4), e principalmente, fazendo parte do “Laboratório de Ensaios” do Centro de Cultura Social, grupo dramático que recebeu comentários eloqüentes do Jornal da Tarde, Diário Popular, City News, A Gazeta, Shopping News, Canal 2 de Televisão, Última Hora, Folha de São Paulo, e outros veículos de publicidade comercial.

Entre as peças que Clara Dall’Oca encenou constam-se “Como Rola Uma Vida” (1966), de Pedro Catallo, que além de Clara Dall’Oca contava com os seguintes atores: Faria Magalhães, Helena Nunes, Ailso Braz Corrêa, Milton Netto Moreno e Cesário Melantonio Neto, com a direção de Cuberos Neto. Salientando que essas peças anarquistas e contestadoras foram representadas durante a ditadura militar, que empregava como prática comum a repressão e a censura, inclusive no meio artístico e teatral.

Em dezembro de 1968, é promulgado o ato institucional nº 5, e o Centro de Cultura Social que já vinha passando por inúmeros problemas internos e financeiros, resolve no início do ano seguinte, encerrar suas atividades, inclusive, por uma questão de segurança. O perigo pressuposto pelos anarquistas paulistas, será corroborado durante os dias 8 e 21 de outubro de 1969, quando o Centro de Estudos Professor José Oiticica (C.E.P.J.O.), dos anarquistas do Rio de Janeiro, foi invadido e assaltado pelos militares da aeronáutica e seus membros foram processados, presos e alguns, inclusive, torturados fisicamente.

Virgilio relembra esses dias difíceis: “Depois da invasão do Centro de Estudos do Rio de Janeiro, os companheiros do Centro de Cultura Social pediram para eu queimar os papéis que podiam comprometer. À noite, eu e a Nair queimamos aos poucos, para não chamar a atenção dos vizinhos: balancetes, listas de sócios contribuintes e outros documentos que possuíam os nomes dos colaboradores em geral”.

Durante esse período, os militantes paulistas se organizaram e arrecadaram dinheiro anonimamente (por precaução), para ajudar nos custos do processo militar instaurado contra os anarquistas do Rio de Janeiro que durou até 1972. Foi uma grande demonstração de solidariedade militante, e a família Dall’Oca estava presente para contribuir com a campanha.

Após ter morado alguns anos em Itanhaem, a família Dall’Oca fixou residência na cidade de Santos, onde vive até hoje.

No dia 10 de dezembro de 2005, Virgilio Dall’Oca participou juntamente com os companheiros Francisco Cuberos, Edgar Rodrigues e Manuel Ramos de um debate no Centro de Cultura Social, onde foi possível tomar conhecimento de um pouco da trajetória militante da família Dall’Oca e legitimar o maior exemplo que eles contribuiram para a prática do anarquismo: a ação direta!

 

Por Marcolino Jeremias



(1) Lista elaborada por Virgilio e Nair Dall’Oca. Posteriormente, acrescentaram os nomes dos seguintes freqüentadores do Centro de Cultura Social de São Paulo: Antonio Ruiz, Antonio Padilha, Antonio Passio, Cristobal Alba, Miguel Morales, José Loureiro, Vicente Algarate, Roberto Schol, José Estevo Lemos, Hermano Mezzetti, José Morales, Eurico Pinto, Francisco Rodrigues, Helio Barrios, Rafael Vitali, Reinaldo Fellippeli, Fernando Navarro e João Alberich.

(2) Segundo carta de Ideal Peres para Pedro Catallo, datada de 19 de dezembro de 1964, contendo uma lista de contribuintes da Editora Mundo Livre. Arquivo do Centro de Cultura Social de São Paulo, gentilmente cedido por Givanildo Oliveira Avelino.

(3) Balanço com data de 31 de dezembro de 1966, assinado pelo então tesoureiro Jaime Cubero, e publicado integralmente no livro “O Ressurgir do Anarquismo (1962-1980)” de Edgar Rodrigues, Editora Achiamé, Rio de Janeiro, 1993, páginas 91 à 94.

(4) Edgar Rodrigues, obra supracitada, página 66.


