domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Convite
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| CENTRO DE CULTURA SOCIAL convidam para o lançamento
Michel Foucault. 'Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos)'. Tradução, transcrição e notas de Nildo Avelino. São Paulo: Centro de Cultura Social; Rio de Janeiro: Robson Achiamé, 2010, 132p. ISBN: 978-85-60945-67-2. R$ 28,00.
26 de junho de 2010, as 16h
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Michel Foucault
Michel Foucault (tradução de Nildo Avelino)"Nenhum poder existe por si! Nenhum poder, qualquer que seja, é evidente ou inevitável! Qualquer poder, consequentemente, não merece ser aceito no jogo! Não existe legitimidade intrínseca do poder! E a partir dessa posição, a démarche consiste em perguntar-se o que é feito do sujeito e das relações de conhecimento no momento em que nenhum poder é fundado no direito nem na necessidade; no momento em que qualquer poder jamais repousa a não ser sobre a contingência e a fragilidade de uma história; no momento em que o contrato social é um blefe e a sociedade civil um conto para crianças; no momento em que não existe nenhum direito universal, imediato e evidente que possa, em todo lugar e sempre, sustentar uma relação de poder qualquer que ela seja. Vocês vêem, portanto, que entre isso que se chama, grosso modo, a anarquia, o anarquismo e o método que eu emprego é certo que existe qualquer coisa como uma relação." Leia mais: Michel Foucault, "Do governo dos vivos".
segunda-feira, 14 de junho de 2010
programação junho oficinas ccs
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| 16/06/10, quarta-feira as 19h | |||||
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| 26/06/10, sábado as 16h Oficina Libertária 2010 “Anarqueologia dos saberes” apresentação e lançamento do livro "Do governo dos vivos - Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos)", de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino). | |||||
domingo, 13 de junho de 2010
Oficina Libertária 2010: “Foucault e o anarquismo”
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo** V) 26/06, sábado as 16h:
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Doação de Sangue
Gente, desde que minha filha nasceu (final de abril) estou sem meu útero e consequentemente não menstruarei mais. Tive um quadro hemorrrágico sério no pós parto e a operação foi uma questão de vida ou morte. Fiz um depoimento sobre o parto no meu blog: www.manheabaixaosom.blogspot.com
Mas esse email vem porque ainda preciso MUITO de doações de sangue URGENTE! Depois da minha internação na UTI (onde recebi 5 bolsas de sangue), ainda não houve alguma substituição no banco de sangue. A minha seguradora de saúde me ligou avisando que caso eu precise novamente de doação, e as bolsas não sejam substituídas então não serei prioridade no recebimento. Essa ocorrência só será retirada da seguradora após as doações. Saiba como, onde, quando aqui: http://www.bssp.com.br/
É só ir lá e passar meu nome completo: Anelise Paiva Csapo e hospital onde fiquei internada: Pró-Matre. E depois me avisar, ok?
Olha, tô pedindo forte pq isso é mto sério e outras pessoas também precisam de sangue. Se não fosse pelas doações anteriores eu não estaria aqui, de verdade!
BJS!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
nota de falecimento
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NOTA DE FALECIMENTO
Morreu na tarde de hoje (02/06/2010), aos 99 anos, o anarquista, ex-combatente da guerra civil espanhola e militante do Centro de Cultura Social de São Paulo, Diego Gimenez Moreno. |
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Centro de Cultura Social
JUNHO ABSURDO
FRANZ KAFKA
O Processo
12/06, sábado as 20h
"Há esperanças, só não para nós." Franz Kafka
13/06, domingo as 19h
“O Processo” dir. de Orson Welles (Alemanha/França/Itália, 1962)
Oficina Libertária 2010
“Foucault e o anarquismo”
IV) 16/06, quarta-feira as 19h:
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismoV) 26/06, sábado as 16h:
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).TEXTO
"A anarqueologia e a ortologia dos saberes trazem para discussão sobre a educação em geral, e em particular a educação universitária, um aspecto que tem ocupado a vontade de saber ocidental desde os gregos: o problema da força da verdade e sua pretensão de poder sobre os homens. (...) Que Foucault, um dos filósofos mais importantes do século XX, tenha intitulado o seu método investigativo de an-anarqueológico, significa certamente que já era possível encontrar no anarquismo, e eu diria especialmente no anarquismo de Proudhon, a disposição que considera os discursos que articulam o que pensamos, dizemos e fazemos com a mesma seriedade concedida aos eventos históricos."
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
terça-feira, 25 de maio de 2010
Centro de Cultura Social
JUNHO ABSURDO
FRANZ KAFKA
O Processo
12/06, sábado as 20h
"Há esperanças, só não para nós."
Franz Kafka
13/06, domingo as 19h
“O Processo” dir. de Orson Welles (Alemanha/França/Itália, 1962)
Oficina Libertária 2010
“Foucault e o anarquismo”
IV) 16/06, quarta-feira as 19h:
“Anarquismo e governamentalidade” ou uma concepção analítica do poder**
V) 26/06, sábado as 16h:
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso nao Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).
TEXTO
"A anarqueologia e a ortologia dos saberes trazem para discussão sobre a educação em geral, e em particular a educação universitária, um aspecto que tem ocupado a vontade de saber ocidental desde os gregos: o problema da força da verdade e sua pretensão de poder sobre os homens. (...) Que Foucault, um dos filósofos mais importantes do século XX, tenha intitulado o seu método investigativo de an-anarqueológico, significa certamente que já era possível encontrar no anarquismo, e eu diria especialmente no anarquismo de Proudhon, a disposição que considera os discursos que articulam o que pensamos, dizemos e fazemos com a mesma seriedade concedida aos eventos históricos."
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Michel Foucault: anarqueologia e ortologia dos saberes
domingo, 23 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA E DA HOMOSSEXUALIDADE
Queridões e Queridonas! Bailão, o belo curta – e já muito premiado! ( http://filmebailao.wordpress.com/) – que participei com depoimentos, terá sua pré-estréia em São Paulo, no Espaço Unibanco Augusta e eu adoraria ter a presença de tod@s! Será no dia 27/05, quinta-feira, às 21:30 horas, entrada franca, na Sala 4. Marcelo Caetano, esse lindo aí abaixo, Tive grande prazer em colaborar com o filme Bailão, contando das minhas experiências de vida, do início da militância no Grupo Somos, em 1978, mostrando os antigos (alguns que nem existem mais, tristemente…) lugares de frequência gay em Sampa, onde aconteciam as paqueras, as pegações e, por que não, o amor. Quantos relacionamentos que tive e presenciei começaram assim; sonhos e propostas de vida, queríamos revolucionar o mundo e, em parte, a gente se encantou e conseguiu, o arco-íris já é nosso mas não achamos ainda o pote de ouro. Revi pessoas que caminharam também nessa luta e também colaboraram com belos depoimentos, sobreviventes de umas época onde sonhar ainda era possível. O ápice do filme é uma festa na boate ABC BAILÃO, que fica na rua Marquês de Itú, aqui em Sampa, boate essa que acompanhou e ajudou a fazer toda essa caminhada, desde quando era chamada simplesmente de “HS”, uma abreviatura de “homo sapiens” Neste triste país, infelizmente, a História é vilipendiada e a memória, além de não valorizada, é ainda estimulada para a queda no esquecimento. Isso no geral, imagine então o que ocorre com a Memória da Homossexualidade. Por isso, referenciais artísticas e criações como as de Marcelo Caetano são imprescindíveis. Levem a pipoca, seus olhares e corações para essa pré e depois me procurem. O Curta acaba de receber o Premio Cidadania, de melhor curta metragem, dado pela Associação da Parada – SP. Venham bailar com a gente! RICARDO AGUIEIRAS
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A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA E DA HOMOSSEXUALIDADE