 



 

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Nota de falecimento

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Nota de falecimento

 Faleceu nesta data, 20/08/2010, o ator e anarquista Francisco Cuberos Neto. Sapateiro na juventude, em 1940 Cuberos torna-se militante do Centro de Cultura Social onde conhece o anarquista e ensaísta Pedro Catallo que o apresenta ao teatro operário; torna-se rapidamente um dos principais articuladores do núcleo de teatro do CCS, o “Laboratório de Ensaio”.

No CCS, Cuberos viveu intensamente; ali conheceu Maria Martinez Jimenez, companheira de toda vida, e ali celebraram sua união. Mesmo afastado, o CCS jamais perdeu o alegre traço da sua militância.

Cuberos morreu aos 86 anos. Quem o conheceu carrega a delicada imagem que dele fizera seu irmão Jaime: “Passageiro de um barco sem ponto de saída nem ponto de chegada, homo viator em busca permanente da superação”.

 Saudades dos companheiros do Centro de Cultura Social.

Agosto, 2010.

 

Centro de Cultura Social de São Paulo

www.ccssp.org

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

21/08/10 18h - Filme "Desaparecido" no ccs


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CENTRO DE CULTURA SOCIAL

convida

 

 

 

 

 

Cinema & Anarquia:

Exibição do filme

“Desaparecido, um grande mistério” de Costa-Gavras

(EUA, 1982)

 

21/08/10 - sábado

 18:00h

 

 

 

Realização:

Centro de Cultura Social de São Paulo

Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)

 

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cinema & Anarquia - 18 h


21/08/10, sabado 18h

Cinema & Anarquia: 

“Desaparecido, um grande misterio” de Costa-Gavras (USA, 1982)

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Educação, meio ambiente e cultura: alquimias do conhecimento na sociedade de controle

RESUMO

Por meio da noção de regime pedagógico, investiga-se a articulação entre epistemologia e política em dois eixos de funcionamento: um em torno da disciplina corporal ligado às exigências do processo de industrialização, outro em torno da autonomia do sujeito ligado à formação dos Estados nacionais. Os historiadores da educação situaram no coração das práticas escolares a inscrição pedagógica do cidadão como sujeito político dotado de direitos e obrigações; essa inscrição respondeu às exigências inerentes ao quadro conceitual próprio das sociedades democráticas. A noção de alquimia, proposta por Popkewitz, foi retomada para compreender como as práticas pedagógicas traduzem saberes disciplinares em conteúdos psicológicos que são inseparáveis de contextos políticos mais amplos; esse aspecto confere à pedagogia uma dimensão estratégica que deve ser levada em conta na análise dos investimentos pedagógicos no presente. Considerando as características que atravessam as práticas sociais de nossos dias, a intervenção de tipo ambiental (Foucault) e a lógica do controle (Deleuze), são abordados Educação, Meio Ambiente e Cultura como domínios de objetos sobre os quais atua o investimento pedagógico hoje.

Palavras-chave: Educação; Meio Ambiente; Cultura:

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07/08- sábado- 14:30 atividade no ccs


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CENTRO DE CULTURA SOCIAL

convida

 

 

"World Cup Soccer and the popular struggle of social movements" [“Copa do Mundo de Futebol e a luta popular dos movimentos sociais”],

com Jonathan (Integrante da Frente Anarquista Comunista Zabalaza da África do Sul)

 

07/08/10 - sábado - 14:30h

 

Realização:

Centro de Cultura Social de São Paulo

Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)

 

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org

 

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Advogado de Deus


Alberto Centurião

 

 

www.ramakriya.com.br 
 Produções Artísticas
    (11) 2081-3622

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Livraria Cultura

Do Governo Dos Vivos   (em Portugues)  (2010) 
FOUCAULT, MICHEL 

CCS
 
CIÊNCIAS SOCIAIS - CIÊNCIA POLÍTICA 


Preço R$  28,00   
+cultura R$ 22,40   

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sábado, 24 de julho de 2010

Dossiê


Segue em anexo dossiê com informações e denúncias sobre a tentativa de articulação de uma manifestação neonazi em São Paulo.