| Queridões e Queridonas! Bailão, o belo curta – e já muito premiado! ( http://filmebailao.wordpress.com/) – que participei com depoimentos, terá sua pré-estréia em São Paulo, no Espaço Unibanco Augusta e eu adoraria ter a presença de tod@s! Será no dia 27/05, quinta-feira, às 21:30 horas, entrada franca, na Sala 4. Marcelo Caetano, esse lindo aí abaixo, Tive grande prazer em colaborar com o filme Bailão, contando das minhas experiências de vida, do início da militância no Grupo Somos, em 1978, mostrando os antigos (alguns que nem existem mais, tristemente…) lugares de frequência gay em Sampa, onde aconteciam as paqueras, as pegações e, por que não, o amor. Quantos relacionamentos que tive e presenciei começaram assim; sonhos e propostas de vida, queríamos revolucionar o mundo e, em parte, a gente se encantou e conseguiu, o arco-íris já é nosso mas não achamos ainda o pote de ouro. Revi pessoas que caminharam também nessa luta e também colaboraram com belos depoimentos, sobreviventes de umas época onde sonhar ainda era possível. O ápice do filme é uma festa na boate ABC BAILÃO, que fica na rua Marquês de Itú, aqui em Sampa, boate essa que acompanhou e ajudou a fazer toda essa caminhada, desde quando era chamada simplesmente de “HS”, uma abreviatura de “homo sapiens” Neste triste país, infelizmente, a História é vilipendiada e a memória, além de não valorizada, é ainda estimulada para a queda no esquecimento. Isso no geral, imagine então o que ocorre com a Memória da Homossexualidade. Por isso, referenciais artísticas e criações como as de Marcelo Caetano são imprescindíveis. Levem a pipoca, seus olhares e corações para essa pré e depois me procurem. O Curta acaba de receber o Premio Cidadania, de melhor curta metragem, dado pela Associação da Parada – SP. Venham bailar com a gente! RICARDO AGUIEIRAS ![]() http://dividindoatubaina.wordpress.com/ |
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
Oficina Libertária 2010
“Foucault e o anarquismo”
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
III) 26/05, quarta-feira as 19h:
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo**
IV) 16/06, quarta-feira as 19h:
“Anarquismo e governamentalidade” ou uma concepção analítica do poder**
V) 26/06, sábado as 16h:
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).
(*) Nildo Avelino é Doutor em Ciência Política pela PUC-SP e Pós-Doutorando em História Política pelo IFCH/UNICAMP. É pesquisador na área de Teoria Política sobre os temas: anarquismo, governamentalidade, anarqueologia. Participou, em setembro de 2009, do seminário internacional “Anarchismo, post-anarchismo e nuovi movimenti antiautoritari nella società contemporanea” realizado em Pisa pelaBiblioteca Franco Serantini no âmbito da XIV Conférence Internationale della Fédération Internationale des Centres d'Études et de Documentation Libertaires (FICEDL), bem como do workshop “Anarchism” coordenado por Ruth Kinna durante a 6th Annual Conference in Political Theory da Manchester Metropolitan University. É militante do CCS desde 1991.
(**) as indicações de leitura serão fornecidas na 1ª sessão.
FRANZ KAFKA
O Processo
12/06, sábado as 20h
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
JUNHO ABSURDO
FRANZ KAFKA
O Processo
12/06, sábado as 20hCentro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
"Escrever...é um sono mais profundo que a morte...assim como ninguém tiraria um cadáver do seu túmulo, eu não posso
ser tirado da minha secretária à noite."