TOD@S CONTRA O NAZI-FASCISMO!!!a



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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Programação de agosto no CCS

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sábado, 17 de julho de 2010

CENTRO DE CULTURA SOCIAL

07/08/10, sábado 16h

"World Cup Soccer and the popular struggle of social movements" [“Copa do Mundo de Futebol e a luta popular dos movimentos sociais”], com Jonathan (Integrante da Frente Anarquista Comunista Zabalaza da África do Sul)

21/08/10, sábado 16h

Cinema & Anarquia: “Desaparecido, um grande mistério” de Costa-Gravas (USA, 1982)


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terça-feira, 13 de julho de 2010

Livraria Cultura

Do Governo Dos Vivos 
Curso No College De France, 1979-1980 
Autor: FOUCAULT, MICHEL 
Editora: ROBSON ACHIAME 

ISBN: 8560945679 
ISBN-13: 9788560945672 
Livro em português 
Brochura 
- 14 x 21 cm 1ª Edição - 2010 


Preço R$  28,00  
  

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

"Do governo dos Vivos"

QUARTA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2010

a propósito do lançamento de excertos: "Do governo dos Vivos"

Há poucos minutos, lia a apresentação de Nildo Avelino à sua recentemente lançada tradução de excertos do curso de Michel Foucault no Collège de France (1979-1980), Do governo dos Vivos, que segundo o autor da apresentação, é um esforço de Foucault em torno da história genealógica da racionalidade direcionada para a produção da obediência. Nesta apresentação há uma clareza muito grande e uma evidência especial atribuída à ainda mal entendida na academia, governamentalidade. Clareza na expressão: um inconveniente levou Foucault para análises em um novo contexto, através do qual reorganizou o problema do poder. Mas onde estava esta ambiguidade: no próprio uso da palavra 'poder'. Inconveniente de situar o poder em dois momentos: jurídico relativo à soberania e normalizador relativo à disciplina. A análise das múltiplas operações dos mecanismos de poder e da dominação havia levado a conclusões extremistas (não de Foucault, é claro) do modelo repressivo do poder. Na década de 1970, Foucault não produziria nada sequer, sobre a prática governamental, sobre os detalhes de como o governo se efetuava, ou como governava. Mas aparecia em seus cursos, um novo percurso, um novo problema: como se 'pensa', como se organiza conteúdos intelectuais sobre a melhor maneira de governar. Inflexão Foucaultiana para a racionalização da prática governamental. Bom, é aqui que está a situação em que este texto atualiza o meu trabalho. Por que? Pesquisar à maneira da análise da governamentalidade ainda é fazer genealogia, decerto (Na realidade, veremos que se trataria mais de anarqueologia, como o próprio Foucault apresenta). E quando fazemos isso, tendo em vista o problema da segurança, como analisamos? À maneira do governo. Não se trata da segurança real, dos aparelhos, dos funcionamentos, do modus operandi. Mas da racionalização em torno da segurança. Ou, como se governa de um modo particular, pela segurança. Eu arriscaria sugerir ao Nildo que talvez Foucault tenha enfatizado a importância da racionalidade do contrato social como ponto de clivagem para a racionalidade moderna, porque essa racionalidade expressa a reivindicação em torno da segurança do sujeito em sua relação 'consigo', autoregulado. Segurança, tecnologias de si e governamentalização estabelecem uma relação de proximidade.
Edson Lopes
Autor de Política e Segurança Pública: uma vontade de sujeição (Rio de Janeiro: Contraponto, 2009).

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Michel Foucault. Do governo dos vivo

CENTRO DE CULTURA SOCIAL
&
ROBSON ACHIAMÉ EDITOR

Michel Foucault. 
Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos). Tradução, transcrição e notas de Nildo Avelino. São Paulo: Centro de Cultura Social; Rio de Janeiro: Robson Achiamé, 2010, 132p. ISBN: 978-85-60945-67-2. R$ 28,00.

Para comprar acesse:

São Paulo  
Livraria CCS: Nilton César 
 ou
Rio de Janeiro  Editora Achiamé


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domingo, 27 de junho de 2010

Lançamento: Michel Foucault. Do governo dos vivos

:    
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
&
ROBSON ACHIAMÉ EDITOR

Michel Foucault. Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos). Tradução, transcrição e notas de Nildo Avelino. São Paulo: Centro de Cultura Social; Rio de Janeiro: Robson Achiamé, 2010, 132p. ISBN: 978-85-60945-67-2. R$ 28,00.




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sábado, 26 de junho de 2010

Lançamento: Michel Foucault. Do governo dos vivos

CENTRO DE CULTURA SOCIAL
&
ROBSON ACHIAMÉ EDITOR

convidam para o lançamento

Michel Foucault. Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos). Tradução, transcrição e notas de Nildo Avelino. São Paulo: Centro de Cultura Social; Rio de Janeiro: Robson Achiamé, 2010, 132p. ISBN: 978-85-60945-67-2. R$ 28,00.

26 de junho de 2010, as 16h
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 sala 22 (metrô República).



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segunda-feira, 21 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

CENTRO DE CULTURA SOCIAL & ROBSON ACHIAMÉ EDITOR

Lançamento do livro "Do Governo dos Vivos" - Michel Foucault

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sábado, 19 de junho de 2010

Francisco Ripo

Francisco Ripo
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
&
ROBSON ACHIAME EDITOR

convidam para o lancamento


Michel Foucault. 
Do governo dos vivos. Curso no College de France, 1979-1980 (excertos). Traducao, transcricao e notas de Nildo Avelino. Sao Paulo: Centro de Cultura Social; Rio de Janeiro: Robson Achiame, 2010, 132p. ISBN: 978-85-60945-67-2. R$ 28,00.

26 de junho de 2010, as 16h
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 sala 22 (metro Republica).

Convite


CENTRO DE CULTURA SOCIAL
&
ROBSON ACHIAMÉ EDITOR

 

convidam para o lançamento

 

Michel Foucault. 'Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos)'. Tradução, transcrição e notas de Nildo Avelino. São Paulo: Centro de Cultura Social; Rio de Janeiro: Robson Achiamé, 2010, 132p. ISBN: 978-85-60945-67-2. R$ 28,00.
 

 

26 de junho de 2010, as 16h
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 sala 22 (metrô República).

 

 

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org

 

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Michel Foucault

Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (aulas de 09 e 30 de janeiro de 1980)
Michel Foucault (tradução de Nildo Avelino)

"Nenhum poder existe por si! Nenhum poder, qualquer que seja, é evidente ou inevitável! Qualquer poder, consequentemente, não merece ser aceito no jogo! Não existe legitimidade intrínseca do poder! E a partir dessa posição, a démarche consiste em perguntar-se o que é feito do sujeito e das relações de conhecimento no momento em que nenhum poder é fundado no direito nem na necessidade; no momento em que qualquer poder jamais repousa a não ser sobre a contingência e a fragilidade de uma história; no momento em que o contrato social é um blefe e a sociedade civil um conto para crianças; no momento em que não existe nenhum direito universal, imediato e evidente que possa, em todo lugar e sempre, sustentar uma relação de poder qualquer que ela seja. Vocês vêem, portanto, que entre isso que se chama, grosso modo, a anarquia, o anarquismo e o método que eu emprego é certo que existe qualquer coisa como uma relação."

Leia mais: Michel Foucault, "Do governo dos vivos".

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Michel Foucault:

segunda-feira, 14 de junho de 2010

programação junho oficinas ccs


 

 

 

 

 

   

 16/06/10,

quarta-feira as 19h
Oficina Libertária 2010
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo

   
   

 

 

       

 

 

 

 

  26/06/10, sábado as 16h
Oficina Libertária 2010
“Anarqueologia dos saberes” apresentação e lançamento do livro "Do governo dos vivos - Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos)", de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).
 