LavourAcaica - Raduan Nassar
domingo, 16 de maio de 2010
BRASA X
Chair/Coordenador:
Nildo Avelino, Universidade Estadual de Campinas Commentator/Comentadora:
Ana Lucia de Godoy Pinheiro, Universidade Estadual de CampinasLima Barreto: anarquia e anticivilização
Rogério Humberto Zeferino Nacimento, Universidade Federal de Campina Grande/PBA Pedagogia entre os processos de domesticação e os escapes da criação: experiências no Brasil
Gláucia Maria Figueiredo Silva, Universidade Estadual de CampinasA miséria ou o antifilosófico em Proudhon
Edson Lopes da Silva Jr., Pontifícia Universidade Católica de São PauloEducar e experimentar. Pesquisa como multiplicação de pontos de vista
Guilherme Carlos Corrêa, Universidade Federal de Santa MariaAnseios revolucionários: a Revolução Mexicana vista pelo movimento operário brasileiro (1910-1920)
Fábio Silva Sousa, Universidade Estadual Paulista
sábado, 15 de maio de 2010
LADYFEST BRASIL 2010
Em 2004, a primeira edição brasileira tomou vários espaços da cidade de São Paulo para abrir caminho pra mais 4 edições que vieram nos anos seguintes. Em cada edição o público foi crescendo, chegando sempre na casa dos milhares, e a cobertura da midia grande e alternativa também se expandiu.Celebrando uma cena de jovens mulheres em busca de igualdade usando meios faça-você-mesma e carimbando na história dos movimentos sociais de esquerda no Brasil uma produção cultural revolucionária sem precedentes, a edição brasileira do festival esse ano comemora não só a criação de um movimento contra cultural, mas a manutenção de um ideal, seja através de atitudes, questionamentos ou resistência gritada ao topo dos pulmões, em letras de música, fanzines e arte de rua.O Ladyfest Brasil 2010 celebra não só a renovação política que movimentos jovens feministas como o riot grrrl trouxeram para a cena punk brasileira, mas todas as mulheres que, após longo ou breve contato com o ativismo feminista cultural, levaram esse ideal de forma séria e eterna pra suas vidas, mantendo seu discurso feminista atual e intacto, sem abrir concessões.O Ladyfest Brasil 2010 é organizado por Anelise Csapo, Elisa Gargiulo, , Marcela Mattos, Adriessa Oliveira, Bruna Mantese, Bruna Provazi e Elaine Campos.E esse ano nós da organização temos o orgulho e o prazer de anunciar a presença de uma das maiores inspirações musicais e políticas para a cena punk feminista.
Direto de Portland, EUA, Team Dresch.O festival ocorre entre os dias 15 e 23 de maio nas cidades de São Paulo e Santos.BLOG: http://ladyfestbrasil2010.blogspot.com/
TWITTER: @ladyfestbrasil
CONTATO: ladyfestbrasil2010@gmail.com
MAIO TEMPO TRÁGICO
Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Agência FAPESP
Lançada em 30 de outubro de 2009, a última chamada do Programa Dra. Ruth Cardoso em Antropologia e Sociologia na Universidade Columbia teve seu resultado divulgado.