 

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ccssp@ccssp.org

 


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domingo, 13 de junho de 2010

Nildo Avelino: O cuidado de si na revolução libertária[1]

O Feudalismo Acadêmico, com Nildo Avelino [1]

Oficina Libertária 2010: “Foucault e o anarquismo”

IV) 16/06, quarta-feira as 19h: 
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo** 

V) 26/06, sábado as 16h: 
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Doação de Sangue

Gente, desde que minha filha nasceu (final de abril) estou sem meu útero e consequentemente não menstruarei mais. Tive um quadro hemorrrágico sério no pós parto e a operação foi uma questão de vida ou morte. Fiz um depoimento sobre o parto no meu blog: www.manheabaixaosom.blogspot.com
 
Mas esse email vem porque ainda preciso MUITO de doações de sangue URGENTE! Depois da minha internação na UTI (onde recebi 5 bolsas de sangue), ainda não houve alguma substituição no banco de sangue. A minha seguradora de saúde me ligou avisando que caso eu precise novamente de doação, e as bolsas não sejam substituídas então não serei prioridade no recebimento. Essa ocorrência só será retirada da seguradora após as doações. Saiba como, onde, quando aqui: http://www.bssp.com.br/

É só ir lá e passar meu nome completo: Anelise Paiva Csapo e hospital onde fiquei internada: Pró-Matre. E depois me avisar, ok?

Olha, tô pedindo forte pq isso é mto sério e outras pessoas também precisam de sangue. Se não fosse pelas doações anteriores eu não estaria aqui, de verdade!

BJS!

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

nota de falecimento


 

 

NOTA DE FALECIMENTO

 

        Morreu na tarde de hoje (02/06/2010), aos 99 anos, o anarquista, ex-combatente da guerra civil espanhola e militante do Centro de Cultura Social de São Paulo, Diego Gimenez Moreno.
        Nascido em 10 de abril de 1911, em Jumilla, província de Múrcia, Diego engaja-se aos 17 anos no movimento anarquista espanhol e em seguida na Guerra Civil. Ferido em combate, é hospitalizado e em seguida, com a vitória franquista, encarcerado no campo de concentração Mauthausen, na fronteira com a França. Uma experiência que descreveu no seu livro Mauthausen – campo de concentração e de extermínio (São Paulo, Edições Hispanoamericanas, 1975, 236pp). Escapa para França, chegando em seguida ao Brasil em 1942, onde participa ativamente das atividades anarquistas na cidade de São Paulo.
        Diego trazia um mundo novo em seu coração. Durante uma conferência no CCS pronunciada em 2001, declarou: “O patrão não se discute, suprime-se!” Exemplo de uma existência libertária, deixa um enorme vazio; mas parte após ter semeado muitas primaveras.
        Mesmo subtraído ao olhar dos amigos, sua glória perdura na nossa memória, pois a recordação dos grandes homens não é menor que sua presença.
         Saudades dos amigos do Centro de Cultura Social!
 

www.ccssp.org

ccssp@ccssp.org


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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Centro de Cultura Social

JUNHO ABSURDO
(des)encontros anárquicos 
de literatura

FRANZ KAFKA

O Processo 


12/06, sábado as 20h
Leia o livro e traga uma bebida

"Há esperanças, só não para nós."

Franz Kafka

cinema & anarquia

13/06, domingo as 19h

“O Processo” dir. de Orson Welles (Alemanha/França/Itália, 1962)

Oficina Libertária 2010

“Foucault e o anarquismo”

IV) 16/06, quarta-feira as 19h:

Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo


V) 26/06, sábado as 16h:

“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino). 

TEXTO

"A anarqueologia e a ortologia dos saberes trazem para discussão sobre a educação em geral, e em particular a educação universitária, um aspecto que tem ocupado a vontade de saber ocidental desde os gregos: o problema da força da verdade e sua pretensão de poder sobre os homens. (...) Que Foucault, um dos filósofos mais importantes do século XX, tenha intitulado o seu método investigativo de an-anarqueológico, significa certamente que já era possível encontrar no anarquismo, e eu diria especialmente no anarquismo de Proudhon, a disposição que considera os discursos que articulam o que pensamos, dizemos e fazemos com a mesma seriedade concedida aos eventos históricos."