A proposta aprovada é “Subjectivity Politics and Ethics: practices of the self in American and Brazilian feminisms”, da pesquisadora Luzia Margareth Rago, do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Leia:
terça-feira, 11 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
O Feudalismo Acadêmico
PRECONCEITO E POLÍTICA NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA DO 13 DE MAIO
Em maio de 1988 ocorreram no Brasil diversos congressos e colóquios visando um balanço historiográfico sobre os temas ligados ao estudo da escravidão, da transição para o trabalho livre, do preconceito e da memória sobre a resistência escrava. Era o momento florescente de uma nova matriz historiográfica, derivada dos estudos de Edward P. Thompson, representada pelos historiadores oriundos da Universidade Estadual de Campinas e pelos historiadores da “brecha camponesa”, inspirados nos trabalhos de Ciro Flammarion Cardoso. Estes trabalhos redimensionaram as discussões e ofereceram um panorama totalmente novo para quem quisesse aprofundar-se nos meandros da história da escravidão nas Américas. Nos anos que se seguiram, historiadores brasileiros, estadunidenses, africanos e caribenhos produziram algumas das mais importantes e instigantes obras sobre escravidão, tráfico, família escrava, abolicionismo, resistência e, também a discussão desses temas no contexto do colonialismo. No caso do Brasil, autores tradicionais como Gilberto Freyre, Caio Prado Jr., Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Otávio Ianni sofreram uma profunda revisão crítica e foram confrontados com novas evidências documentais. Ao final da década de 1990 já não se tratava mais de um debate, mas de toda uma renovação da perspectiva historiográfica. Isto ocorreu porque, com o fim da ditadura militar, houve nas universidades brasileiras um afluxo de pesquisadores retornando da Europa e trazendo em suas bagagens as mais recentes novidades em termos de teoria e historiografia. Autores como Carlo Ginzburg, Michel Foucault, Edward P. Thompson, Eric J. Hobsbawm, Christopher Hill e Robert Darnton, antes conhecidos de uma minoria seleta, passaram a integrar as bibliografias dos cursos de graduação e nortear os debates. A aproximação metodológica entre história e antropologia produziu resultados e um novo olhar sobre a documentação primária. Entretanto, esse debate vibrante e a nova produção decorrente, no que se refere à escravidão e seus temas correlatos, não conseguiu superar a barreira acadêmica e alcançar a sociedade. Duas décadas de resultados mal são perceptíveis no material didático disponível, que continua reproduzindo e ecoando Gilberto Freyre ou optando por uma atitude pretensamente crítica, mas que divulga uma nova série de preconceitos. Discutir a produção de material didático e paradidático e seu uso político por editoras e governos seria exaustivo e recorrente. Por outro lado, a memória que a sociedade compartilha sobre escravidão, abolicionismo e o papel do negro em sua própria história, segue duas vertentes que se originam na política e não no conhecimento documental. Por um lado há os defensores da democracia racial que se recusam a ver e discutir os efeitos perniciosos da escravidão em nossa sociedade, ignorando o racismo e deslocando a discussão do seu eixo principal; por outro lado temos os defensores da identidade e da raça negra, que se recusam a ver qualquer outro meio de resistência que não o confronto e menosprezam o papel da população branca nos quadros abolicionistas, provocando uma ruptura social contraproducente e desnecessária. Recuperar a discussão acadêmica e torná-la inteligível ao cidadão comum deveria ser a prioridade do historiador, uma vez que o conhecimento só faz sentido se for partilhado. Abrir os arquivos e os resultados das pesquisas ao debate público pode ajudar a matizar as posições mais extremistas e permitir uma visão mais coerente do contexto histórico. Assim, os problemas sociais decorrentes do período poderão ser abordados de maneira mais inteligente, sensata e livre de controvérsias vazias. Centro de Cultura Social Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
MAIO TEMPO TRÁGICO
Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
terça-feira, 4 de maio de 2010
Junho - Lançamento
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Lançamento em Junho
Editora Achiamé
Michel Foucault (tradução de Nildo Avelino)
"Nenhum poder existe por si! Nenhum poder, qualquer que seja, é evidente ou inevitável! Qualquer poder, consequentemente, não merece ser aceito no jogo! Não existe legitimidade intrínseca do poder! E a partir dessa posição, a démarche consiste em perguntar-se o que é feito do sujeito e das relações de conhecimento no momento em que nenhum poder é fundado no direito nem na necessidade; no momento em que qualquer poder jamais repousa a não ser sobre a contingência e a fragilidade de uma história; no momento em que o contrato social é um blefe e a sociedade civil um conto para crianças; no momento em que não existe nenhum direito universal, imediato e evidente que possa, em todo lugar e sempre, sustentar uma relação de poder qualquer que ela seja. Vocês vêem, portanto, que entre isso que se chama, grosso modo, a anarquia, o anarquismo e o método que eu emprego é certo que existe qualquer coisa como uma relação."
sábado, 1 de maio de 2010
programação de maio no ccs
Caso não consiga visualizar essa mensagem, clique aqui.
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CENTRO DE CULTURA SOCIAL convida . | |
| Oficina Libertária 2010: quarta-feira 19:00 | Palestra: 15/05/10 sábado 15:00 Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
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| (des)encontros anárquicos de literatura traga uma bebida...
sábado as 20h de Raduan Nassar | cinema & anarquia
domingo as 19h direção de Luiz Fernando Carvalho (Brasil, 2001). |
| Realização: Centro de Cultura Social de São Paulo Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)
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Giuseppe Galzerano
Domenica 2 maggio il Tg2 delle 20.30 si occuperà della rivolta del Cilento del 1828. La giornalista Adele Ammendola intervista Giuseppe Galzerano sul ruolo e sulla partecipazione delle donne cilentane alla rivolta
sexta-feira, 30 de abril de 2010
X SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA NIETZSCHE / DELEUZE: NATUREZA / CULTURA
MAIO TEMPO TRÁGICO
Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
TV Cultura e da Rádio Cultura
Da TV, aparecem conteúdos dos programas "Ensaio", "Metrópolis" e "Viola, Minha Viola". Do rádio, "SuperTônica", "TodaMúsica" e outros, o endereço:
quarta-feira, 28 de abril de 2010
MAIO TEMPO TRAGICO
Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
MAIO TEMPO TRAGICO
Centro de Cultura Social
(des)encontros anárquicos de literatura
A literatura só vale a pena como experiência que faz o pensamento pensar como atividade digestiva: modificando e afetando singularmente os corpos. Os (des)encontros anárquicos de literatura pretendem ser experiências de pensamento, alimento para aplacar a sofreguidão de palavras. Leia o livro e traga uma bebida.15/05, sábado as 20h:
“Lavoura Arcaica” de Raduan Nassar.
"Esta novela trágica, merecidamente premiada e lida em todo o mundo, tráz a marca indiscutivelmente sublime de Raduan Nassar narrar a história da vida, as amarguras, os anseios e as dúvidas que habitam as almas em seus recantos mais escuros, guardados em segredo pela ética e moral que o personagem André, de Lavoura Arcaica, questiona do começo ao fim do livro. São cem páginas para serem lidas sem respirar, não procure parágrafo nem muitos pontos finais, pois André está no fim da linha de seus pensamentos, no meio do nada, no meio do mato, em meio a angustiante e complexo amor."
Centro de Cultura Social
Rua Gal. Jardim nº 253 – sala 22 – Vila Buarque (metrô República)
sexta-feira, 23 de abril de 2010
MAIO TEMPO TRÁGICO
As Oficinas Libertárias do Centro de Cultura Social
Iniciadas em 2008, as oficinas libertárias do CCS promovem uma outra modalidade de saber que se pretende distinto da aula ou da palestra. Sua dinâmica está mais concernida com o grupo de estudos que traz a marca do autodidatismo. Mas isto não basta. Oficina é um lugar onde se elabora, se fabrica, constrói ou conserta coisas que não são simplesmente nem da ordem da lógica nem do conceito, mas que indicam uma habilidade, uma aptidão ou astúcia, um saber-fazer. Na oficina o saber não se pretende causal, mas se quer relacional na medida em que propõe efetuar-se materialmente produzindo uma transformação em seu interlocutor. O saber, seja ele a física do globo ou os fenômenos da consciência, só interessam para a oficina se relacionados à transformação do sujeito, como saberes ético-políticos.