Centro de Cultura Social

Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)

www.ccssp.org

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Centro de Cultura Social

JUNHO ABSURDO
(des)encontros anárquicos 
de literatura

FRANZ KAFKA

O Processo 


12/06, sábado as 20h
Leia o livro e traga uma bebida

"Há esperanças, só não para nós."

Franz Kafka

cinema & anarquia

13/06, domingo as 19h

“O Processo” dir. de Orson Welles (Alemanha/França/Itália, 1962)

Oficina Libertária 2010

“Foucault e o anarquismo”

IV) 16/06, quarta-feira as 19h:

“Anarquismo e governamentalidade” ou uma concepção analítica do poder**

V) 26/06, sábado as 16h:

“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso nao Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino). 

TEXTO

"A anarqueologia e a ortologia dos saberes trazem para discussão sobre a educação em geral, e em particular a educação universitária, um aspecto que tem ocupado a vontade de saber ocidental desde os gregos: o problema da força da verdade e sua pretensão de poder sobre os homens. (...) Que Foucault, um dos filósofos mais importantes do século XX, tenha intitulado o seu método investigativo de an-anarqueológico, significa certamente que já era possível encontrar no anarquismo, e eu diria especialmente no anarquismo de Proudhon, a disposição que considera os discursos que articulam o que pensamos, dizemos e fazemos com a mesma seriedade concedida aos eventos históricos."

Centro de Cultura Social

Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)

www.ccssp.org

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Michel Foucault: anarqueologia e ortologia dos saberes

"A anarqueologia e a ortologia dos saberes trazem para discussão sobre a educação em geral, e em particular a educação universitária, um aspecto que tem ocupado a vontade de saber ocidental desde os gregos: o problema da força da verdade e sua pretensão de poder sobre os homens. (...) Que Foucault, um dos filósofos mais importantes do século XX, tenha intitulado o seu método investigativo de an-anarqueológico, significa certamente que já era possível encontrar no anarquismo, e eu diria especialmente no anarquismo de Proudhon, a disposição que considera os discursos que articulam o que pensamos, dizemos e fazemos com a mesma seriedade concedida aos eventos históricos."

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domingo, 23 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA E DA HOMOSSEXUALIDADE

Queridões e Queridonas!

Bailão, o belo curta – e já muito premiado! ( http://filmebailao.wordpress.com/) – que participei com depoimentos, terá sua pré-estréia em  São Paulo, no Espaço Unibanco Augusta e eu adoraria ter a presença de tod@s! Será no dia 27/05, quinta-feira, às 21:30 horas, entrada franca,  na Sala 4. Marcelo Caetano, esse lindo aí abaixo, é o talentoso  diretor e ele saiu percorrendo Sampa e traçando paralelos entre os sentimentos dos gays idosos entrevistados e a essência da cidade. Trata-se de preservação da memória da homossexualidade e de um novo olhar,em profundidade,  aos que ajudaram a construir a nossa história.Ele já havia dirigido um outro curta premiado “A Tal Guerreira” sobre a grande cantora já falecida, Clara Nunes. Para contar a história, o diretor acompanhou um grupo de umbandistas de Sorocaba, que cultua Clara com romarias anuais a seu túmulo. Eles também conservam um templo colorido em sua homenagem. Em paralelo, o vídeo acompanha uma travesti que incorpora a cantora em uma boate gay. O diálogo entre o Templo e a travesti é o fio condutor da produção.

Tive grande prazer em colaborar com o filme Bailão, contando das minhas experiências de vida, do início da militância no Grupo Somos, em 1978, mostrando os antigos (alguns que nem existem mais, tristemente…) lugares de frequência gay em Sampa, onde aconteciam as paqueras, as pegações e, por que não, o amor. Quantos relacionamentos que tive e presenciei começaram assim; sonhos e propostas de vida, queríamos revolucionar o mundo e, em parte, a gente se encantou e conseguiu, o arco-íris já é nosso mas não achamos ainda o pote de ouro. Revi pessoas que caminharam também nessa luta e também colaboraram com belos depoimentos, sobreviventes de umas época onde sonhar ainda era possível. O ápice do filme é uma festa na boate ABC BAILÃO, que fica na rua Marquês de Itú, aqui em Sampa, boate essa que acompanhou e ajudou a fazer toda essa caminhada, desde quando era chamada simplesmente de “HS”, uma abreviatura de “homo sapiens”

Neste triste país, infelizmente, a História é vilipendiada e a memória, além de não valorizada, é ainda estimulada para a queda no esquecimento. Isso no geral, imagine então o que ocorre com a Memória da Homossexualidade. Por isso, referenciais artísticas e criações como as de Marcelo Caetano são  imprescindíveis.  Levem a pipoca, seus olhares e corações para essa pré e depois me procurem. O Curta acaba de receber o Premio Cidadania, de melhor curta metragem, dado pela Associação da Parada – SP. Venham bailar com a gente!

RICARDO AGUIEIRAShttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkV3FP23qCPKLzVQROCvLfvBMQ4P4LiDthoKImcSJcdfG6IBURJnyTtVhcmUFMI7Xr_wZI44SH8KD-zRG1mHYHyuDXzOzFAJPKnefClzlhXtgdyoYs-1Tx8LT-LFTwQn9vQxPXf19fd82w/s320/Gays+idosos.jpg
http://dividindoatubaina.wordpress.com/







 

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A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA E DA HOMOSSEXUALIDADE

por Ricardo Aguieiras:
Queridões e Queridonas!
Bailão, o belo curta – e já muito premiado! ( http://filmebailao.wordpress.com/) – que participei com depoimentos, terá sua pré-estréia em  São Paulo, no Espaço Unibanco Augusta e eu adoraria ter a presença de tod@s! Será no dia 27/05, quinta-feira, às 21:30 horas, entrada franca,  na Sala 4. Marcelo Caetano, esse lindo aí abaixo, é o talentoso  diretor e ele saiu percorrendo Sampa e traçando paralelos entre os sentimentos dos gays idosos entrevistados e a essência da cidade. Trata-se de preservação da memória da homossexualidade e de um novo olhar,em profundidade,  aos que ajudaram a construir a nossa história.Ele já havia dirigido um outro curta premiado “A Tal Guerreira” sobre a grande cantora já falecida, Clara Nunes. Para contar a história, o diretor acompanhou um grupo de umbandistas de Sorocaba, que cultua Clara com romarias anuais a seu túmulo. Eles também conservam um templo colorido em sua homenagem. Em paralelo, o vídeo acompanha uma travesti que incorpora a cantora em uma boate gay. O diálogo entre o Templo e a travesti é o fio condutor da produção.
Tive grande prazer em colaborar com o filme Bailão, contando das minhas experiências de vida, do início da militância no Grupo Somos, em 1978, mostrando os antigos (alguns que nem existem mais, tristemente…) lugares de frequência gay em Sampa, onde aconteciam as paqueras, as pegações e, por que não, o amor. Quantos relacionamentos que tive e presenciei começaram assim; sonhos e propostas de vida, queríamos revolucionar o mundo e, em parte, a gente se encantou e conseguiu, o arco-íris já é nosso mas não achamos ainda o pote de ouro. Revi pessoas que caminharam também nessa luta e também colaboraram com belos depoimentos, sobreviventes de umas época onde sonhar ainda era possível. O ápice do filme é uma festa na boate ABC BAILÃO, que fica na rua Marquês de Itú, aqui em Sampa, boate essa que acompanhou e ajudou a fazer toda essa caminhada, desde quando era chamada simplesmente de “HS”, uma abreviatura de “homo sapiens”
Neste triste país, infelizmente, a História é vilipendiada e a memória, além de não valorizada, é ainda estimulada para a queda no esquecimento. Isso no geral, imagine então o que ocorre com a Memória da Homossexualidade. Por isso, referenciais artísticas e criações como as de Marcelo Caetano são  imprescindíveis.  Levem a pipoca, seus olhares e corações para essa pré e depois me procurem. O Curta acaba de receber o Premio Cidadania, de melhor curta metragem, dado pela Associação da Parada – SP. Venham bailar com a gente!
RICARDO AGUIEIRAShttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkV3FP23qCPKLzVQROCvLfvBMQ4P4LiDthoKImcSJcdfG6IBURJnyTtVhcmUFMI7Xr_wZI44SH8KD-zRG1mHYHyuDXzOzFAJPKnefClzlhXtgdyoYs-1Tx8LT-LFTwQn9vQxPXf19fd82w/s320/Gays+idosos.jpg
http://dividindoatubaina.wordpress.com/