O “método” praticado pela oficina porta duas dimensões importantes: 1. o diálogo. Na oficina não há professor, cada um é ator e espectador no teatro do saber. Por isso as oficinas serão quanto possível dialógicas. Espera-se que o diálogo possa fazer valer a vontade de saber individual, permitindo quebrar as hierarquias instauradas pela ordem do saber. Como é próprio das oficinas, cada um é portador de capacidades e saberes desiguais. Ao contrário de instaurar uma relação hierárquica, a desigualdade deve dar lugar a relações igualitárias diferenciadas. 2. o prazer. As oficinas funcionam como grupo, associação, ou comunidade de estudo. A Academia de Atenas era famosa não somente pelo estudo da filosofia, mas por incitar um estilo de vida filosófico; o jardim de Epicuro se dedicava à filosofia e ao cultivo de hortaliças. A oficina se propõe como grupo de convivência libertária para fazer do processo de conhecimento uma atividade prazerosa, um hedonismo do saber.
As Oficinas Libertárias do Centro de Cultura Social estão abertas a todos que desejem compartilhar das práticas acima descritas.
Oficina Libertária 2010:
“Foucault e o anarquismo”
Coordenação de Nildo Avelino*
O objetivo da oficina é propor um estudo sobre as relações entre a reflexão política e filosófica de Michel Foucault e o pensamento anarquista de Pierre-Joseph Proudhon e Errico Malatesta.
A pertiência em estudar “Focault e o anarquismo” está no fato de que, desde os anos 1990, tornara-se evidente que os efeitos na política e na filosofia produzidos pela crítica foucaultiana do Sujeito e do Poder afetaram enormemente não apenas as Ciências Humanas, mas também, e de uma maneira extraordinária, os modos através dos quais eram percebidas as tradições políticas liberal, marxista e anarquista. A força inovativa do “efeito Foucault” em relação anarquismo pode ser vista pelos trabalhos de Todd May e Salvo Vaccaro, que constituem o início do que se tornou em nossos dias um vasto campo discursivo sobre um problema importante no debate anarquista: o chamado pós-anarquismo ou neo-anarquismo.
Todavia, apenas recentemente nota-se um empenho, sobretudo na Europa, em compreender complexivamente o alcance e os desdobramentos que resultam dessa problemática para o anarquismo. E é com este intuito que se lança mais esta oficina libertária: “Foucault e o anarquismo” busca apreender do que é capaz a interseção de potências do pensar libertário.
Programa:
I) 14/04, quarta-feira as 19h:
Apresentação:
uma cartografia da problemática “Foucault e o anarquismo”
Indicações para leitura:
BEY, Hakim. “Anarquia do Pós-Anarquismo”. Disponível em: http://pt-br.protopia.wikia.com/wiki/Anarquia_do_Pós-Anarquismo.
MAY, Todd. “Pós-estruturalismo e anarquismo”. Margem, São Paulo, nº 5, 1996, p. 171-185.
VACCARO, S. “Foucault e o anarquismo”. Margem, São Paulo, nº 5, 1996. p. 158-170.
II) 12/05, quarta-feira as 19h:
Proudhon e Foucault, por uma “filosofia relacional”**
III) 26/05, quarta-feira as 19h:
Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo**
IV) 16/06, quarta-feira as 19h:
“Anarquismo e governamentalidade” ou uma concepção analítica do poder**
V) 26/06, sábado as 16h:
“Anarqueologia dos saberes”: apresentação e lançamento do livro Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (excertos), de Michel Foucault (Editora Achiamé, Rio de Janeiro, trad. de Nildo Avelino).
(*) Nildo Avelino é Doutor em Ciência Política pela PUC-SP e Pós-Doutorando em História Política pelo IFCH/UNICAMP. É pesquisador na área de Teoria Política sobre os temas: anarquismo, governamentalidade, anarqueologia. Participou, em setembro de 2009, do seminário internacional “Anarchismo, post-anarchismo e nuovi movimenti antiautoritari nella società contemporanea” realizado em Pisa pela Biblioteca Franco Serantini no âmbito da XIV Conférence Internationale della Fédération Internationale des Centres d'Études et de Documentation Libertaires (FICEDL). É militante do CCS desde 1991.
(**) as indicações de leitura serão fornecidas na 1ª sessão.