CENTRO DE CULTURA SOCIAL

Oficina Libertária 2010

“Foucault e o anarquismo”

CENTRO DE CULTURA SOCIAL

III) 26/05, quarta-feira as 19h:

    Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo**

    IV) 16/06, quarta-feira as 19h:

    “Anarquismo e governamentalidade” ou uma concepção analítica do poder**

    V) 26/06, sábado as 16h:

    “Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino). 

     

    (*) Nildo Avelino é Doutor em Ciência Política pela PUC-SP e Pós-Doutorando em História Política pelo IFCH/UNICAMP. É pesquisador na área de Teoria Política sobre os temas: anarquismo, governamentalidade, anarqueologia. Participou, em setembro de 2009, do seminário internacional “Anarchismo, post-anarchismo e nuovi movimenti antiautoritari nella società contemporanea” realizado em Pisa pelaBiblioteca Franco Serantini no âmbito da XIV Conférence Internationale della Fédération Internationale des Centres d'Études et de Documentation Libertaires (FICEDL), bem como do workshop “Anarchism” coordenado por Ruth Kinna durante a 6th Annual Conference in Political Theory da Manchester Metropolitan University. É militante do CCS desde 1991.

      (**) as indicações de leitura serão fornecidas na 1ª sessão.

      (des)encontros anárquicos 
      de literatura

      FRANZ KAFKA

      O Processo 


      12/06, sábado as 20h
      Leia o livro e traga uma bebida

      Centro de Cultura Social

      Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)

      www.ccssp.org

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

JUNHO ABSURDO

(des)encontros anárquicos
de literatura

FRANZ KAFKA

O Processo 

12/06, sábado as 20h

Centro de Cultura Social

Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)

www.ccssp.org


"Escrever...é um sono mais profundo que a morte...assim como ninguém tiraria um cadáver do seu túmulo, eu não posso
ser tirado da minha secretária à noite."

Franz Kafka

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LavourAcaica - Raduan Nassar


"o tempo, o tempo, esse algoz às vezes suave, às vezes mais terrível, demônio absoluto conferindo qualidade atodas as coisas, é ele ainda hoje e sempre quem decide e por isso a quem me curvo cheio de medo e erguido em suspense me pergunto qual o momento, o momento preciso da trasposição? que instante, que instante terrível é esse que marca o salto?"
Local Centro de Cultura Social

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domingo, 16 de maio de 2010

BRASA X

10th International Congress of the Brazilian Studies Association
Brasília, de 22 a 24 de julho de 2010
Sessão 7: dia 23, das 14:00 as 15:45

7.3 Anarquistas e anarquismos no Brasil: histórias, atualidades, releituras
Chair/Coordenador:
Nildo Avelino, Universidade Estadual de Campinas 

Commentator/Comentadora:
Ana Lucia de Godoy Pinheiro, Universidade Estadual de Campinas

Lima Barreto: anarquia e anticivilização
Rogério Humberto Zeferino Nacimento, Universidade Federal de Campina Grande/PB

A Pedagogia entre os processos de domesticação e os escapes da criação: experiências no Brasil
Gláucia Maria Figueiredo Silva, Universidade Estadual de Campinas

A miséria ou o antifilosófico em Proudhon
Edson Lopes da Silva Jr., Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Educar e experimentar. Pesquisa como multiplicação de pontos de vista
Guilherme Carlos Corrêa, Universidade Federal de Santa Maria

Anseios revolucionários: a Revolução Mexicana vista pelo movimento operário brasileiro (1910-1920)
Fábio Silva Sousa, Universidade Estadual Paulista

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AMIGOS...